terça-feira, 28 de junho de 2022

PIEDADE PERVERTIDA: UM MANIFESTO ANTIFUNDAMENTALISTA EM NOME DE UMA TEOLOGIA DE TRANSFORMAÇÃO [Resenha 058/2022]


Duas verdades acerca desse livro: (1) Este livro denuncia a perversão da piedade na construção fundamentalista da fé evangélica, pois cria um ambiente asfixiante para a vida, tão marcada pelo incidental e a carência de transformação. (2) O livro é uma avaliação crítica aos modelos eclesiásticos contemporâneos, que, apesar de se identificarem como evangélicos, nutrem um catolicismo medievalesco e um misticismo pagão. Para a construção de uma Igreja pautada nos valores bíblicos, é preciso superar o absolutismo fundamentalista, que tende a priorar mais os sistemas ou os dogmas do que as pessoas.

O autor afirma que este livro tem como objetivo desmascarar o fundamentalismo. A obra esta longe de ser exaustiva. Ela é apenas introdutória, apresenta o essencial e conclama para a ação. O livro é composto por 18 capítulos onde o autor, começa com uma breve introdução e em seguida o autor escreve um testemunho pessoal, em que demonstra sua indignação para com aqueles líderes que discordam de algo como o apelo para que o indivíduo reconheça Cristo como Salvador. Para o autor, há fundamentos da fé importantes a serem consumados, e um destes fundamentos é justamente a confissão pública. Sua crítica dirige-se ao fundamentalismo, o qual o autor acredita se tratar de um abandono severo da fé cristã.

No entendimento do autor, para se libertar do fundamentalismo, a única solução é a volta aos ensinos da Reforma. Para ele, um erro que se comete é o de olhar para esse feito como um evento histórico passado, quando na realidade, ele é um paradigma cristão que deveria nos nortear ainda hoje. Com os princípios da Reforma protestante a igreja atual entenderia a necessidade de se conhecer a Deus e de ser subserviente somente a Ele, sabendo analisar criticamente a postura de uma igreja que se desvia para longe dos caminhos bíblicos e se aproxima cada vez mais da deturpação medieval contra qual os reformadores tanto lutaram.
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GOUVÊA, Ricardo Quadros. Piedade Pervertida: um manifesto antifundamentalista em nome de uma Teologia de Transformação. São Paulo, SP: Editora Recriar, 2021.

Disponível na Editora Recriar

quarta-feira, 22 de junho de 2022

UMA JORNADA DE DESCOBERTAS DO OUTRO: O QUE O ENEAGRAMA REVELA SOBRE NOSSOS RELACIONAMENTOS [Resenha 057/2022]


Uma jornada de descoberta do outro, de autoria de Suzanne Stabile, tem o objetivo de ajudar o leitor a entender a si mesmo e, ao mesmo tempo, ser capaz de vivenciar relacionamentos mais saudáveis e edificantes. O livro mostra como o Eneagrama pode ajudá-lo a compreender e a ter mais empatia com as pessoas.

E o que é o Eneagrama? - O Eneagrama é um sistema milenar que permite identificar diferentes tipos de personalidade. Tal ferramenta é utilizada em instituições cristãs e também em grandes organizações, em universidades e por profissionais que trabalham em áreas relacionadas ao comportamento humano. O aspecto mais impressionante desse sistema é a sua espantosa precisão ao descrever a personalidade das pessoas. Quem se aventura pelo estudo do Eneagrama não apenas aprende mais sobre si mesmo, mas também começa a ver o mundo através dos olhos do outro e a entender melhor por que as pessoas agem de determinado modo. Ele proporciona uma experiência única e transformadora.

Todos os capítulos foram escritos sobre cada número e incluem dicas úteis para aquele número enquanto avalia os próprios relacionamentos. Uma vez que os capítulos detalham a forma com que cada número específico interage com os outros, é útil ter um conhecimento geral sobre o Eneagrama.

O Eneagrama identifica as pessoas da seguinte forma: Tipo um - Um são chamadas de Perfeccionistas; Tipo dois são chamadas de Auxiliadoras ou Doadoras. Tipo Três são chamadas de Realizadoras. Tipo quatro têm o número mais complexo do Eneagrama, são chamadas de Românticas; Tipo cinco são chamadas de Investigadoras ou Observadoras. Tipo seis são chamadas de Leais. Tipo sete são chamadas de Entusiastas ou Epicuristas. Tipo oito são chamadas de Contestadoras ou Mandonas. Tipo nove são chamadas de Pacificadoras ou Mediadoras.

Dentro do sistema do Eneagrama, existem três maneiras de encarar o mundo: sentir, pensar ou fazer. Os nove números são divididos entre essas três maneiras e são conhecidos como tríades. Sua tríade é determinada por sua forma de processar informações ou situações. As pessoas de tipo Dois, Três e Quatro fazem parte da Tríade do Coração, na qual os sentimentos dominam. A Tríade da Cabeça inclui os números Cinco, Seis e Sete e é dominada pelo pensar. Fazer é dominante para a Tríade Visceral, que inclui os números Oito, Nove e Um.

Leitura instrutiva, é ideal para toda pessoa que procura se conhecer melhor e se esforça para compreender a quem ama, a fim de viver a vida para a qual Deus a preparou. Além disso, a obra é altamente indicada para quem trabalha em atividades de gestão, aconselhamento, mentoria e liderança.
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STABILE, Suzanne. Uma jornada de descobertas do outro: o que o Eneagrama revela sobre nossos relacionamentos. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 192p.

Disponível nos formatos Físico e e-book no Amazon

sábado, 18 de junho de 2022

O PROFESSOR DE PORTUGUÊS ENLOUQUECEU: ABELARDO DE MATOS QUELA [Resenha 056/2022]


O CONTEXTO - “O Matos Quela entrou pisando duro. Cara de poucos amigos. De péssimos amigos! Colocou sua papelada sobre a mesa e olhou feio para a classe. A turma dos CDF, que todo mundo tá careca de saber de quem falo – aqueles que sabem tudo, que se sentam nas primeiras fileiras, que só faltam se pendurar nas barras das calças ou nas saias dos professores de tanto que amam estudar –, ficou de cabelo em pé. A aula do Matos Quela era de português e literatura. Ele até que era boa gente, coitado! Mas naquela manhã devia ter comido pão amanhecido e tomado leite azedo no café. Junto da papelada que colocou na mesa, estavam as provas corrigidas. Teve gente que suou frio."

OS PERSONAGENS – [1] Abelardo de Matos Quela, professor de português e literatura, que fazia de tudo para que seus alunos entendessem como era importante ler. Ele afirma que: “Estudar não é só vir para a escola e repetir, feito papagaios, o que se fala em aula. Estudar é absorver as coisas da vida, aqui dentro e lá fora. Ter curiosidade e ler, ler muito para entender essas coisas. Só lendo, vocês serão livres, cultos e educados. Terão ideias próprias.” [2] Os necasdepitiribas, cinco alunos que não gostavam de ler e atrapalhavam as aulas. Essa turma era formada por: Miguel Lamana, o Dante (Alighieri), a Soraia (Sô), a Carminha e Inácio Flores ou Nacho. Na opinião do “profe” esses alunos eram: “detestáveis, abomináveis, deploráveis, execráveis e insuportáveis alunos.”

O JOGO – O plano do “profe” Matos Quela levaria os Necasdepitibiribas a viver uma grande aventura pelo mundo da Literatura. “Senhores: Inácio Flores, Miguel Lamana, Dante Azevedo e senhoritas: Soraia Geraldini e Carmem Lúcia Novaes, por favor, peguem suas mochilas e me acompanhem. Daqui em diante a operação “Caia fora se puder” dar-se o início. Um jogo com três salas cheias de enigmas. E, para passarem de uma sala para a outra, os alunos precisavam desvendar essas pistas. E todas essas pistas eram sobre livros e leituras.

A AUTORA - Com muito humor e irreverência, Eliana Martins conta uma aventura desafiante dos Necadepitibiribas, que precisam escapar da sala Caia Fora se Puder buscando solucionar os enigmas por meio da literatura. E, ao se unir para encontrar a saída, eles vão descobrir que os livros estão muito mais conectados às suas vidas do que imaginavam.

No final da obra tem uma lista de livros e seus respectivos autores que foram usados no jogo. Cito alguns como: Agatha Christie, Exupery, Conan Doyle, Dickens, Julio Verne, Casimiro de Abreu, José de Alencar, Machado de Assis e outros. Gente, o livro é muito bom. Recomendo.
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MARTINS, Eliana. O professor de português enlouqueceu de vez! [Abelardo de Matos Quela]. São Paulo, SP: Editora Melhoramentos, 2022.

