quarta-feira, 26 de maio de 2021

ESPERANÇA, O PERFUME DO CORAÇÃO: 12 SERMÕES SOBRE ESPERANÇA [Resenha 037/21]


Segundo os dicionários, a esperança é a confiança de que algo bom vai acontecer. No dia a dia, podemos depositá-la em muitas áreas da vida: nos relacionamentos, no trabalho, nos planos e projetos e até mesmo na conta bancária. Porém, nenhuma delas é infalível, todas estão sujeitas aos duros golpes deste mundo.

Nesse sentido, a Bíblia é clara ao dizer que a esperança do cristão deve estar firmada unicamente em Deus. Ele sim é o amigo perfeito, que nunca nos abandona. É Nele, somente Nele, temos a certeza da plena e eterna felicidade. “Se Deus é a minha herança, se eu perder um pouco do conforto terreno, não vou me queixar, porque o conforto celestial permanece”.

Este livro Esperança, o perfume do coração, escrito pelo mestre Charles Haddon Spurgeon, o leitor será estimulado, através de 12 sermões inspiradores, repletos de verdades bíblicas, deixados pelo escritor. Aqui somos convidados a refletir sobre Graça, Salvação e os privilégios reservados a todos os que se rendem a Cristo. Ao nos dedicarmos à leitura deste livro, seremos apresentados à uma esperança genuína e viva, sem pormenores ou trocas materiais.

Vamos deleitar, página a página, sermão a sermão, na confiança de uma vida eterna e abundante.

Charles Haddon Spurgeon foi o maior pregador britânico, reformado, do século 19. Pastoreou uma igreja batista em Waterbeach, Condado de Cambridgeshire (Inglaterra). Ficou conhecido como príncipe dos pregadores e foi bravo defensor do evangelho em um tempo de forte ataque do liberalismo teológico. Suas obras, seus sermões, seu ministério e sua vida inspiram milhões de obreiros em todo o mundo ainda hoje.
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SPURGEON, C. H. Esperança, o perfume do coração: 12 sermões sobre esperança. São Paulo, SP: Hagnos, 2020.

EXCLUSÃO E ABRAÇO: UMA REFLEXÃO TEOLÓGICA SOBRE IDENTIDADE, ALTERIDADE E RECONCILIAÇÃO [Resenha 036/21]


Referência internacional, “Exclusão e abraço”, do teólogo croata Miroslav Volf, é uma das mais prestigiadas obras teológicas que trabalham pautas sociais e dilemas da contemporaneidade, como por exemplo: o simples fato de ser diferente de alguma forma, passou a ser definido como algo indesejado. Miroslav Volf afirma que a palavra curadora do evangelho precisa ser anunciada, e a teologia cristã não pode furtar-se a ignorar o quadro latente de ódio entre os diversos grupos de uma sociedade. A mensagem de Cristo é essencialmente reconciliatória, e nada melhor que a metáfora do abraço para anunciar a resposta cristã à exclusão.

Enormes problemas acontecem, diz Volf, quando excluímos o nosso inimigo da comunidade dos seres humanos e quando excluímos a nós mesmos da comunidade dos pecadores — quando esquecemos que não somos as pessoas perfeitas e boas, somos também as imperfeitas. Quando nos lembramos disso, nosso ódio não nos mata nem nos absorve, e de fato podemos sair por aí e trabalhar em busca de justiça. Com um texto envolvente, Volf põe em xeque a abordagem simplista em torno das divisões raciais e das mazelas globais e oferece aos leitores uma injeção de ânimo para a boa convivência e a prática do bem.

Desde a primeira edição lançada na década de 1990, Exclusão e abraço: Uma reflexão teológica sobre identidade, alteridade e reconciliação é considerado uma referência para quem deseja entender pautas sociais importantes. Neste livro, Volf analisa tensões de cunho cultural, étnico e racial das últimas décadas e propõe o diálogo entre sociedades com diferentes perspectivas, religiosas ou não. Um convite ao perdão, reconciliação, justiça e paz, tendo como base o exemplo do próprio Jesus, que deu o primeiro passo para se reconciliar com a humanidade.

O Livro além da Introdução “O ressurgimento da identidade”, possui sete capítulos divididos em duas partes. Chamo a atenção para o apêndice “Trindade, identidade e doação de si mesmo”. Sobre o livro, o autor diz: “Eu escrevi o livro para mim mesmo — e para todos aqueles que, num mundo de injustiça, mentira e violência, fizeram sua a história do evangelho e, portanto, não desejam nem relegar as exigências do Crucificado às tenebrosas regiões da irracionalidade nem abandonar a luta pela justiça, a verdade e a paz”. (p. 12, Exclusão e Abraço)
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VOLF, Miroslav. Exclusão e abraço: Uma reflexão teológica sobre identidade, alteridade e reconciliação. São Paulo, SP: Mundo Cristão. 2021.

