domingo, 22 de maio de 2022

PAIXÃO RADICAL: O CHAMADO DE UMA ADOLESCENTE PARA ENTREGA TOTAL A CRISTO [Resenha 051/2022]


Poucas situações são tão transformadoras para um jovem do que estar radicalmente apaixonado por Jesus. Mesmo em igrejas abarrotadas de jovens, como no Brasil, muitos sentem a necessidade de buscar um relacionamento com Deus que supere a fria religiosidade. Sua percepção é que existe algo mais que pode e precisa ser alcançado. Para os que não se satisfazem com simplesmente frequentar reuniões que, embora sejam até legais, carecem de significado, PAIXÃO RADICAL tem algo relevante.

Formadora de opinião entre o público jovem dos Estados Unidos, Sara Barratt escreveu a obra aos 19 anos para mostrar que o fervor e compromisso não têm a ver com ser perfeito, mas, sim, por estar apaixonado por Deus.

1. Em Paixão radical, Sara encoraja os adolescentes a priorizarem o que é realmente importante, a desistir do superficial e sair da zona de conforto. Por meio de histórias, verdades bíblicas e lições práticas, sinaliza um caminho de crescimento pessoal e espiritual, destacando valores importantes para essa fase da vida.

2. Paixão radical é um livro de espiritualidade cristã que fala a linguagem dos jovens, um relato cativante repleto de insights para quem deseja crescer na fé.

3. Em Paixão radical você entenderá que Deus não está à procura de pessoas perfeitas, mas, sim, das apaixonadas. Tal compreensão muda tudo, nos torna aceitos, nos estimula à santidade e nos faz buscar algo mais: a profundidade e a autenticidade tão necessárias em nosso relacionamento com o Senhor.

O testemunho e a mensagem de Sara compartilhados em Paixão radical são um estímulo aos jovens de nosso tempo e certamente vão atiçar o fervor que há em seu coração. Sara Barratt o encorajará a priorizar o que é realmente importante na vida, desistir do que é superficial e descobrir que ao perder o controle você estará na completa dependência do Deus Criador. Você será fortalecido e desafiado!
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BARRATT, Sara. Paixão Radical: o chamado de uma adolescente para entrega total a Cristo. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 232p.

Disponível nos formatos físico e e-book: Mundo Cristão e Amazon

GUERRA CIVIL: UMA HISTÓRIA DO UNIVERSO MARVEL [Resenha 050/2022]


FALANDO DE GUERRA CIVIL: A HQ, O LIVRO E O FILME

GUERRA CIVIL: A REVISTA EM QUADRINHO - “Guerra Civil”, o famoso embate ideológico e físico entre o Capitão-América e o Homem de Ferro já rendeu, e ainda renderá, muito para a Marvel. A edição em quadrinhos, escrita por Mark Millar e Steve McNiven em 2006 vendeu mais de 500.000 exemplares e representou uma mudança significativa no universo dos heróis da Casa das Ideias. Lembrando que todo o desenrolar da história foram contada em sete revistas.

GUERRA CIVIL: O LIVRO - Com 27.229 exemplares comercializados, Guerra Civil foi um dos 15 livros de ficção mais vendidos no Brasil em 2015. O romance, escrito por Stuart Moore com base nos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven, se passa em uma linha do tempo alternativa, em que Peter Parker e Mary Jane nunca se casaram (estabelecida em One More Day, de J. Michael Straczynski e Joe Quesada,). O livro também atualiza os eventos da HQ, situando a história durante o governo de Barack Obama, não de George W. Bush.

GUERRA CIVIL: O FILME – 13º. filme do Universo Cinematográfico Marvel e elementos de basicamente todas as fitas anteriores são usados ou citados aqui. Nisso, o roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely acertadamente não perde tempo reapresentando personagens conhecidos, deduzindo que o público já conhece os heróis envolvidos e suas aventuras pretéritas. Os fãs inveterados já sabem que as adaptações para o cinema dos quadrinhos (sobretudo da Marvel) se distanciaram das obras originais, seja por questões econômicas referentes aos direitos dos estúdios, seja por motivos contratuais (econômicos?) envolvendo os atores. O fato é que Civil War se distancia – e muito, mas se mantém fiel ao espírito do texto original.
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MOORE, Stuart. Guerra Civil: Uma história do universo Marvel. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2015.

Disponível nos formatos físico e e-book: Novo Século Editora e Amazon

sábado, 14 de maio de 2022

A ARTE DO ESFORÇO: O COMPORTAMENTO CRISTÃO FRENTE AOS DESAFIOS DA VIDA [Resenha 049/2022]


O QUE É ESFORÇO? Anders Erikson, célebre psicólogo da Universidade da Florida, explica que as pessoas que alcançam o sucesso ou o triunfo não dispõem de nenhum tipo de células que os façam diferentes do resto. Está claro que nem todos “servimos para tudo”, mas há quem saiba agregar uma série de dimensões básicas que lhe permitem, sem dúvida, alcançar aquilo que propõem. Esforço é a mobilização de todas as forças físicas ou morais para atingir um objetivo. Para o servo de Deus o esforço não é uma opção. Ele é exortado a fazer esforçadamente a sua parte na construção do reino de Deus. O verbo esforçar aparece sempre de forma imperativa: Rm 12.17; Js 1.7.

A ARTE DO ESFORÇO. O assunto deste livro está na contramão dos padrões de vida adotado, inclusive, pela comunidade cristã. O mundo cristão de hoje é marcado por facilidades e comodidades, que deixariam nossos irmãos do passado constrangidos. Os templos são bons e confortáveis, as celebrações para alguns perderam sua importância presencial e adotaram aquela “on-line”. A cultura da facilidade tem contribuído para o surgimento de geração de “cristãos ociosos” que não mais evangelizam, que se acomodam em suas “zonas de conforto” e que pouco tem contribuído para o crescimento do Reino de Deus. O autor mostra com vasta fundamentação bíblica que o conceito de esforço está presente nas entrelinhas da vida das pessoas vencedoras, que aprenderam conciliar obediência a Deus com o esforço. A formulação de uma teologia do esforço baseada nas Escrituras sagradas nos instrui a viver de modo agradar a Deus, capacitados pelo Espírito Santo. É importante lembrar que a prática do esforço aqui apresentada não se trata de autojustificação perante Deus, e sim, o esforço necessário (aquela cruz) que nos ajuda a se tornar servo fiel.

JESUS E O ESFORÇO. “Jesus deu uma grande lição em todos os seus discípulos. Ensinou a humildade e mostrou que precisamos ser servos, servindo uns aos outros como disposição, trabalho e esforço. Enquanto os discípulos estavam parados, apáticos, Jesus tomou a atitude de servo humilde e deu exemplo, para que nós o façamos também. Jesus nos convida a ser humildes e servos”. [p.57]
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SOUSA, Miqueias Henrique de. A arte do Esforço: o comportamento cristão frente aos desafios da vida. Rio de janeiro, RJ: GodBooks, 2021. 128p.

Disponível nos formatos ebook e físico: Amazon.
 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

OFICINA DE JESUS: CONHECENDO OS MISTÉRIOS DO REINO DE DEUS ATRAVÉS DAS PARÁBOLAS DE UM CARPINTEIRO [Resenha 048/2022]


O QUE É UMA PARÁBOLA? Uma parábola é uma história contada para explicar uma verdade complexa. Jesus contava parábolas para ensinar o evangelho aos seus discípulos. Uma parábola não narra coisas que necessariamente tenham acontecido; são histórias ilustrativas que revelam verdades profundas. Alguns conceitos são difíceis de explicar, porque são abstratos. Mas dentro de uma história, uma ideia tem uma aplicação prática e se torna mais fácil de entender. Parábolas são pequenas histórias que explicam um conceito, usando exemplos do dia a dia.

O QUE É UMA OFICINA? Oficina é o lugar de uma atividade laboral, principalmente artesanal ou manual. Oficina é lugar de aprendizado, conserto, restauração, reparo, serviço, disciplina e, acima de tudo, prática. O termo Oficina aliada ao treinamento tem como objetivo transformar em habilidade, algum conhecimento previamente adquirido.

OFICINA DE JESUS. Na oficina de Jesus, ás parábolas é seu principal mecanismo para fazer “gente segundo o seu coração”. Na oficina de Jesus se aprende de alguém que foi, que é, e que será a figura central de toda a humanidade. O autor deste livro cita que historicamente pouco há sobre Jesus. Aliás, Jesus veio para fazer história, a qual é construída a preço de sua morte na cruz. Com sua história, ele dividiu a da humanidade em antes e depois dele.

Neste livro, temos uma análise dinâmica e ampliada das parábolas de Jesus. Através de uma metodologia inovadora, este livro mostra que a lógica e a fé não são incompatíveis, além de presentear quem se interessa pela Palavra de Deus com uma obra que incita a curiosidade, o raciocínio e a concentração. Ao se aprofundar neste livro, a memorização das parábolas, dos significados da linguagem figurada e das aplicações à vida será intensificada. E, ao final do livro, você terá compreendido o propósito da vida, seu grandioso valor e sua nobre missão outorgada por Jesus. Assim, verás as parábolas com outros olhos e jamais será o mesmo.
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ROCHA, Neolam. A Oficina de Jesus: conhecendo os mistérios do Reino de Deus através das parábolas de um Carpinteiro. Barueri, SP: Ágape, 2022. 368p.


