sexta-feira, 20 de agosto de 2021

REINICIE O SEU CORAÇÃO: 21 DIAS PARA VOCÊ APRENDER A AMAR COMO SE NUNCA TIVESSE SIDO FERIDO [Resenha 068/21]


É tempo de reiniciar o seu coração. Muitos desafios da vida e pessoas desafiadoras têm enchido nossa mente de dúvidas, frustração e amargura. Examine-se a se mesmo examinando a sua fala. Quais tipos de pensamentos ocupam a sua mente atualmente? São pensamentos de um futuro de esperança? São pensamentos sobre quem você pode abençoar e quem já o abençoou? Você passa mais tempo pensando no que não tem do que fazendo orações de gratidão pelo quem tem? As conversas que temos em nossa cabeça nos dizem muito sobre a condição do nosso coração. Por que não reiniciar esses processos de pensamentos hoje, ou melhor, agora? Você precisa de um milagre? Você deseja um romper? Que tal uma palavra de Deus ou uma cura? É tempo de expectativa por grandes coisas!

Um reinicio é necessário, e não há tempo melhor do que o presente para começar este processo. O único pré-requisito é expectativa. Hebreus 11.6 nos diz que nossa fé agrada a Deus. Precisamos entender que, se Deus irá fazer algo, Ele busca por pessoas que vivem com grande expectativa.

Nosso Deus é todo poderoso, porém limitamos sai obra em nossa vida quando nos recusamos a crer em Sua capacidade e sua vitória. Precisamos ativar a nossa fé e nos posicionar em expectativa, sabendo que ele pode fazer o impossível.

Neste devocional inspirador de 21 dias, o autor best-seller e pastor, Jentezen Franklin, caminha ao seu lado em uma nova visão de reconciliação, cura e descoberta. Ele mostra como deixar para trás a mágoa e a amargura, e escolher o amor e o perdão, a fim de liberar a liberdade e a alegria insondáveis de Cristo.
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FRANKLIN, Jentezen. Reinicie o seu coração: 21 dias para você aprender a amar como se nunca tivesse sido ferido. Rio de Janeiro, RJ: Editora Lan, 2020. 112p.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

UM SUMO SACERDOTE MISERICORDIOSO E FIEL: ESTUDOS NO LIVRO DE HEBREUS [Resenha 067/21]


O livro bíblico de Hebreus foi escrito para exaltar a grandeza de nosso Salvador e a importância do evangelho de Jesus Cristo.

Em Um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel, o pastor Martyn Lloyd-Jones revela as riquezas e as belezas da mensagem do evangelho que encontramos ao longo desse livro bíblico singular.

Em dezenove sermões repletos de exemplos e ilustrações que continuam pertinentes mesmo para os dias de hoje, o autor relaciona com perfeição as verdades encontradas no livro de Hebreus com o escopo mais amplo da Palavra de Deus, ao mesmo tempo que nos exorta a vivermos segundo a verdade do evangelho. Entre esses sermões estão: A autoridade do evangelho, O propósito da vinda de Cristo, Duas visões, dois destinos, Povo próprio de Deus e Evitando o juízo vindouro.

A pregação de Lloyd-Jones era fundamentada em uma leitura profunda do texto bíblico e em rico academicismo, mas ainda assim era acessível a todos: estimulava os afetos e transformava o coração.

O autor escreve:

“Ora, o autor estava se dirigindo a pessoas cristãs — todas as epístolas foram escritas para cristãos, para membros de igrejas — e, no entanto, ele os exorta a dedicar a mais profunda atenção às coisas que ouviram. O problema era que essas pessoas acreditavam no evangelho, mas viviam em um mundo difícil. Estavam sofrendo perseguição, passando fome e tendo de suportar todo tipo de coisa, e alguns estavam começando a vacilar. Eles não haviam perdido a fé, mas alguns estavam ficando abalados, e por isso o autor os exorta a não se afastarem das coisas que ouviram e nas quais acreditavam, a não serem negligentes em relação a elas. Sua mensagem, repito, era dirigida principalmente aos cristãos hebreus, mas é justo deduzir que, se era importante para os crentes se apegarem a essas coisas, quão mais importante não era para aqueles que não criam. Se aqueles que creem são capazes de abandoná-las, se essa é uma possibilidade, em que situação se encontram aqueles que nunca creram? Portanto, toda a exortação que o autor faz aos crentes é ainda mais crucial para aqueles que não são crentes, que não se tornaram cristãos.”
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LLOYD-JONES, Martin. Um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel: Estudos no livro de Hebreus. São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 2020. 224p.


 

FAÇA VOCÊ MESMO: GUIA PRÁTICO PARA REFORMAR SUA FAMÍLIA [Resenha 066/21]


Por mais cansativo que possa ser a reforma de uma casa ou apartamento, poucas coisas nos dão mais prazer do que contemplar a transformação do local que escolhemos como o "nosso" lar. Mas não é só o ambiente em que vivemos que pode ser reformado e transformado. Gary Chapman e Shannon Warden nos mostram que a família também pode ser renovada, tornando-se uma organização saudável, amorosa e colaborativa. Um ponto, contudo, é preciso ressaltar: ao contrário da reforma de uma casa ou de um apartamento, cujo trabalho pode ser delegado a terceiros, o ideal é que você mesmo assuma essa tarefa.

Ser pai e mãe não é tarefa fácil. Ainda, manter a família unida, as crianças educadas, o cônjuge feliz e colocar “a casa em ordem” exige dose extra de força de vontade. Com a aproximação entre os casais, pais e filhos, durante o isolamento social, o convívio familiar se pôs a prova. Alguns descobriram uma ótima relação, já outros, perceberam que precisam de uma reforma interior para evitar futuras crises.

Ao pensar em soluções para as famílias que desejam implementar uma nova cultura familiar, o best-seller Gary Chapman e a escritora Shannon Warden lançam o livro Faça você mesmo: Guia prático para reformar sua família. Publicado no Brasil pela Editora Mundo Cristão, a obra traz ferramentas eficazes para que esposas, maridos, pais e mães possam reestruturar os sentimentos.

Para isso, Chapman e Warden contam vivências pessoais e apresentam passo a passo de como usar as ferramentas certas para implementar estratégias de conexão e melhoria do equilíbrio emocional das famílias.

Além da introdução, o livro está cheio de insights práticos e encorajadores e dicas que funcionarão como as novas ferramentas de que você precisará para alcançar seus objetivos de melhoria do lar. Junto com as ferramentas de sucesso para os relacionamentos, A esperança do autor é que você aprenda com as metáforas sobre reforma de casas e desfrute delas enquanto lê e elabora seu projeto de reforma. Então pegue sua caixa de ferramentas, e mãos à obra!

Faça você mesmo: Guia prático para reformar sua família usa a metáfora da reforma do lar para oferecer dicas muito simples e extraordinariamente eficazes para você alcançar uma profunda alteração na cultura familiar.
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CHAPMAN, Gary. Faça você mesmo: guia prático para reformar sua família. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2021.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

OS FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA SISTEMÁTICA [Resenha 065/21]


“A Teologia há de estabelecer uma correlação entre a tradição da experiência cristã e as experiências de nosso tempo”. Hans Küng

A Teologia Cristã está a exigir uma nova Reforma. Há uma incerteza radical que aflige a Teologia diante dos pluralismos contemporâneos. Por causa das diferentes cores que o cenário teológico tem apresentado à tarefa teológica, a história não poderá continuar sem que haja a redescoberta do enfoque central que mantém as diversas Teologias unidas como cristãs – isto exige que novas obras sejam escritas em solo brasileiro.

É salutar quando vemos uma nova obra sendo lançada no mercado editorial. A educação teológica de nosso tempo está na expectativa de um novo paradigma ou até de uma nova forma de colocar a Teologia, a qual ofereça uma nova visão unificadora da Teologia cristã, que seja, ao mesmo tempo, baseada firmemente na Revelação Divina e consistente com a grande tradição da Igreja Cristã em sua espiritualidade revigorante, e por outro lado, conectada com o contexto e seu tempo.

Por mais de três séculos, a Teologia Ocidental ficou obcecada pelas questões e pelos problemas postulados pela modernidade, de tal forma que as suas ramificações se tornaram reféns do das ideologias culturais.

No entanto, um fato deverá ficar claro para a tarefa teológica, é a certeza de que a memória histórica nos conduz à fé de que haverá sempre esperança, pois, o povo de Deus é chamado a voltar para a fonte da Revelação Divina enquanto, ao mesmo tempo, é conduzida às novas luzes de respostas à vida desde a eterna Revelação de Deus.

Dois princípios devem de forma surpreendente trazer novas possibilidades à tarefa teológica, - a tradição da fé e a reforma dentro de novos contextos vitais e pertinentes a cada nova geração.