COMO CRIAR FILHOS FELIZES E OBEDIENTES [Resenha 035/21]


Toda mãe deseja que seus filhos se tornem pessoas bem-ajustadas, responsáveis, pessoas de quem possa se orgulhar. Quer vê-los enfrentando com segurança – e vencendo – os obstáculos da vida. E quem não deseja filhos que honrem aos pais, e lhes sejam obedientes, mesmo em tempos tão difíceis e em meio a tantas influências negativas?

Diante destes desafios, a autora se questiona e diz: “Mas o que é que Deus espera de mim? Afinal, no fim de tudo, é a ele que terei de prestar contas pela criação de meus filhos, e não aos entendidos, aos parentes e vizinhos. Será que a Bíblia diz alguma coisa, além da conhecida frase que diz – ‘O que retém a vara aborrece seu filho’”?

Em seguida questões são levantadas: Por que Deus fez as crianças? Quando um castigo deixa de ser punição e se torna maus tratos? O que provoca a rebelião? O que fazer quando as crianças brigam? Como uma criança pequena pode começar um relacionamento com Jesus? A resposta logo vem. Barbara Cook afirma que as respostas maravilhosas para todas essas perguntas estão na Palavra de Deus, A Bíblia fala de recompensas e de consequências negativas para as mães, e que contem orientações para se obter as compensações de caráter positivo.

O livro possui 16 capítulos divididos em três partes: Primeira parte - Lançando os fundamentos; Segunda parte – Ensinando os filhos a amar e servir a Deus; e Terceira parte – Preparando o filho para a vida. Todos estes capítulos, de antemão não se trata de um estudo exaustivo, mas são bastantes objetivos. Mostra como aplicar textos das Escrituras as quatros responsabilidades básicas de uma mãe: Suprir as necessidades físicas dos filhos; Aprender a amar seu filho; Ensinar os filhos a conhecer e a servir a Deus; Preparar os filhos para que venham a vencer na vida.

Finalmente, a autora escreve: “Esperamos que este livro possa constituir um ponto de partida e um objeto de estímulo para essa busca sincera. Se conseguirmos que as mães estudem a Bíblia, procurando nela as informações necessárias à sua tarefa, teremos atingido nosso objetivo.
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COOK, Bárbara. Como criar filhos felizes e obedientes. Belo Horizonte, MG: Betânia, 2009. 208p.

INTRODUÇÃO À TEOLOGIA BÍBLICA: O DESENVOLVIMENTO DO EVANGELHO EM TODA A ESCRITURA [Resenha 034/21]


A abordagem de estudo da teologia bíblica adotada por Goldsworthy segue o método sintético. Em outras palavras, o autor segue um tema teológico básico (Mittelpunkt) que percorre todas as partes do Antigo e do Novo Testamento para acompanhar seu desenvolvimento através da Escritura.

O objetivo desse método é a compreensão de um tema único (neste caso, o evangelho, consubstanciado no Reino de Deus) para explicar o conteúdo da Escritura. Esta obra é assim escrita com base na convicção de que “aprender a compreender a unidade da Bíblia, a sua mensagem única e integral de Gênesis a Apocalipse, é necessário para o entendimento correto do significado de qualquer texto isolado”. Assim, o autor foge da tendência de tratar um dos Testamentos isoladamente e oferece ao estudioso uma teologia bíblica que aborda o ensino das Escrituras por meio de um excelente resumo da história dos atos redentores e poderosos de Deus registrados progressivamente na narrativa bíblica.

Ao fazer essa síntese, deve-se apreciar como o autor mantém o foco, de forma vigorosa, em Jesus Cristo como o ponto culminante da história da redenção. Isso pode parecer óbvio, mas é de extrema importância, uma vez que os diferentes métodos e as complexidades da teologia bíblica muitas vezes podem levar o estudante desavisado para longe da cruz e da morte expiatória de nosso Senhor, desviando sua atenção para questões interessantes, mas meramente periféricas.

De modo magistral, Goldsworthy chama o leitor de volta para Jesus Cristo e luta para mostrar como o Antigo e o Novo Testamento se encaixam na Pessoa e na obra de Jesus. Com base nessa premissa, o autor responde a perguntas fundamentais, como: “Qual é o objetivo da teologia bíblica? Como podemos fazer uma teologia bíblica e ter certeza de estarmos lidando com a verdade? E qual é a relação entre o Antigo e o Novo Testamento?”.

Esta obra é, então, uma apresentação da mensagem da revelação de Deus em toda a Escritura, o que Goldsworthy faz com precisão ao reconstituir os movimentos da aliança graciosa de Deus, estabelecida na Criação, passando por Abraão, Davi e culminando em Jesus Cristo e na igreja. A apresentação de conceitos como tipo e antítipo, promessa e cumprimento, redenção realizada e aplicada dará, para muitos, a impressão de estarem lendo a Bíblia pela primeira vez.

O livro possui vinte capítulos, dividido em quatro partes: Primeira parte – Teologia Bíblica: Por quê? Segunda parte – Teologia Bíblica: Como? Terceira parte – Teologia Bíblica: O que? Quarta parte – Teologia Bíblica: Onde?