Disponível nos formatos Físico e E-book
Livraria Melhoramentos
Amazon

sexta-feira, 17 de junho de 2022

FAMÍLIAS IMPERFEITAS, GRAÇA PERFEITA [Resenha 055/2022]


Uma leitura superficial da história conjugal de Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó com Raquel e Lia, José e Azenate, e a experiência de Judá com sua nora Tamar, não permite que tenhamos uma imagem nítida dos tremendos conflitos que acometeram nossos queridos heróis da fé.

Este livro mostrará situações nuas e cruas como adultério, incesto, estupro, mentira, engano, trapaça, rivalidade, orgulho e traição, que afetaram a vida de tantas pessoas. E, ainda que suas histórias tenham acontecido milênios atrás, essas famílias enfrentaram problemas muito comuns em nossos dias, deixando-nos com o sentimento de que nossa essência é a mesma, de que somos iguais àqueles que viveram no passado. Mas, se isso é verdade, também é verdade que Deus não muda e que “suas misericórdias se renovam cada manhã” (Lm 3.23).

O autor pesquisou a fundo toda a história das famílias dos patriarcas a fim de extrair lições preciosas de suas crises, traumas, conflitos, tristezas e decepções. Algo muito sui generis neste livro é a maneira como o autor consegue identificar a dor e o sofrimento das famílias e pessoas envolvidas, estabelecendo um paralelo com nossas próprias experiências, tanto nos aspectos negativos como nos positivos.

Com seis capítulos, neste livro você encontra: subsídios bíblicos sobre dinâmicas familiares com um conteúdo relevante e oportuno; nos fornece uma leitura fascinante sob um olhar histórico bíblico, contextualizando as características intrinsecamente humanas e por último, a certeza de que se queremos um mundo melhor, precisamos investir na família, cuidar das crianças, zelar pela comunicação interpessoal não violenta e incentivar a preparação emocional de nossos filhos. No universo da graça não há determinismo, há esperança; Não há ferida que não posso ser cicatrizada; não há memória que não possa ser redimida; é possível trocar as roupas velhas por trajes novos.
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MOURA, Lisânias. Famílias imperfeitas, graça perfeita. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 192p.

Adquira nos formatos físicos e e-book no Amazon

quinta-feira, 16 de junho de 2022

GUERRAS SECRETAS: SUPER HERÓIS MARVEL [Resenha 054/2022]


Guerras Secretas é uma adaptação de um quadrinho homônimo escrito por Alex Irvine e publicado pela primeira vez em 1984. Ele ganhou a versão literária pela editora Novo Século em 2015, que já publicou diversas narrativas oriundas de histórias em quadrinhos. O livro se inicia com diferentes heróis sendo transportados para o Mundo de Batalha, um planeta peculiar que ninguém conhecia. X-Men, Quarteto Fantástico e os Vingadores, bem como os vilões Magneto, Ultron, Galactus e Doutor Destino precisam guerrear entre eles para atingir o maior prêmio que poderiam almejar: a realização de seu maior desejo.

O livro possui um ASPECTO TEÓLOGICO princípio, o leitor pode começar a questionar sobre o que um super-herói poderiam querer, se ele já possui poder, o que qualquer pessoa ordinária desejaria ter. Mas Alex Irvine brilhantemente se concentra nas limitações desses personagens, encontrando no poder delas o motivo de suas frustrações. Um exemplo é quando o Charles Xavier, que é paraplégico, começa a andar; outro é quando o Coisa passa a controlar sua transformação em pedra. Ou seja, mesmo sendo pessoas superpoderosas, elas também são humanas e, por isso, acabam tendo limitações e desejos. Em um determinado momento, os personagens descobrem que existe uma entidade naquele mundo. Ele é chamado de Beyonder e é encarado como o ser que os levou para o Mundo de Batalha. Ao inseri-lo na história como uma entidade cósmica onipotente, Alex Irvine está metaforizando Deus. Essa provocação do autor propõe uma reflexão mais profunda.

Guerras Secretas também permite UMA INFERÊNCIA SOCIAL, questionando a atitude que coletivamente tomamos. É possível ver uma clara crítica ao sistema, que impõe ao ser humano — desde o momento que ele nasce — que ele se municie de ferramentas para realizar seu sonho. Porém, o prêmio é destinado a poucos, e isso gera um conflito de interesses, uma vez que todos querem realizar seus desejos, mas apenas os vencedores são contemplados com este benefício. Que vença o melhor!

Alex Irvine também se preocupou com o PENSAMENTO ALTRUÍSTA, geralmente remetido aos heróis. Charles Xavier é o símbolo dessa ideia, propondo aos demais que eles não lutem, não façam aquilo que o Beyonder tanto incitou a fazê-los. Ele reflete que ninguém queria se levado para lá, então por que não se empenham e sair dali, em vez de jogar o joguinho daquela entidade?

Após essa elucidação, Guerras Secretas faz o leitor compreender que ele deveria usar o jogo a seu favor e não se tornar um escravo dele; que essa conduta faz parte da natureza humana.
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IRVINE, Alex. Guerras Secretas. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2015.

Créditos: Cabana do Leitor 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

COMPANHIA NA CRISE: UM MÊS COM JOHN DONNE E PHILIP YANCEY [Resenha 053/2022]


COMPANHIA NA CRISE - A pandemia da Covid-19 afetou o planeta com um quadro repentino de sofrimento e dor. Em questão de dias, um vírus se espalhou pelo globo, matando centenas de milhares de pessoas e deixando um sem-fim de sequelados. Houve quem perdesse estabilidade financeira, trabalho e moradia, e o precioso senso de liberdade. O mundo ficou de joelhos perante um inimigo desconhecido e avassalador. Em meio a esse cenário, Philip Yancey, consagrado autor de clássicos como Alma sobrevivente, O eclipse da graça e Decepcionado com Deus, resgatou um de seus autores preferidos para refletir sobre como lidar com uma tragédia de proporções planetárias sem perder a sanidade e a fé. Assim, compôs o livro Companhia na crise: Um mês com John Donne e Philip Yancey, obra que chega às livrarias brasileiras pela Mundo Cristão.

YANCEY E JOHN DONNE - John Donne (1573–1631) foi poeta e um dos maiores nomes da literatura universal. Homem acostumado à tristeza, deão da Catedral de São Paulo, a maior igreja de Londres, passou por três grandes ondas da Grande Peste, que causou a morte de milhares de pessoas, transformando a capital inglesa em uma grande cidade fantasma. Também acometido de grave enfermidade, Donne permaneceu à beira da morte por seis semanas, período em que escreveu seus textos mais belos e pungentes. Em Companhia na crise, Philip Yancey revisita e parafraseia os escritos desse eloquente autor, numa jornada de 30 reflexões que nos ajudam a atravessar momentos de aguda aflição e sofrimento. Por meio de cada meditação, o leitor é convidado a ir a um nível mais profundo de intimidade com Deus, sem medo de expressar-lhe medos e dilemas, desilusões e infelicidades, num retrato vívido da alma humana.

A VIDA EM TONS REAIS - Companhia na crise traz consigo matéria-prima para o crescimento pessoal e o amadurecimento espiritual, já que toca em questões da experiência humana sem aplicar filtros. É um livro que se propõe a lidar com feridas que se apresentam no cotidiano, por isso foge de jargões motivacionais ou frases de efeito que não condizem com os fatos. Desse modo, mostra a relevância da fé bíblica em contextos traumatizantes e oferece princípios de sabedoria e discernimento espiritual para que possamos enfrentar a vida como ela é, sem perder a esperança. Ao revisitar os textos de John Donne, agora parafraseados com a sensibilidade de Yancey, o leitor terá a oportunidade de aprender com um homem experimentado na dor, mas que não deixou de manter os olhos fixos em Deus, mesmo em meio às noites mais escuras. Atemporal, seus insights de fé aplicam-se não apenas a crises de enfermidades, mas a qualquer tipo de tribulação, grande ou pequena, que enfrentamos ao longo da jornada.
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YANCEY, Philip. Companhia na crise: um mês com John Donne e Philip Yancey. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022.
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Texto publicado originalmente

Disponível nos formatos físico e e-book

sexta-feira, 27 de maio de 2022

LÁ NA VILA X [Resenha 052/2022]


O livro pequeno, mais com um teor cativante. Como diz na sinopse, o personagem principal, que é também o narrador, é um professor vindo do interior, vive em um bairro periférico de uma metrópole, conhece o gueto local dos marginais e estabelece relações cordiais e amizades. Observa as atitudes de os hábitos, o cotidiano, vizinho de um grupo de jovens, menores infratores, é vítima de um golpe.