A Teologia vivida como sabedoria de Deus, quer ser uma proposta natural que liga coração e mente, a espiritualidade e a vida, os conteúdos da fé e uma pastoral autêntica, surgida da reflexão bíblica em conexão com a vida do povo, a qual dia a dia precisa crescer em profundidade de reflexão transformadora. E numa dialógica permanente, retornando, depois disso para uma reflexão intelectual, - assim avança continuamente, num processo circular crescente, gerando vida de fé e comunhão que transforma.

A tarefa da Teologia Sistemática deve levar em conta alguns procedimentos metodológicos fundamentais no labor teológico, os quais consistem no seguinte: Olhar para o presente como locus social, e, olhar para o passado como memória inspiradora da fé, enquanto é desafiada ao mesmo tempo a assumir uma nova perspectiva de futuro como sinal profético em permanente reforma, purificando-se historicamente.

Ao apresentar esta obra teológica, nascida em solo brasileiro, me alegro com o autor pela paixão teológica e a certeza do início de uma caminhada rumo à produção teológica, no caso específico, dentro da Teologia Sistemática.

Na Teologia Brasileira, cada vez mais somos desafiados a viver esse processo da tarefa teológica, a qual consiste em reler a Bíblia desde um novo lugar social, desde o reverso da história, desde o lugar deste ser humano a cada dia mais desumanizado, vítima da periferia da existência, desde os excluídos da hipermodernidade.

Sim, somos chamados a ler e reler as Escrituras e a própria tradição teológica desde o lugar do povo de Deus, e para o povo de Deus, sempre em conexão com o contexto geral dos seres humanos, onde a vida acontece, e não desde o lugar do enciclopedismo iluminista. O autor desta obra propõe uma Teologia ao encontro da vida, desde as grandes verdades da fé.

A Teologia Sistemática é cada vez mais desafiada a aprender com Jesus, que levou seus discípulos aos princípios básicos de uma prática que critica os sistemas atuais desde a perspectiva do Reino de Deus.

Jesus propõe que a Teologia leve a sério a dignidade da pessoa, a justiça, a solidariedade, o respeito para com a liberdade, a disposição em servir, a capacidade para suportar os conflitos, e, a um amor que supere os antagonismos.

Teologia hoje deverá corajosamente, diante do temor, suscitar a liberada cristã; diante dos medos atuais, maximizar a confiança; e diante das barbáries dos egocentrismos destruidores, suscitar a generosidade cristocêntrica. Pois, a educação teológica nunca poderá perder de vista a razão teórica da fé e a razão histórica da esperança – e ser efetivamente capaz de ligar as duas, pela razão prática do amor.

Luciano Nobre Frasson acredita que o ensino da Teologia tem uma vocação transformadora, aprofunda o conceito da memória da fé, depois busca encarar a tarefa do ensino teológico desde uma perspectiva expectante. É aqui onde encontramos a tarefa do labor teológico, como tarefa do penúltimo e não do último, relativizando nossas conclusões, Teologia sempre está a caminho.

Por ser a comunidade do Êxodo, a Igreja é convocada para estar sempre a caminho, relativizando suas conclusões, pois sabe que somente seu Senhor é absoluto, e de Sua Palavra somos cativos. Escrever Teologia é caminhar de pés descalços em direção ao inefável daquele que disse: “eu sou o Amém”.

Finalmente, deixo com o leitor a obra Os Fundamentos da Teologia Sistemática, Luciano Nobre Frasson, com quem tive o privilégio de caminhar em nosso curso de Teologia da UniFil. Possa você mesmo descobrir as eternas verdades da fé, a partir das quais o autor propõe caminhos de fé e esperança.
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FRASSON, Luciano Nobre. Os Fundamentos da Teologia Sistemática. Curitiba, PR: AD Santos Editora, 2018. 752p.

Créditos
Dr. Silas Barbosa Dias, PhD.
Transcrição completo do Prefácio

O TEMPLO E A MISSÃO DA IGREJA: UMA TEOLOGIA BÍBLICA SOBRE O LUGAR DA HABITAÇÃO DE DEUS [Resenha 064/21]


Partindo do texto bíblico de Apocalipse 21.1-2, o livro apresenta uma teologia bíblica cuidadosa e abrangente. Ele argumenta que o tabernáculo e os templos do Antigo Testamento foram simbolicamente projetados para apontar para a realidade do tempo do fim de que a presença de Deus, anteriormente limitada ao Santo dos Santos, seria estendida por todo o cosmo. Dessarte, a visão de João em Apocalipse 21 representa os novos céus e nova terra como o Templo Escatológico.

Gregory K. Beale é natural do Texas, estudou na Universidade Metodista do Sul e no Seminário Teológico de Dallas. Fez seu doutorado na Universidade de Cambrigde, onde defendeu a tese sobre o uso do livro do profeta Daniel na literatura apocalíptica judaica e no Apocalipse de João.

Lecionou Novo Testamento e Teologia Bíblica no Seminário Teológico de Westminster, onde foi titular da cátedra J. Gresham Machen de Novo Testamento. Recentemente, foi nomeado professor de Novo Testamento no Seminário Reformado de Dallas. Ele se destacou no campo de estudo do relacionamento entre o Antigo e o Novo Testamento.

Beale é autor de vários livros, entre eles Redemptive Reversals and the Ironic Overturning of Human Wisdom: The Ironic Patterns of Biblical Theology: How God Overturns Human Wisdom, The Erosion of Inerrancy in Evangelicalism: Responding to New Challenges to Biblical Authority publicados pela Crossway, Comentário do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento, Manual do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento, O uso do Antigo Testamento no Novo Testamento e suas implicações hermenêuticas, Você se torna aquilo que adora e Teologia bíblica do Novo Testamento, publicados por Edições Vida Nova. Além de seu aclamado Comentário do Apocalipse, publicado no Brasil pela Editora Cultura Cristã, Edições Loyola também publicou uma versão resumida do livro O templo e a missão de Deus.

O templo e a missão da igreja foi publicado originalmente na prestigiada série New Studies in Biblical Theology da InterVarsity Press, uma série de textos que abordam questões-chave da teologia bíblica. A edição ora resenhada traz dois prefácios, um do autor e outro de sua esposa, a quem Beale agradece o encorajamento para escrever a obra.

Na introdução, o autor faz um apanhado do tema do tabernáculo/templo em toda a história bíblica. Ele argumenta que o significado e o simbolismo do templo se baseiam em ricos pressupostos histórico-culturais, como a literatura judaica do Segundo Templo e a literatura do Antigo Oriente Próximo.

Nos 12 capítulos seguintes, o autor fundamenta exegeticamente sua teologia e traz novas abordagens a textos bem conhecidos. Ele analisa diversas passagens do Novo Testamento (Atos 7, Hebreus 10-12, Efésios 2, 1Coríntios 6 etc.) para explicar o significado tipológico das declarações do Antigo Testamento, especialmente dos profetas Isaías, Ezequiel e Daniel. No último capítulo, ele se preocupou em apresentar reflexões e aplicações práticas para a igreja hodierna.

No tratamento dos textos do Antigo Oriente Próximo, Beale defende a tese de que os templos pagãos tinham elementos de verdade, mas, por conta do pecado, eles distorceram essa verdade original.

O povo da Antiga Aliança foi convocado para construir um templo e manter fiel a adoração e o mundo seria abençoado. Beale ensina que Jesus é o verdadeiro templo e que os antigos templos eram modelos que se cumpriram em Cristo. Beale afirma que os crentes da Nova Aliança, em virtude da fé, são parte do verdadeiro Templo. Na segunda vinda, o Templo será concluído, pois a glória do Senhor cobrirá toda a terra.

Destaco a profunda análise feita sobre o Templo e o homem da iniquidade em 2Tessalonicenses e a visão do templo ideal em Ezequiel 40-48. Contrariando a visão popular, que aguarda a construção de um terceiro templo, para Beale, o templo é “uma visão figurada de um templo celestial real que desceria e seria estabelecido na terra em forma não estrutural nos últimos dias” (p. 371).

A edição brasileira tomou o cuidado de manter o índice das passagens bíblicas, das fontes antigas, como os Manuscritos do Mar Morto, a literatura patrística, os textos do Antigo Oriente Próximo e da literatura judaica, cristã e o índice onomástico. A tradução foi bem-feita e manteve a essência do elegante estilo de Beale.

Recomendo a leitura. O templo e a missão da igreja é uma ferramenta essencial para estudantes de teologia, pastores e professores, assim como leitores que procuram uma melhor compreensão do ensino da Teologia Bíblica.
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BEALE, Gregory K. O templo e a missão da igreja: Uma teologia bíblica sobre o lugar da habitação de Deus. Trad. Lucília Marques. São Paulo: Vida Nova, 2021, 480p.

Créditos
Publicado originalmente
https://teologiabrasileira.com.br/jesus-e-o-verdadeiro-templo-uma-resenha-do-livro-o-templo-e-a-missao-da-igreja/

INTELIGÊNCIA RELACIONAL: HABILIDADES INTERPESSOAIS NECESSÁRIAS PARA ALCANÇAR O SENTIDO DA VIDA [Resenha 063/21]


Relacionamentos verdadeiros são muito importantes. Somos um fator decisivo na vida das pessoas. Elas nos erguem ou nos derrubam. Uma noite de diversão com pessoas certas podem revigorar nossas almas e erguer nossos espíritos. Quanto mais envelhecemos, mais devemos ter certeza de que o maior recurso não é dinheiro, tempo, carreira ou nossos talentos - são as pessoas em nossas vidas.