Disponível na Novo Século Editora e Amazon.

sábado, 7 de maio de 2022

GUERNICA [Resenha 047/2022]


GUERNICA – A HISTÓRIA: O ano de 1936 foi marcado por um grande acirramento entre dois polos políticos na Espanha: os nacionalistas contra os republicanos. O primeiro grupo era representado pelo General Francisco Franco e o segundo era representado por facções comunistas, socialistas, anarquistas, etc. Ambos disputavam o poder absoluto da Espanha. Os conflitos entre os dois polos foram ficando cada vez mais evidentes dando início assim a Guerra Civil Espanhola. Em 1937, a Alemanha e a Itália uniram-se para apoiar Franco na guerra que acontecia na Espanha. Em 26 de abril daquele mesmo ano, o exército alemão iniciou vários bombardeios feitos com helicópteros, na cidade de Guernica. Em apenas 3 horas de duração, o ataque deixou a cidade espanhola completamente destruída, em ruínas. Além de também deixar vários cidadãos feridos, calcula-se que o bombardeio tenha deixado mais de 1.600 civis mortos.

GUERNICA – O QUADRO: Guernica é uma obra de arte produzida pelo famoso pintor espanhol, Pablo Picasso. O pintor que estava em Paris quando soube do ocorrido, ficou horrorizado e resolveu usar o Bombardeiro de Guernica como inspiração para compor o quadro, que mostra o sofrimento, a dor, a angústia, o pânico, a aflição e a tristeza do povo espanhol da cidade de Guernica. A pintura é feita com a técnica óleo sobre tela, somada a técnica chamada “collage” e foi produzida logo após o ataque. Tem 349,3cm x 776,6cm de medida e atualmente está exposta no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, localizado em Madrid (Espanha) e é considerada uma das obras mais importantes da carreira artística de Picasso. É importante lembrar que esta obra – Guernica - esteve no Brasil durante a 2ª Bienal do livro em São Paulo no ano de 1953.

GUERNICA – O LIVRO: Neste livro em quadrinhos lançado pela A L&PM Editores Guernica, trata-se de um álbum escrito e ilustrado pelo quadrinista francês Bruno Loth e colorido por seu filho, Corentin Loth. “O dia a dia e a destruição da cidade são mostrados em paralelo com o processo criativo de Picasso, que quer exprimir a raiva de ver seu país devastado pela guerra e ameaçado pelo fascismo”. Com capa especial e 88 páginas de tirar o fôlego, “o leitor é envolvido por este episódio histórico emblemático que representa todo o potencial da miséria e da grandeza humana; da destruição abjeta à criação sublime da arte”.
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LOTH, Bruno & Coretin. Guernica. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2022. 88p.

Disponível nos formatos físico e ebook: L&PM Editores e Amazon

sexta-feira, 6 de maio de 2022

LENDO FILIPENSES: UM COMENTÁRIO PARA HOJE [Resenha 046/2022]


Um dos textos mais impactantes da Bíblia, a carta de Filipenses recebe uma releitura também surpreendente: Lendo Filipenses: um comentário para hoje. Jornalista, teólogo, pastor e fundador da ONG Rio da Paz, Antônio Carlos Costa contextualiza a passagem bíblica para o cenário atual, incluindo o ambiente turbulento da igreja e da sociedade brasileira.

O jornalista traz para o texto sua experiência como presidente da entidade, organizadora de protestos que ganharam atenção nacional. Ao longo dos anos de 2020 e 2021, manifestações regulares promovidas pela organização, com rosas, lenços, balões e cruzes, representaram as vidas perdidas pela Covid-19 e ocorreram na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A entidade é filiada ao Departamento de Informação Pública da ONU e promove ações voltadas para a redução das violações dos direitos humanos.

Sobre esta epístola, o autor escreve: “Há mais um motivo, não vejo como não o destacar, para nos dedicarmos ao estudo de Filipenses: o seu autor. Sabemos que, em última análise, a carta deve ser considerada revelação divina, contudo, comunicada por meio da personalidade de um homem extraordinário, cujos escritos estão por trás do que temos de melhor na formação do mundo ocidental: o apóstolo Paulo. Entender isso — sua forma de pensar, o conteúdo de sua mensagem, os temas que mais o atraíam, sua capacidade de relacionar mente e coração, suas experiências místicas associadas ao raciocínio lógico, seus pressupostos teológicos para a prática do cristianismo — tem sido a experiência mais libertadora da minha vida”.

Escrita pelo apóstolo Paulo e conhecida com uma das “cartas da prisão”, Filipenses é um dos textos mais comoventes e práticos da Bíblia. Em sua leitura da carta, Antônio aponta o modo cristão de lidar com as questões centrais da vida, elucida fatos e aprofunda princípios, tudo isso sob a perspectiva de um teólogo brasileiro.
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COSTA, Antônio Carlos. Lendo Filipenses: um comentário para hoje. São Paulo: Mundo Cristão, 2022.

Disponível nos formatos ebook e físico no Amazon.

terça-feira, 3 de maio de 2022

LIDER HUMANIZADO [Resenha 045/2022]


O que é “Liderança humanizada?” Trata-se de um tipo de gestão na qual o líder exerce sua influência e pauta suas ações sobre um grupo de forma mais empática e solidária. Para isso, é fundamental que o gestor humanizado desenvolva características específicas, tais como maturidade, inteligência emocional, sensibilidade, entre outras. Neste livro, Pedro Svacina, com base nas suas experiências em mais de 22 anos como executivo de multinacionais e empresário, conta a busca incessante para entregar a excelência, sempre por meio de muito estudo, referências e mentores, com muita dedicação, disciplina e humildade.

O autor enfatiza que os primeiros passos para o sucesso e para assumir um papel de líder são: construir um propósito, conhecer os caminhos para chegar ao topo e ter equilíbrio e conhecimento para seguir em frente. Saiba que sempre chegamos ao topo em algo, um novo topo oferece. Aprenda a viver a jornada com os exercícios básicos que aprendi ao longo da minha vida. Sem grandes equações matemáticas, você aplicará ações simples que mudarão a percepção da sua vida e te farão ter um propulsor nas mãos, e o melhor: com o controle totalmente conectado a você.

O proposito deste livro é bem descrito pelo autor: “Na dúvida vou ensiná-lo a fazer as perguntas certas. Seja você um vendedor de sonhos, de ideias ou de projetos. Você precisa aprender a viver de forma que seus sonhos sejam monetizados. Propósito é bom, mas é melhor ainda quando consegue pagar as contas.”

O livro possui sete capítulos divididos em duas partes: Parte I – Quem sou e Parte II – Pilares do sucesso. Entenda que tudo vale a pena se sua vida tem um sentido. A clareza em seus propósitos e em suas metas para viver uma vida de excelência é fundamental. E lembre-se: sempre existirá um próximo nível.
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SVACINA, Pedro. Líder Humanizado - de vendedor a CEO: A montanha russa da liderança. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2022. 160p.

Disponível na Novo Século e Amazon

sexta-feira, 29 de abril de 2022

VIVENDO E APRENDENDO A BRIGAR [044/2022]


O relacionamento a dois não é algo fácil. Afinal, são duas pessoas que se unem com “bagagens” diferentes, sem contar as diferentes personalidades. Por isso, nem sempre o casal concordará em todas as situações. Então, os atritos são normais, fazem parte da união. No entanto, aprender a lidar com os conflitos é fundamental para um casamento feliz e duradouro.

São muitos os casos de divórcio, infelizmente, motivados por situações banais do cotidiano, que poderiam ser resolvidas com sabedoria. No livro “Vivendo e Aprendendo a Brigar”, Sergio e Magali Leoto ajudam casais a superar diferenças e a viver em harmonia. Ao contrário do sugestivo título, o livro Vivendo e Aprendendo a Brigar não estimula a guerra conjugal. Os autores incentivam o casal a solucionar os conflitos diários de maneira adequada, com inteligência interpessoal.

“Não queremos que você brigue mais. Ao contrário, desejamos que aprenda a discutir seus pontos de vista divergentes, mas de maneira inteligente, com sabedoria e em alto nível”, ressaltam Sergio e Magali Leoto.

Os autores destacam histórias, evidências científicas e princípios bíblicos que ajudarão os casais a encontrarem maneiras de reequilibrar o relacionamento disfuncional, tendo maior habilidade para conviver. A obra traz ainda orientações para que ambos tomem atitudes resolutivas, evitem desequilíbrios, imponham limites, mantenham a amizade, o respeito, a comunicação e o prazer no dia a dia. Sergio e Magali reforçam também a importância da escuta e do perdão para serem e fazerem a pessoa amada feliz.

