segunda-feira, 28 de março de 2022

1984 [Resenha 035/2022]


1984: UTÓPICO OU DISTÓPICO. Eu considero os dois termos: Uma distopia, pois a obra descreve uma sociedade em condições de extrema opressão, desespero e privação, sob o teto do totalitarismo. Utópico, pois é assim que os principais personagens pensavam. Eles reescreviam a história e definiam que tudo ia bem, que a sociedade era um avanço, uma utopia.

O LIVRO - Escrito um ano antes de sua publicação (1948) e publicado um ano antes da morte do autor (1949), “1984” é um livro emblemático. Uma obra fictícia, futurista, pois está carregada de eventos reais. O livro 1984 fala sobre “totalitarismo”. Quem viveu, o ano de 1984 sabe o que esta década representa: comunismo na Europa, Ásia e África, ditadura no Brasil, totalitarismo em várias partes do mundo. O livro descreve uma sociedade constantemente vigiada, seja através de câmeras espalhadas em todos os ambientes, seja através dos próprios olhares dos cidadãos (Redes sociais) A expressão Big Brother (Grande Irmão), utilizada na obra de Orwell, e que traduz essa visibilidade excessiva pelo reality show mais famoso do mundo. O caráter futurista está presente no próprio título. Sendo publicada em 1948, o nome traz os dois dígitos finais invertidos. “1984” foi traduzido em 65 países, virou minissérie, filmes, inspirou quadrinhos, mangás e até uma ópera.

O AUTOR - George Orwell é um pseudônimo do autor, um nome que ele adotou para assinar suas obras. Em seu batismo na Igreja Anglicana, foi chamado de Eric Arthur Blair. Nascido na Índia, em 1903, filho de um funcionário colonial inglês. Foi aluno de outro escritor futurista Aldous Huxley. Foi amigo de Ernest Hemingway.

No Box “O horizonte de George Orwell”, a Novo Século Editora, reúne os dois livros mais famosos do escritor britânico, “A revolução dos bichos” e “1984”. Esta edição especial celebra um dos autores mais importantes do século XX, que foi testemunha ocular da guerra e do desespero, e denunciou, em sua metáfora universal, os descaminhos que poderiam tornar ainda mais cinzentos os tempos vindouros. Para nossa época, a visão orwelliana não é uma sentença, e sim um alerta, pois aquele futuro pode – mas não precisa – ser o nosso presente.
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ORWELL, George. 1984. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2021.

Disponível nos formatos físico e e-book: Novo Século e Amazon.

sábado, 26 de março de 2022

O PODER DA AMIZADE: A RESPOSTA PARA UM MUNDO DE SOLIDÃO E DISCÓRDIA [Resenha 034/2022]


Quando perguntam ao Dr. John Perkins, uma das vozes cristãs mais eloquentes da sociedade norte-americana, como fazer a diferença no mundo, ele habitualmente responde: "Sejam amigos. Primeiramente de Deus, depois dos outros — todo tipo de 'outros' que você possa imaginar. Porque a verdade mais simples, poderosa, estonteante e explosiva é: O mundo é transformado uma amizade por vez".

O Dr. Perkins escreveu este livro, “O poder da amizade”, com tanta beleza e autenticidade porque o deixou bem simples. Ele escolheu conhecer a Deus e torná-lo conhecido. Escolheu receber a amizade de Deus, como um apóstolo João da atualidade, o autoproclamado “discípulo que Jesus amava”. Mais precisamente, ele escolheu abraçar por completo a Deus Pai, seu Filho Jesus e o Espírito Santo. E o Dr. Perkins testemunhou ao longo de sua vida a realidade dessa amizade vez após vez, desafio após desafio, temporada após temporada.

Assim como na vida de Jesus, vejo muito claramente o que torna a vida e a mensagem do Dr. Perkins tão convincentes. A vida de Jesus foi repleta de pessoas: homens e mulheres que ele encontrou e acolheu. Pessoas comuns com quem dividiu uma refeição, casamentos que frequentou, crianças que abraçou, mulheres que protegeu e até um amigo que trouxe dos mortos. Amigos cujas dores ele compartilhou e, por fim, cujos pecados tomou para si. Ele nos deixou uma bela imagem de que a amizade divina era de coração para coração, mais importante que normas e regras sociais.

Além do prólogo e introdução, o livro possui nove capitulo dividido em quatro partes: 
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Parte 1: Amizade com Deus Pai. O autor fala sobre Abraão, Moisés e Davi como amigos de Deus. Amizade com Deus Pai. Temos aqui lições poderosas sobre amizade ao observar como Deus se relacionou com cada uma dessas pessoas e como elas responderam.