Por isso, não basta só desenvolver suas habilidades para lidar com robôs, aplicativos, softwares. Para ser relevante na vida comum ou profissional, antes é preciso saber ser relacional com pessoas, de forma inteligente. A Inteligência Relacional é a habilidade de mobilizar pessoas em prol de um objetivo comum e já uma das competências mais revolucionárias desde a descoberta da inteligência emocional.

Sabemos que a vontade de Deus é a união entre as pessoas, mas em inteligência relacional, o autor nos encarrega de um aprimoramento. Para obedecer a tudo que Deus reservou para nós, é necessário mais do que um corpo com energia para caminhar pela vida. Para ir até o fim com um objetivo, precisamos de pessoas que nos inspirem a concretizar o chamado de Deus. Este livro ajudará a definir, entender, ajustar e avaliar os relacionamentos existentes em sua vida.

O livro possui além do prefácio e apresentação, dezessete capítulos, divididos em quatro partes: [1] Definindo seus relacionamentos, [2] Conhecendo seus relacionamentos, [3] Ajustando seus relacionamentos e [4] Avaliando seus relacionamentos. Nesta exposição magistral, ensina-se a extrema necessidade das habilidades interpessoais, para estimular o pensamento transformador. Dr. Dharius Daniels fornece indicações, conhecimento e ferramentas práticas para maximizar nossos relacionamentos horizontais e verticais. O posicionamento correto de pessoas em nossas vidas dá frutos verdadeiros.
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DANIELS, Dharius. Inteligência relacional: habilidades interpessoais necessárias para alcançar o sentido da vida. Rio de Janeiro, RJ: Editora Lan, 2021.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

BIBLIA SAGRADA NOVA VERSÃO TRANSFORMADORA: PARA ANOTAÇÕES E ESBOÇOS [Resenha 062/21]


Uma técnica que nasceu nos Estados Unidos e vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, o Bible Journaling é a nova moda entre quem gosta de escrever, ilustrar e desenhar. A técnica consiste em destacar versículos, registrar insights, reflexões, referências, memórias e outras anotações das passagens bíblicas favoritas.

Para ajudar os leitores e leitoras adeptas da prática existem Bíblias específicas para esse propósito. É o caso da Bíblia Sagrada Nova Versão Transformadora: Para anotações e esboços, lançamento da editora Mundo Cristão, que trouxe uma diagramação com espaço extra pra anotações que torna o estudo bíblico criativo e prazeroso.

Com papel mais resistente para anotações, essa versão é ideal para quem tem dificuldade de memorizar textos, já que é cientificamente comprovado que escrever à mão ajuda a lembrar de informações importantes. Com uma diagramação leve, o lançamento também serve de ferramenta para pregadores, pastores, professores e estudiosos, que poderão elencar os tópicos do estudo em sua própria Bíblia.

Além disso, a obra apresenta o texto claro e preciso da Nova Versão Transformadora (NVT), uma tradução das Escrituras em linguagem fácil e acessível com base nos textos originais. Este lançamento está disponível em duas opções de capa dura, além de ter uma gramatura um pouco maior e letra confortável para melhor experiência de leitura.

A Nova Versão Transformadora (NVT) foi projetada para atender às exigências de diversos perfis de leitores: o especialista em exegese bíblica, o pastor que busca um texto confiável para fundamentar seus sermões, o leigo que procura uma palavra de inspiração bíblica que fale diretamente á alma e o jovem que espera compreender o que está lendo. A NVT é própria para leitura individual, devocional e até congregacional, em voz alta.
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Bíblia Sagrada nova versão transformadora: para anotações e esboços. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2021. 1632p.

Créditos
https://guiame.com.br/gospel/leitura/bible-journaling-biblia-na-qual-e-possivel-aplicar-o-metodo-criativo.html

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

CHÁ DE BONECAS E ENCONTRO DE HERÓIS: PROJETO DE PREVENÇÃO AO ABUSO SEXUAL INFANTIL [Resenha 061/21]


Prevenção de violência sexual é fundamental. A violência sexual é uma questão de saúde pública que afeta o bem-estar da vítima, da família, da comunidade e da sociedade. Este é um livro que tem por objetivo capacitar as pessoas de diversas idades para desempenharem um papel significativo na prevenção ou interrupção de um abuso sexual. Como adultos não podemos fazer com que nossas crianças vivam livres do perigo, mas podemos garantir a elas que a ajudaremos quando algo ruim acontecer.

Proporcionar conhecimento em relação a sua própria segurança, não é só uma responsabilidade, mas a única coisa a fazer. Quando uma criança é estimulada a se comunicar, desenvolve a habilidade de ter a participação ativa em sua própria segurança.

Algumas pessoas podem achar que falar da exploração sexual poderá assustar uma criança, mas isso é pouco provável que aconteça, pois crianças sabem que existem coisas que podem ser perigosas como colocar a mão em cachorros desconhecidos, ou atravessar uma rua movimentada. Quando o medo acontece, ele é diminuído ensinando estratégias de prevenção.

Como ensinar às crianças a diferença entre carinho e abuso? Na escola o assunto é tabu. Em casa os pais não se sentem confortáveis em falar sobre o tema. Com as bonecas de pano, Neide Lunas e Mara Melnik criaram o método perfeito, que orienta de forma lúdica, sem constranger ou assustar. A concepção da boneca é genial. Ela tem duas faces, uma feliz e outra triste. Vai depender do tipo de toque que ela receber. Existem dois tipos: o toque do SIM e o toque do NÃO. O toque do SIM é o do afeto, geralmente parte dos pais ou pessoas de confiança. O toque do NÃO é o do abuso, aquele que as crianças aprendem a identificar e a se afastar.

Além da prevenção, o projeto permite, através da interação com a boneca, que a criança relate possíveis experiências e traumas. A falta de informação talvez seja um perigo ainda maior para as meninas do que um monstro abusador. Você vai conhecer nas páginas a seguir a história de duas mulheres que, diante desta triste realidade, decidiram agir.

O livro possui 11 capítulos com muitas ilustrações, fotos e atividades que podem ser reproduzidas para uso em sala de aula. As marcas causadas pelo abuso sexual são profundas e podem ser devastadoras. Se pensarmos que “tudo começa na infância” esse “tudo” pode definir o modo de agir, mudar a vida, significar muito. O Abuso sexual tende a estragar tudo o que era perfeito.
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MELNIK, Mara Xavier; LUNAS, Neide Rute Alves. Chá de Bonecas e Encontro de Heróis – Projeto de Prevenção ao Abuso Sexual Infantil – Curitiba, PR: A.D. SANTOS EDITORA, 2018. 136 p.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

ALEGRIA NO SENHOR: A MENSAGEM DE FILIPENSES PARA A IGREJA DE HOJE [Resenha 060/21]


Este livro é fruto de uma série de exposições realizada pelo autor na Igreja Presbiteriana da Gávea. Foi escrito dentro de uma perspectiva pastoral e prática. “Não existe aqui nenhuma intenção de produzir um material de estudo acadêmico-exegético, mas, meu desejo é — partindo da boa exegese do texto e em seus originais — trazer ao público uma abordagem prática para os dias atuais, sempre observando o grande tema da carta, que é a verdadeira alegria. Meu objetivo é mostrar que a verdadeira alegria só é possível quando vivemos para glória de Deus".

Paulo provavelmente escreveu a Carta aos Filipenses quando estava preso pela primeira vez em Roma (60-62 d.C.), mas existem outras fontes de pesquisa que sugerem que Paulo a tenha escrito na prisão em Cesareia (57-59 d.C.), ou até mesmo em outro momento na cidade de Roma (64-65 d.C.). A citação da “guarda pretoriana” (Fp 1.13) é um dos indícios de que provavelmente Paulo estivesse de fato em Roma quando escreveu sua carta, bem como o relato que ele faz do seu processo (Fp 1.19-26). Concordo com a grande maioria dos comentaristas que sugere Roma, entre os anos de 60-62 d.C., como o lugar de onde Paulo escreveu aos filipenses.

É possível perceber na Carta aos Filipenses a preocupação pastoral de Paulo, que deseja uma igreja saudável, fiel ao evangelho, mas sabia como estava sendo difícil para os membros enfrentar as dificuldades da vida cristã e os desafios de viver em uma comunidade de fé.

Hendriksen[1] fala sobre a importância de estudar essa carta:

1. Ela nos revela o segredo da verdadeira felicidade. E está claramente expresso na carta como essa felicidade pode ser alcançada.