Por meio de “Vivendo e Aprendendo a Brigar”, da Mundo Cristão, os casais aprenderão 10 passos para o sucesso da vida a dois:
• Conviver com as diferenças
• Ouvir o coração do outro
• Viver sem máscaras e assumir responsabilidades
• Estabelecer limites saudáveis
• Defender-se dos ataques verbais
• Proteger-se das armadilhas do dia a dia
• Lidar com a ira
• Perdoar de verdade
• Resolver conflitos
• Deixe tudo em pratos limpos

O livro aprofunda casa tópico e traz também um guia de estudo que estimula a reflexão e a fixação do conteúdo. Assim, Sergio e Magali, além de instruir, encorajam o diálogo e o crescimento pessoal e espiritual. Vivendo e Aprendendo a Brigar é um livro para ser lido a dois.
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LEOTO, Sergio e Magali. Vivendo e aprendendo a brigar. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 240p.

SOBRE OS AUTORES: Desde 1990l, Sergio e Magali Leoto lideram o ministério Fortalecendo a Família. Eles já atuaram em entidades como Aliança Bíblica Universitária, Vencedores por Cristo, SEPAL (Servindo a Pastores e Líderes) e Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo. Sergio é escritor, palestrante, compositor, músico, conselheiro familiar, teólogo formado e pós-graduado em Aconselhamento Familiar, pela Faculdade Teológica Batista de SP.

Já Magali é escritora, palestrante, formada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em Educação Artística pela Faculdade Santa Marcelina, em Música Sacra pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo e em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching.

Disponível no Amazon

terça-feira, 26 de abril de 2022

MESSI: O GÊNIO COMPLETO [Resenha 043/2022]


O FUTEBOL É ESTRANHO: é uma coisa que só existe para que o enxerguemos, e fora do campo, caprichosamente opaco. Na realidade, passamos uma grande quantidade de horas da nossa vida analisando a esses senhores, a respeito dos quais não sabemos nada: nada além do que fazem com os pés e muito pouco com a cabeça. A respeito de Messi, menos ainda. Messi sempre foi um mistério: o mistério mais conhecido do planeta. Messi já está há mais de quinze anos debaixo de intensos holofotes: desde que completou seus 18 anos, milhões de pessoas o acompanham sem parar. No entanto, ainda não sabemos quem ele é.

Este livro de Ariel Senosiain percorre as maneiras, os momentos, os mistérios, as razões: como o maior jogador da história brigou contra a história.

“Messi, o gênio completo” usa — com requinte; elegância, travessura — o atrativo do que é extraordinário. E nos relembra, sobretudo, como são comuns as histórias extraordinárias, e vice-versa. O gênio completo transborda de pequenas coisas: é o trabalho de alguém que queria conhecer uma pequena parte dessa pequena grande história que é a vida do melhor jogador do mundo; o autor investigou e investigou mais, e narra com encanto. O gênio é daqueles livros que dá vontade de citar por inteiro: cheio de dados, relatos e situações ao redor do futebol.

O experiente jornalista Ariel Senosiain, como resultado de 68 entrevistas, incluindo as entrevistas com o próprio pai de Messi, o treinador Alejandro Sabella e o ex-presidente da FIFA Sepp Blatter - traz de forma extraordinária este livro. Investigou intensamente, o que envolve dúzias de conversas e entrevistas, relatadas aqui com uma narrativa espontânea, que a faz leve e agradável, com momentos que revelam ao leitor o que ele desconhecia e que explica o que ele não entendia. “Messi, o gênio completo” é uma trajetória pelos motivos de este gênio não ter atingido aquilo que outros, menos geniais, conseguiram.
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SENOSIAN, Ariel. Messi: o gênio completo. São Paulo, SP: Editora Hábito, 2022.

Disponível para venda: Editora Hábito e Amazon

sexta-feira, 22 de abril de 2022

SANTO, SANTO, SANTO: COMO A SANTIDADE DE DEUS NOS LEVA A CONFIAR NELE [Resenha 042/2022]


Ainda pouco conhecida no Brasil, Jackie Hill-Perry é autora best-seller e voz aplaudida nos EUA, especialmente em tópicos como relacionamento, teologia, espiritualidade, estilo de vida e questão racial. Palestrante requisitada, sua audiência nas mídias sociais atinge mais de 600 mil pessoas toda semana. Seu primeiro livro Garota gay, bom Deus: A história de quem eu era e de quem Deus sempre foi (Editora Fiel) ganhou o prêmio na categoria “Melhor Novo Autor de 2018”, pela The Gospel Coalition. Em Santo, santo, santo, lançamento da Editora Mundo Cristão, Jackie conduz o leitor a refletir acerca de quem Deus realmente é. A partir de seu estilo de escrita cativante, que alia ensino bíblico e um texto próximo de quem o lê, a autora mostra que Deus não é como nós. Ele é diferente. Ele é santo. E é exatamente isso que o torna confiável.

Este livro foi forjado pelo tempo e pelas provações. A autora pagou um preço para escrever este livro. Parte de seu cansaço vaza na tinta das páginas desta obra. Nenhum de nós é capaz de amar profundamente a Deus e de vê-lo com clareza interna, a qual nos leva a um apreço mais pleno da santidade divina. Parte da riqueza dos tesouros que ela encontrou estão expostos aqui à vista de todos.

O livro possui sete capítulos: Santo, perfeição moral, transcendência, idolatria, justiça. Visão santa e contemplando a Deus, nos tornamos. Nestes capítulos a autora sacode a poeira da religiosidade insípida e oferece aos leitores e às leitoras a possibilidade de redescobrirem uma vida baseada na certeza do amor de Deus. Leitura recomendada para toda e qualquer pessoa que deseja se aprofundar em temas importantes da fé bíblica, sinaliza a rota estabelecida pelo Criador para a transformação pessoal, a paz e a plenitude.

Sobre a autora - Jackie Hill Perry é autora, poetisa, professora bíblica e artista. Desde que se tornou cristã, tem sido compelida a usar seus dons de falar e ensinar a fim de compartilhar a luz do evangelho de Deus da maneira mais autêntica possível. Em casa, é esposa de Preston e mãe de Eden, Autumn e Sage.
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HILL-PERRY, Jackie. Santo, Santo, Santo: como a santidade de Deus nos leva a confiar nele. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 144p.

Disponível no Amazon

terça-feira, 19 de abril de 2022

E AÍ, MEDO? DIGA ADEUS A ZONA DE CONFORTO E ATINJA SEU POTENCIAL MÁXIMO [Resenha 041/2022]


Entre nossos sempre crescentes problemas, medo e ansiedade ocupam um lugar de destaque. Essas são questões humanas por excelência. Não são bem problemas que ocasionalmente nos prendem, mas características frequentes da vida cotidiana que podem ser tanto silenciosas em segundo plano quanto barulhentas e dominantes no primeiro plano. Nesta era, eles vêm anexados à nossa humanidade. Eles dizem que nós somos impotentes e fracos, que há problemas pela frente, coisas que amamos estão em risco e não há muito que possamos fazer a respeito.

Mas, a pergunta é: como lidar e o que fazer com o medo? Neste livro, a autora conta como o temor a impediu de viver coisas incríveis ao longo de muitos anos. Com objetivo de inspirar outras pessoas a saírem da zona de conforto, ela explica que o segredo não é ser destemido, e, sim, corajoso. Afinal, a coragem não é a ausência de medo, mas um modo de lidar com ele. “Não queremos eliminar o medo, ele é nosso aliado, existe para nos manter vivos. Mas, quando os enfrentamos, permitimos que surjam outras emoções. Quando mudamos nossa relação com o medo, acabamos transformando nossa atitude com a própria vida”, compartilha a escritora.

Com uma escrita bem-humorada e intimista, com uma editoração gráfica cheia de cores e gráficos, o livro é um verdadeiro guia para aqueles que desejam viver com coragem. Composto por dez capítulos, que podem ser lidos na ordem que desejar, Michelle apresenta ferramentas comportamentais, emocionais e cognitivas para desenvolver a determinação e enfrentar o que cada um mais teme.

A minha conclusão sobre este livro é que podemos desejar que todos os nossos medos desapareçam, mas eles, é claro, como lembra a autora, precisamos lidar e mudar a nossa relação com ele, pois a independência é um mito mortal. O medo é um alarme crítico que nos avisa do perigo. Sem ele, somos deficientes no nosso crescimento em sabedoria porque a sabedoria precisa discriminar o que é bom e seguro daquilo que é mau e mortal.

E aí medo? Diga adeus a zona de conforto e atinja seu potencial máximo é para ser lido e relido, pois está cheio de testemunho de alguém que enfrentou seus medos e se tornou muito bem sucedida nos seus intentos. Crescer, avançar e assumir é lema.
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POLER, Michelle. E aí Medo? Diga adeus a zona de conforto e atinja seu potencial máximo. São Paulo, SP: Editora Hábito, 2022.