Parte 2: Amizade com Jesus. Enfatiza o fato de que Jesus era amigo de prostitutas, cobradores de impostos e leprosos. Mostrou-nos como alcançar e mostrar amor a pessoas que não se parecem conosco. Foi exemplo da verdadeira amizade quando deu a vida por seus amigos.

Parte 3: Amizade com o Espírito Santo. Este capítulo nos apresenta o conceito de amizade com o Espírito Santo. Seu trabalho de nos ajudar a cumprir o mandato da amizade é crucial. Desde o momento em que apareceu no Pentecostes ele ajuda as pessoas a serem amigas de Deus. É o Espírito Santo que une nosso coração em companheirismo e amizade. Ele nos torna um.

Parte 4: Amizade com os outros. Aprenderemos com o bom samaritano, Ester e Mardoqueu, e outros. Seremos desafiados a superar as pesadas barreiras que nos separam desde muito tempo. Se alguma vez houve um momento em que esta mensagem é necessária, é agora. A crescente epidemia de solidão, isolamento e raiva em nosso mundo é uma plataforma para a amizade que Deus oferece a todos que se dispõe a recebê-la.

O livro termina com um desafio pessoal para você: o de se tornar amigo de Deus e de outras pessoas. É a única coisa que levaremos desta vida para a próxima: amigos a quem ajudamos a encontrar o caminho para o único e verdadeiro Amigo. Israel Houghton canta: “Sou amigo de Deus... ele me chama de amigo”. Adoro a letra dessa música. Incentivo você a meditar sobre essas palavras à medida que avançamos. Deixe sua mente se surpreender com a verdade de que o grande Deus da glória o chama de amigo. Ele deseja que a plenitude de amor que ele lhe dá transborde em amor por outras pessoas.
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PERKINS, John. O poder da amizade: a resposta para um mundo de solidão e discórdia. São Paulo:, SP: Mundo Cristão, 2022.

Disponível nos formatos físicos e e-books nas Lojas Amazon

quinta-feira, 24 de março de 2022

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS [Resenha 033/2022]


A Revolução dos Bichos é uma distopia de George Orwell, escrito entre 1943 a 1944, e publicado em 1945, na Inglaterra. Na verdade trata-se de uma denúncia contra a ditadura cruel imposta por Stalin após ele subir ao poder russo. O livro reflete os acontecimentos que se seguiram à Revolução Comunista de 1917 e, sob o domínio de Stalin na União Soviética.

Acerca de Orwell, observamos três fatos: [1] Ele conhecia muito bem o exército russo, pois o combateu na Guerra Civil Espanhola. [2] ele se considerava socialista, um socialista utópico, que defendia a construção de uma sociedade ideal, onde as pessoas vivessem em harmonia ao buscarem interesses comuns. [3] A crítica ao stalinismo deixou Orwell numa situação ruim – pois naquele contexto, a Inglaterra era aliada da União Soviética – sua obra foi rejeitada por várias editoras, com medo de represálias do governo.

A história contada por Orwell se passa na Granja do Solar, uma fazenda na Inglaterra que tinha como proprietário o senhor Jones. Galinhas, pombas, porcos, cachorros, cavalos, cabras, burros, ovelhas e vacas são os personagens centrais dessa narrativa. Algumas comparações são intrigantes. O velho Major, um porco barbudo, cheio de ideias, como Marx, que tinha como maior ideal de vida tornar os animais da granja seres ricos e livres. Bola de Neve representa Trotsky, metido e intelectual e Napoleão tipifica claramente Stálin, com toda sua truculência. Os cães constituem seu exército particular. Os demais animais compõem o povo, cheio de esperança e de ilusões – que irão se acabar aos poucos.

Não se surpreenda com o tamanho da obra. Um livro pequeno, com uma linguagem ao alcance de qualquer leitor, faz parte de uma edição especial – Box “O horizonte de George Orwell” - publicado pelo Editora Novo Século que celebra um dos autores mais importantes do século XX, que diante do que já foi exposto permanece sendo uma obra extremamente atual, que trata de questões que não perdem a validade.

Lembrando que fazem parte Box “O horizonte de George Orwell”, além de “A Revolução dos Bichos”, “1984” e um Suplemento de leitura “Além do horizonte de George Orwell”.
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ORWELL, George. A Revolução dos Bichos. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2021.

Disponível para vendas na Editora Novo Século e Amazon

 

quarta-feira, 23 de março de 2022

PARA TERMINAR BEM COMECE CEDO [Resenha 032/2022]


O autor deste pequeno e edificante livro diz logo na introdução que este livro “não se destina apenas a idosos. Ao ler, você verá que, para terminar bem, é necessário começar cedo, de preferência entre 30 e 40 anos, ou até mais cedo. Todavia, caso você esteja em sua quarta década de vida – ou mais – é provável que a crescente percepção de sua mortalidade torne a tarefa mais urgente e interessante”.