O ENTORNO – O cidadão comum, trabalhador e honesto que vive em uma periferia de uma grande cidade, que tanto tem medo de ladrão quanto da polícia. Uma rua comum, onde os marginais se movimentam e fazem seus acertos. Um traço de amizade é feito entre alguns até por uma questão de bem-estar social e de boa convivência e até ganhou o pseudônimo de ALEMAO entre os marginais.

OS HABITANTES – Ali todos são amigos, todo mundo é da mesma fita, do mesmo meio. Todos praticam delitos, se drogam, vendem drogas, roubam, se conhecem. As amizades são úteis, nem que seja para indicar um advogado, levar cigarros na cadeia, guardar um produto roubado por eles em sua casa. Formam uma rede social ampla. A comunicação é boca a boca. Tem muitos sonhos. São imediatistas. Não planejam nada. São corajosos. São indiscretos, atrevidos.

A CONVIVÊNCIA – Diziam entre eles que o ALEMÃO era um otário. Passei a deixá-los à vontade. Não fumava maconha com eles, somente emprestava a garagem, não entravam na casa. Suas conversas não me interessavam muito. Usualmente não conversavam diretamente comigo, mesmo se eu estivesse na roda, olhando para eles. Um se dirigia ao outro, nem olhavam para mim.

A TRAIRAGEM – Zoinho, aparecera com um rapaz mais velho que precisava de uma garagem para guardar o carro que acabara de comprar com suas economias. (...) o rapaz voltou com um carro e trazia um folheto de loja de aluguel e um contrato jogado no chão do carro. A porta do carro não fechava. ”Este carro não é seu. Não quero carro roubado aqui”. Precisava sair daquele lugar. A polícia retirou o carro roubado da garagem um dia após a mudança.
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MANERICH, A. Lá na Vila X. São Paulo, SP. Chiado Books. 2020.

domingo, 22 de maio de 2022

PAIXÃO RADICAL: O CHAMADO DE UMA ADOLESCENTE PARA ENTREGA TOTAL A CRISTO [Resenha 051/2022]


Poucas situações são tão transformadoras para um jovem do que estar radicalmente apaixonado por Jesus. Mesmo em igrejas abarrotadas de jovens, como no Brasil, muitos sentem a necessidade de buscar um relacionamento com Deus que supere a fria religiosidade. Sua percepção é que existe algo mais que pode e precisa ser alcançado. Para os que não se satisfazem com simplesmente frequentar reuniões que, embora sejam até legais, carecem de significado, PAIXÃO RADICAL tem algo relevante.

Formadora de opinião entre o público jovem dos Estados Unidos, Sara Barratt escreveu a obra aos 19 anos para mostrar que o fervor e compromisso não têm a ver com ser perfeito, mas, sim, por estar apaixonado por Deus.

1. Em Paixão radical, Sara encoraja os adolescentes a priorizarem o que é realmente importante, a desistir do superficial e sair da zona de conforto. Por meio de histórias, verdades bíblicas e lições práticas, sinaliza um caminho de crescimento pessoal e espiritual, destacando valores importantes para essa fase da vida.

2. Paixão radical é um livro de espiritualidade cristã que fala a linguagem dos jovens, um relato cativante repleto de insights para quem deseja crescer na fé.

3. Em Paixão radical você entenderá que Deus não está à procura de pessoas perfeitas, mas, sim, das apaixonadas. Tal compreensão muda tudo, nos torna aceitos, nos estimula à santidade e nos faz buscar algo mais: a profundidade e a autenticidade tão necessárias em nosso relacionamento com o Senhor.

O testemunho e a mensagem de Sara compartilhados em Paixão radical são um estímulo aos jovens de nosso tempo e certamente vão atiçar o fervor que há em seu coração. Sara Barratt o encorajará a priorizar o que é realmente importante na vida, desistir do que é superficial e descobrir que ao perder o controle você estará na completa dependência do Deus Criador. Você será fortalecido e desafiado!
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BARRATT, Sara. Paixão Radical: o chamado de uma adolescente para entrega total a Cristo. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 232p.

Disponível nos formatos físico e e-book: Mundo Cristão e Amazon

GUERRA CIVIL: UMA HISTÓRIA DO UNIVERSO MARVEL [Resenha 050/2022]


FALANDO DE GUERRA CIVIL: A HQ, O LIVRO E O FILME

GUERRA CIVIL: A REVISTA EM QUADRINHO - “Guerra Civil”, o famoso embate ideológico e físico entre o Capitão-América e o Homem de Ferro já rendeu, e ainda renderá, muito para a Marvel. A edição em quadrinhos, escrita por Mark Millar e Steve McNiven em 2006 vendeu mais de 500.000 exemplares e representou uma mudança significativa no universo dos heróis da Casa das Ideias. Lembrando que todo o desenrolar da história foram contada em sete revistas.

GUERRA CIVIL: O LIVRO - Com 27.229 exemplares comercializados, Guerra Civil foi um dos 15 livros de ficção mais vendidos no Brasil em 2015. O romance, escrito por Stuart Moore com base nos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven, se passa em uma linha do tempo alternativa, em que Peter Parker e Mary Jane nunca se casaram (estabelecida em One More Day, de J. Michael Straczynski e Joe Quesada,). O livro também atualiza os eventos da HQ, situando a história durante o governo de Barack Obama, não de George W. Bush.

GUERRA CIVIL: O FILME – 13º. filme do Universo Cinematográfico Marvel e elementos de basicamente todas as fitas anteriores são usados ou citados aqui. Nisso, o roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely acertadamente não perde tempo reapresentando personagens conhecidos, deduzindo que o público já conhece os heróis envolvidos e suas aventuras pretéritas. Os fãs inveterados já sabem que as adaptações para o cinema dos quadrinhos (sobretudo da Marvel) se distanciaram das obras originais, seja por questões econômicas referentes aos direitos dos estúdios, seja por motivos contratuais (econômicos?) envolvendo os atores. O fato é que Civil War se distancia – e muito, mas se mantém fiel ao espírito do texto original.
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MOORE, Stuart. Guerra Civil: Uma história do universo Marvel. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2015.

Disponível nos formatos físico e e-book: Novo Século Editora e Amazon

sábado, 14 de maio de 2022

A ARTE DO ESFORÇO: O COMPORTAMENTO CRISTÃO FRENTE AOS DESAFIOS DA VIDA [Resenha 049/2022]


O QUE É ESFORÇO? Anders Erikson, célebre psicólogo da Universidade da Florida, explica que as pessoas que alcançam o sucesso ou o triunfo não dispõem de nenhum tipo de células que os façam diferentes do resto. Está claro que nem todos “servimos para tudo”, mas há quem saiba agregar uma série de dimensões básicas que lhe permitem, sem dúvida, alcançar aquilo que propõem. Esforço é a mobilização de todas as forças físicas ou morais para atingir um objetivo. Para o servo de Deus o esforço não é uma opção. Ele é exortado a fazer esforçadamente a sua parte na construção do reino de Deus. O verbo esforçar aparece sempre de forma imperativa: Rm 12.17; Js 1.7.

A ARTE DO ESFORÇO. O assunto deste livro está na contramão dos padrões de vida adotado, inclusive, pela comunidade cristã. O mundo cristão de hoje é marcado por facilidades e comodidades, que deixariam nossos irmãos do passado constrangidos. Os templos são bons e confortáveis, as celebrações para alguns perderam sua importância presencial e adotaram aquela “on-line”. A cultura da facilidade tem contribuído para o surgimento de geração de “cristãos ociosos” que não mais evangelizam, que se acomodam em suas “zonas de conforto” e que pouco tem contribuído para o crescimento do Reino de Deus. O autor mostra com vasta fundamentação bíblica que o conceito de esforço está presente nas entrelinhas da vida das pessoas vencedoras, que aprenderam conciliar obediência a Deus com o esforço. A formulação de uma teologia do esforço baseada nas Escrituras sagradas nos instrui a viver de modo agradar a Deus, capacitados pelo Espírito Santo. É importante lembrar que a prática do esforço aqui apresentada não se trata de autojustificação perante Deus, e sim, o esforço necessário (aquela cruz) que nos ajuda a se tornar servo fiel.