O autor escreve: Nesta obra, procurei fazer três coisas. Em primeiro lugar, apresentar ao leitor uma teologia integrada de toda a Bíblia. Em segundo, redigir essa apresentação introdutória reconhecendo totalmente a inspiração e a autoridade plenas da Bíblia como a Palavra de Deus. Em terceiro, escrever para os cristãos comuns sem tecnicidades desnecessárias. Por trás desse empenho, está a convicção de que aprender a compreender a unidade da Bíblia, a sua mensagem única e integral de Gênesis a Apocalipse, é necessário para o entendimento correto do significado de qualquer texto isolado.

SINOPSE: A enorme diversidade e complexidade da Bíblia pode assustar qualquer pessoa que queira estudá-la para de fato compreendê-la. Diante desse desafio, ser capaz de reconhecer a unidade das Escrituras é de grande valia na compreensão do significado de qualquer livro ou passagem.

A fim de ajudar o leitor a encarar esse desafio, Graeme Goldsworthy mostra como o tema do reino de Deus é desenvolvido progressivamente ao longo da história bíblica, identificando seus três elementos principais: Deus como Senhor que reina, o povo de Deus e a ordem criada em que ele e seu povo se relacionam.

Goldsworthy aborda o tema do reino de Deus pela lente do evangelho como ponto de partida para introduzir a mensagem de toda a Bíblia. A convicção do autor, expressa ao longo desta obra, é que cada parte da Bíblia ganha sentido mais pleno na obra salvífica de Cristo: sua vida, morte e ressurreição.
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GOLDSWORTHY, Graeme. Introdução à Teologia Bíblica: O desenvolvimento do Evangelho em toda a Escritura. São Paulo, SP: Vida Nova, 2018. 272p.

PRIVILÉGIO SAGRADO: DESAFIOS E ALEGRIAS DE SER ESPOSA DE PASTOR [Resenha 033/21]


Kay Warren, esposa do pastor e autor do best-seller “Uma vida com propósitos”, Rick Warren, lançou seu novo livro “Privilégio Sagrado: Desafios e alegrias de ser esposa de pastor”, um relato honesto do seu chamado pastoral ao lado do esposo. Sabemos que ser esposa de pastor não é fácil, são muitos compromissos ministeriais além de estar disposta a pastorear, dar conselhos e ensinar as ovelhas, e não podemos esquecer que também tem uma vida pessoal. As exigências da comunidade cristã e também de outras pessoas para que o pastor, a esposa e os filhos sejam uma família perfeita é notável, porém a realidade é outra, são seres humanos imperfeitos como qualquer outro. Foi para compartilhar essa experiência que Kay Warren compartilhou no seu livro a sua experiência pessoal em mais de quarenta anos de ministério.

Na sua obra, Warren divide com os seus leitores lições de vida e dicas encorajadoras para liderar e viver bem, tornando o seu livro um testemunho vivo escrito com muita honestidade e transparência. Ela compartilha seus erros, suas tristezas e suas alegrias, apontando as dificuldades que teve no seu casamento, além de ter que lidar com a perda de um filho para o suicídio. Para quem está querendo enxergar e conhecer os melhores caminhos dentro do ministério e viver cheio de bênçãos esse é o livro ideal. Confira um trecho do livro escrito por Kay: “Desde que nasci, e ao longo de seis décadas, o ministério definiu minha existência. Isso significa que conheço bem o mundo das igrejas locais e das pessoas que as frequentam, com tudo o que têm de melhor e de pior. […] Creio que vi de tudo e, ainda assim, digo que é um privilégio sagrado dedicar a vida ao ministério em tempo integral”.

Na sua obra, a autora trata de deixar bem claro que ela não foi escrita por uma mulher perfeita com uma vida perfeita, ao contrário, é um relato franco de um ser humano que cria uma aceitação com o leitor. Palavras de encorajamento para mulheres desanimadas e cansadas são escritas por Kay, a fim de trazer esperança e contribuir de maneira eficaz na vida do ministério feminino. “Quero que saiba que não está sozinha. E, acima de tudo, peço a Deus que encontre algumas pérolas atemporais de incentivo e esperança para fortalecê-la no serviço a Jesus e a sua igreja”, escreveu ela.

SINOPSE DO LIVRO: Se a vida como esposa de pastor oferece, por um lado, muitas oportunidades de desempenhar um papel importante na obra de Deus e de testemunhar do prazer de fazer parte da transformação de vidas, por outro também carrega o potencial de feridas profundas e grandes conflitos que podem roubar a alegria da missão. Vale a pena? Kay Warren, esposa do pastor Rick Warren e cofundadora da Igreja Saddleback, afirma que sim. Não só vale a pena como também é um privilégio sagrado.