A percepção de nossa mortalidade é tema trabalhado em todo o livro, não em uma perspectiva de “desgraça”, mas é apresentado dentro de uma cosmovisão da graça. Este livro trabalha a ideia de que temos de nos preparar para as realidades e oportunidades da velhice, e essa preparação requer duas tarefas: [1] Proatividade e determinação no cuidado do corpo – manutenção do templo. [2] Prioridade ao crescimento espiritual, conservar relacionamentos saudáveis, manter sua relevância, escolher atitudes positivas, cuidar das finanças e se preparar para eternidade.

O capitulo 2 [Manutenção do templo] foi o meu preferido, pois trata da urgente necessidade que temos de cuidar do nosso corpo caso desejamos estar bem mais tarde. Começar cedo é o segredo: à hora de se preparar para os setenta anos não é quando chegar aos sessenta. E o que somos aos cinquenta é fruto das décadas anteriores: não dá para se preparar para os cinquenta anos quando fizer quarenta e nove. Não existe “cedo demais” para começar a se preparar para uma vida longa cheia de vitalidade.

O livro possui uma introdução, conclusão e notas finais. É composto ainda de dez capítulos que trabalha questões de genética, desenvolvimento físico, questões emocionais e finalmente, o ato de terminar bem. Lembre-se “Para Terminar Bem, é necessário começar cedo”.
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DUGAN, Patrick. Para terminar bem comece cedo. Curitiba, PR: Editora Betânia, 2021. 96p.

Disponível nas Lojas Editora Betânia e Amazon

quarta-feira, 16 de março de 2022

DRÁCULA DE BRAM STOKER [Resenha 031/2022]


É inegável que, de todos os mitos universais criados pela literatura, desde Hamlet a Madame Bovary, e Don Quixote a Robinson Crusoé, o mais popular e com o maior número de seguidores em todo mundo é o do imortal senhor das trevas: o conde Drácula. Mortalmente pálido. Unhas cortadas em pontas afiadas. Dentes projetados como presas. Elegância de um conde com a ferocidade de um vampiro. Drácula, um dos monstros mais famosos da fantasia, tem sua origem na Irlanda, pelo menos literariamente falando. O personagem foi criado por Bram Stoker, nome que integra a longa lista de autores irlandeses de renome mundo afora.

O Romance - Lançado em 1897, Drácula foi, de cara, um sucesso de vendas e de crítica. Não só consolidou a imagem do que se entende por vampiro na cultura popular, pelo cinema, pela TV e pela literatura, como permanece até hoje em ininterrupta publicação desde seu lançamento. Baseado no folclore da Transilvânia e em um personagem real, O cruel governador romeno, Valáquia Vlad III Drácula, também conhecido como Vlad, o Empalador, seria uma espécie de monstro em pele humana. O romance conta a história da viagem de Drácula, o conde da Transilvânia, para a Inglaterra. O vampiro buscava encontrar sangue novo e espalhar a maldição dos mortos-vivos no novo reino. Por lá, porém, ele encontra o professor Abraham Van Helsing, um caçador de vampiros e seu obstáculo para satisfazer seu desejo sanguinário.

O Autor – O autor nasceu em 1847, em Dublin, na Irlanda. Sua paixão pela literatura surgiu logo na adolescência. Formou-se na faculdade de Matemática, trabalhou como jornalista, foi funcionário público e diretor de teatro. Em 1897, ano da publicação de Drácula — seu quinto livro —, Bram Stoker já era um escritor maduro e reconhecido. Estava prestes a completar 50 anos e estabelecera-se como um talentoso romancista de sua geração. Faleceu em Londres em 20 de abril de 1912.

Bram Stoker redigiu um relato que tem assombrado gerações consecutivas de leitores. Sua estrutura não só referencia como também é referenciada em centenas de outras obras fantásticas sobrenaturais. Bram Stoker criou uma das mais famosas e horripilantes histórias de terror de todos os tempos.
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STOKER, Bram. Drácula. São Paulo, SP: Pandorga Editora, 2019. 514p.

Disponível em todos os formatos no Amazon

terça-feira, 15 de março de 2022

BOX TRILOGIA "O SENHOR DOS ANÉIS" [Resenha 030/2022]


Para aqueles ainda não familiarizados com o universo de J.R.R. Tolkien, a trilogia acompanha uma jornada pelo destino da Terra-média. Sauron, o senhor do escuro, está desperto e erguendo suas forças novamente - e ele está em busca do seu objeto de poder mais valioso, uma coisa pequena e aparentemente inofensiva que pode mudar o curso da guerra: um anel. E esse anel está em posse da criatura mais inesperada que se poderia imaginar: um hobbit.