JESUS E O ESFORÇO. “Jesus deu uma grande lição em todos os seus discípulos. Ensinou a humildade e mostrou que precisamos ser servos, servindo uns aos outros como disposição, trabalho e esforço. Enquanto os discípulos estavam parados, apáticos, Jesus tomou a atitude de servo humilde e deu exemplo, para que nós o façamos também. Jesus nos convida a ser humildes e servos”. [p.57]
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SOUSA, Miqueias Henrique de. A arte do Esforço: o comportamento cristão frente aos desafios da vida. Rio de janeiro, RJ: GodBooks, 2021. 128p.

Disponível nos formatos ebook e físico: Amazon.
 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

OFICINA DE JESUS: CONHECENDO OS MISTÉRIOS DO REINO DE DEUS ATRAVÉS DAS PARÁBOLAS DE UM CARPINTEIRO [Resenha 048/2022]


O QUE É UMA PARÁBOLA? Uma parábola é uma história contada para explicar uma verdade complexa. Jesus contava parábolas para ensinar o evangelho aos seus discípulos. Uma parábola não narra coisas que necessariamente tenham acontecido; são histórias ilustrativas que revelam verdades profundas. Alguns conceitos são difíceis de explicar, porque são abstratos. Mas dentro de uma história, uma ideia tem uma aplicação prática e se torna mais fácil de entender. Parábolas são pequenas histórias que explicam um conceito, usando exemplos do dia a dia.

O QUE É UMA OFICINA? Oficina é o lugar de uma atividade laboral, principalmente artesanal ou manual. Oficina é lugar de aprendizado, conserto, restauração, reparo, serviço, disciplina e, acima de tudo, prática. O termo Oficina aliada ao treinamento tem como objetivo transformar em habilidade, algum conhecimento previamente adquirido.

OFICINA DE JESUS. Na oficina de Jesus, ás parábolas é seu principal mecanismo para fazer “gente segundo o seu coração”. Na oficina de Jesus se aprende de alguém que foi, que é, e que será a figura central de toda a humanidade. O autor deste livro cita que historicamente pouco há sobre Jesus. Aliás, Jesus veio para fazer história, a qual é construída a preço de sua morte na cruz. Com sua história, ele dividiu a da humanidade em antes e depois dele.

Neste livro, temos uma análise dinâmica e ampliada das parábolas de Jesus. Através de uma metodologia inovadora, este livro mostra que a lógica e a fé não são incompatíveis, além de presentear quem se interessa pela Palavra de Deus com uma obra que incita a curiosidade, o raciocínio e a concentração. Ao se aprofundar neste livro, a memorização das parábolas, dos significados da linguagem figurada e das aplicações à vida será intensificada. E, ao final do livro, você terá compreendido o propósito da vida, seu grandioso valor e sua nobre missão outorgada por Jesus. Assim, verás as parábolas com outros olhos e jamais será o mesmo.
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ROCHA, Neolam. A Oficina de Jesus: conhecendo os mistérios do Reino de Deus através das parábolas de um Carpinteiro. Barueri, SP: Ágape, 2022. 368p.


Disponível na Novo Século Editora e Amazon.

sábado, 7 de maio de 2022

GUERNICA [Resenha 047/2022]


GUERNICA – A HISTÓRIA: O ano de 1936 foi marcado por um grande acirramento entre dois polos políticos na Espanha: os nacionalistas contra os republicanos. O primeiro grupo era representado pelo General Francisco Franco e o segundo era representado por facções comunistas, socialistas, anarquistas, etc. Ambos disputavam o poder absoluto da Espanha. Os conflitos entre os dois polos foram ficando cada vez mais evidentes dando início assim a Guerra Civil Espanhola. Em 1937, a Alemanha e a Itália uniram-se para apoiar Franco na guerra que acontecia na Espanha. Em 26 de abril daquele mesmo ano, o exército alemão iniciou vários bombardeios feitos com helicópteros, na cidade de Guernica. Em apenas 3 horas de duração, o ataque deixou a cidade espanhola completamente destruída, em ruínas. Além de também deixar vários cidadãos feridos, calcula-se que o bombardeio tenha deixado mais de 1.600 civis mortos.

GUERNICA – O QUADRO: Guernica é uma obra de arte produzida pelo famoso pintor espanhol, Pablo Picasso. O pintor que estava em Paris quando soube do ocorrido, ficou horrorizado e resolveu usar o Bombardeiro de Guernica como inspiração para compor o quadro, que mostra o sofrimento, a dor, a angústia, o pânico, a aflição e a tristeza do povo espanhol da cidade de Guernica. A pintura é feita com a técnica óleo sobre tela, somada a técnica chamada “collage” e foi produzida logo após o ataque. Tem 349,3cm x 776,6cm de medida e atualmente está exposta no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, localizado em Madrid (Espanha) e é considerada uma das obras mais importantes da carreira artística de Picasso. É importante lembrar que esta obra – Guernica - esteve no Brasil durante a 2ª Bienal do livro em São Paulo no ano de 1953.

GUERNICA – O LIVRO: Neste livro em quadrinhos lançado pela A L&PM Editores Guernica, trata-se de um álbum escrito e ilustrado pelo quadrinista francês Bruno Loth e colorido por seu filho, Corentin Loth. “O dia a dia e a destruição da cidade são mostrados em paralelo com o processo criativo de Picasso, que quer exprimir a raiva de ver seu país devastado pela guerra e ameaçado pelo fascismo”. Com capa especial e 88 páginas de tirar o fôlego, “o leitor é envolvido por este episódio histórico emblemático que representa todo o potencial da miséria e da grandeza humana; da destruição abjeta à criação sublime da arte”.
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LOTH, Bruno & Coretin. Guernica. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2022. 88p.

Disponível nos formatos físico e ebook: L&PM Editores e Amazon

sexta-feira, 6 de maio de 2022

LENDO FILIPENSES: UM COMENTÁRIO PARA HOJE [Resenha 046/2022]


Um dos textos mais impactantes da Bíblia, a carta de Filipenses recebe uma releitura também surpreendente: Lendo Filipenses: um comentário para hoje. Jornalista, teólogo, pastor e fundador da ONG Rio da Paz, Antônio Carlos Costa contextualiza a passagem bíblica para o cenário atual, incluindo o ambiente turbulento da igreja e da sociedade brasileira.

O jornalista traz para o texto sua experiência como presidente da entidade, organizadora de protestos que ganharam atenção nacional. Ao longo dos anos de 2020 e 2021, manifestações regulares promovidas pela organização, com rosas, lenços, balões e cruzes, representaram as vidas perdidas pela Covid-19 e ocorreram na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A entidade é filiada ao Departamento de Informação Pública da ONU e promove ações voltadas para a redução das violações dos direitos humanos.

Sobre esta epístola, o autor escreve: “Há mais um motivo, não vejo como não o destacar, para nos dedicarmos ao estudo de Filipenses: o seu autor. Sabemos que, em última análise, a carta deve ser considerada revelação divina, contudo, comunicada por meio da personalidade de um homem extraordinário, cujos escritos estão por trás do que temos de melhor na formação do mundo ocidental: o apóstolo Paulo. Entender isso — sua forma de pensar, o conteúdo de sua mensagem, os temas que mais o atraíam, sua capacidade de relacionar mente e coração, suas experiências místicas associadas ao raciocínio lógico, seus pressupostos teológicos para a prática do cristianismo — tem sido a experiência mais libertadora da minha vida”.

Escrita pelo apóstolo Paulo e conhecida com uma das “cartas da prisão”, Filipenses é um dos textos mais comoventes e práticos da Bíblia. Em sua leitura da carta, Antônio aponta o modo cristão de lidar com as questões centrais da vida, elucida fatos e aprofunda princípios, tudo isso sob a perspectiva de um teólogo brasileiro.
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COSTA, Antônio Carlos. Lendo Filipenses: um comentário para hoje. São Paulo: Mundo Cristão, 2022.

Disponível nos formatos ebook e físico no Amazon.

terça-feira, 3 de maio de 2022

LIDER HUMANIZADO [Resenha 045/2022]


O que é “Liderança humanizada?” Trata-se de um tipo de gestão na qual o líder exerce sua influência e pauta suas ações sobre um grupo de forma mais empática e solidária. Para isso, é fundamental que o gestor humanizado desenvolva características específicas, tais como maturidade, inteligência emocional, sensibilidade, entre outras. Neste livro, Pedro Svacina, com base nas suas experiências em mais de 22 anos como executivo de multinacionais e empresário, conta a busca incessante para entregar a excelência, sempre por meio de muito estudo, referências e mentores, com muita dedicação, disciplina e humildade.