Kay traz princípios encorajadores e significativas lições de vida, ilustradas com experiências pessoais adquiridas ao longo de mais de quarenta anos de ministério, que darão às leitoras a confiança necessária para liderar e viver bem. Animada, atribulada ou exaurida, a esposa de todo pastor encontrará, nas palavras calorosas e sábias de Kay Warren, esperança e encorajamento para seu chamado e para: Aceitar-se como é Adaptar-se a mudanças Ajudar os filhos a sobreviverem e se desenvolverem Cuidar de si mesma Valorizar fases e momentos Proteger a vida pessoal Lidar com críticas Adotar uma perspectiva eterna Concluir bem a jornada.
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WARREN, Kay. Privilégio Sagrado: Desafios e alegrias de ser esposa de pastor. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2020. 272p.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

HOMENS DE VERDADE: O CHAMADO DE DEUS PARA MASCULINIDADE [Resenha 032/21]


Qual imagem vem à sua mente quando você ouve a expressão “homem com H maiúsculo”? É a imagem de um homem aventureiro, habilidoso na caça e na pesca? Seria a ideia de um homem capaz de construir a própria casa? Ou algo mais na linha de um cara durão, ao estilo de John Wayne? Mas isso é tudo que significa ser homem? A verdade é que a Bíblia nos oferece a imagem de Deus para um homem de verdade — e essa imagem não se encaixa em nenhum de nossos estereótipos.

Primeiro, em Genesis 1, Deus diz sobre o papel do homem é que ele deve trabalhar? De fato, a necessidade e o valor do trabalho são presumidos em toda a Bíblia, além de explicitamente declarados em várias passagens das Escrituras. Por exemplo, o escritor de Eclesiastes disse: “Eis o que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção” (Ec 5.18). No Novo Testamento, Paulo nos exorta: “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Cl 3.23) e adverte que, “se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2Ts 3.10). Além disso, trabalharemos na nova terra.

Segundo, em Genesis 2, Deus colocou Adão no jardim para trabalhar, deu-lhe Eva como auxiliadora (Gn 2.18, 21-23). Então, o homem foi feito para trabalhar e, de maneira geral, para se casar. É claro que sempre haverá exceções ordenadas por Deus, mas o plano normal de Deus é que os homens tomem esposas e sejam fecundos, multipliquem-se e encham a terra (Gn 1.28). Portanto, o homem trabalhador humilde, aquele que labuta fielmente em seu ofício, nutrindo e pastoreando sua esposa, bem como buscando criar seus filhos na disciplina e instrução do Senhor, conforma-se à figura divina de um homem de verdade.

O livro possui 13 capítulos, dividido em duas partes. Parte um: entendendo nosso mandato e Parte dois: Vivendo nosso mandato. O autor aborda esse assunto de uma forma verdadeiramente bíblica. Tudo o que ele diz se baseia solidamente nas Escrituras, portanto ele nos dá uma imagem precisa do que significa ser um homem de Deus. O leitor sairá dele seguro de que, ainda que não possua nenhum dos atributos que o mundo considera essenciais para um “homem com H maiúsculo”, pode ser um dos homens de Deus.
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PHILLIPS, Richard D. Homens de verdade: o chamado de Deus para masculinidade. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2019.

O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE DINHEIRO [031/21]


Com habilidade didática, o teólogo e pastor Augustus Nicodemus analisa o verdadeiro significado bíblico da administração financeira e traz uma abordagem precisa sobre a entrega de dízimos e ofertas.

Falar sobre dinheiro no âmbito da Igreja não é fácil. Isso acontece por diversos motivos: por um lado, alguns pensam que a questão não tem nada a ver com a vida cristã; por outro, é grande o número de pessoas que associam o tema exclusivamente à “teologia da prosperidade”. De fato, muitos cristãos e não cristãos desconhecem o ensinamento bíblico em torno do assunto.

Então, com o objetivo de desmistificar tabus e trazer informação precisa sobre o tema, o teólogo e pastor Augustus Nicodemus escreveu o livro “O que a Bíblia fala sobre dinheiro”. Por meio de uma abordagem profunda, mas acessível, o autor revisita o Antigo e o Novo Testamento e traz à tona verdades fundamentadas na Palavra de Deus, a fim de compartilhar com o leitor uma visão equilibrada sobre a administração de recursos e bens.

“Infelizmente, o dinheiro tem escravizado muitos cristãos. Quer tenham muito, quer tenham pouco, deixam-se dominar pelas preocupações que ele costuma trazer. Mas, quando aprendemos a usá-lo segundo os ensinos da Bíblia, o dinheiro deixa de ser nosso patrão para tornar-se instrumento do bem no mundo.” (p.14)

Entre os diversos tópicos abordados nos 16 capítulos do livro, Nicodemus desmonta as premissas da teologia da prosperidade e lembra que Deus não só se importa com o sustento, como também conhece de antemão as necessidades de cada um. Por isso, conforme aponta, perseguir um ideal financeiro a todo custo, como se a vida dependesse apenas do acúmulo de riquezas, acaba transformando o dinheiro em divindade, relegando os valores do reino a uma posição inferior.