2. Ela nos revela o homem que descobriu o segredo. Filipenses é a mais pessoal de todas as epístolas de Paulo. Essa característica se entrevê também em 2 Coríntios, em 1 Tessalonicenses e em Filemom; contudo, em nenhuma delas vemos a personalidade real de Paulo, que, em Filipenses, abre seu coração para aqueles a quem ama profundamente.

3. Ela nos revela o Cristo que ensinou o segredo. É aqui (em Filipenses) que conhecemos a Cristo como nosso padrão e ajudador, na grandeza de seu amor condescendente (Fp 2.5-11; 4.13).

Portanto o tema da alegria é muito atual, e a perspectiva bíblica exposta aqui pode nos ajudar, e muito, a construir relações saudáveis em nossa vida com Deus e com o nosso próprio coração, na vida eclesiástica comunitária e na missão de cada cristão no mundo.

O livro está dividido em catorze capítulos, onde o autor desenvolve — com coração pastoral e mente de exegeta — o conceito da alegria cristã em meio às tribulações. O livro é repleto de ilustrações, de aplicações práticas e de perspectivas exegéticas desafiadoras que levam o leitor a refletir e a desejar mais e mais a alegria em Cristo. Recomendo com entusiasmo.
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SAHIUM, Leonardo. Alegria no Senhor: a mensagem de Filipenses para a igreja de hoje. São Paulo, SP: Vida Nova, 2021. 256p.

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[1] William Hendriksen, Efésios e Filipenses, 3. ed. (São Paulo: Cultura Cristã, 1992), p. 354.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

O ENREDO DA SALVAÇÃO: PRESENÇA DIVINA, VOCAÇÃO HUMANA E REDENÇÃO CÓSMICA [Resenha 059/21]


Histórias nos cativam, não só por causa de seus artifícios literários, mas porque tocam a essência do nosso ser. Somos seres desejosos de conhecer melhor como chegamos até aqui e movidos pela expectativa do que está por vir. Somos seres históricos por natureza, criados por Deus, manchados pela nossa rebeldia, carentes de resgate rumo a um ápice paradisíaco. Essa é a história do mundo, na qual fomos inseridos pelo Criador.

Portanto, poucas coisas são mais essenciais para a maturidade e a eficácia de cristãos e igrejas na missão do que um ensino claro e um entendimento gradual da Palavra de Deus. Todavia, mesmo nas igrejas em que se prega a Bíblia, pode acontecer de passagens bíblicas serem pinçadas aqui e ali como promessas motivadoras, como comprovações de doutrinas específicas, ou até como açoites para castigos moralistas. Resta então a ignorância do que a Bíblia de fato é como um todo, ou seja, o relato da grande história de Deus, da criação, e da humanidade. A Bíblia explica o passado, aponta-nos para o futuro último, e convida-nos a participar, desde já, desta história e viver em conformidade com ela.

É inspirador saber que, após anos de muito estudo, um acadêmico treinado em exegese e teologia bíblica produz uma obra ao mesmo tempo profunda e acessível ao público em geral. O enredo da salvação nos lembra de confiar menos em nós mesmos e mais no Deus que ressuscita os mortos, e o faz de modo inspirador, coerente e profundo. Bernardo presenteia-nos não somente com ideias, mas com o fruto de seu penoso labor exegético, seu percurso de amor às Escrituras e sua capacidade de transmitir conceitos complexos de forma compreensível.

O livro possui vinte capítulos divididos em quatro partes: Parte I — Da criação a Israel; Parte II — Do Sinai ao exílio; Parte III — Do nascimento à ressurreição de Jesus e Parte IV — Do sepulcro vazio à Nova Jerusalém. Bernardo Cho apresenta um excelente exemplo de como os pastores podem ajudar as pessoas a compreender o enredo da Bíblia como a estrutura geral que permite uma avaliação mais profunda de cada uma de suas partes. Conecta cada porção das Escrituras e nos desvenda a Bíblia, não como uma biblioteca de 66 livros, mas como uma Grande História, a história de Deus, a nossa própria história!
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Cho, Bernardo. O Enredo da Salvação: Presença divina, vocação humana e redenção cósmica. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2021.

sábado, 31 de julho de 2021

VOCÊ PODE SER QUEM DESEJA: TORNE-SE UM PENSADOR DE POSSIBILIDADES [Resenha 058/21]


É possível que um homem de 50 anos de idade, com excesso de peso, que nunca foi atleta, que se sente e parece mais velho do que realmente é, torne-se um recordista em maratonas? Pode alguém que no ensino médio obteve notas baixas em química conseguir alcançar notas mais altas nessa matéria, na universidade? Que possibilidades há de alguém que se tornou tetraplégico, por causa de uma lesão cerebral, reaprender a andar? De um estudante fracassado vir seu um dos melhores neurocirurgiões do mundo? De um negro órfão e abandonado tornar-se um médico proeminente. Os pensadores pessimistas diriam: “É impossível essas coisas acontecerem”. Mas, conheço pessoas que passaram por essas mudanças, aparentemente miraculosos, e sei como conseguiram isso.

Você já teve um sonho que floresceu em sua mente para depois morrer? Já tentou carreira após carreira e em todas fracassou, até chegar à conclusão de que seus sonhos são irreais e absurdos? Você está despontado, desencorajado e descontente com o sucesso que alcançou? Está secretamente insatisfeito com seu status atual? Deseja tornar-se uma pessoa melhor e mais bonita do que é? Gostaria de aprender, de verdade, a ter orgulho próprio e ao mesmo tempo não perder a humildade genuína? Então, comece a sonhar! É possível! Você pode ser a pessoa que sempre quis ser.

Neste livro você aprenderá que o começo é o principio da vitória. O autor explica: [1] Como você pode ser quem deseja. [2] Como alcançar suas metas e ser inspirado por elas. [3] Como destruir o temor do fracasso e ter autoconfiança e [4] Como compreender por que coisas grandes acontecem com quem pensa grande.

Este livro possui 12 capítulos, onde foram esboçados princípios para a vida dinâmica e exitosa. Ponha-os em prática, e eles funcionarão. Você pode tornar-se a pessoa que deseja ser. Pode ter sucesso em sua vocação, em suas aspirações pessoais, em sua vida.

Robert Harold Schuller (1926-2015), autor de 37 livros, tornou-se conhecido nos Estados Unidos por seu programa televisivo semanal “Hour of Power” [Hora do poder], que começou a ser transmitido em 1970. Schuller encorajava as pessoas a acreditar em seus sonhos e a realizar grandes projetos. Além disso, ele enfatizava os aspectos positivos da fé e evitava condenar as pessoas. Uma de suas frases mais marcantes é: “Se você pode sonhar, você pode fazer!”.
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SCHULLER, Robert H. Você pode ser quem deseja: torne-se um pensador de possibilidades. São Paulo, SP: Editora Hábito, 2021.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

PANORAMA HISTÓRICO DE ISRAEL PARA ESTUDANTES DA BÍBLIA [Resenha 057/21]


Escrever a história de Israel é uma tarefa fora do comum. Quem se lança a esta dura empreitada logo vai enfrentar o desafio de perguntas importantes e difíceis, quando não impossíveis de serem respondidas, que vão surgindo no decorrer do trabalho. As dificuldades já aparecem no momento em que se procura definir o significado do próprio termo “Israel” e delimitar a época de seu surgimento e de seu desaparecimento. Parece simples, mas apontar com certa margem de exatidão o nascimento de Israel e deixar claro o que este termo exprime é algo muito complicado. Afinal, a própria palavra Israel, na Bíblia, é utilizada com, pelo menos, nove sentidos diferentes.

A tarefa de apresentar um panorama histórico para estudantes da Bíblia, como é o caso neste trabalho, também não é simples. Não é fácil decidir, entre tanta riqueza de detalhes, o que deve constar e o que deve ficar de fora do relato. Contudo, dentro do possível, aqui serão abordados, de forma geral e resumida, todos os pontos que sejam indispensáveis para ajudar o leitor a ter uma compreensão mais clara dos acontecimentos narrados na Bíblia. Minúcias que dizem res- peito a acontecimentos paralelos e nações vizinhas, ainda que importantes, serão evitados ao máximo, mas, havendo interesse, poderão ser encontrados na bibliografia apresentada.

Como a história de Israel, da mesma forma que a de outros povos, não surge em um vácuo, para que haja uma melhor compreensão dos seus inícios, a primeira parte deste panorama estará apresentando uma análise do que pode ser chamado de “Pré-História de Israel”, o período que está ligado a Israel mas que ainda não faz parte dele, pois este povo, ou nação, não existia naquela época. Nela será visto como estava se desenvolvendo a vida social em Canaã, Egito e Mesopotâmia, locais extremamente importantes na história bíblica, antes e durante a existência dos chamados, na atualidade, “Patriarcas”, os antepassados de Israel.

Em seguida, o relato estará apresentando como que a nação foi formada. Feito isto, seguirá em uma ordem cronológica que passará pela conquista de Canaã, o chamado Período dos Juízes, os primórdios da monarquia, a divisão do reino e o desenvolvimento individual de cada uma das partes, Reino do Norte, Israel, e Reino do Sul, Judá, desde os seus primeiros passos até o desaparecimento como estados independentes, conquistados, respectivamente, pela Assíria e Babilônia.