LIVRO I E A ALVORADA DA FANTASIA - O livro 1, “A sociedade do Anel” é o início de tudo, o bom e velho condado Hobbit, na sua quase eterna paz. Rodeada por festa quase todos os dias e visitas incessantes do mago Gandalf. A terra média é uma aventura sem fins e que te leva em busca da maior aventura que um grupo já enfrentou.

LIVRO II E A MAIOR BATALHA JÁ ESCRITA - O livro “Duas Torres” abriga uma das maiores batalhas da terra média ou melhor da literatura. Esse livro continua a saga do Anel, porém a comitiva está dividida. Aragorn, Legolas e Gimli foram para as terras dos cavaleiros, Rohan. Já Frodo e seu fiel escudeiro Sam, foram para leste destruir o Anel. As duas jornadas são muito bem trabalhadas.

LIVRO III E O DESFECHO MERECIDO - Enfim chegamos ao final da Guerra do Anel. Frodo e Sam se salvam. Como é o último da saga, não precisa mais apresentar e desenvolver ninguém, agora é somente lutas. Contudo, nem tudo são flores depois da guerra. Na volta de Frodo para casa, o Condado é tomada por confusões e remanescentes do exército de Saruman, que transformaram o local em uma verdadeira Ditadura.

O senhor dos Anéis é um saga mitológica dividida em 3 livros, escritos por J.R.R Tolkien, entre os anos de 1937 e 1949. Foi a alegria do mundo durante a sangrenta guerra. Além disso, é uma continuação direta das aventuras de Bilbo em O Hobbit.
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TOLKIEN, J.R.R. O Senhor dos Anéis: A sociedade do Anel, Duas Torres e O Retorno do Rei. Rio de Janeiro, RJ: Harper Collins Brasil, 2019.

Créditos
https://www.queriaestarlendo.com.br/
https://teamcomics.com.br/resenha-do-senhor-dos-aneis-ainda-vale-a-pena-ler/

Disponível nos formatos físicos e e-book no Amazon

NEGÓCIO DE ATITUDE: APLICAÇÃO IMEDIATA, LUCRATIVIDADE INFINITA [Resenha 029/2022]


A vida tem, em média, somente 960 meses. O que fazemos nesse intervalo de tempo é o que o espanhol Victor Küppers provoca a refletir no livro Negócio de Atitude: Aplicação imediata, lucratividade infinita. Conhecido pelo bordão ‘viver com entusiasmo’, o autor constrói a narrativa do livro em torno de uma lição principal: não existe ocupação mais importante do que aprender a viver.

“Não existe ocupação mais importante do que aprender a viver. Temos que transformar a nossa vida em uma obra de arte, para que, ao final de nossos dias, possamos dizer a nós mesmos: ‘Consegui!’. No final, o único objetivo que temos nesta vida é lutar todos os dias para ser melhor pessoa que eu posso ser. Dentro de cada um de nós, existe a vontade de viver uma vida de grandeza, de contribuição, de pôr seu grão de areia, de ajudar e fazer que os outros sejam felizes, de lutar pelo que vale a pena, de agir com princípios e valores” [p.22]

Já no primeiro capítulo, o espanhol faz um convite à ação e afirma que o objetivo deste livro não é adicionar algo ao campo das atitudes pessoais. Trata-se de um livro simples, descomplicado, básico e prático, com ideias simples, descomplicadas, básicas e práticas. Ele fala sobre alegria, gratidão, nada de murmuração, sonhos e altruísmo.

O senso de humor com que apresenta as ideias é também uma das principais dicas de Küppers para que o leitor exercite o ‘saber viver’. O otimismo, a gratidão, a humildade, a atenção plena. Os ensinamentos, diluídos em 29 capítulos, passam por coisas que, como ele mesmo diz, todo mundo sabe, mas essa não é a questão.

O livro rico em citações. E assim como Chesterton, o autor recorre a pensadores clássicos como Sêneca e Tolstói para ajudar o leitor a refletir sobre como dar mais sentido à vida. Decidir que tipo de pessoa quer ser e que tipo de vida quer ter; lutar para conseguir chegar lá, e fazê-lo com alegria são os principais ensinamentos deixados por Negócio de Atitude.