Disponível nos formatos físico e e-book: Editora Hábito e Amazon

quinta-feira, 14 de abril de 2022

COMENTÁRIO BÍBLICO LATINO-AMERICANO [Resenha 040/2022]


Publicação histórica e de grande relevância social, o Comentário Bíblico Latino-americano (CBLA) traz uma interpretação bíblica a partir da realidade da América Latina. Inovador, o CBLA conta com a colaboração de mais de 100 teólogos de diferentes nacionalidades e apresenta, em volume único, um estudo dos 66 livros bíblicos e está disponível no Brasil pela Editora Mundo Cristão.

A ideia de contextualizar as passagens bíblicas à sociedade latino-americana surgiu há 15 anos em uma reunião que aconteceu em Buenos Aires, na Argentina. Um grupo de estudiosos, liderado pelo teólogo equatoriano C. René Padilla, reconheceu a necessidade de um comentário bíblico inserido ao panorama histórico-social da América Latina. Cenário muito diferente dos países europeus e norte-americanos, onde costumam ser publicadas a maior parte da produção teológica evangélica.

Esse é mais um legado de C. René Padilla, editor póstumo do comentário, que morreu em abril de 2021 e destacou-se o pai da “missão integral”, movimento evangélico que nasceu na década de 1970 e prega que o evangelismo deve estar presente em todas as áreas, sobretudo, no que remete à responsabilidade social. A obra reúne dezenas de artigos temáticos, aplicações para a vida, centenas de questionamentos que aproximam a Palavra de Deus ao leitor latino-americano.

Com um viés contemporâneo, o CBLA pode ser utilizado não apenas por pastores e acadêmicos, mas por todos que desejam ampliar o conhecimento das Escrituras, com profundidade, sem esbarrar em termos complicados que exigem formação especializada. A edição em português foi elaborada a partir da tradução bíblica da Nova Versão Transformadora (NVT), de fácil compreensão e fiel aos originais.
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COMENTÁRIO BÍBLICO LATINO-AMERICANO. [Editor Geral, C. René Padilla]. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022.

Créditos
https://bityli.com/sEYOoO

Disponível para venda nos formatos físico e e-books: Amazon

terça-feira, 12 de abril de 2022

MRIA STUART: RAINHA E MULHER [Resenha 039/2022]


Eleanor Hibbert (1906 – 1993) foi uma autora inglesa que escreveu mais de 200 livros de romances históricos. Usando diversos pseudônimos (aqui, a grande maioria foi publicada sobre o nome de Jean Plaidy), seus romances são apreciados pelo leitores e críticos por sua precisão histórica, qualidade da escrita e atenção aos detalhes. Os romances da autora são divididos entre diversas sagas: A Stuart, Tudor, Revolução Francesa, Lucrezia Borgia, Isabela e Ferdinando, Georgiana, Normana, Plantageneta, Rainhas da Inglaterra, Inquisição Espanhola, entre outros.

A ‘The Tudor Saga’ compreende onze livros publicados entre 1949 e 1982, e apenas dois foram publicados no Brasil. A minha edição é uma delas, publicada em 1973 e comprada por R$ 5,00 na Livraria Leitura.

Fazendo parte da coleção “As Grandes Mulheres da História”, em 1964 foi publicada pela Editora Itatiaia o romance sobre Maria Stuart. O livro é o primeiro volume da saga Stuart, cujo título original era ‘The Royal Road to Fotheringhay’ – como é de se esperar, ele conta toda a trajetória da Rainha até o Castelo de Fotheringhay, na Inglaterra, onde seria executada.

Biografia ficcional, o livro se inicia desde os primeiros dias de Maria Stuart como Rainha da Escócia, sua educação posterior na França como noiva do Delfim, seus desastrosos segundo e terceiro casamentos, e pula a história para a sua infame execução pela ordem de Elizabeth I. O segundo Livro, The Captive Queen of Scots, presumivelmente abrange esse período de 20 anos ignorados pelo primeiro livro.

Plaidy descreve uma Maria como era típica da primeira década do século 20: mimada, permitiu que acontecimentos monstruosos acontecessem a sua volta sem tentar fazer qualquer coisa sobre os referidos acontecimentos antes, durante ou depois. Ao tentar explicar as ações de Maria e liberá-la de alguma culpa que tem sido posta nela durante séculos, a autora acabou deixando sua personalidade branda e ingênua – e embora isso seja parcialmente com base na história, acredito que sua personalidade posa ter sido mais ativa do que foi retratada no livro.
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PLAIDY, Jean. Maria Stuart: Rainha e Mulher. Belo Horizonte, MG: Editora Itatiaia Limitada, 1973.

Créditos
https://bityli.com/fBaJR

segunda-feira, 11 de abril de 2022

EM NOME DO PAI? [Resenha 038/2022]


No teatro da existência, a peça é nossa vida; os amigos, família, pessoas que nos rodeiam são a plateia e lá, no centro do palco, vivemos nossa história. Em todo o teatro, existe uma parte muito importante para o funcionamento de um espetáculo e que é esquecida pelos espectadores normais: os bastidores. E o teatro da nossa vida também possui bastidores.

Os bastidores são tudo aquilo que fazemos quando as cortinas do espetáculo da vida estão fechadas para o grande público e nos encontramos sozinhos, preparando a próxima exibição. Se houvesse a possibilidade das pessoas espiarem o que acontece nos bastidores da sua vida, o que encontrariam? Qual é o seu comportamento, sua maneira de agir quando ninguém com quem você se importa está olhando?

Existe um livro intitulado “O impostor que habita em mim”, onde autor do livro citado faz referência ao “inimigo de nossas almas” que domina os nossos sentimentos e inclinações carnais. Mas, este livro “Em nome do Pai?” mostra um outro impostor, o “eu” mesmo. O meu ego não remido, que usa de artifícios externos e superficiais para esconder quem realmente sou. É disso que trata este livro. Uma obra de ficção que mostra um contexto cheios de inverdades, ou como está escrito na segunda capa “A mentira por trás de uma vida perfeita”.

Temos em mãos um romance cheio de reviravoltas, intrigas e dramas, uma jovem mulher, vivendo uma vida de vida dos sonhos: uma carreira bem-sucedida, muito dinheiro em sua conta bancária, fãs por todo o Brasil, uma família que a apoiava e um marido que era o grande amor da sua vida. Contudo, tudo isso estava fundamentado em um mentira, cuja a origem era colocar Sara em uma redoma protegendo-a de uma verdade destruidora. Mas, como a Bíblia diz que não há nada encoberto que não seja descoberto, o que vemos é história de mentiras, revelando o caráter duvidoso de pessoas tidas como exemplo pela sociedade.

No prefácio desta obra está escrito: “A subjetividade da fé é algo tão latente no livro que nos faz entender o porquê do ponto de interrogação no título: Em Nome do Pai? Sim, não é uma afirmação. É um questionamento. Será possível que se façam tantas atrocidades em nome de um divino?”. Recomendo demais.
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MARROM, Marcelo; Linhares, Mariah. Em nome do Pai? Barueri, SP: Novo Século Editora, 2022.

Disponível em todos os formatos: Editora Novo Século e Amazon

sábado, 9 de abril de 2022

NOSSOS DEUSES SÃO SUPER-HERÓIS: A HISTÓRIA SECRETA DOS SUPER-HERÓIS DAS REVISTAS EM QUADRINHOS [Resenha 037/2022]


Uma das grandes inovações norte-americanas do século 20 — além das revistas em quadrinhos e dos super-heróis - é a santidade da infância. Incontáveis bilhões de dólares são gastos para tornar a infância moderna uma Disneylândia de indulgência e deleite, 24 horas por dia, sete dias por semana. Pode-se dizer que esse mito da infância é a única coisa que ainda tentamos preservar como algo sagrado em nossa sociedade desumanizada e mercantilista.

Com prefácio de Álvaro Moya e ilustrações de Joseph Michael Linsner, “Nossos Deuses são Super-Heróis” é uma história secreta peculiar que identifica as raízes esotéricas de diversas histórias em quadrinhos. O escritor Christopher Knowles acertou na mosca ao captar um tema recorrente, mas não principal nos livros sobre Comics. Ligou os deuses do Olimpo dos quadrinhos com o nascer de mitos e religiões, sociedades secretas, trabalhos clássicos, culturas milenares, verdades e mentiras que atravessaram os séculos. Os heróis como Messias. Salvadores.

Além de trabalhar as questões esotéricas, o autor explora a filosofia e arte de Nietzsche, Aleister Crowley, Houdini, e luminares da literatura como Poe, Conan Doyle, Julio Verne, H. G. Wells e Bram Stoker. Passa também pelos pulps, revistas baratas em papel de má qualidade, aos policiais hard boiled criados por Dashiell Hammett, Tarzan, Doc Savage, O Sombra; e à ficção científica das revistas Amazing Stories e Weird Tales, onde pululam Edgar Rice Burroughs, Sax Rohmer, Robert E. Howard e o genial H. P. Lovercraft. No final, o livro destaca Alex Ross, Frank Miller, Alan Moore, Neil Gaiman, Stan Lee.