O que a Bíblia fala sobre dinheiro é indicado a todo e qualquer leitor que deseja se aprofundar em uma pauta que tende à polêmica, mas que é extremamente fundamental. Um livro que ajudará o leitor não apenas a entender o real ensinamento bíblico, mas também a identificar aberrações e heresias que não condizem com a Palavra de Deus e que escandalizam cristãos e não cristãos.
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LOPES, Augustus Nicodemus. O que a Bíblia fala sobre dinheiro. São Paulo, SP: Editora Mundo Cristão, 2021.

EIS-ME AQUI! DESCUBRA O CHAMADO DE DEUS PARA SUA VIDA E CUMPRA-O COM EXCELÊNCIA [Resenha 030/21]


Paulo, recorrendo a metáfora do construtor, demonstra reconhecer a provisão de Deus no desempenho de vocações diferentes. É deus quem nos capacita para trabalharmos com sabedoria e eficiência: “Segundo a graça que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor” (1 Co 3.10). Portanto, o que Deus exige de nós é fidelidade no desempenho de nosso chamado (1 Co 4.1-2).

Desse modo, não devemos buscar simplesmente agradar ou esperar o reconhecimento de homens. A recompensa virá do Senhor, o reto Juiz que nos chamou e nos preservou fielmente em seu trabalho. A recompensa, aqui, que é proveniente da graça, está associada ao trabalho e não ao sucesso: “Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho” (1 Co 3.8)

O despenseiro fiel sempre tem em vista que prestará contas a Deus do uso que fez do que lhe foi confiado. O seu compromisso é com o Senhor (Rm 14.4). Nesse sentido, Paulo não se preocupava, simplesmente, em agradar homens, mas em ser fiel àquele que o vocacionara.

É sobre esse tema que Idauro Campos trata neste agradável livro. Em cinco capítulos, partindo da Parábola dos Talentos, o autor demonstra a sabedoria de Deus, que nos chama e encoraja a servir com o que ele mesmo nos tem dado. (Herminsten Maia)

“faz uma exposição com aplicações muito práticas para nossa vida. Usando seus próprios conhecimentos teológicos e sua sensibilidade pastoral, o autor destrincha os membros dessa história e de ficção preciosa, abrindo nosso entendimento para a resposta a muitas das questões que nos incomodam com relação ao chamado de cada um de nós” (Mauricio Zágari).
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IDAURO, Campos. Eis-me aqui! Descubra o chamado de Deus para sua vida e cumpra-o com excelência. Rio de janeiro, RJ: Editora GodBooks, 2021. 96p.

A TRINDADE, AS ESCRITURAS E A FUNÇÃO DO TEÓLOGO [Resenha 029/21]


Qual é a importância da doutrina de Deus para a adoração e para o cotidiano da igreja? Qual tem sido o modelo de teísmo na tradição do cristianismo? Será que há espaço para reavaliar de que forma temos refletido a respeito de Deus? Será que as Escrituras Sagradas podem nos ajudar nessa questão? Qual é a importância delas para nossa formulação doutrinária? Quão envolvido Deus esteve no processo de produção das Escrituras? Diante de temas tão importantes como esses, como os teólogos, que se dedicam a refletir sobre Deus com base em sua Palavra, podem ser úteis para a igreja? Para que servem os teólogos, afinal?

O Dr. Kevin J. Vanhoozer apresenta uma análise dessas questões, utilizando nos dois primeiros artigos uma abordagem trinitária. Embora publicados separadamente, os três artigos aqui reunidos mostram que o Deus trino e uno, que se revela e age em três pessoas, deve ser o paradigma para pensarmos a respeito de Deus, das Escrituras e da função pastoral-teológica.

O livro possui apenas três capítulos: (1) O Deus trino e uno do evangelho: o autor começa demonstrando a importância de uma compreensão correta sobre Deus para a adoração e o discipulado cristãos. A falta de conhecimento adequado do Deus revelado nas Escrituras gera um culto repleto de anseios idólatras que não agrada o Senhor. Portanto, uma doutrina de Deus correta é o remédio para o mal de adorar o que não é Deus que assola a igreja evangélica.

(2) Sagradas Escrituras: Como podemos afirmar que as palavras de Moisés, Pedro e Paulo são a Palavra a Deus? De que forma um livro escrito por homens pode ser também considerado de origem divina? Vanhoozer se propõe lidar com essas questões neste capítulo e o faz, novamente, de uma perspectiva trinitária.

(3) Para que servem os teólogos? Para que servem os teólogos? Qual é a utilidade deles para a igreja? Nesse capítulo, fruto de uma palestra ministrada em duas instituições de ensino teológico, Vanhoozer trata da função do teólogo por meio de ilustrações e imagens que demonstram a importância do teólogo-pastor para a igreja ao longo da história.