Também será visto, na sequência, como foi a vida do povo cativo na Babilônia e, logo após, como aconteceu o retorno para Judá e como se desenvolveu a comunidade pós-exílica, debaixo do poderio persa, grego e romano, com o breve intervalo de independência na época dos Macabeus. No decorrer do texto algumas passagens bíblicas serão apresentadas. Sempre que isto ocorrer, estará sendo utilizada a Edição Revista e Atualizada no Brasil, traduzida em português por João Ferreira de Almeida, e publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil em 1969. Quando aparecer alguma citação bíblica na língua hebraica ela estará sendo feita da Bíblia Hebraica Stuttgartensia.

Para ajudar quem se interessa por textos bíblicos específicos e personagens e temas que envolvem a Bíblia, também foi preparado e colocado no final do livro um apêndice com um índice de nomes e temas e outro com os textos bíblicos que são citados ou utilizados na obra.[1]
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GUSSO, Antônio Renato. Panorama Histórico de Israel para Estudantes da Bíblia. Curitiba, PB: AD Santos Editora, 2021. 6ª Edição. 254 p


[1] Este texto trata-se da introdução deste livro na íntegra.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

OS SALMOS COMO LOUVOR CRISTÃO: UM COMENTÁRIO HISTÓRICO [Resenha 056/21]


Temos aqui o terceiro volume da Trilogia sobre o Livro de Salmos. O primeiro volume é sobre “Os Salmos na adoração cristã”, em seguida, no segundo comentário “Os Salmos como lamento cristão” e, agora, no terceiro, é sobre “Os Salmos como louvor cristão”.

Antes de ouvir a voz inspirada do salmista e a voz de fé da Igreja em resposta é introduzida uma coletânea de escritos como reflexão sobre o louvor, tentando responder questões como “por que louvar a Deus?” e “como louvá-lo?” A luz de sua santidade imaculada, os autores estão profundamente conscientes de nossos lábios impuros; no entanto, estamos de todo persuadidos de que a morte de Cristo e o espírito de purificação são a cura dupla para salvar-nos da ira e nos tornar puro.

Os comentaristas afirmam que: “Nossa meta nos três comentários sobre o livro de Salmos é edificar a igreja pela audição da voz do salmista mediante exegese cuidadosa da coletânea de escritos e pela audição da voz da igreja em resposta. Com o termo “edificar” desejamos acrescentar substância à fé, fervor à virtude, convicção à confissão; e que a igreja seja fortalecida na fidelidade, em especial neste tempo de perseguição em muitas regiões do mundo e da apostasia do Ocidente.

A essência do saltério é o louvor, mas considerando que muitos salmos são inteiramente cânticos de louvor, o foco deste livro é em subespécies dos salmos de louvor: os que proclamam o “Eu Sou reina”. Todo o foco desse Livro é no volume IV do saltério (Sl 90-106); a saber, os Salmos 90-100 (exceto o Salmo 94 de lamento) e os Salmos 103-104.

Os Salmos são uma inspiração para todo meio cristão, e no livro "Os salmos como louvor cristão", Bruce K. Waltke e James M.Houston percorreram esse universo explicando o conceito base de todos eles. Tudo isso é essencial para a vida cristã, então se você é um cristão, e tem desejo de ir mais profundo na adoração, esse livro é para você.
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WALTKE, Bruce K. HOUSTON, James M. Os Salmos como louvor cristão: Um comentário histórico. São Paulo, SP: Shedd Publicações, 2020. 352p.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

O QUE APRENDI COM AS VIDEIRAS: O CAMINHO PARA UMA VIDA FRÚTIFERA [Resenha 055/21]


Beth Moore, importante líder norte-americana, há mais de quatro décadas tem conquistado a admiração de leitores e leitoras em todo o mundo através de mensagens pautadas pela sabedoria milenar da Bíblia Sagrada. Autora best-seller, já alcançou mais de 22 milhões de pessoas por meio de conferências e livros. Apesar do enorme sucesso nos Estados Unidos, o nome de Beth ainda é pouco conhecido no Brasil, cenário que tende a mudar com o lançamento do livro O que aprendi com as videiras: O caminho para uma vida frutífera, publicado em português pela Editora Mundo Cristão.

Tendo como pano de fundo uma fascinante viagem pela Toscana, Itália, e lições aprendidas em meio aos vinhedos da região, Beth coloca em relevo alguns dos questionamentos que mais inquietam homens e mulheres de todas as idades, como: propósito de vida, alegria genuína, superação pessoal e construção de um legado.

Ao longo do diário de viagem, a autora elucida que uma existência frutífera é resultado da fé e da íntima comunhão do ser humano com Jesus Cristo, a videira verdadeira da qual a vida emana, princípio que extrai a partir do capítulo 15 do Evangelho do Apóstolo João. Nesta passagem bíblica, Beth Moore compartilha as respostas de Jesus, cujo desejo é que você floresça nele.

Independentemente de seu passado ou de seu presente, Deus quer transformar seu futuro à medida que você permanecer nele. Beth ressalta que o desejo de Deus é que você tenha uma vida frutífera, apesar dos atropelos que possam dificultar sua caminhada.

O livro possui 19 capítulos divididos em 5 partes: [1] O Vinhedo; [2] O Lavrador; [3] A Videira; [4] O Fruto e [5] A Vindima. A cada capítulo, as reflexões de Beth acrescentam novas ideias para quem deseja renovar, recomeçar, se reinventar e superar situações que ofuscam a vida e limitam o potencial. Escrito como uma linguagem acessível, mas sem deixar de ser profundo, o livro tem ingredientes que certamente o tornarão uma leitura inesquecível.

“Sei como é temer não ser visto. Sei como é recear ser inútil. Sei como é fácil sentir-se sem talentos numa sociedade movida pelo talento. Se for como eu, você se sente ansioso por contribuir. Anseia por ser relevante. E quer saber de uma coisa? Você é.”
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MOORE, Beth. O que aprendi com as videiras: o caminho para uma vida frutífera. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2021.

Créditos
https://lcagencia.com.br/o-que-aprendi-com-as-videiras/

sexta-feira, 23 de julho de 2021

DOMINE O PODER DA TENSÃO: PARA ESTICAR SEM QUEBRAR [Resenha 054/21]


O ambiente de trabalho empresta especial significado na vida das pessoas. Construímos laços que se expandem para vários aspectos da nossa existência, os reflexos podem ser positivos ou negativos. Cuidar do clima, propiciar desafios, construir relações de confiança e desenvolver habilidades. Nesses ambientes a tensão é o combustível que move profissionais diferenciados. Não se trata de coação, agressão, ou falta de tranquilidade. Trata-se harmonia, instigada pela tensão, protegida pela educação e bom senso! Calmaria em excesso causa acomodação, desânimo e monotonia.

Neste livro, Sam Chand, consultor internacional de liderança, examina a tensão quando ela surge e quando se interpõe nos negócios, na comunidade eclesiástica e na família. Ao contrário do que muita gente pensa, o autor afirma que a presença da tensão não é uma deficiência e nem representa uma ameaça. Não é um problema a ser resolvido, mas uma força a ser usada.

Sam Chand diz que a “palavra “tensão” deriva da palavra latina tendere, que significa esticar. Não há problema em ser esticado na carreira profissional, na educação dos filhos, no ministério ou na liderança. Sem tensão estagnamos e paramos de amadurecer. Na verdade, poderíamos até dizer que a tensão é inevitável e, em muitos casos, desejável na vida e na liderança.

Interessante, que não é só o autor deste livro que ver a tensão desta forma. Vicente Gomes, colunista da Revista Exame, escreveu: A tensão é a canalização de energia necessária para que o sistema se transforme para um estado melhor e mais potente. Não adianta lutar contra as tensões, já que isso só gera estresse, desgaste ou adiamento da evolução que quer emergir!

O livro está dividido em 10 capítulos, fundamentados em experiência e princípios bíblicos que nos levará a um nível de maturidade que nos faz aceitar a tensão como uma realidade de vida e adquirimos confiança e clareza mental ao depararmos com ela. Desta forma, tornamo-nos mais sábios e mais acessíveis. Assim, sentiremos menos pressão para solucionar os problemas e menos forçado a resolvê-los completamente e com rapidez.

No final de cada capítulo, você encontrará algumas perguntas para reflexão e um exercício de aplicação. O desafio após é a leitura é: Aceitar a tensão, resolver a tensão e usar a tensão como instrumento de crescimento e maturidade.
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CHAND, Samuel R. Domine o poder da tensão: para esticar sem quebrar. São Paulo, SP: Editora Hábito, 2021.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

MARGEM: RESTAURANDO AS RESERVAS EMOCIONAIS, FÍSICAS, FINANCEIRAS E DE TEMPO EM UMA VIDA SOBRECARREGADA [Resenha 053/21]


Com a experiência e o conhecimento de um médico inteligente, Dr. Swenson apresenta vários passos construtivos e cuidadosos para vencer as pressões da vida contemporânea que prejudicam nossos esforços de alcançar equilíbrio e encontrar paz interior. Margem oferece sugestões valiosas para todo leitor interessado em saúde física e emocional.