O autor enfatiza que os primeiros passos para o sucesso e para assumir um papel de líder são: construir um propósito, conhecer os caminhos para chegar ao topo e ter equilíbrio e conhecimento para seguir em frente. Saiba que sempre chegamos ao topo em algo, um novo topo oferece. Aprenda a viver a jornada com os exercícios básicos que aprendi ao longo da minha vida. Sem grandes equações matemáticas, você aplicará ações simples que mudarão a percepção da sua vida e te farão ter um propulsor nas mãos, e o melhor: com o controle totalmente conectado a você.

O proposito deste livro é bem descrito pelo autor: “Na dúvida vou ensiná-lo a fazer as perguntas certas. Seja você um vendedor de sonhos, de ideias ou de projetos. Você precisa aprender a viver de forma que seus sonhos sejam monetizados. Propósito é bom, mas é melhor ainda quando consegue pagar as contas.”

O livro possui sete capítulos divididos em duas partes: Parte I – Quem sou e Parte II – Pilares do sucesso. Entenda que tudo vale a pena se sua vida tem um sentido. A clareza em seus propósitos e em suas metas para viver uma vida de excelência é fundamental. E lembre-se: sempre existirá um próximo nível.
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SVACINA, Pedro. Líder Humanizado - de vendedor a CEO: A montanha russa da liderança. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2022. 160p.

Disponível na Novo Século e Amazon

sexta-feira, 29 de abril de 2022

VIVENDO E APRENDENDO A BRIGAR [044/2022]


O relacionamento a dois não é algo fácil. Afinal, são duas pessoas que se unem com “bagagens” diferentes, sem contar as diferentes personalidades. Por isso, nem sempre o casal concordará em todas as situações. Então, os atritos são normais, fazem parte da união. No entanto, aprender a lidar com os conflitos é fundamental para um casamento feliz e duradouro.

São muitos os casos de divórcio, infelizmente, motivados por situações banais do cotidiano, que poderiam ser resolvidas com sabedoria. No livro “Vivendo e Aprendendo a Brigar”, Sergio e Magali Leoto ajudam casais a superar diferenças e a viver em harmonia. Ao contrário do sugestivo título, o livro Vivendo e Aprendendo a Brigar não estimula a guerra conjugal. Os autores incentivam o casal a solucionar os conflitos diários de maneira adequada, com inteligência interpessoal.

“Não queremos que você brigue mais. Ao contrário, desejamos que aprenda a discutir seus pontos de vista divergentes, mas de maneira inteligente, com sabedoria e em alto nível”, ressaltam Sergio e Magali Leoto.

Os autores destacam histórias, evidências científicas e princípios bíblicos que ajudarão os casais a encontrarem maneiras de reequilibrar o relacionamento disfuncional, tendo maior habilidade para conviver. A obra traz ainda orientações para que ambos tomem atitudes resolutivas, evitem desequilíbrios, imponham limites, mantenham a amizade, o respeito, a comunicação e o prazer no dia a dia. Sergio e Magali reforçam também a importância da escuta e do perdão para serem e fazerem a pessoa amada feliz.

Por meio de “Vivendo e Aprendendo a Brigar”, da Mundo Cristão, os casais aprenderão 10 passos para o sucesso da vida a dois:
• Conviver com as diferenças
• Ouvir o coração do outro
• Viver sem máscaras e assumir responsabilidades
• Estabelecer limites saudáveis
• Defender-se dos ataques verbais
• Proteger-se das armadilhas do dia a dia
• Lidar com a ira
• Perdoar de verdade
• Resolver conflitos
• Deixe tudo em pratos limpos

O livro aprofunda casa tópico e traz também um guia de estudo que estimula a reflexão e a fixação do conteúdo. Assim, Sergio e Magali, além de instruir, encorajam o diálogo e o crescimento pessoal e espiritual. Vivendo e Aprendendo a Brigar é um livro para ser lido a dois.
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LEOTO, Sergio e Magali. Vivendo e aprendendo a brigar. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 240p.

SOBRE OS AUTORES: Desde 1990l, Sergio e Magali Leoto lideram o ministério Fortalecendo a Família. Eles já atuaram em entidades como Aliança Bíblica Universitária, Vencedores por Cristo, SEPAL (Servindo a Pastores e Líderes) e Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo. Sergio é escritor, palestrante, compositor, músico, conselheiro familiar, teólogo formado e pós-graduado em Aconselhamento Familiar, pela Faculdade Teológica Batista de SP.

Já Magali é escritora, palestrante, formada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em Educação Artística pela Faculdade Santa Marcelina, em Música Sacra pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo e em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching.

Disponível no Amazon

terça-feira, 26 de abril de 2022

MESSI: O GÊNIO COMPLETO [Resenha 043/2022]


O FUTEBOL É ESTRANHO: é uma coisa que só existe para que o enxerguemos, e fora do campo, caprichosamente opaco. Na realidade, passamos uma grande quantidade de horas da nossa vida analisando a esses senhores, a respeito dos quais não sabemos nada: nada além do que fazem com os pés e muito pouco com a cabeça. A respeito de Messi, menos ainda. Messi sempre foi um mistério: o mistério mais conhecido do planeta. Messi já está há mais de quinze anos debaixo de intensos holofotes: desde que completou seus 18 anos, milhões de pessoas o acompanham sem parar. No entanto, ainda não sabemos quem ele é.

Este livro de Ariel Senosiain percorre as maneiras, os momentos, os mistérios, as razões: como o maior jogador da história brigou contra a história.

“Messi, o gênio completo” usa — com requinte; elegância, travessura — o atrativo do que é extraordinário. E nos relembra, sobretudo, como são comuns as histórias extraordinárias, e vice-versa. O gênio completo transborda de pequenas coisas: é o trabalho de alguém que queria conhecer uma pequena parte dessa pequena grande história que é a vida do melhor jogador do mundo; o autor investigou e investigou mais, e narra com encanto. O gênio é daqueles livros que dá vontade de citar por inteiro: cheio de dados, relatos e situações ao redor do futebol.

O experiente jornalista Ariel Senosiain, como resultado de 68 entrevistas, incluindo as entrevistas com o próprio pai de Messi, o treinador Alejandro Sabella e o ex-presidente da FIFA Sepp Blatter - traz de forma extraordinária este livro. Investigou intensamente, o que envolve dúzias de conversas e entrevistas, relatadas aqui com uma narrativa espontânea, que a faz leve e agradável, com momentos que revelam ao leitor o que ele desconhecia e que explica o que ele não entendia. “Messi, o gênio completo” é uma trajetória pelos motivos de este gênio não ter atingido aquilo que outros, menos geniais, conseguiram.
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SENOSIAN, Ariel. Messi: o gênio completo. São Paulo, SP: Editora Hábito, 2022.

Disponível para venda: Editora Hábito e Amazon

sexta-feira, 22 de abril de 2022

SANTO, SANTO, SANTO: COMO A SANTIDADE DE DEUS NOS LEVA A CONFIAR NELE [Resenha 042/2022]


Ainda pouco conhecida no Brasil, Jackie Hill-Perry é autora best-seller e voz aplaudida nos EUA, especialmente em tópicos como relacionamento, teologia, espiritualidade, estilo de vida e questão racial. Palestrante requisitada, sua audiência nas mídias sociais atinge mais de 600 mil pessoas toda semana. Seu primeiro livro Garota gay, bom Deus: A história de quem eu era e de quem Deus sempre foi (Editora Fiel) ganhou o prêmio na categoria “Melhor Novo Autor de 2018”, pela The Gospel Coalition. Em Santo, santo, santo, lançamento da Editora Mundo Cristão, Jackie conduz o leitor a refletir acerca de quem Deus realmente é. A partir de seu estilo de escrita cativante, que alia ensino bíblico e um texto próximo de quem o lê, a autora mostra que Deus não é como nós. Ele é diferente. Ele é santo. E é exatamente isso que o torna confiável.

Este livro foi forjado pelo tempo e pelas provações. A autora pagou um preço para escrever este livro. Parte de seu cansaço vaza na tinta das páginas desta obra. Nenhum de nós é capaz de amar profundamente a Deus e de vê-lo com clareza interna, a qual nos leva a um apreço mais pleno da santidade divina. Parte da riqueza dos tesouros que ela encontrou estão expostos aqui à vista de todos.

O livro possui sete capítulos: Santo, perfeição moral, transcendência, idolatria, justiça. Visão santa e contemplando a Deus, nos tornamos. Nestes capítulos a autora sacode a poeira da religiosidade insípida e oferece aos leitores e às leitoras a possibilidade de redescobrirem uma vida baseada na certeza do amor de Deus. Leitura recomendada para toda e qualquer pessoa que deseja se aprofundar em temas importantes da fé bíblica, sinaliza a rota estabelecida pelo Criador para a transformação pessoal, a paz e a plenitude.