A doutrina correta é fundamental para a igreja, e essa doutrina deve ter seu ponto de partida no Deus trino e uno, que atua na história e nos chama a sermos agentes nela também. As Escrituras são a agência comunicadora da Trindade e servem, junto com a doutrina de Deus, de fundamentação para a elaboração da doutrina cristã. Por fim, os teólogos têm a tarefa de pensar e proclamar o Deus trino e uno que se revelou no evangelho, o remédio fundamental para a edificação da igreja de Cristo.
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VANHOOZER, Kevin J. A Trindade, as Escrituras e a função do teólogo: contribuições para uma teologia evangélica. São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 2015. 128p.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

ARAME FARPADO NO PARAÍSO [Resenha 028/21]


Arame farpado no paraíso é uma espécie de diário de viagem teológico. Aqui ele conta sobre uma viagem que fez ao Brasil com o objetivo de divulgar livros e visitar igrejas. O que ocorreu, no entanto, foi muito mais que um mero passeio turístico. O subtítulo do livro, “O Brasil visto por fora e um pastor visto por dentro” sinaliza que este registro de viagem passa não somente pelos marcos miliários interiores de um escritor e teólogo educado num lugar do planeta onde o cristianismo evangélico é minoria.

Tiago se emociona com detalhes que para todo brasileiro são corriqueiros e se assusta com a tranqüilidade que a população demonstra ao relatar histórias de crimes e tragédia. Mais freqüentemente, admira-se da afetividade que parece deixar toda a vida brasileira mais leve.

Em “Arame farpado no paraíso, há muitas razões para conhecer o Brasil e mais outras tantas para evitar o país. Há como sempre entre nós aqueles que enxergam arame farpado e aqueles outros que conseguem vislumbrar o paraíso. Se a viagem que o autor empreendeu para o Brasil é fascinante, a nossa excursão pela cabeça de Tiago Cavaco é ainda mais arrebatadora.

O livro além da apresentação e prelúdio traz dez capítulos onde oferece ao leitor uma nova versão de si mesmo e também de um país repleto de contradições. O olhar estrangeiro fará o leitor perceber que, mesmo em meio ao caos, um suspiro de graça pode fazer grande diferença.

O autor escreve: “Este é um volume que fala de uma viagem até o Brasil para toscamente simbolizar uma nova consciência de nossa perdição interior. O melhor que, enquanto autor, tenho para vos dar é esta esperança de vos poder ajudar a sentirem-se maus, merecedores do inferno. Só para pessoas assim é que a salvação serve para alguma coisa. Como Jesus dizia com ironia, respondendo às pessoas que estavam certas de não precisarem ser salvas, são os doentes que precisam de médico. O Salvador veio para os maus, para os ruins, para os que têm um dom para estragar tudo – eu sou um deles. E parte da minha história fica aqui, para obter de vós, queridos leitores, alguma companhia.
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CAVACO, Tiago. Arame farpado no paraíso: O Brasil visto de fora e um pastor visto de dentro. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2021

sábado, 8 de maio de 2021

REINO DIVIDIDO [Resenha 027/21]


Reino dividido – Uma das estratégias mais antigas que o espírito do mundo usa para confundir e derrotar a humanidade é a velha tática de dividir para conquistar. Esta é uma técnica de batalha tão efetiva e maquiavélica que a própria humanidade, sob a influência do espírito do mundo, tem reproduzido a mesma estratégia desde épocas antigas; líderes como Júlio César, Lisandro de Esparta, Filipe da Macedônia, Napoleão e muitos outros se utilizaram dela para construir suas guerras e campanhas bélicas e derramar o sangue de milhares de pessoas apenas para satisfazer seus caprichos.

Reino dividido [Mateus 12.25] - Aqui está registrada uma lei conhecida, de que em todas as sociedades uma ruína comum é a conseqüência de disputas mútuas. Normalmente, as divisões acabam em devastações; se nós nos chocarmos, nos quebraremos; se nos separarmos uns dos outros, nos tornaremos uma presa fácil para um inimigo comum: “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros” (Gl 5.15). As igrejas e as nações sabem disso por suas tristes experiências.

Reino dividido: como o pecado do sectarismo sabota a vontade de Deus para a igreja. Neste livro, o autor trabalha com a principal peça da divisão – o sectarismo. “O sectarismo talvez seja um dos maiores males do movimento evangélico contemporâneo em todo o mundo. Trata-se de um estado de espírito. É a disposição à intolerância, à intransigência [...]. O sectário faz de doutrinas secundárias, bandeiras partidárias, ideologias políticas e divergências denominacionais a causa última de sua existência. O sectário não acredita na unidade do corpo de Cristo”.