Portanto, o único propósito deste livro é fazer você pensar. Pensar, ponderar, meditar, analisar, examinar — atitudes sempre positivas e necessárias, que nos ajudam a perceber as coisas, ver tudo com perspectiva, a priorizar, a relativizar, a corrigir, a ganhar forças e a repor energias, a pôr em ordem uma vida cujo ambiente já se encarrega de desorganizar. Este é o propósito deste livro: ajudar você a refletir
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KÜPPERS, Victor. Negócio de Atitude: Aplicação imediata, lucratividade infinita. São Paulo, SP: Editora Hábito. 2021

Disponível nos formatos físicos e e-book no Amazon e Editora Hábito

terça-feira, 8 de março de 2022

PHANTASTES: A TERRA DAS FADAS [Resenha 028/2022]


Que As Crônicas de Nárnia são sucesso mundial todos sabem, os sete livros escritos por C.S. Lewis venderam mais de 120 milhões de cópias em todo mundo. O que muitos desconhecem é que um livro escrito muito antes de C.S. Lewis se tornar escritor foi que inspirou o Reino de Nárnia. Tudo começou devido a um livro de George MacDonald, escrito em 1858: Phantastes, a Terra das Fadas.

Em sua autobiografia, Surpreendido pela Alegria, C.S. Lewis declarou: “George MacDonald fez mais por mim do que qualquer outro escritor”. Nas palavras de C.S. Lewis, Phantastes converteu a sua imaginação. George MacDonald tornou-se para Lewis uma espécie de “pai espiritual” e em diversas ocasiões, se referia a ele como “seu mestre e mentor.” O próprio Lewis contribuiu em muito para que a obra de George Macdonald fosse disseminada em seu tempo, tendo ele mesmo editado uma antologia de Macdonald. Em um dos volumes da antologia, Lewis escreveu no prefácio: “Nunca escondi o fato de que eu o considerava meu mestre, na verdade acredito que eu nunca escrevi um livro no qual eu não o tenha citado".

A Influência de MacDonald é latente em toda a obra de C.S. Lewis, em especial nos seus livros de Fantasia, como As Crônicas de Nárnia e Perelandra. George MacDonald também foi uma influência marcante para J.R.R. Tolkien escrever O Hobbit.

George MacDonald, nascido em 10 de dezembro de 1824 na Escócia, é um dos mais notáveis escritores de sua época. Foi amigo e mentor de Lewis Carroll e o incentivou a publicar Alice no País das Maravilhas. Influenciou autores como J. R. R. Tolkien, CS Lewis e Mark Twain e era para Chesterton, um dos quatro maiores homens do século XIX

O enredo da obra é bastante simples. Anodos, o protagonista, faz 21 anos e precisa começar a assumir responsabilidades adultas. E, por esse motivo, recebe uma chave que lhe permite abrir uma gaveta específica em sua residência. E, ao abri-la, é saudado por uma pequena fada que, após uma breve conversa, promete que o levará até a Terra das Fadas no dia seguinte. E, claro, é exatamente isso o que acontece, pois, ao despertar no dia seguinte, percebe que não está no mesmo lugar em que dormira e tem a convicção de que está a caminho da Terra das Fadas. E aí que começam suas aventuras nessa terra maravilhosa e cheia de mistérios. Lembrando que não é uma história semelhante a de Frodo e o Um Anel para salvar a Terra Média, com vários desdobramentos voltados para o mesmo fim. Trata-se de um conto de fadas com uma estrutura fácil de se compreender e o estilo bastante agradável.
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MACDONALD, George. Phantastes: A terra das Fadas. Rio de Janeiro, RJ: Thomas Nelson Brasil, 2020.
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Disponível no Amazon

sexta-feira, 4 de março de 2022

O JESUS VERDADEIRO: DESAFIANDO O QUE SABEMOS SOBRE A PESSOA MAIS GRANDIOSA QUE JÁ VIVEU [Resenha 027/2022]


Uma das maiores preocupações de Paulo em relação à igreja primitiva era que a sua devoção pura e exclusiva a Cristo se corrompesse de alguma forma com a pregação de um Jesus diferente. As palavras específicas de Paulo para eles foram: "Porque vocês suportam com alegria qualquer um que chega e anuncia um Jesus diferente daquele que nós anunciamos (2 Cor. 1 1:4, NTLH).

Pregar outro Jesus é pregar uma versão equivocada Dele, um Jesus diferente D’aquele retratado na Bíblia. Então, como pregamos um Jesus diferente? Com aquilo que falhamos em comunicar. Nos tempos atuais, criamos um "Jesus" que nos dará tudo o que nossas paixões desejarem. Contudo, há uma grande diferença entre o Jesus equivocado, distorcido, mal interpretado de nossas culturas e o Jesus de carne e osso da Bíblia.

“O Jesus Verdadeiro” é um livro profundo, contudo prático e atual. Por quê? Porque isto é exatamente o que Jesus é! Assim, ao apresentar tão importantes facetas de Jesus à luz da Palavra, este livro também nos traz princípios que devem nortear a vida de todo cristão. Você será conduzido por uma jornada de conhecimento, reflexões e aplicações muito práticas para sua vida. Será chamado a decisões sobre entregas a serem feitas, entendimentos e valores, o seu coração e as suas ações e influência sobre as pessoas. Descobrirá que não é possível realmente conhecer Jesus sem ser transformado por Ele. Este livro o provocará a refletir sobre o seu passado e o seu futuro, sobre os seus relacionamentos, sobre compaixão, serviço, perdão, e muito mais.