Neste livro, descobrimos que o deus de Christopher Knowles é Jack Kirby (1917-1994) foi um dos principais responsáveis pela criação do chamado Universo Marvel. Na apresentação ele escreve: “Mas quero dedicar este livro ao homem que, mais do que qualquer outro, acreditou em nossos novos deuses e inspirou gerações de criadores e fãs a ir alem dos limites e imperfeições da existência humana. Se nós, como raça, um dia atingirmos nossa apoteose, será em grande parte graças a visão e a inspiração de Jack Kirby. Este livro e para você, Jack”.

Portanto, este livro explica como os super-heróis vieram ocupar, em nossa sociedade moderna, o papel que os deuses e semideuses representavam para os antigos. Ele traça uma linha entre escolas esotéricos e magos que desempenharam um papel vital no desenvolvimento de fenômenos sociais como os filmes do Batman ou dos X-Men, ou séries de TV como Heroes e Smallville.

Aqui, pela primeira vez, o estudioso e autor de quadrinhos Christopher Knowles ergue o véu que encobre o intricado vínculo entre super-heróis e o mundo encantado da magia e do misticismo.
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KNOWLES, Christopher. Nossos deuses são super-heróis: a historia secreta dos super-heróis das revistas em quadrinhos. São Paulo, SP: Cultrix. 2008.

terça-feira, 5 de abril de 2022

O EVANGELHO ACIMA DE TUDO: A VERDADEIRA FONTE PARA A RENOVAÇÃO DA IGREJA [Resenha 036/2022]


O título deste livro é “O Evangelho acima de tudo: A verdadeira fonte para a renovação da Igreja”. Escrito por J. D. Greear analisa, com a necessária veemência, como coisas secundárias e até mesmo imprescindíveis têm tomado o lugar do evangelho como ponto focal da igreja. E a pergunta é: O que aconteceria se devolvêssemos o evangelho para seu lugar de direito em nossa vida e em nossas igrejas?

O autor afirma que está convicto de que veríamos uma renovação da presença e do poder de Deus por intermédio deste povo. Foi assim que aconteceu com a nação de Israel. Quando os israelitas se lembravam da bondade de Deus para com o povo, a nação acordava e experimentava a bênção de Deus. Quando se esqueciam, caiam no caos (ver, por exemplo, Dt 4.9; Jz 8.34; Is 65.11).

Esse e o objetivo deste livro — nos ajudar a lembrar. Queremos nos lembrar da grandeza do evangelho de tal maneira que ele assuma primazia acima de tudo o mais.

Em novo capítulos recheados de fundamentação bíblica, o autor nos ensina que:

A mudança do evangelho - O evangelho não será apresentado como mero rito de iniciação em nossa jornada de fé, mas, sim, como o foco da fé de toda a vida cristã. As pessoas não devem sair de nossos cultos de adoração ou estudos bíblicos sobrecarregadas com tudo aquilo que necessitam fazer para Deus, mas, sim, maravilhadas por aquilo que ele fez por elas e pelas promessas do que fará.

A missão do evangelho - Fazer discípulos é a missão central e definidora da igreja. A lista de coisas boas que cristãos e igrejas podem fazer é longa, mas as coisas boas podem nos fazer perder o foco da missão central que Cristo deu a sua igreja; fazer discípulos (Mt 28.18-20). Não deixaremos de fazer as outras coisas, apenas colocaremos todas as outras tarefas a serviço de nossa comissão principal.

A multiplicação do Evangelho - O foco de nosso ministério deve ser capacitar membros comuns para se tornarem a ponta da lança do evangelho em comunidades. Essa era a característica da igreja primitiva e é verdade sempre e em qualquer lugar que vemos a igreja se expandir com rapidez.

A esperança do evangelho - O evangelho produz otimismo eterno. Não do tipo fácil, fantasioso e impulsionado pela personalidade, mas, sim, a convicção enraizada de que os planos de Deus para o mundo são tão esperançosos quanto proclama o túmulo vazio. William Carey afirmou que o futuro é tão empolgante quanto as promessas de Deus. Quando o evangelho está acima de tudo, a esperança e a animação quanto ao futuro definem a igreja, por mais sombrios que os dias pareçam ao nosso redor.

A graça do evangelho - Aqueles que realmente creem no evangelho se tornam como o evangelho. Quando o evangelho está acima de tudo, a generosidade de nosso espírito se equipara à graça da mensagem. Nosso ensino deve apenas explicar em palavras a graça que as pessoas já veem exemplificada em nossa vida. Essa generosidade de espírito não só molda nossa maneira de nos relacionarmos com as pessoas de fora, mas também impacta como tratamos uns os outros.

O evangelho acima da minha cultura - Se o evangelho está acima de tudo, encontramos nele uma unidade maior do que as diversas coisas em nossa experiência pessoal que poderiam nos dividir. Sempre sentimos afinidade natural com as pessoas de nossa própria etnia e cultura, com aqueles cujo contexto é semelhante ao nosso e cujo estilo de vida é parecido com o nosso. Mas o evangelho deve ser maior em nosso coração do que essas coisas, de tal modo que nos sintamos mais próximos, mais profundamente ligados a cristãos cuja cultura difere da nossa do que a pessoas de nossa cultura que não compartilham de nossa paixão pelo evangelho. Isso deve dar poder à igreja para alcançar uma união entre etnias que nossa sociedade almeja alcançar, mas não consegue.

O evangelho acima das minhas preferências - Quando o evangelho está acima de tudo, sacrificamos voluntariamente nossas preferências em prol da Grande Comissão. Assim como Paulo, nossas preferências devem ser camadas de roupa que estamos dispostos a tirar para o bem da Grande Comissão sempre que necessário. A pergunta que levamos para a igreja não é: "Que tipo de igreja eu prefiro?", mas, sim: "Que tipo de ministério alcança melhor as pessoas desta comunidade?".

O evangelho acima da minha política - E quando você já estiver achando o livro polêmico demais, perguntaremos como o evangelho acima de tudo deve transformar nossa abordagem à política. Veremos que, quando o evangelho está acima de tudo, todas as outras agendas — especialmente as de caráter político — assumem um papel secundário. Isso não quer dizer que a política não é importante e que os cristãos não devem se engajar. Tampouco significa que os cristãos devem evitar assuntos controversos e "apenas pregar Jesus". Pelo contrário: com freqüência, o evangelho nos compele a nos posicionar. Mas quando o evangelho está acima de tudo, nós o fazemos de uma forma que mantém sua centralidade.

Conclui afirmando que, quando o evangelho está acima de tudo em nossas igrejas, nós também atrairemos discípulos de diferentes inclinações políticas, assim como fez Jesus. E, ao perceber que isso não está acontecendo, teremos bons motivos para questionar se o evangelho de fato é tão proeminente em nossa igreja quanto pensamos.
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GREEAR, J. D. O Evangelho acima de tudo: A verdadeira fonte para a renovação da Igreja. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 272p.


Disponível nos formatos físico e e-book no AMAZON.
 

segunda-feira, 28 de março de 2022

1984 [Resenha 035/2022]


1984: UTÓPICO OU DISTÓPICO. Eu considero os dois termos: Uma distopia, pois a obra descreve uma sociedade em condições de extrema opressão, desespero e privação, sob o teto do totalitarismo. Utópico, pois é assim que os principais personagens pensavam. Eles reescreviam a história e definiam que tudo ia bem, que a sociedade era um avanço, uma utopia.

O LIVRO - Escrito um ano antes de sua publicação (1948) e publicado um ano antes da morte do autor (1949), “1984” é um livro emblemático. Uma obra fictícia, futurista, pois está carregada de eventos reais. O livro 1984 fala sobre “totalitarismo”. Quem viveu, o ano de 1984 sabe o que esta década representa: comunismo na Europa, Ásia e África, ditadura no Brasil, totalitarismo em várias partes do mundo. O livro descreve uma sociedade constantemente vigiada, seja através de câmeras espalhadas em todos os ambientes, seja através dos próprios olhares dos cidadãos (Redes sociais) A expressão Big Brother (Grande Irmão), utilizada na obra de Orwell, e que traduz essa visibilidade excessiva pelo reality show mais famoso do mundo. O caráter futurista está presente no próprio título. Sendo publicada em 1948, o nome traz os dois dígitos finais invertidos. “1984” foi traduzido em 65 países, virou minissérie, filmes, inspirou quadrinhos, mangás e até uma ópera.

O AUTOR - George Orwell é um pseudônimo do autor, um nome que ele adotou para assinar suas obras. Em seu batismo na Igreja Anglicana, foi chamado de Eric Arthur Blair. Nascido na Índia, em 1903, filho de um funcionário colonial inglês. Foi aluno de outro escritor futurista Aldous Huxley. Foi amigo de Ernest Hemingway.

No Box “O horizonte de George Orwell”, a Novo Século Editora, reúne os dois livros mais famosos do escritor britânico, “A revolução dos bichos” e “1984”. Esta edição especial celebra um dos autores mais importantes do século XX, que foi testemunha ocular da guerra e do desespero, e denunciou, em sua metáfora universal, os descaminhos que poderiam tornar ainda mais cinzentos os tempos vindouros. Para nossa época, a visão orwelliana não é uma sentença, e sim um alerta, pois aquele futuro pode – mas não precisa – ser o nosso presente.
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ORWELL, George. 1984. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2021.