O livro, além dos agradecimentos, apresentação, prefácio e introdução, possuem sete capítulos: [1] O problema do sectarismo [2] Sectarismo e heresias [3] Apologética não deve ser sectária [4] Legalismo e sectarismo [5] O sectarismo é um problema da alma [6] Sectarismo nacionalista e [7] A catolicidade da igreja. O conteúdo destes capítulos, o autor vai “ao âmago dos problemas que nos causam separação”.
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SIQUEIRA, Gutierres Fernandes. Reino dividido: como o pecado do sectarismo sabota a vontade de Deus para a igreja. Rio de Janeiro: GodBooks, 2021.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

O FIM DA POBREZA [Resenha 026/21]


Em nossa geração altamente ativista e voltada para soluções, é fácil pensar que nós mesmos somos a solução para os males sociais do mundo, em particular para a pobreza. Contudo, muitos livros sobre a erradicação da pobreza se concentram apenas nas estatísticas e nas necessidades como táticas motivadoras. Entendemos que o fim da pobreza vai além das estatísticas, o problema da pobreza é o problema do pecado, e a sua solução está no coração do evangelho. Nessa perspectiva observamos que o autor é corretamente pessimista a respeito das soluções humanistas, lucidamente otimista em relação à solução definitiva de Deus e funcionalmente realista sobre o melhor e o máximo que a igreja pode fazer na presente época.

Neste livro, temos uma teologia bíblica da pobreza que, além de bem escrita, é solidamente pesquisada e bem fundamentada nas Escrituras. A história redentora de Deus evidenciada nesse livro fornece a motivação baseada na graça do evangelho, que é necessária para oferecer a resposta mais holística e sustentável para a grande necessidade que nos rodeia.

O autor de forma brilhante, nos leva de volta a Gênesis e transmite uma robusta visão teológica para obedecer à ordem da Bíblia de ajudar os pobres enquanto vivemos no anseio da expectativa pelo reino vindouro de Cristo. Armstrong é muito bem-sucedido em enfatizar os efeitos danosos do pecado sobre a economia e em apontar a única esperança verdadeira do mundo: Jesus.

O livro além da introdução, possui oito capítulos, onde o tema da pobreza é tratada de uma maneira bíblica, equilibrada, provocante e convicta! O bom é que ele chama atenção para a prática da generosidade bíblica está, em última análise, enraizada na generosidade do próprio Deus. Poucos livros combinam de forma tão perspicaz uma visão teológica abrangente da pobreza com uma motivação capacitadora e inspiradora.
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ARMSTRONG, Aaron. O Fim da Pobreza: O Evangelho, a nova criação e a necessidade de um Salvador. São Paulo, SP: Vida Nova, 2015. 128p.

VOCAÇÃO [Resenha 025/21]


Nada é mais trágico do que pessoas que vivem sem direção e perdidas, sem conhecer o propósito para o qual existem. Essa tragédia tem levado pessoas a passarem pela existência sem a bênção de influenciar outras pessoas, não deixando um legado para a geração vindoura. Aliás, muitos são os que, por não conhecerem o propósito de Deus para suas vidas, são incapazes de influenciarem a si mesmas.

Você pode pensar que este é um mal que não afeta crentes fiéis. Ledo engano. Não são poucos os crentes que desconhecem o plano de Deus para sua vida, inclusive no que diz respeito ao seu chamado. A falta de conhecimento da própria vocação cristã não prejudica só esse cristão individualmente, mas também priva a igreja de ser beneficiada com o exercício daquilo que Deus entregou a ele.

Portanto, precisamos reconhecer que a nossa existência é um sinal de que Deus tem um propósito para nossa vida, e o que precisamos fazer é descobri-lo. Nenhum crente é inútil; todos temos algo a fazer para Deus, em favor de sua igreja e também a favor daqueles a quem o Senhor nos enviar.

Portanto, debruçar sobre o tema da vocação é lidar com algo muito precioso por algumas razões, como: 1) o ato de Deus escolher homens para usá-los é obra da sua graça; 2) todo o processo vocacional visa ao benefício do outro e, nesse caso, da igreja; 3) é, no mínimo, misterioso que Deus (perfeito e santo) utiliza-se de pessoas (imperfeitas e impuras) para usá-las dentro de suas muitas limitações para a realização da obra dEle.

O livro possui seis capítulos que tem como objetivo teologizar a importância de se descobrir a própria vocação, de que forma isso é possível, quais as vantagens em descobrirmos nossa vocação e quais os prejuízos quando isso não acontece. Além disso, o livro trata a respeito da origem da verdadeira vocação, o que ajuda a não somente conhecer a fonte do chamado, mas também como e quais métodos devem se usar para executá-lo, bem como identificar de maneira clara o objetivo de toda vocação divina.
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TORRALBO, Elias. Vocação: Descobrindo o seu chamado. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2021.

UMA TEORIA DE TUDO [Resenha 024/21]


Albert Einstein continua sendo o gênio favorito do mundo, conduzido à fama pela admiração popular despertada por suas teorias científicas revolucionárias sobre o espaço e o tempo. Atualmente, um século após a confirmação da teoria da relatividade geral em novembro de 1919, Einstein permanece uma figura idolatrada. Apareceu na capa da revista Time mais de seis vezes e foi eleito “Pessoa do Século” em 1999. As ideias de Einstein mudaram o modo como pensamos e vivemos.