Sobre a autora - Jackie Hill Perry é autora, poetisa, professora bíblica e artista. Desde que se tornou cristã, tem sido compelida a usar seus dons de falar e ensinar a fim de compartilhar a luz do evangelho de Deus da maneira mais autêntica possível. Em casa, é esposa de Preston e mãe de Eden, Autumn e Sage.
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HILL-PERRY, Jackie. Santo, Santo, Santo: como a santidade de Deus nos leva a confiar nele. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 144p.

Disponível no Amazon

terça-feira, 19 de abril de 2022

E AÍ, MEDO? DIGA ADEUS A ZONA DE CONFORTO E ATINJA SEU POTENCIAL MÁXIMO [Resenha 041/2022]


Entre nossos sempre crescentes problemas, medo e ansiedade ocupam um lugar de destaque. Essas são questões humanas por excelência. Não são bem problemas que ocasionalmente nos prendem, mas características frequentes da vida cotidiana que podem ser tanto silenciosas em segundo plano quanto barulhentas e dominantes no primeiro plano. Nesta era, eles vêm anexados à nossa humanidade. Eles dizem que nós somos impotentes e fracos, que há problemas pela frente, coisas que amamos estão em risco e não há muito que possamos fazer a respeito.

Mas, a pergunta é: como lidar e o que fazer com o medo? Neste livro, a autora conta como o temor a impediu de viver coisas incríveis ao longo de muitos anos. Com objetivo de inspirar outras pessoas a saírem da zona de conforto, ela explica que o segredo não é ser destemido, e, sim, corajoso. Afinal, a coragem não é a ausência de medo, mas um modo de lidar com ele. “Não queremos eliminar o medo, ele é nosso aliado, existe para nos manter vivos. Mas, quando os enfrentamos, permitimos que surjam outras emoções. Quando mudamos nossa relação com o medo, acabamos transformando nossa atitude com a própria vida”, compartilha a escritora.

Com uma escrita bem-humorada e intimista, com uma editoração gráfica cheia de cores e gráficos, o livro é um verdadeiro guia para aqueles que desejam viver com coragem. Composto por dez capítulos, que podem ser lidos na ordem que desejar, Michelle apresenta ferramentas comportamentais, emocionais e cognitivas para desenvolver a determinação e enfrentar o que cada um mais teme.

A minha conclusão sobre este livro é que podemos desejar que todos os nossos medos desapareçam, mas eles, é claro, como lembra a autora, precisamos lidar e mudar a nossa relação com ele, pois a independência é um mito mortal. O medo é um alarme crítico que nos avisa do perigo. Sem ele, somos deficientes no nosso crescimento em sabedoria porque a sabedoria precisa discriminar o que é bom e seguro daquilo que é mau e mortal.

E aí medo? Diga adeus a zona de conforto e atinja seu potencial máximo é para ser lido e relido, pois está cheio de testemunho de alguém que enfrentou seus medos e se tornou muito bem sucedida nos seus intentos. Crescer, avançar e assumir é lema.
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POLER, Michelle. E aí Medo? Diga adeus a zona de conforto e atinja seu potencial máximo. São Paulo, SP: Editora Hábito, 2022.

Disponível nos formatos físico e e-book: Editora Hábito e Amazon

quinta-feira, 14 de abril de 2022

COMENTÁRIO BÍBLICO LATINO-AMERICANO [Resenha 040/2022]


Publicação histórica e de grande relevância social, o Comentário Bíblico Latino-americano (CBLA) traz uma interpretação bíblica a partir da realidade da América Latina. Inovador, o CBLA conta com a colaboração de mais de 100 teólogos de diferentes nacionalidades e apresenta, em volume único, um estudo dos 66 livros bíblicos e está disponível no Brasil pela Editora Mundo Cristão.

A ideia de contextualizar as passagens bíblicas à sociedade latino-americana surgiu há 15 anos em uma reunião que aconteceu em Buenos Aires, na Argentina. Um grupo de estudiosos, liderado pelo teólogo equatoriano C. René Padilla, reconheceu a necessidade de um comentário bíblico inserido ao panorama histórico-social da América Latina. Cenário muito diferente dos países europeus e norte-americanos, onde costumam ser publicadas a maior parte da produção teológica evangélica.

Esse é mais um legado de C. René Padilla, editor póstumo do comentário, que morreu em abril de 2021 e destacou-se o pai da “missão integral”, movimento evangélico que nasceu na década de 1970 e prega que o evangelismo deve estar presente em todas as áreas, sobretudo, no que remete à responsabilidade social. A obra reúne dezenas de artigos temáticos, aplicações para a vida, centenas de questionamentos que aproximam a Palavra de Deus ao leitor latino-americano.

Com um viés contemporâneo, o CBLA pode ser utilizado não apenas por pastores e acadêmicos, mas por todos que desejam ampliar o conhecimento das Escrituras, com profundidade, sem esbarrar em termos complicados que exigem formação especializada. A edição em português foi elaborada a partir da tradução bíblica da Nova Versão Transformadora (NVT), de fácil compreensão e fiel aos originais.
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COMENTÁRIO BÍBLICO LATINO-AMERICANO. [Editor Geral, C. René Padilla]. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022.

Créditos
https://bityli.com/sEYOoO

Disponível para venda nos formatos físico e e-books: Amazon

terça-feira, 12 de abril de 2022

MRIA STUART: RAINHA E MULHER [Resenha 039/2022]


Eleanor Hibbert (1906 – 1993) foi uma autora inglesa que escreveu mais de 200 livros de romances históricos. Usando diversos pseudônimos (aqui, a grande maioria foi publicada sobre o nome de Jean Plaidy), seus romances são apreciados pelo leitores e críticos por sua precisão histórica, qualidade da escrita e atenção aos detalhes. Os romances da autora são divididos entre diversas sagas: A Stuart, Tudor, Revolução Francesa, Lucrezia Borgia, Isabela e Ferdinando, Georgiana, Normana, Plantageneta, Rainhas da Inglaterra, Inquisição Espanhola, entre outros.

A ‘The Tudor Saga’ compreende onze livros publicados entre 1949 e 1982, e apenas dois foram publicados no Brasil. A minha edição é uma delas, publicada em 1973 e comprada por R$ 5,00 na Livraria Leitura.

Fazendo parte da coleção “As Grandes Mulheres da História”, em 1964 foi publicada pela Editora Itatiaia o romance sobre Maria Stuart. O livro é o primeiro volume da saga Stuart, cujo título original era ‘The Royal Road to Fotheringhay’ – como é de se esperar, ele conta toda a trajetória da Rainha até o Castelo de Fotheringhay, na Inglaterra, onde seria executada.

Biografia ficcional, o livro se inicia desde os primeiros dias de Maria Stuart como Rainha da Escócia, sua educação posterior na França como noiva do Delfim, seus desastrosos segundo e terceiro casamentos, e pula a história para a sua infame execução pela ordem de Elizabeth I. O segundo Livro, The Captive Queen of Scots, presumivelmente abrange esse período de 20 anos ignorados pelo primeiro livro.

Plaidy descreve uma Maria como era típica da primeira década do século 20: mimada, permitiu que acontecimentos monstruosos acontecessem a sua volta sem tentar fazer qualquer coisa sobre os referidos acontecimentos antes, durante ou depois. Ao tentar explicar as ações de Maria e liberá-la de alguma culpa que tem sido posta nela durante séculos, a autora acabou deixando sua personalidade branda e ingênua – e embora isso seja parcialmente com base na história, acredito que sua personalidade posa ter sido mais ativa do que foi retratada no livro.
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PLAIDY, Jean. Maria Stuart: Rainha e Mulher. Belo Horizonte, MG: Editora Itatiaia Limitada, 1973.

Créditos
https://bityli.com/fBaJR

segunda-feira, 11 de abril de 2022

EM NOME DO PAI? [Resenha 038/2022]


No teatro da existência, a peça é nossa vida; os amigos, família, pessoas que nos rodeiam são a plateia e lá, no centro do palco, vivemos nossa história. Em todo o teatro, existe uma parte muito importante para o funcionamento de um espetáculo e que é esquecida pelos espectadores normais: os bastidores. E o teatro da nossa vida também possui bastidores.

Os bastidores são tudo aquilo que fazemos quando as cortinas do espetáculo da vida estão fechadas para o grande público e nos encontramos sozinhos, preparando a próxima exibição. Se houvesse a possibilidade das pessoas espiarem o que acontece nos bastidores da sua vida, o que encontrariam? Qual é o seu comportamento, sua maneira de agir quando ninguém com quem você se importa está olhando?