Mas, o que é Margem? Margem refere-se ao espaço situado no contorno de uma página no qual não há nenhum texto. A página que você está lendo tem margens em cima, embaixo e nas laterais. Se palavras se estendessem de cima a baixo e até os limites laterais, não haveria margem alguma. Swenson vê alguma semelhança em nossa vida. Nós acrescentamos tanta coisa em nossa agenda que não temos nenhuma "margem", nenhum espaço para o lazer, para o descanso, para Deus e para nossa saúde.

O que significa a falta de MARGEM? O autor escreve: “ Falta de margem é chegar trinta minutos atrasado ao médico porque saiu do banco vinte minutos atrasado porque deixou as crianças na escola dez minutos atrasadas porque o seu carro ficou sem combustível a duas quadras do posto de gasolina - e você esqueceu a sua carteira. Falta de margem é alguém pedir que você carregue uma carga com cinco quilos a mais do que você pode suportar. Falta de margem é não ter tempo de terminar aquele livro que você está lendo sobre estresse. Falta de margem é fatiga, é a pressa, é a ansiedade, é a doença do novo milênio".

Tem cura? O autor responde: “É claro que sim. Porém, o tipo de saúde do qual estou falando raramente será encontrado no “progresso” ou no “sucesso”. Por essa razão, não sei quantos estão dispostos a conquistar a cura. Mas pelo menos todos nós merecemos a chance de entender a doença.

Além da introdução “vivendo sem margem”, o livro possui 15 capítulos divididos em três partes: [1] O problema: Dor; [2] A prescrição: Margem; [3] O Prognóstico: Saúde. O Dr. Swenson traz uma mensagem extremamente necessária de que menos pode ser mais. “Margem, é ter fôlego de sobra no topo da escadaria, dinheiro sobrando no final do mês, e saúde mental ao final da adolescência.”
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SWENSON, Richard. Margem: Restaurando as reservas emocionais, físicas, financeiras e de tempo em uma vida sobrecarregada. Rio de Janeiro, RJ: Editora Lan, 2020. 225p.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

COMO IMPLANTAR, DESENVOLVER E MANTER GRUPORS PEQUENOS FORTES E SAUDÁVEIS [Resenha 052/21]


No meio cristão, na atualidade, é impossível fingir que algo não está acontecendo. Desde o início da década de 80 o mover do Espírito Santo de Deus tem se feito sentir de maneira intensa. Estratégias visando uma vida cristã de maior profundidade têm sido adotadas. A explosão do evangelho em nosso país e no mundo não aconteceu por acaso. Um verdadeiro insight divino, simultâneo, aconteceu. Assim como no início da era cristã, o compartilhar dos ensinamentos de Jesus voltou a acontecer nos lares. Cada casa tornou-se um lugar aberto para encontros, uma oportunidade para evangelismo, para compartilhar da Palavra de Deus e para vínculos de amizade. Um ministério voltado para o desenvolvimento de relacionamentos significativos, para o fortalecimento de laços de amizade e amor; um ministério onde o pastoreio mútuo ganhou dimensões perdidas há muito tempo.

Nestes dias onde a Internet transforma a comunicação em virtual e superficial, Deus quer estabelecer comunhão com o ser humano criado e tão amado por Ele. Deus deseja se revelar por meio de pessoas que realmente se importam com você. Dias de experimentar a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável.

Em nossos dias, a igreja que se reúne semanalmente, nos lares, indica uma retomada aos primórdios da vida cristã, quando por um motivo ou por outro as casas eram o principal lugar de cultuar a Deus. Mas para quê encontros nos lares se temos o templo? Para estabelecer e fortalecer vínculos de amizade, de união fraternal, para evangelismo por amizade, para pastoreio mútuo e para discipulado.

Grupos Pequenos são uma grande estratégia bíblica, saudável e eficiente para edificar a Igreja. Porém, é preciso que antes de sua implantação sejam definidos os valores básicos, a organização e capacitação das pessoas, a comunicação, o acompanhamento e avaliação do trabalho.

Neste livro, a autora escreveu um manual completo para a implantação, desenvolvimento e manutenção deste ministério, rico em orientação, ferramentas e recursos para os líderes e integrantes do projeto.
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LARANJEIRA, Priscila. Como Implantar, Desenvolver e Manter Grupos Pequenos Fortes e Saudáveis. Curitiba, PR: AD Santos Editora, 2011.

ATRAVPES DOS PORTAIS DO ESPLENDOR: A HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO, MUDOU UM POVO E INSPIROU UMA NAÇÃO [Resenha 051/21]


Em fevereiro de 1952, cinco missionários enfrentam o desafio de levar o evangelho às tribos indígenas nas florestas do leste do Equador. Seu alvo principal era os Auca, a tribo mais resistente ao contato com os missionários, devido à história de violência e opressão por parte do invasor branco. Seria possível levar uma mensagem de perdão e reconciliação a tal povo? Os missionários acabam sendo assassinados pelos indígenas, gerando questionamentos que ainda hoje são debatidos.

A história se resume praticamente em torno de cinco famílias que pela providência divina decidiram alcançar, até então, um povo selvagem – Auca (grupo indígena que habitava a floresta ao leste do país. É um termo Quíchua que significa “cuel”). Outros missionários tinham tentado evangelizar essa tribo no passado, mas foram mortos imediatamente. Até entre as tribos vizinhas, os Aucas eram extremamente temidos. A coragem, portanto, dessas cinco famílias (especialmente dos cinco homens que entregaram suas vidas) em se arriscarem para encontrar esses “selvagens” face a face é uma das coisas que nos prendem na leitura. Elisabeth Elliot, viúva de Jim Elliot (morto pelos Aucas) é quem escreve toda a história de um modo realista aos leitores. É sem dúvida uma daquelas histórias que você nunca mais esquece e tem o desejo de passá-la às próximas gerações. [Thiago Guerra]

Autora do livro “Através dos portais do esplendor – A história que chocou o mundo, mudou um povo e inspirou uma nação”, Elisabeth Elliot, nascida em 21 de dezembro de 1926, é uma escritora e palestrante cristã. Mesmo depois de todo o ocorrido, ela viveu mais dois anos como missionária entre os membros da tribo que assassinou seu marido. Retornando aos Estados Unidos após muitos anos na América do Sul, tornou-se bastante conhecida como autora e palestrante amplamente requisitada. Enquanto a idade lhe permitiu, Elizabeth percorreu o país inteiro, compartilhando seus conhecimentos e experiências de relacionamento profundo com Deus.

Existe o filme, como também o desenho animado, mas, acima de todos, o livro "Através dos Portais do Esplendor" pois é muito mais detalhado e completo, mostrando um pouco da vida de cada um dos cinco missionários, os primeiros anos e trabalhos evangelísticos no Equador, toda a preparação para a "Operação Auca", o desfecho dramático da empreitada e o coração totalmente voltado para Deus, além das lutas e angústias internas dos 5 mártires, revelados por meio de seus diários e cartas as esposas e familiares. [Luiz Miguel]

Nesses tempos em que o objetivo maior das pessoas parece muitas vezes limitar-se a um cristianismo confortável, essa história nos faz pensar no próprio sentido da vida e da morte, da fé genuína e da entrega irrestrita aos propósitos de Deus.
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ELLIOT, Elisabeth. Através dos portais do esplendor: A história que chocou o mundo, mudou um povo e inspirou uma nação. São Paulo, SP: Vida Nova, 2013.

Créditos
http://diamanteseternos.blogspot.com/2014/11/hoje-realizei-um-sonho-o-de-ler-o-livro.html

https://coalizaopeloevangelho.org/article/o-que-aprendi-com-a-leitura-de-atraves-dos-portais-do-esplendor-a-historia-que-chocou-o-mundo-mudou-um-povo-e-inspirou-uma-nacao-de-elizabeth-elliot/

A VOZ DO POVO E A VOZ DE DEUS: COMO JESUS CONTRADIZ OU CONFIRMA A SABEDORIA POPULAR [Resenha 050/21]


A cultura brasileira é rica em todas as suas manifestações, o que nos confere uma identidade única entre os povos. A sabedoria popular, um conhecimento transmitido por gerações, merece papel de destaque ao buscar oferecer explicações para fatos corriqueiros e complexos do cotidiano.

O ser humano começa seu aprendizado de vida por imitação e vai se moldando de acordo com os que o cercam. A cultura à nossa volta procura nos moldar, mas a sabedoria popular, ainda que tenha seu valor, não é a instrutora mais adequada para a nossa vida. Carecemos de modelos sólidos, eternos, e Jesus é o melhor padrão de como devemos viver. Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6).