A imensa estima devotada a Einstein pela comunidade científica acadêmica e popular fazia com que as pessoas se dispusessem a escutar quando ele falava sobre questões mais amplas. No entanto, Einstein não falava apenas de ciência. Ele levantou questões sobre o valor e o significado dos seres humanos — o que o filósofo Karl Popper chamou mais tarde de “questões últimas”. As pessoas escutavam Einstein com atenção e respeito. Ele se tornou um gênio famoso, um intelecto de imenso prestígio, que conseguiu obter um status de ídolo cultural sem baixar o nível do discurso.

Este breve livro pretende explicar em termos simples e acessíveis as ideias científicas revolucionárias de Einstein, ideias que ainda moldam nosso mundo hoje, e explorar seu significado. Ninguém acha que um gênio científico é infalível. Ainda assim, o status de Einstein significa que vale muito a pena escutá-lo, especialmente quando se pensa em como entender nosso universo. Aqui temos a fascinação de Einstein por um “grande quadro” do nosso mundo e de nós mesmos. Refletem sobre como Einstein integrou pessoalmente ciência, ética e fé religiosa para obter uma descrição mais rica da realidade — se preferirem, uma teoria de tudo o que importa.

Ciência, ética e religião são empreendimentos bem diferentes, desempenhando papéis distintos em nossa vida e baseados em padrões de pensamento diferentes. Como, então, podemos reunir essas perspectivas singulares em um todo coerente? Esse é um problema genuíno, e Einstein nos ajuda a pensar sobre ele.

O livro possui sete capítulos bem organizados em duas partes: Parte 1 – Uma Revolução na ciência e Parte 2 – Uma teoria de tudo (Que importa), onde são explorado as ideias científicas de Einstein, seu verdadeiro foco é como ele tentou desenvolver uma visão coerente do mundo — uma “grande teoria de tudo” que abarcasse tanto nosso entendimento de como o mundo funciona quanto a questão mais profunda do que ele significa.

Einstein não foi apenas um grande cientista; foi um ser humano que refletia e que percebeu a importância de manter unidas nossas principais ideias e crenças. Suas reflexões sobre como criar esse “grande quadro” de nosso mundo e de nós mesmos podem nos ajudar a ir além da fragmentação de ideias e valores que se tornou uma característica central da cultura ocidental.
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MCGRATH, Alister E. Uma teoria de tudo (que importa): uma breve introdução a Einstein e suas ideias surpreendentes sobre Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2021.

sábado, 1 de maio de 2021

O IMPACTO DA HUMILDADE [Resenha 023/21]


A. W. Tozer comentando 1 Pedro 5.5 - Cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes concede a sua graça (1 Pedro 5.5). – Escreveu: “Quando o apóstolo Pedro aconselha aos crentes que se revistam de humildade no seu trato uns com os outros, na verdade, está dando a entender que a humildade deve ser uma espécie de uniforme que nos identifique diariamente.”

Mauricio Zagari, na apresentação deste livro escreve: Muito se fala sobre imitar Jesus, e com razão. A Escritura insta todo cristão a imitar o nosso Senhor. Porém, essa imitação não pode ser seletiva, uma vez que não somos autorizados a escolher o que imitar e o que ignorar dentre suas muitas virtudes. Antes, devemos analisar todos seus traços de caráter como modelares para uma vida bem vivida aos olhos de Deus. “E, de suas muitas qualidades, destaca-se a humildade”

Neste livro, onde o autor trabalha os capítulos 10 a 16 do Evangelho de Marcos, com o objetivo de nos ensinar sobre o impacto da humildade, podemos sentir o efeito das Palavras de Jesus. Ele nos dá crescimento no conhecimento do seu caráter humilde, nos confronta em nossos pecados de arrogância e corrige nossos pensamentos, emoções e ações. Educa-nos em nosso coração, para que nos tornemos perecidos com Ele a fim de nos deixar preparadas para uma vida em humildade que glorifica ao nosso Pai celestial. Desta entendemos orgulho jamais será uma virtude, enquanto a humildade sempre será, por excelência, a virtudes das virtudes.

O livro é didático e está dividido em sete capítulos onde o autor faz com que o Marcos 10.17, seja como o címbalo que retine durante toda a leitura. (1) As muitas faces do orgulho (2) Vidas sem fruto (3) Amor e humildade (4) A volta de Cristo (5) Embora amados, sempre prontos a traí-lo (6) Sacrificado pelo orgulho e (7) O triunfo da humildade.

Um dos aspectos mais interessantes da pessoa de Jesus de Nazaré é que, sendo Deus, excelso em majestade, sempre foi ao mesmo tempo, exemplo máximo de humildade. A humildade de Cristo é um traço marcante de sua personalidade.
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PORTE JR, Wilson. O impacto da humildade: Por que Deus se opõe aos orgulhosos, famosos e arrogantes, mas concede graça aos humildes, anônimos e simples. Rio de Janeiro: GodBooks, 2020.