Existe um livro intitulado “O impostor que habita em mim”, onde autor do livro citado faz referência ao “inimigo de nossas almas” que domina os nossos sentimentos e inclinações carnais. Mas, este livro “Em nome do Pai?” mostra um outro impostor, o “eu” mesmo. O meu ego não remido, que usa de artifícios externos e superficiais para esconder quem realmente sou. É disso que trata este livro. Uma obra de ficção que mostra um contexto cheios de inverdades, ou como está escrito na segunda capa “A mentira por trás de uma vida perfeita”.

Temos em mãos um romance cheio de reviravoltas, intrigas e dramas, uma jovem mulher, vivendo uma vida de vida dos sonhos: uma carreira bem-sucedida, muito dinheiro em sua conta bancária, fãs por todo o Brasil, uma família que a apoiava e um marido que era o grande amor da sua vida. Contudo, tudo isso estava fundamentado em um mentira, cuja a origem era colocar Sara em uma redoma protegendo-a de uma verdade destruidora. Mas, como a Bíblia diz que não há nada encoberto que não seja descoberto, o que vemos é história de mentiras, revelando o caráter duvidoso de pessoas tidas como exemplo pela sociedade.

No prefácio desta obra está escrito: “A subjetividade da fé é algo tão latente no livro que nos faz entender o porquê do ponto de interrogação no título: Em Nome do Pai? Sim, não é uma afirmação. É um questionamento. Será possível que se façam tantas atrocidades em nome de um divino?”. Recomendo demais.
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MARROM, Marcelo; Linhares, Mariah. Em nome do Pai? Barueri, SP: Novo Século Editora, 2022.

Disponível em todos os formatos: Editora Novo Século e Amazon

sábado, 9 de abril de 2022

NOSSOS DEUSES SÃO SUPER-HERÓIS: A HISTÓRIA SECRETA DOS SUPER-HERÓIS DAS REVISTAS EM QUADRINHOS [Resenha 037/2022]


Uma das grandes inovações norte-americanas do século 20 — além das revistas em quadrinhos e dos super-heróis - é a santidade da infância. Incontáveis bilhões de dólares são gastos para tornar a infância moderna uma Disneylândia de indulgência e deleite, 24 horas por dia, sete dias por semana. Pode-se dizer que esse mito da infância é a única coisa que ainda tentamos preservar como algo sagrado em nossa sociedade desumanizada e mercantilista.

Com prefácio de Álvaro Moya e ilustrações de Joseph Michael Linsner, “Nossos Deuses são Super-Heróis” é uma história secreta peculiar que identifica as raízes esotéricas de diversas histórias em quadrinhos. O escritor Christopher Knowles acertou na mosca ao captar um tema recorrente, mas não principal nos livros sobre Comics. Ligou os deuses do Olimpo dos quadrinhos com o nascer de mitos e religiões, sociedades secretas, trabalhos clássicos, culturas milenares, verdades e mentiras que atravessaram os séculos. Os heróis como Messias. Salvadores.

Além de trabalhar as questões esotéricas, o autor explora a filosofia e arte de Nietzsche, Aleister Crowley, Houdini, e luminares da literatura como Poe, Conan Doyle, Julio Verne, H. G. Wells e Bram Stoker. Passa também pelos pulps, revistas baratas em papel de má qualidade, aos policiais hard boiled criados por Dashiell Hammett, Tarzan, Doc Savage, O Sombra; e à ficção científica das revistas Amazing Stories e Weird Tales, onde pululam Edgar Rice Burroughs, Sax Rohmer, Robert E. Howard e o genial H. P. Lovercraft. No final, o livro destaca Alex Ross, Frank Miller, Alan Moore, Neil Gaiman, Stan Lee.

Neste livro, descobrimos que o deus de Christopher Knowles é Jack Kirby (1917-1994) foi um dos principais responsáveis pela criação do chamado Universo Marvel. Na apresentação ele escreve: “Mas quero dedicar este livro ao homem que, mais do que qualquer outro, acreditou em nossos novos deuses e inspirou gerações de criadores e fãs a ir alem dos limites e imperfeições da existência humana. Se nós, como raça, um dia atingirmos nossa apoteose, será em grande parte graças a visão e a inspiração de Jack Kirby. Este livro e para você, Jack”.

Portanto, este livro explica como os super-heróis vieram ocupar, em nossa sociedade moderna, o papel que os deuses e semideuses representavam para os antigos. Ele traça uma linha entre escolas esotéricos e magos que desempenharam um papel vital no desenvolvimento de fenômenos sociais como os filmes do Batman ou dos X-Men, ou séries de TV como Heroes e Smallville.

Aqui, pela primeira vez, o estudioso e autor de quadrinhos Christopher Knowles ergue o véu que encobre o intricado vínculo entre super-heróis e o mundo encantado da magia e do misticismo.
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KNOWLES, Christopher. Nossos deuses são super-heróis: a historia secreta dos super-heróis das revistas em quadrinhos. São Paulo, SP: Cultrix. 2008.

terça-feira, 5 de abril de 2022

O EVANGELHO ACIMA DE TUDO: A VERDADEIRA FONTE PARA A RENOVAÇÃO DA IGREJA [Resenha 036/2022]


O título deste livro é “O Evangelho acima de tudo: A verdadeira fonte para a renovação da Igreja”. Escrito por J. D. Greear analisa, com a necessária veemência, como coisas secundárias e até mesmo imprescindíveis têm tomado o lugar do evangelho como ponto focal da igreja. E a pergunta é: O que aconteceria se devolvêssemos o evangelho para seu lugar de direito em nossa vida e em nossas igrejas?

O autor afirma que está convicto de que veríamos uma renovação da presença e do poder de Deus por intermédio deste povo. Foi assim que aconteceu com a nação de Israel. Quando os israelitas se lembravam da bondade de Deus para com o povo, a nação acordava e experimentava a bênção de Deus. Quando se esqueciam, caiam no caos (ver, por exemplo, Dt 4.9; Jz 8.34; Is 65.11).

Esse e o objetivo deste livro — nos ajudar a lembrar. Queremos nos lembrar da grandeza do evangelho de tal maneira que ele assuma primazia acima de tudo o mais.

Em novo capítulos recheados de fundamentação bíblica, o autor nos ensina que:

A mudança do evangelho - O evangelho não será apresentado como mero rito de iniciação em nossa jornada de fé, mas, sim, como o foco da fé de toda a vida cristã. As pessoas não devem sair de nossos cultos de adoração ou estudos bíblicos sobrecarregadas com tudo aquilo que necessitam fazer para Deus, mas, sim, maravilhadas por aquilo que ele fez por elas e pelas promessas do que fará.

A missão do evangelho - Fazer discípulos é a missão central e definidora da igreja. A lista de coisas boas que cristãos e igrejas podem fazer é longa, mas as coisas boas podem nos fazer perder o foco da missão central que Cristo deu a sua igreja; fazer discípulos (Mt 28.18-20). Não deixaremos de fazer as outras coisas, apenas colocaremos todas as outras tarefas a serviço de nossa comissão principal.

A multiplicação do Evangelho - O foco de nosso ministério deve ser capacitar membros comuns para se tornarem a ponta da lança do evangelho em comunidades. Essa era a característica da igreja primitiva e é verdade sempre e em qualquer lugar que vemos a igreja se expandir com rapidez.

A esperança do evangelho - O evangelho produz otimismo eterno. Não do tipo fácil, fantasioso e impulsionado pela personalidade, mas, sim, a convicção enraizada de que os planos de Deus para o mundo são tão esperançosos quanto proclama o túmulo vazio. William Carey afirmou que o futuro é tão empolgante quanto as promessas de Deus. Quando o evangelho está acima de tudo, a esperança e a animação quanto ao futuro definem a igreja, por mais sombrios que os dias pareçam ao nosso redor.

A graça do evangelho - Aqueles que realmente creem no evangelho se tornam como o evangelho. Quando o evangelho está acima de tudo, a generosidade de nosso espírito se equipara à graça da mensagem. Nosso ensino deve apenas explicar em palavras a graça que as pessoas já veem exemplificada em nossa vida. Essa generosidade de espírito não só molda nossa maneira de nos relacionarmos com as pessoas de fora, mas também impacta como tratamos uns os outros.