O livro possui onze capítulos divididos em quatro partes: Parte I – Jesus, o epicentro de todas as coisas; Parte II – Jesus, aprendendo com ele; Parte III – Jesus, amando como ele; Parte IV – Jesus, liderando como ele.

Jesus verdadeiro é um convite para entrarmos em uma relação mais direta, real e relevante com Aquele que nos ama e nos chama pelo nome. Veja Jesus por quem ele é realmente é, e entenda verdadeiramente o que significa ser seu discípulo.
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STOCKSTILL, Jonathan. O Jesus Verdadeiro: desafiando o que sabemos sobre a pessoa mais grandiosa que já viveu. Rio de Janeiro, RJ: Editora Luz às Nações, 2021.

O PRAZER DE PENSAR [Resenha 026/2022]


Os livros garimpados da biblioteca de Dalrymple contam casos curiosos não com as histórias dos textos originais que carregam, mas com a sua própria trajetória. São elas que fazem o pensamento do autor viajar e trazer à tona, em seu estilo instigante, memórias e observações críticas sobre literatura, história, política, filosofia, medicina, sociedade, viagens etc.

Por meio de uma série de histórias sobre anotações feitas à mão, cartas esquecidas e frases sublinhadas, Theodore Dalrymple conduz o leitor pelos prazeres e surpresas que certos livros especiais de sua biblioteca pessoal guardam. Em capítulos curtos, essas trajetórias são acompanhadas suas próprias memórias e apontamentos críticos sobre os mais diversos assuntos em seu estilo já conhecido do leitor.

Theodore Dalrymple é um dos pseudônimos de Anthony Daniels, um respeitado psiquiatra britânico que já escreveu mais de vinte livros sobre medicina, política, arte, educação e cultura contemporânea. Neste livro estão reunidos trinta e três ensaios curtos, muito bem escritos, sobre as associações, divagações e insights que Dalrymple produziu a partir de alguns dos livros de sua biblioteca. A escolha não é aleatória. Ele parece escolher livros relacionados aos temas que lhe são mais caros. O tom é biográfico, mas o objeto da história é antes os livros e os assuntos derivados deles do que propriamente a vida do autor. O sujeito viaja, frequenta sebos, conversa com livreiros. É um médico curioso pelo mundo, um dublê de sociólogo que investiga o comportamento humano, sempre disciplinado e atento, tentando ordenar o que aprende e pensa.

Veja o que ele escreve: “Encontramos coisas em livros velhos: principalmente insetos mumificados, é claro, mas também manchas de sangue, flores secas prensadas, bilhetes velhos de ônibus, listas de compras, fichas de embarque, orçamentos de consertos a serem feitos, contas de açougue, marcadores de página de livros anunciando seguros de vida, festivais de arte e livrarias e alguns chegam a chamar o leitor para a fé e o arrependimento”. [p.23]

Para finalizar: “Agradáveis descobertas feitas por acaso são um dos maiores prazeres de folhear livros, e nada substitui a sensação de poder ter um livro físico nas mãos. […] A alegria de descobrir algo que não sabíamos existir e que está profunda e inesperadamente conectado a algo que nos interessa no momento é uma das recompensas de folhear livros ao acaso, uma recompensa desconhecida para aqueles que têm uma visão apenas instrumental das livrarias, indo embora delas assim que descobrem que o livro que desejam não está disponível”.
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THEODORE, Dalrymple. O prazer de pensar. São Paulo, SP: É Realizações, 2016. 208p.

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UNIDADE PERFEITA: A VONTADE DE CRISTO PARA SUA IGREJA IMPERFEITA [Resenha 025/2022]


Na introdução do livro, Maurico Zágari nos chama a atenção para oração que Jesus fez ao Pai para que todos os seus discípulos vivam em unidade perfeita (Jo 17.23). [1] A vontade divina para todos os que viriam a crer em Cristo é, que “todos eles sejam um, como nós somos um”. [2] Os beneficiários da oração, “todos que crerão em mim”. [3] Ênfase ao assunto da sua oração: “para que sejam um, como nós somos um” (v. 22). Jesus enfatiza o imperativo de unidade entre os cristãos, tomando por padrão a unidade trinitária.