Disponível nos formatos físico e e-book: Novo Século e Amazon.

sábado, 26 de março de 2022

O PODER DA AMIZADE: A RESPOSTA PARA UM MUNDO DE SOLIDÃO E DISCÓRDIA [Resenha 034/2022]


Quando perguntam ao Dr. John Perkins, uma das vozes cristãs mais eloquentes da sociedade norte-americana, como fazer a diferença no mundo, ele habitualmente responde: "Sejam amigos. Primeiramente de Deus, depois dos outros — todo tipo de 'outros' que você possa imaginar. Porque a verdade mais simples, poderosa, estonteante e explosiva é: O mundo é transformado uma amizade por vez".

O Dr. Perkins escreveu este livro, “O poder da amizade”, com tanta beleza e autenticidade porque o deixou bem simples. Ele escolheu conhecer a Deus e torná-lo conhecido. Escolheu receber a amizade de Deus, como um apóstolo João da atualidade, o autoproclamado “discípulo que Jesus amava”. Mais precisamente, ele escolheu abraçar por completo a Deus Pai, seu Filho Jesus e o Espírito Santo. E o Dr. Perkins testemunhou ao longo de sua vida a realidade dessa amizade vez após vez, desafio após desafio, temporada após temporada.

Assim como na vida de Jesus, vejo muito claramente o que torna a vida e a mensagem do Dr. Perkins tão convincentes. A vida de Jesus foi repleta de pessoas: homens e mulheres que ele encontrou e acolheu. Pessoas comuns com quem dividiu uma refeição, casamentos que frequentou, crianças que abraçou, mulheres que protegeu e até um amigo que trouxe dos mortos. Amigos cujas dores ele compartilhou e, por fim, cujos pecados tomou para si. Ele nos deixou uma bela imagem de que a amizade divina era de coração para coração, mais importante que normas e regras sociais.

Além do prólogo e introdução, o livro possui nove capitulo dividido em quatro partes: 
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Parte 1: Amizade com Deus Pai. O autor fala sobre Abraão, Moisés e Davi como amigos de Deus. Amizade com Deus Pai. Temos aqui lições poderosas sobre amizade ao observar como Deus se relacionou com cada uma dessas pessoas e como elas responderam.

Parte 2: Amizade com Jesus. Enfatiza o fato de que Jesus era amigo de prostitutas, cobradores de impostos e leprosos. Mostrou-nos como alcançar e mostrar amor a pessoas que não se parecem conosco. Foi exemplo da verdadeira amizade quando deu a vida por seus amigos.

Parte 3: Amizade com o Espírito Santo. Este capítulo nos apresenta o conceito de amizade com o Espírito Santo. Seu trabalho de nos ajudar a cumprir o mandato da amizade é crucial. Desde o momento em que apareceu no Pentecostes ele ajuda as pessoas a serem amigas de Deus. É o Espírito Santo que une nosso coração em companheirismo e amizade. Ele nos torna um.

Parte 4: Amizade com os outros. Aprenderemos com o bom samaritano, Ester e Mardoqueu, e outros. Seremos desafiados a superar as pesadas barreiras que nos separam desde muito tempo. Se alguma vez houve um momento em que esta mensagem é necessária, é agora. A crescente epidemia de solidão, isolamento e raiva em nosso mundo é uma plataforma para a amizade que Deus oferece a todos que se dispõe a recebê-la.

O livro termina com um desafio pessoal para você: o de se tornar amigo de Deus e de outras pessoas. É a única coisa que levaremos desta vida para a próxima: amigos a quem ajudamos a encontrar o caminho para o único e verdadeiro Amigo. Israel Houghton canta: “Sou amigo de Deus... ele me chama de amigo”. Adoro a letra dessa música. Incentivo você a meditar sobre essas palavras à medida que avançamos. Deixe sua mente se surpreender com a verdade de que o grande Deus da glória o chama de amigo. Ele deseja que a plenitude de amor que ele lhe dá transborde em amor por outras pessoas.
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PERKINS, John. O poder da amizade: a resposta para um mundo de solidão e discórdia. São Paulo:, SP: Mundo Cristão, 2022.

Disponível nos formatos físicos e e-books nas Lojas Amazon

quinta-feira, 24 de março de 2022

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS [Resenha 033/2022]


A Revolução dos Bichos é uma distopia de George Orwell, escrito entre 1943 a 1944, e publicado em 1945, na Inglaterra. Na verdade trata-se de uma denúncia contra a ditadura cruel imposta por Stalin após ele subir ao poder russo. O livro reflete os acontecimentos que se seguiram à Revolução Comunista de 1917 e, sob o domínio de Stalin na União Soviética.

Acerca de Orwell, observamos três fatos: [1] Ele conhecia muito bem o exército russo, pois o combateu na Guerra Civil Espanhola. [2] ele se considerava socialista, um socialista utópico, que defendia a construção de uma sociedade ideal, onde as pessoas vivessem em harmonia ao buscarem interesses comuns. [3] A crítica ao stalinismo deixou Orwell numa situação ruim – pois naquele contexto, a Inglaterra era aliada da União Soviética – sua obra foi rejeitada por várias editoras, com medo de represálias do governo.

A história contada por Orwell se passa na Granja do Solar, uma fazenda na Inglaterra que tinha como proprietário o senhor Jones. Galinhas, pombas, porcos, cachorros, cavalos, cabras, burros, ovelhas e vacas são os personagens centrais dessa narrativa. Algumas comparações são intrigantes. O velho Major, um porco barbudo, cheio de ideias, como Marx, que tinha como maior ideal de vida tornar os animais da granja seres ricos e livres. Bola de Neve representa Trotsky, metido e intelectual e Napoleão tipifica claramente Stálin, com toda sua truculência. Os cães constituem seu exército particular. Os demais animais compõem o povo, cheio de esperança e de ilusões – que irão se acabar aos poucos.

Não se surpreenda com o tamanho da obra. Um livro pequeno, com uma linguagem ao alcance de qualquer leitor, faz parte de uma edição especial – Box “O horizonte de George Orwell” - publicado pelo Editora Novo Século que celebra um dos autores mais importantes do século XX, que diante do que já foi exposto permanece sendo uma obra extremamente atual, que trata de questões que não perdem a validade.

Lembrando que fazem parte Box “O horizonte de George Orwell”, além de “A Revolução dos Bichos”, “1984” e um Suplemento de leitura “Além do horizonte de George Orwell”.
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ORWELL, George. A Revolução dos Bichos. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2021.

Disponível para vendas na Editora Novo Século e Amazon

 

quarta-feira, 23 de março de 2022

PARA TERMINAR BEM COMECE CEDO [Resenha 032/2022]


O autor deste pequeno e edificante livro diz logo na introdução que este livro “não se destina apenas a idosos. Ao ler, você verá que, para terminar bem, é necessário começar cedo, de preferência entre 30 e 40 anos, ou até mais cedo. Todavia, caso você esteja em sua quarta década de vida – ou mais – é provável que a crescente percepção de sua mortalidade torne a tarefa mais urgente e interessante”.

A percepção de nossa mortalidade é tema trabalhado em todo o livro, não em uma perspectiva de “desgraça”, mas é apresentado dentro de uma cosmovisão da graça. Este livro trabalha a ideia de que temos de nos preparar para as realidades e oportunidades da velhice, e essa preparação requer duas tarefas: [1] Proatividade e determinação no cuidado do corpo – manutenção do templo. [2] Prioridade ao crescimento espiritual, conservar relacionamentos saudáveis, manter sua relevância, escolher atitudes positivas, cuidar das finanças e se preparar para eternidade.

O capitulo 2 [Manutenção do templo] foi o meu preferido, pois trata da urgente necessidade que temos de cuidar do nosso corpo caso desejamos estar bem mais tarde. Começar cedo é o segredo: à hora de se preparar para os setenta anos não é quando chegar aos sessenta. E o que somos aos cinquenta é fruto das décadas anteriores: não dá para se preparar para os cinquenta anos quando fizer quarenta e nove. Não existe “cedo demais” para começar a se preparar para uma vida longa cheia de vitalidade.

O livro possui uma introdução, conclusão e notas finais. É composto ainda de dez capítulos que trabalha questões de genética, desenvolvimento físico, questões emocionais e finalmente, o ato de terminar bem. Lembre-se “Para Terminar Bem, é necessário começar cedo”.
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DUGAN, Patrick. Para terminar bem comece cedo. Curitiba, PR: Editora Betânia, 2021. 96p.

Disponível nas Lojas Editora Betânia e Amazon

quarta-feira, 16 de março de 2022

DRÁCULA DE BRAM STOKER [Resenha 031/2022]


É inegável que, de todos os mitos universais criados pela literatura, desde Hamlet a Madame Bovary, e Don Quixote a Robinson Crusoé, o mais popular e com o maior número de seguidores em todo mundo é o do imortal senhor das trevas: o conde Drácula. Mortalmente pálido. Unhas cortadas em pontas afiadas. Dentes projetados como presas. Elegância de um conde com a ferocidade de um vampiro. Drácula, um dos monstros mais famosos da fantasia, tem sua origem na Irlanda, pelo menos literariamente falando. O personagem foi criado por Bram Stoker, nome que integra a longa lista de autores irlandeses de renome mundo afora.