O evangelho acima da minha cultura - Se o evangelho está acima de tudo, encontramos nele uma unidade maior do que as diversas coisas em nossa experiência pessoal que poderiam nos dividir. Sempre sentimos afinidade natural com as pessoas de nossa própria etnia e cultura, com aqueles cujo contexto é semelhante ao nosso e cujo estilo de vida é parecido com o nosso. Mas o evangelho deve ser maior em nosso coração do que essas coisas, de tal modo que nos sintamos mais próximos, mais profundamente ligados a cristãos cuja cultura difere da nossa do que a pessoas de nossa cultura que não compartilham de nossa paixão pelo evangelho. Isso deve dar poder à igreja para alcançar uma união entre etnias que nossa sociedade almeja alcançar, mas não consegue.

O evangelho acima das minhas preferências - Quando o evangelho está acima de tudo, sacrificamos voluntariamente nossas preferências em prol da Grande Comissão. Assim como Paulo, nossas preferências devem ser camadas de roupa que estamos dispostos a tirar para o bem da Grande Comissão sempre que necessário. A pergunta que levamos para a igreja não é: "Que tipo de igreja eu prefiro?", mas, sim: "Que tipo de ministério alcança melhor as pessoas desta comunidade?".

O evangelho acima da minha política - E quando você já estiver achando o livro polêmico demais, perguntaremos como o evangelho acima de tudo deve transformar nossa abordagem à política. Veremos que, quando o evangelho está acima de tudo, todas as outras agendas — especialmente as de caráter político — assumem um papel secundário. Isso não quer dizer que a política não é importante e que os cristãos não devem se engajar. Tampouco significa que os cristãos devem evitar assuntos controversos e "apenas pregar Jesus". Pelo contrário: com freqüência, o evangelho nos compele a nos posicionar. Mas quando o evangelho está acima de tudo, nós o fazemos de uma forma que mantém sua centralidade.

Conclui afirmando que, quando o evangelho está acima de tudo em nossas igrejas, nós também atrairemos discípulos de diferentes inclinações políticas, assim como fez Jesus. E, ao perceber que isso não está acontecendo, teremos bons motivos para questionar se o evangelho de fato é tão proeminente em nossa igreja quanto pensamos.
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GREEAR, J. D. O Evangelho acima de tudo: A verdadeira fonte para a renovação da Igreja. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022. 272p.


Disponível nos formatos físico e e-book no AMAZON.
 

segunda-feira, 28 de março de 2022

1984 [Resenha 035/2022]


1984: UTÓPICO OU DISTÓPICO. Eu considero os dois termos: Uma distopia, pois a obra descreve uma sociedade em condições de extrema opressão, desespero e privação, sob o teto do totalitarismo. Utópico, pois é assim que os principais personagens pensavam. Eles reescreviam a história e definiam que tudo ia bem, que a sociedade era um avanço, uma utopia.

O LIVRO - Escrito um ano antes de sua publicação (1948) e publicado um ano antes da morte do autor (1949), “1984” é um livro emblemático. Uma obra fictícia, futurista, pois está carregada de eventos reais. O livro 1984 fala sobre “totalitarismo”. Quem viveu, o ano de 1984 sabe o que esta década representa: comunismo na Europa, Ásia e África, ditadura no Brasil, totalitarismo em várias partes do mundo. O livro descreve uma sociedade constantemente vigiada, seja através de câmeras espalhadas em todos os ambientes, seja através dos próprios olhares dos cidadãos (Redes sociais) A expressão Big Brother (Grande Irmão), utilizada na obra de Orwell, e que traduz essa visibilidade excessiva pelo reality show mais famoso do mundo. O caráter futurista está presente no próprio título. Sendo publicada em 1948, o nome traz os dois dígitos finais invertidos. “1984” foi traduzido em 65 países, virou minissérie, filmes, inspirou quadrinhos, mangás e até uma ópera.

O AUTOR - George Orwell é um pseudônimo do autor, um nome que ele adotou para assinar suas obras. Em seu batismo na Igreja Anglicana, foi chamado de Eric Arthur Blair. Nascido na Índia, em 1903, filho de um funcionário colonial inglês. Foi aluno de outro escritor futurista Aldous Huxley. Foi amigo de Ernest Hemingway.

No Box “O horizonte de George Orwell”, a Novo Século Editora, reúne os dois livros mais famosos do escritor britânico, “A revolução dos bichos” e “1984”. Esta edição especial celebra um dos autores mais importantes do século XX, que foi testemunha ocular da guerra e do desespero, e denunciou, em sua metáfora universal, os descaminhos que poderiam tornar ainda mais cinzentos os tempos vindouros. Para nossa época, a visão orwelliana não é uma sentença, e sim um alerta, pois aquele futuro pode – mas não precisa – ser o nosso presente.
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ORWELL, George. 1984. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2021.

Disponível nos formatos físico e e-book: Novo Século e Amazon.

sábado, 26 de março de 2022

O PODER DA AMIZADE: A RESPOSTA PARA UM MUNDO DE SOLIDÃO E DISCÓRDIA [Resenha 034/2022]


Quando perguntam ao Dr. John Perkins, uma das vozes cristãs mais eloquentes da sociedade norte-americana, como fazer a diferença no mundo, ele habitualmente responde: "Sejam amigos. Primeiramente de Deus, depois dos outros — todo tipo de 'outros' que você possa imaginar. Porque a verdade mais simples, poderosa, estonteante e explosiva é: O mundo é transformado uma amizade por vez".

O Dr. Perkins escreveu este livro, “O poder da amizade”, com tanta beleza e autenticidade porque o deixou bem simples. Ele escolheu conhecer a Deus e torná-lo conhecido. Escolheu receber a amizade de Deus, como um apóstolo João da atualidade, o autoproclamado “discípulo que Jesus amava”. Mais precisamente, ele escolheu abraçar por completo a Deus Pai, seu Filho Jesus e o Espírito Santo. E o Dr. Perkins testemunhou ao longo de sua vida a realidade dessa amizade vez após vez, desafio após desafio, temporada após temporada.

Assim como na vida de Jesus, vejo muito claramente o que torna a vida e a mensagem do Dr. Perkins tão convincentes. A vida de Jesus foi repleta de pessoas: homens e mulheres que ele encontrou e acolheu. Pessoas comuns com quem dividiu uma refeição, casamentos que frequentou, crianças que abraçou, mulheres que protegeu e até um amigo que trouxe dos mortos. Amigos cujas dores ele compartilhou e, por fim, cujos pecados tomou para si. Ele nos deixou uma bela imagem de que a amizade divina era de coração para coração, mais importante que normas e regras sociais.

Além do prólogo e introdução, o livro possui nove capitulo dividido em quatro partes: 
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Parte 1: Amizade com Deus Pai. O autor fala sobre Abraão, Moisés e Davi como amigos de Deus. Amizade com Deus Pai. Temos aqui lições poderosas sobre amizade ao observar como Deus se relacionou com cada uma dessas pessoas e como elas responderam.

Parte 2: Amizade com Jesus. Enfatiza o fato de que Jesus era amigo de prostitutas, cobradores de impostos e leprosos. Mostrou-nos como alcançar e mostrar amor a pessoas que não se parecem conosco. Foi exemplo da verdadeira amizade quando deu a vida por seus amigos.

Parte 3: Amizade com o Espírito Santo. Este capítulo nos apresenta o conceito de amizade com o Espírito Santo. Seu trabalho de nos ajudar a cumprir o mandato da amizade é crucial. Desde o momento em que apareceu no Pentecostes ele ajuda as pessoas a serem amigas de Deus. É o Espírito Santo que une nosso coração em companheirismo e amizade. Ele nos torna um.

Parte 4: Amizade com os outros. Aprenderemos com o bom samaritano, Ester e Mardoqueu, e outros. Seremos desafiados a superar as pesadas barreiras que nos separam desde muito tempo. Se alguma vez houve um momento em que esta mensagem é necessária, é agora. A crescente epidemia de solidão, isolamento e raiva em nosso mundo é uma plataforma para a amizade que Deus oferece a todos que se dispõe a recebê-la.

O livro termina com um desafio pessoal para você: o de se tornar amigo de Deus e de outras pessoas. É a única coisa que levaremos desta vida para a próxima: amigos a quem ajudamos a encontrar o caminho para o único e verdadeiro Amigo. Israel Houghton canta: “Sou amigo de Deus... ele me chama de amigo”. Adoro a letra dessa música. Incentivo você a meditar sobre essas palavras à medida que avançamos. Deixe sua mente se surpreender com a verdade de que o grande Deus da glória o chama de amigo. Ele deseja que a plenitude de amor que ele lhe dá transborde em amor por outras pessoas.
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PERKINS, John. O poder da amizade: a resposta para um mundo de solidão e discórdia. São Paulo:, SP: Mundo Cristão, 2022.

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