Não nascemos com todas as respostas. Talvez seja até mais verdadeiro dizer que nascemos sem conhecer nada e, a partir daí, surgem muitas perguntas. Por isso, olhar para Jesus é essencial se queremos alcançar uma vida plena e abundante. Ele precisa ser nossa inspiração, nosso exemplo, nossa maior paixão e a pedra fundamental de nossa formação.

Na Bíblia, também merece destaque a sabedoria. Mas não a popular. Aqueles que seguem as Escrituras reconhecem a sabedoria bíblica como fonte inesgotável de conhecimento para lidar com as pressões da vida. E sabemos que, quanto mais o evangelho estiver encarnado em seu povo, mais se fará presente na sociedade.

O objetivo deste livro é confrontar a sabedoria que vem de Jesus com a sabedoria que vem da cultura, por meio de seus ditados e provérbios. Por vezes haverá concordância entre a sabedoria de Jesus e a sabedoria popular; por vezes, haverá necessidade de ressalvas; por vezes, o contraponto será total. Mas trata-se, a meu ver, de uma rica possibilidade didática de buscar o propósito maior de nossa vida, que é alcançar a semelhança com Cristo.

É nesse diálogo respeitoso entre a sabedoria bíblica e a sabedoria popular que se insere A voz do povo e a voz de Deus. Ágatha Heap analisa vinte ditos populares à luz das Escrituras, o que faz deste livro uma ferramenta de grande valia para uma discussão saudável sobre fé e cultura. Em quais há concordância, discordância ou eventuais ressalvas é o que você descobrirá nesta obra surpreendente.
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HEAP, Ágatha Cristian. A voz do povo e a voz de Deus: como Jesus contradiz ou confirma a sabedoria popular. São Paulo: Mundo Cristão, 2021.

terça-feira, 6 de julho de 2021

MOVIDO PELA ETERNIDADE: DEVOCIONAL DE 40 DIAS [Resenha 049/21]


O que há na palavra eternidade que chama a nossa atenção e que, na verdade, tem o potencial de influenciar toda uma nação? Nenhuma raça, tribo ou gênero pode resistir à sua atração. Fomos criados com a eternidade em nossos corações e a compreensão de que há algo além de nossa existência terrena, ainda desconhecido. Portanto, é sábio mergulhar mais fundo naquilo que o nosso Criador diz com relação à eternidade; afinal, a Sua Palavra declara: Muito antes de o mundo existir, desde a eternidade, eu sou Deus. Quando eu faço alguma coisa, ninguém é capaz de impedir (Is43:13).

Conceitos como eternidade e o tamanho do Universo são amplos demais para entendermos com a nossa mente. Nossa lógica não consegue abrangê-los. Nossas palavras não podem defini-los com exatidão. Não podemos captar com a nossa mente a infinitude ou a enormidade dela; no entanto foi colocada em nossos corações por Deus. Verdade seja dita, somos seres eternos neste instante, mas a vivência da eternidade espera por todos nós. Todo homem, mulher e criança um dia passarão deste mundo definido pelo tempo para uma dimensão completamente diferente – a dimensão da eternidade de Deus.

Temos neste livro “40 Devocionais” inspirados no livro “Movido pela eternidade - Faça a sua vida valer a pena hoje e para sempre”, onde o autor compartilha princípios encorajadores sobre como viver com a esperança e a certeza que o levarão à eternidade. Cada dia contém uma leitura devocional inspirada no livro, versículos bíblicos adicionais para estudo, uma verdade sobre a eternidade, passos-chave de ação, pontos de reflexão, e uma oração.

O autor escreve: “Discutiremos sobre eternidade ao longo deste devocional. Uma vez que não podemos entendê-la intelectualmente, teremos de ouvir com nosso coração, para que qualquer coisa significativa possa acontecer. Na verdade, isso é necessário para que você obtenha algum benefício deste devocional.”
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BEVERE, John. Movido pela eternidade: devocional de 40 dias. Rio de Janeiro, RJ: Editora Luz às Nações, 2019. 180p.

sábado, 26 de junho de 2021

DISCIPULADO ESTRATÉGICO - IMPLANTAÇÃO E FORTALECIMENTO DO DISCIPULADO A PARTIR DAS ESTRATÉGIAS DE LIDERANÇA DE NEEMIAS [Resenha 048/21]


O profeta Neemias foi o governador de Jerusalém, que reconstruiu os muros da cidade. Neemias lutou pela reforma social e motivou o povo a obedecer a Deus. Ele trabalhou como copeiro do rei Artaxerxes, mas ainda que estivesse longe de sua cidade e preocupado com seu povo, Neemias jamais abandonou os ensinamentos das Escrituras Sagradas. A reconstrução dos muros aconteceu em tempo recorde: 52 dias! Os inimigos do povo de Israel mal conseguiram acreditar que isso era possível.

Neemias liderou pessoas, administrou projetos, conduziu o povo à mudança de mentalidade e comportamento. Particularmente, entendo que Neemias é um ‘discipulador’, pois guiou muitas pessoas à mudança de vida e contribuiu para a transformação de uma nação.

Neste DISCIPULADO ESTRATÉTICO , o autor que conquistou milhares de leitores em seu primeiro livro – Emaús, o discipulado que faz arder o coração – traz uma abordagem inédita, onde detalha os cuidados e as atitudes que o discipulador deve ter. Usando o exemplo do profeta Neemias, o autor fala sobre abnegação, conhecimento da realidade, sensibilidade espiritual, oração e jejum, submissão, organização, determinação, comunicação, foco certo, coração dirigível, exposição das Escrituras Sagradas, louvor e adoração, dízimos, primícias e dízimos, que devem fazer parte da vida tanto do discipulador quanto do discipulando.

Além do prefácio e introdução, o livro possui 15 capitulos, fundamentados no ensino das Escrituras sobre a vida de Neemias, o autor apresenta 15 orientações importantes para implantar e fortalecer o discipulado na igreja local – isso é “Discipulado Estratégico”.

Discipulado é compartilhar vida. Cada um de nós é chamado a levar o novo convertido a crescer na graça e no conhecimento da Palavra de Deus e este conteúdo muito auxiliará nessa tão importante e relevante missão.
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LIMA, Quemuel. Discipulado estratégico – Implantação e fortalecimento do discipulado a partir das estratégias de liderança de Neemias. Curitiba, PR: A.D. Santos Editora, 2019. 152p.

VIVA COMO UM NARNIANO: DISCIPULADO NAS CRÔNICAS DE LEWIS [Resenha 047/21]


Este livro foi escrito para amigos de Nárnia. Na avaliação do autor, sua utilidade é diretamente proporcional à familiaridade com as crônicas. Todos os capítulos pressupõem que o leitor conheça os personagens dos livros, o enredo básico de cada história, as principais cenas e citações, e assim por diante. Embora, sem dúvida, alguns possam tirar proveito dele sem o conhecimento prévio de Nárnia, eu não recomendaria isso, seja porque sem esse conhecimento o leitor ficará confuso, seja porque não desejo prejudicar os leitores que porventura venham a entrar no guarda-roupa sozinhos.

O autor escreve: “Acredito que o que escrevi aqui é verdadeiro e fiel às intenções de Lewis. No entanto, prefiro que as pessoas leiam esses capítulos e digam “Sim! É exatamente isso o que eu sempre pensei sobre essa cena, ou esse personagem ou esse tema!” a que peguem as ideias que escrevi e saiam numa caçada por elas em algum lugar do Ermo ocidental.”

Àqueles que se consideram narnianos livres e filhos da Arquelândia — em nome do Leão, bem-vindos. Histórias são irredutivelmente histórias; não podemos resumi-las em ensaios, por mais verdadeiros e precisos que sejam. Flannery O’Connor disse, em algum lugar, que uma história é uma maneira de dizer algo que não pode ser dito de outro modo, e é preciso que cada palavra da história diga qual é o significado. Lewis é um mestre dessa comunicação narrativa, tácita e implícita. Sua maneira de “descrever” algo deixa uma impressão mais profunda do que qualquer ensaio pode esperar conseguir.

Alguém já disse que o que Lewis pensou sobre tudo estava secretamente presente no que ele escreveu sobre nada, então não é nenhuma surpresa descobrir em Nárnia a cosmovisão impetuosa que ele detalhou em sua obra de não ficção. O mundo que Lewis criou está permeado de riquezas teológicas, colocadas ali como veios de ouro correndo pelas montanhas do Colorado. Por muito tempo esperei por um livro breve que se empenhasse em escavar os principais temas teológicos de Nárnia em um formato simples e claro, que invocasse os escritos de não ficção de Lewis como comentário para iluminar as histórias narnianas e, acima de tudo, um livro sobre essa criatura dourada e radiante mais terrível e bela do que qualquer coisa em toda a Nárnia e este mundo juntos. A espera acabou. Viva como um narniano, de Joe Rigney, é um feito magistral.