O Romance - Lançado em 1897, Drácula foi, de cara, um sucesso de vendas e de crítica. Não só consolidou a imagem do que se entende por vampiro na cultura popular, pelo cinema, pela TV e pela literatura, como permanece até hoje em ininterrupta publicação desde seu lançamento. Baseado no folclore da Transilvânia e em um personagem real, O cruel governador romeno, Valáquia Vlad III Drácula, também conhecido como Vlad, o Empalador, seria uma espécie de monstro em pele humana. O romance conta a história da viagem de Drácula, o conde da Transilvânia, para a Inglaterra. O vampiro buscava encontrar sangue novo e espalhar a maldição dos mortos-vivos no novo reino. Por lá, porém, ele encontra o professor Abraham Van Helsing, um caçador de vampiros e seu obstáculo para satisfazer seu desejo sanguinário.

O Autor – O autor nasceu em 1847, em Dublin, na Irlanda. Sua paixão pela literatura surgiu logo na adolescência. Formou-se na faculdade de Matemática, trabalhou como jornalista, foi funcionário público e diretor de teatro. Em 1897, ano da publicação de Drácula — seu quinto livro —, Bram Stoker já era um escritor maduro e reconhecido. Estava prestes a completar 50 anos e estabelecera-se como um talentoso romancista de sua geração. Faleceu em Londres em 20 de abril de 1912.

Bram Stoker redigiu um relato que tem assombrado gerações consecutivas de leitores. Sua estrutura não só referencia como também é referenciada em centenas de outras obras fantásticas sobrenaturais. Bram Stoker criou uma das mais famosas e horripilantes histórias de terror de todos os tempos.
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STOKER, Bram. Drácula. São Paulo, SP: Pandorga Editora, 2019. 514p.

Disponível em todos os formatos no Amazon

terça-feira, 15 de março de 2022

BOX TRILOGIA "O SENHOR DOS ANÉIS" [Resenha 030/2022]


Para aqueles ainda não familiarizados com o universo de J.R.R. Tolkien, a trilogia acompanha uma jornada pelo destino da Terra-média. Sauron, o senhor do escuro, está desperto e erguendo suas forças novamente - e ele está em busca do seu objeto de poder mais valioso, uma coisa pequena e aparentemente inofensiva que pode mudar o curso da guerra: um anel. E esse anel está em posse da criatura mais inesperada que se poderia imaginar: um hobbit.

LIVRO I E A ALVORADA DA FANTASIA - O livro 1, “A sociedade do Anel” é o início de tudo, o bom e velho condado Hobbit, na sua quase eterna paz. Rodeada por festa quase todos os dias e visitas incessantes do mago Gandalf. A terra média é uma aventura sem fins e que te leva em busca da maior aventura que um grupo já enfrentou.

LIVRO II E A MAIOR BATALHA JÁ ESCRITA - O livro “Duas Torres” abriga uma das maiores batalhas da terra média ou melhor da literatura. Esse livro continua a saga do Anel, porém a comitiva está dividida. Aragorn, Legolas e Gimli foram para as terras dos cavaleiros, Rohan. Já Frodo e seu fiel escudeiro Sam, foram para leste destruir o Anel. As duas jornadas são muito bem trabalhadas.

LIVRO III E O DESFECHO MERECIDO - Enfim chegamos ao final da Guerra do Anel. Frodo e Sam se salvam. Como é o último da saga, não precisa mais apresentar e desenvolver ninguém, agora é somente lutas. Contudo, nem tudo são flores depois da guerra. Na volta de Frodo para casa, o Condado é tomada por confusões e remanescentes do exército de Saruman, que transformaram o local em uma verdadeira Ditadura.

O senhor dos Anéis é um saga mitológica dividida em 3 livros, escritos por J.R.R Tolkien, entre os anos de 1937 e 1949. Foi a alegria do mundo durante a sangrenta guerra. Além disso, é uma continuação direta das aventuras de Bilbo em O Hobbit.
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TOLKIEN, J.R.R. O Senhor dos Anéis: A sociedade do Anel, Duas Torres e O Retorno do Rei. Rio de Janeiro, RJ: Harper Collins Brasil, 2019.

Créditos
https://www.queriaestarlendo.com.br/
https://teamcomics.com.br/resenha-do-senhor-dos-aneis-ainda-vale-a-pena-ler/

Disponível nos formatos físicos e e-book no Amazon

NEGÓCIO DE ATITUDE: APLICAÇÃO IMEDIATA, LUCRATIVIDADE INFINITA [Resenha 029/2022]


A vida tem, em média, somente 960 meses. O que fazemos nesse intervalo de tempo é o que o espanhol Victor Küppers provoca a refletir no livro Negócio de Atitude: Aplicação imediata, lucratividade infinita. Conhecido pelo bordão ‘viver com entusiasmo’, o autor constrói a narrativa do livro em torno de uma lição principal: não existe ocupação mais importante do que aprender a viver.

“Não existe ocupação mais importante do que aprender a viver. Temos que transformar a nossa vida em uma obra de arte, para que, ao final de nossos dias, possamos dizer a nós mesmos: ‘Consegui!’. No final, o único objetivo que temos nesta vida é lutar todos os dias para ser melhor pessoa que eu posso ser. Dentro de cada um de nós, existe a vontade de viver uma vida de grandeza, de contribuição, de pôr seu grão de areia, de ajudar e fazer que os outros sejam felizes, de lutar pelo que vale a pena, de agir com princípios e valores” [p.22]

Já no primeiro capítulo, o espanhol faz um convite à ação e afirma que o objetivo deste livro não é adicionar algo ao campo das atitudes pessoais. Trata-se de um livro simples, descomplicado, básico e prático, com ideias simples, descomplicadas, básicas e práticas. Ele fala sobre alegria, gratidão, nada de murmuração, sonhos e altruísmo.

O senso de humor com que apresenta as ideias é também uma das principais dicas de Küppers para que o leitor exercite o ‘saber viver’. O otimismo, a gratidão, a humildade, a atenção plena. Os ensinamentos, diluídos em 29 capítulos, passam por coisas que, como ele mesmo diz, todo mundo sabe, mas essa não é a questão.

O livro rico em citações. E assim como Chesterton, o autor recorre a pensadores clássicos como Sêneca e Tolstói para ajudar o leitor a refletir sobre como dar mais sentido à vida. Decidir que tipo de pessoa quer ser e que tipo de vida quer ter; lutar para conseguir chegar lá, e fazê-lo com alegria são os principais ensinamentos deixados por Negócio de Atitude.

Portanto, o único propósito deste livro é fazer você pensar. Pensar, ponderar, meditar, analisar, examinar — atitudes sempre positivas e necessárias, que nos ajudam a perceber as coisas, ver tudo com perspectiva, a priorizar, a relativizar, a corrigir, a ganhar forças e a repor energias, a pôr em ordem uma vida cujo ambiente já se encarrega de desorganizar. Este é o propósito deste livro: ajudar você a refletir
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KÜPPERS, Victor. Negócio de Atitude: Aplicação imediata, lucratividade infinita. São Paulo, SP: Editora Hábito. 2021

Disponível nos formatos físicos e e-book no Amazon e Editora Hábito

terça-feira, 8 de março de 2022

PHANTASTES: A TERRA DAS FADAS [Resenha 028/2022]


Que As Crônicas de Nárnia são sucesso mundial todos sabem, os sete livros escritos por C.S. Lewis venderam mais de 120 milhões de cópias em todo mundo. O que muitos desconhecem é que um livro escrito muito antes de C.S. Lewis se tornar escritor foi que inspirou o Reino de Nárnia. Tudo começou devido a um livro de George MacDonald, escrito em 1858: Phantastes, a Terra das Fadas.

Em sua autobiografia, Surpreendido pela Alegria, C.S. Lewis declarou: “George MacDonald fez mais por mim do que qualquer outro escritor”. Nas palavras de C.S. Lewis, Phantastes converteu a sua imaginação. George MacDonald tornou-se para Lewis uma espécie de “pai espiritual” e em diversas ocasiões, se referia a ele como “seu mestre e mentor.” O próprio Lewis contribuiu em muito para que a obra de George Macdonald fosse disseminada em seu tempo, tendo ele mesmo editado uma antologia de Macdonald. Em um dos volumes da antologia, Lewis escreveu no prefácio: “Nunca escondi o fato de que eu o considerava meu mestre, na verdade acredito que eu nunca escrevi um livro no qual eu não o tenha citado".

A Influência de MacDonald é latente em toda a obra de C.S. Lewis, em especial nos seus livros de Fantasia, como As Crônicas de Nárnia e Perelandra. George MacDonald também foi uma influência marcante para J.R.R. Tolkien escrever O Hobbit.