O editor continua: “No livro “Um clamor por unidade e paz na igreja”, o autor de “O peregrino”, John Bunyan, parte em defesa da paz e da unidade entre cristãos ao denunciar a arrogância e a intolerância em certos setores do Corpo de Cristo: “Vemos diariamente que, tão logo os homens chegam a um entendimento mais claro sobre a mente de Deus (para dizer o melhor daquilo em que acreditam), passam a crer que todos aqueles que não concordam com você são excomungáveis, se não condenáveis”. É quando, ao escrever sobre as palavras de Cristo em sua oração de João 17, Bunyan dá o golpe de misericórdia: “É como se [Jesus] dissesse: ‘Vocês podem pregar a meu respeito quanto quiserem, mas não haverá proveito se não houver paz e unidade entre vocês’”.

Contudo, o que observamos hoje é igreja autofágica que, embora bem-intencionada, vive esfacelada, marcada por isolacionismo denominacional, separatismo doutrinário, guetificação teológica, senso de superioridade ideológica e uma incapacidade de diálogo que em nada tem contribuído para o avanço do reino de Deus. Será que é isso mesmo que Jesus espera de nós?

Em Unidade perfeita, onze autores de diferentes linhas do cristianismo refletem sobre os benefícios que advêm da unidade do corpo de Cristo e os malefícios decorrentes do sectarismo em áreas que vão desde a santidade pessoal e a influência da igreja na sociedade até os esforços missiológicos, acadêmicos e evangelísticos.
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Unidade perfeita: A vontade de Cristo para sua igreja imperfeita. Maurico Zágari [Organizador]. Rio de Janeiro, RJ: GodBooks / Thomas Nelson Brasil, 2022. Vários autores.

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UM HOBBIT, UM GUARDA ROUPA E UMA GRANDE GUERRA: COMO J. R. R. TOLKIEN E C. S. LEWIS REDESCOBRIRAM A FÉ, AMIZADE E HEROÍSMO NO CATACLISMO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL [ Resenha 024/2022]


A “Grande Guerra” vinha sendo travada furiosamente há cinco meses. Posicionadas na França, a maioria das tropas originais de 160 mil homens ingleses havia sido arrasada em Mons, Le Cateau e Ypres. As baixas nos exércitos francês e alemão foram ainda mais estarrecedoras. No fim de dezembro, França e Alemanha contavam perdas em combate bem acima de 600 mil soldados, e ainda contando os feridos ou desaparecidos. Como nenhuma outra força na História, a Primeira Guerra Mundial alterou permanentemente o panorama político e cultural da Europa, dos EUA e do Ocidente.

Contudo, para dois autores e amigos extraordinários, J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis, a Grande Guerra serviu para aprofundar ainda mais sua busca espiritual. Os dois serviram como soldados na Frente Ocidental, sobreviveram à guerra de trincheiras e usaram a experiência nesse conflito para moldar sua própria imaginação cristã. Tolkien escreveu O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Lewis, por sua vez, ganhou fama com As Crônicas de Nárnia. Pode-se dizer que esses contos épicos — que contêm os pesares e os triunfos da guerra — nunca teriam sido escritos se esses autores não tivessem sido convocados ao combate na vida real.

Nessa obra, observamos que os dois autores apresentam um desafio àqueles que veem a guerra como uma solução pronta para os nossos problemas, assim como para aqueles que condenam qualquer guerra como mal absoluto. “Nós sabemos, pela experiência dos últimos vinte anos”, escreveu Lewis em 1944, “que o pacifismo aterrorizado e raivoso é um dos caminhos que levam à guerra”. Tolkien condenou o “desperdício total e estúpido da guerra”, porém admitiu que “ela é necessária em um mundo maligno”. O recurso utilizado por eles foi nos trazer de volta à tradição heroica: uma forma de pensamento temperado pelas realidades do combate e fortalecido pela fé em um Deus de justiça e misericórdia.

Nesta época, um livro para ser lido com o coração.
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LOCONTE, Joseph. Um Hobbit, um Guarda-roupa e uma Grande Guerra: Como J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis Redescobriram a Fé, Amizade e Heroísmo no Cataclismo da Primeira Guerra Mundial. São Paulo, SP: Editora Trinitas. 2020.

Disponível nos formatos físicos e ebook na Editora Trinitas e Amazon

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

17 MINUTOS: ENTREVISTA COM O DITADOR [023/2022]


Durou apenas 17 minutos. Na tarde de segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019, entrevistei Nicolás Maduro no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela. Eu sabia que seria uma entrevista complicada. Sem dúvida, uma das mais difíceis da minha vida. No entanto, nunca imaginei que, por causa das minhas perguntas, fossem bloquear e literalmente roubar a entrevista, confiscar o nosso equipamento de gravação, deter-me e deportar-me com a equipe da Univision.

Escrevi este livro (ou melhor, recuperei-o) durante o confinamento que se deu por causa da pandemia em 2020. Depois de passar uma vida inteira nos queixando de falta de tempo, de repente, tínhamos tempo de sobra e não sabíamos o que fazer com ele. Então, comecei a concluir esta tarefa pendente. Nunca teria me perdoado se a tivesse esquecido.