Baseando-se em outros escritos de Lewis e nas próprias Crônicas, Joe Rigney mostra o modo intrincado e às vezes sutil por que Lewis pretendia que seus amados contos de fadas moldassem nosso coração e mente. Ao fazê-lo, Rigney recomenda as crônicas de Lewis como uma parte frutífera do discipulado cristão, de modo que, ao ler essas histórias, respirar sua atmosfera e procurar viver como narnianos, sejamos maravilhosamente transformados à imagem de Jesus Cristo — o Grande Leão e Grande Rei sobre todos os reis.
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Rigney, Joe. Viva como um narniano: Discipulado cristão nas Crônicas de Lewis. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2020. 204p.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

EU SOU N: RELATOS DE CRISTÃOS QUE ENFRENTAM O EXTREMISMO ISLÂMICO [Resenha 046/21]



A liberdade religiosa é um pilar importante das democracias modernas. No entanto, a perseguição, a tortura e, muitas vezes, a morte de cristãos é uma aterradora realidade que persiste ainda no século XXI. De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2021 (Missão Portas Abertas), apenas entre 2020 e 2021, a morte de cristãos aumentou 60%, passando de 2.983 casos para 4.761, respectivamente.

“Eu sou n”? O que isso quer dizer? Quando militantes do autointitulado Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EI) se encaminharam para o norte do Iraque, começaram a identificar as propriedades dos cristãos. As famílias encontravam a letra árabe ن (nun), ou n, pintada em suas casas e igrejas. Essa única letra comunicava a poderosa acusação de que os ocupantes são “nazarenos”, pessoas que seguem a Jesus de Nazaré, em lugar do islã. Ser rotulado como “n” em uma comunidade dominada por extremistas islâmicos representava uma mudança imediata de identidade e de vida. Com essa marca, vinha o ultimato: se você se convertesse ao islã ou pagasse o imposto, poderia manter seus bens materiais e permanecer nesta comunidade. Caso contrário, teria de ir embora ou morrer.

[1] Este livro foi escrito com o intuito de compartilhar as histórias de cristãos — da Nigéria à Malásia e ao Paquistão — que sofreram perseguição de extremistas islâmicos. À medida que as lê, por favor, compreenda que o livro não tem a intenção de incentivar qualquer tipo de ódio em relação aos muçulmanos. Em vez disso, nós nos unimos à nossa família perseguida no amor a eles e no esforço para vê-los se entregando a Cristo.

[2] O objetivo deste livro não é despertar piedade pelos seguidores perseguidos de Jesus em países muçulmanos hostis. Não é por isso que compartilhamos essas histórias. Nosso motivo é simplesmente descrever suas experiências para que você se posicione ao lado deles. Para que ore por eles. Para que eles saibam que não estão sozinhos no esforço de propagar o amor de Jesus quando isso gera espancamento, tortura e morte — de si mesmos ou de seus amados.

O livro possui 48 capítulos divididos em seis partes: [1] Sacrifício; [2] Coragem; [3] Alegria; [4] Perseverança; [5] Perdão; [6] Fidelidade. Reúne fatos reais que aconteceram com cristãos da Nigéria, China, Malásia, Paquistão, entre outros países, durante os anos 2001 e 2015. Tais histórias são verdadeiros exemplos de fé e coragem diante do extremismo e da violência, e uma fonte de lições contundentes sobre superação e integridade em meio a situações difíceis.

Sobre os organizadores: A missão A Voz dos Mártires foi fundada em 1967 pelo pastor Richard Wurmbrand, que ficou preso na Romênia comunista por catorze anos em razão de sua fé em Cristo. Atualmente, é uma organização missionária cristã interdenominacional sem fins lucrativos que se dedica ao serviço da igreja perseguida ao redor do mundo por meio de auxílio prático e espiritual e da promoção de comunhão entre os membros do corpo de Cristo.
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A Voz dos Mártires. Eu sou n: relatos de cristãos que enfrentam o extremismo islâmico. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2021.

MÃES ESPIRITUAIS: POR QUE VOCÊ PRECISA DE UMA, COMO SE TORNAR UMA [Resenha 045/21]


Em seu livro mais pessoal e poderoso até então, Lisa Bevere, desafia-nos a buscar mais relacionamento e abraçarmos umas às outras. Mães Espirituais oferece revelações catalisadoras a fim de posicionar mulheres de todas as idades a fazer as conexões íntimas e autênticas que nos ajudam a realizar nossos sonhos e preencher lacunas em nossas vidas.

“Ser mãe é ser uma guerreira. Nós lutamos pela vida. Mães de verdade querem mais para seus filhos do que já tiveram. Mães protegem. Creio que Deus está nos convidando para sermos mães espirituais, por serem protetoras. Quando nos levantamos, homens, mulheres e crianças são protegidas. Ter um coração de mãe começa por abençoar outras nas áreas em que já nos sentimos amaldiçoadas. Ser mãe é estar disposta a derramar aquilo que nunca foi derramado sobre nós. É quando deixamos para trás os títulos de juíza e profeta e abrimos nossos braços para aquelas que nos rejeitaram. É simples, como se oferecer para caminhar ao lado delas”.

“Existem filhas espirituais que querem ouvir o que você tem aprendido. Elas querem ser vistas e também querem ver o que você tem a mostrar. Querem ouvir seus arrependimentos e compartilhar sua alegria. Precisam de alguém que as faça lembrar que a maternidade é exaustiva, mas também maravilhosa. Existem mães solteiras que precisam ouvir que são heroínas que devem receber toda a ajuda que pudermos oferecer. Existem filhas solteiras que precisam ouvir que o casamento não é a resposta para tudo. Mulheres divorciadas que se encontram cruelmente abandonadas ou repentinamente sozinhas. Todas elas precisam de mulheres mais velhas que aprenderam a navegar pelas ondas do tempo, para que não percam a força de sua fase atual. Precisam de alguém com quem se sintam seguras para ajudá-las a sonhar, assim como lidar com a dor da traição”.

O livro contém treze capítulos escritos com muita fundamentação bíblica e citações acadêmicas. Escrito com “palavras doces e compassivas” a autora englobam histórias pessoais a fim de fazer você avançar como filha espiritual, cercada de relacionamentos fortes e cheia de confiança no seu chamado.
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BEVERE, Lisa. Mães Espirituais: por que você precisa de uma como se tornar uma. Rio de Janeiro, RJ: Editora Lan, 2020. 201p.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

#VIVAOPROPÓSITO - REFLEXÃO, CONSOLIDAÇÃO E METANOIA PARA PROFESSORES, PASTORES E LÍDERES DE CRIANÇAS [Resenha 044/21]


Gosto de refletir sobre o propósito divino para nossa vida. Quem não entender o alvo provavelmente terá dificuldades de alcançá-lo. É necessário saber para que o Pai celestial criou o homem e o que Ele espera de cada um de Seus filhos. Sem essa clareza, como saber que direção tomar na vida espiritual?

Este é o “propósito” deste livro. As autoras são precisamente didáticas. Na introdução, o personagem bíblico usado como ponto de partida é o grande líder Moisés. Fundamentado em sua vida e ministério, as autores estabelecem conceitos sobre propósito e a diferença de desempenho que existe entre propósito e missão.

Moisés foi um servo de Deus, que desenvolveu através da liderança, alegrias e conflitos durante sua trajetória enquanto libertador do povo hebreu. Ele passou por muitos processos para viver tudo o que Deus tinha planejado em sua vida. Moisés nos ensina que já nascemos com um propósito dado por Deus, isso fica evidente segundo as escrituras.

Para as autoras, não podemos confundir nosso propósito com nossa missão. Missão é uma tarefa dada por Deus, que descobrimos quando nos relacionamos com Ele. Mas, nosso propósito reflete aquilo que somos e o que adoramos, não apenas o que fazemos. Propósito segundo a Bíblia também fala sobre identidade, ou seja, ele é algo INDIVIDUAL.

Quando Deus nos chama para uma missão, Ele tem o objetivo de passar tempo com a gente e formar o filho Dele em nós! Ter um propósito ministerial claro vem através do relacionamento profundo com Deus. Descobrir sua missão, é saber por que recebeu a dádiva de Deus em estar na terra, vivendo exatamente esse tempo.

O livro está dividido em 52 reflexões que deverão ser lidas em 52 dias. Onde você experimentará ser cuidado, tratado, acalentado e em breves reflexões sua vida será trabalhada em diversas áreas para que o Propósito se estabeleça na sua mais linda e perfeita forma. Lembrando que #VIVAOPROPÓSITO foi projetado para todo aquele que tem o chamado para o Ministério Infantil. Reflexão, consolidação e metanoia para professores, pastores e líderes de crianças. De forma deliciosa, cativante e com muita sensibilidade, você será desafiado a se derramar na presença do Senhor.
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VARGAS, Caroline; GRÉGIO, Flávia. #VIVAOPROPÓSITO – Reflexão, consolidação e Metanoia para professores, pastores e líderes de crianças. Curitiba, PR: A.D. SANTOS EDITORA, 2021. 192 p.