George MacDonald, nascido em 10 de dezembro de 1824 na Escócia, é um dos mais notáveis escritores de sua época. Foi amigo e mentor de Lewis Carroll e o incentivou a publicar Alice no País das Maravilhas. Influenciou autores como J. R. R. Tolkien, CS Lewis e Mark Twain e era para Chesterton, um dos quatro maiores homens do século XIX

O enredo da obra é bastante simples. Anodos, o protagonista, faz 21 anos e precisa começar a assumir responsabilidades adultas. E, por esse motivo, recebe uma chave que lhe permite abrir uma gaveta específica em sua residência. E, ao abri-la, é saudado por uma pequena fada que, após uma breve conversa, promete que o levará até a Terra das Fadas no dia seguinte. E, claro, é exatamente isso o que acontece, pois, ao despertar no dia seguinte, percebe que não está no mesmo lugar em que dormira e tem a convicção de que está a caminho da Terra das Fadas. E aí que começam suas aventuras nessa terra maravilhosa e cheia de mistérios. Lembrando que não é uma história semelhante a de Frodo e o Um Anel para salvar a Terra Média, com vários desdobramentos voltados para o mesmo fim. Trata-se de um conto de fadas com uma estrutura fácil de se compreender e o estilo bastante agradável.
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MACDONALD, George. Phantastes: A terra das Fadas. Rio de Janeiro, RJ: Thomas Nelson Brasil, 2020.
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Disponível no Amazon

sexta-feira, 4 de março de 2022

O JESUS VERDADEIRO: DESAFIANDO O QUE SABEMOS SOBRE A PESSOA MAIS GRANDIOSA QUE JÁ VIVEU [Resenha 027/2022]


Uma das maiores preocupações de Paulo em relação à igreja primitiva era que a sua devoção pura e exclusiva a Cristo se corrompesse de alguma forma com a pregação de um Jesus diferente. As palavras específicas de Paulo para eles foram: "Porque vocês suportam com alegria qualquer um que chega e anuncia um Jesus diferente daquele que nós anunciamos (2 Cor. 1 1:4, NTLH).

Pregar outro Jesus é pregar uma versão equivocada Dele, um Jesus diferente D’aquele retratado na Bíblia. Então, como pregamos um Jesus diferente? Com aquilo que falhamos em comunicar. Nos tempos atuais, criamos um "Jesus" que nos dará tudo o que nossas paixões desejarem. Contudo, há uma grande diferença entre o Jesus equivocado, distorcido, mal interpretado de nossas culturas e o Jesus de carne e osso da Bíblia.

“O Jesus Verdadeiro” é um livro profundo, contudo prático e atual. Por quê? Porque isto é exatamente o que Jesus é! Assim, ao apresentar tão importantes facetas de Jesus à luz da Palavra, este livro também nos traz princípios que devem nortear a vida de todo cristão. Você será conduzido por uma jornada de conhecimento, reflexões e aplicações muito práticas para sua vida. Será chamado a decisões sobre entregas a serem feitas, entendimentos e valores, o seu coração e as suas ações e influência sobre as pessoas. Descobrirá que não é possível realmente conhecer Jesus sem ser transformado por Ele. Este livro o provocará a refletir sobre o seu passado e o seu futuro, sobre os seus relacionamentos, sobre compaixão, serviço, perdão, e muito mais.

O livro possui onze capítulos divididos em quatro partes: Parte I – Jesus, o epicentro de todas as coisas; Parte II – Jesus, aprendendo com ele; Parte III – Jesus, amando como ele; Parte IV – Jesus, liderando como ele.

Jesus verdadeiro é um convite para entrarmos em uma relação mais direta, real e relevante com Aquele que nos ama e nos chama pelo nome. Veja Jesus por quem ele é realmente é, e entenda verdadeiramente o que significa ser seu discípulo.
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STOCKSTILL, Jonathan. O Jesus Verdadeiro: desafiando o que sabemos sobre a pessoa mais grandiosa que já viveu. Rio de Janeiro, RJ: Editora Luz às Nações, 2021.

O PRAZER DE PENSAR [Resenha 026/2022]


Os livros garimpados da biblioteca de Dalrymple contam casos curiosos não com as histórias dos textos originais que carregam, mas com a sua própria trajetória. São elas que fazem o pensamento do autor viajar e trazer à tona, em seu estilo instigante, memórias e observações críticas sobre literatura, história, política, filosofia, medicina, sociedade, viagens etc.

Por meio de uma série de histórias sobre anotações feitas à mão, cartas esquecidas e frases sublinhadas, Theodore Dalrymple conduz o leitor pelos prazeres e surpresas que certos livros especiais de sua biblioteca pessoal guardam. Em capítulos curtos, essas trajetórias são acompanhadas suas próprias memórias e apontamentos críticos sobre os mais diversos assuntos em seu estilo já conhecido do leitor.

Theodore Dalrymple é um dos pseudônimos de Anthony Daniels, um respeitado psiquiatra britânico que já escreveu mais de vinte livros sobre medicina, política, arte, educação e cultura contemporânea. Neste livro estão reunidos trinta e três ensaios curtos, muito bem escritos, sobre as associações, divagações e insights que Dalrymple produziu a partir de alguns dos livros de sua biblioteca. A escolha não é aleatória. Ele parece escolher livros relacionados aos temas que lhe são mais caros. O tom é biográfico, mas o objeto da história é antes os livros e os assuntos derivados deles do que propriamente a vida do autor. O sujeito viaja, frequenta sebos, conversa com livreiros. É um médico curioso pelo mundo, um dublê de sociólogo que investiga o comportamento humano, sempre disciplinado e atento, tentando ordenar o que aprende e pensa.

Veja o que ele escreve: “Encontramos coisas em livros velhos: principalmente insetos mumificados, é claro, mas também manchas de sangue, flores secas prensadas, bilhetes velhos de ônibus, listas de compras, fichas de embarque, orçamentos de consertos a serem feitos, contas de açougue, marcadores de página de livros anunciando seguros de vida, festivais de arte e livrarias e alguns chegam a chamar o leitor para a fé e o arrependimento”. [p.23]

Para finalizar: “Agradáveis descobertas feitas por acaso são um dos maiores prazeres de folhear livros, e nada substitui a sensação de poder ter um livro físico nas mãos. […] A alegria de descobrir algo que não sabíamos existir e que está profunda e inesperadamente conectado a algo que nos interessa no momento é uma das recompensas de folhear livros ao acaso, uma recompensa desconhecida para aqueles que têm uma visão apenas instrumental das livrarias, indo embora delas assim que descobrem que o livro que desejam não está disponível”.
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THEODORE, Dalrymple. O prazer de pensar. São Paulo, SP: É Realizações, 2016. 208p.

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UNIDADE PERFEITA: A VONTADE DE CRISTO PARA SUA IGREJA IMPERFEITA [Resenha 025/2022]


Na introdução do livro, Maurico Zágari nos chama a atenção para oração que Jesus fez ao Pai para que todos os seus discípulos vivam em unidade perfeita (Jo 17.23). [1] A vontade divina para todos os que viriam a crer em Cristo é, que “todos eles sejam um, como nós somos um”. [2] Os beneficiários da oração, “todos que crerão em mim”. [3] Ênfase ao assunto da sua oração: “para que sejam um, como nós somos um” (v. 22). Jesus enfatiza o imperativo de unidade entre os cristãos, tomando por padrão a unidade trinitária.

O editor continua: “No livro “Um clamor por unidade e paz na igreja”, o autor de “O peregrino”, John Bunyan, parte em defesa da paz e da unidade entre cristãos ao denunciar a arrogância e a intolerância em certos setores do Corpo de Cristo: “Vemos diariamente que, tão logo os homens chegam a um entendimento mais claro sobre a mente de Deus (para dizer o melhor daquilo em que acreditam), passam a crer que todos aqueles que não concordam com você são excomungáveis, se não condenáveis”. É quando, ao escrever sobre as palavras de Cristo em sua oração de João 17, Bunyan dá o golpe de misericórdia: “É como se [Jesus] dissesse: ‘Vocês podem pregar a meu respeito quanto quiserem, mas não haverá proveito se não houver paz e unidade entre vocês’”.

Contudo, o que observamos hoje é igreja autofágica que, embora bem-intencionada, vive esfacelada, marcada por isolacionismo denominacional, separatismo doutrinário, guetificação teológica, senso de superioridade ideológica e uma incapacidade de diálogo que em nada tem contribuído para o avanço do reino de Deus. Será que é isso mesmo que Jesus espera de nós?

Em Unidade perfeita, onze autores de diferentes linhas do cristianismo refletem sobre os benefícios que advêm da unidade do corpo de Cristo e os malefícios decorrentes do sectarismo em áreas que vão desde a santidade pessoal e a influência da igreja na sociedade até os esforços missiológicos, acadêmicos e evangelísticos.
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Unidade perfeita: A vontade de Cristo para sua igreja imperfeita. Maurico Zágari [Organizador]. Rio de Janeiro, RJ: GodBooks / Thomas Nelson Brasil, 2022. Vários autores.

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