Há, como creio, muitas coisas a aprender. Não só com as ditaduras, como também com a verdadeira missão do jornalista, que é questionar e desafiar os detentores do poder.

A história da entrevista censurada com Nicolás Maduro — como a realizamos, como nos despojaram dela e como a recuperamos — sempre esteve aí. Eu só precisava transcrevê-la, contextualizá-la, contar o antes e o depois, e incluir todas as vozes que a tornaram possível. O tempo passado não diminui sua relevância.

O ditador continua aí. Como em toda história, há coisas que não posso contar, para proteger a vida e a confidencialidade das nossas fontes. A operação para recuperar a entrevista, por exemplo, pôs muitas pessoas em risco. Contudo, o mais extraordinário foi a intenção e a motivação da maioria dos venezuelanos que colaboraram conosco: desmascarar e expor o ditador.

Dentro e fora do círculo vermelho de Maduro, há muitos venezuelanos absolutamente convictos de que não há futuro para seu país sem a queda do ditador. Alguns deles me ajudaram a preparar as perguntas e a pesquisa. Outros me apoiaram na Venezuela. Vários outros fizeram até o impossível para recuperar o material e para que a entrevista viesse à luz.

Tudo pela democracia da Venezuela e em defesa da liberdade de imprensa.

Como jornalista, eu sabia que pouquíssimas vezes na vida temos a oportunidade de entrevistar um ditador. Quando soube que Maduro estava disposto a falar comigo diante das câmeras de televisão, não pude perder a oportunidade. Preparei a minha entrevista como poucas vezes havia feito e analisei cada uma das perguntas. Especialmente a primeira, que define o ritmo e o tipo da conversa. Contudo, jamais pensei que fariam todo o possível para que a entrevista não fosse vista, que eu acabaria preso e deportado, e que os próprios agentes da ditadura roubariam o nosso equipamento.

Esta é a incrível história do que aconteceu.

Jorge Ramos
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RAMOS, Jorge. 17 minutos: entrevista com o ditador. São Paulo, SP: Editora Hábito, 2021

Descrição do prefácio da obra [p.11-12]

Disponível nos formatos físico e ebook Editora Hábito e Amazon

domingo, 20 de fevereiro de 2022

FOMOS, SOMOS, SEREMOS [Resenha 022/2022]


Alguém rabiscou em algum canto por aí, a seguinte frase: Escrever poesia implica universalizar o particular, o que faz com que o poeta intensifique os próprios sentimentos, vividos e/ou sonhados, confundindo-se com eles, para chegar a "Essa coisa é que é linda”. ​

Tenho aqui em minhas mãos um escrito que não tem tão somente o propósito de “universalizar o particular”. Mas, para o autor, trata-se de uma questão de “salvação do eu, coragem e autoconhecimento. Isso se torna notável, quando você abre o livro, e ler oitenta poesias recheadas de aceitação, amores, confissões, exageros, e como a odisseia humana prescreve – perdas. Os termos “fomos”, “somos” e “seremos”, não são meras expressões. Estes Termos indicam movimentos. Não para dentro de si, mas, para fora

FOMOS – Amar é como encarar o mar. Assusta. Excita. Faz você questionar. Ir para o fundo ou no raso ficar? Enfrentar as ondas ou só se molhar?

SOMOS – Quem tem coragem de mergulhar? Ou somos aqueles que têm dedo de se afogar? Talvez sejamos um reflexo de tudo o que fomos. Talvez ainda nem tenhamos idéia de tudo o que seremos.

SEREMOS – Seremos o que nossos pais esperavam o que fôssemos? Seremos histórias bonitas de serem contadas? Seremos as palavras que deixamos sair? Ou os sentimentos que deixamos entrar?

Na sua dedicação a este simples blogueiro, ele escreve: “Ler ao mesmo tempo tranqüiliza e revoluciona. Escrever esse livro foi ambíguo também. Meus melhores e piores momentos estão nessas páginas. Desejo que você possa identificar e sentir todas as emoções.”

Jovem @arthurwbb, sou velho demais para tantas emoções. Creio e defendo que a poesia é um presente de reflexão, alento e aconchego para a alma – contemplando todos os estados de espírito e do coração.
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WEBBER, Arthur. Fomos Somos Seremos. Caçador, SC: Edição do autor. 2020. 270p.

Gente colabora com o autor nacional, adquira o seu exemplar diretamente com o autor:
@ arthurwbb
linktr.ee/livrodoarthur

sábado, 19 de fevereiro de 2022

VENÇA A GUERRA NA SUA MENTE: MUDE O SEU PENSAMENTO, MUDE A SUA VIDA [Resenha 021/2022]



Seus pensamentos estão fora de controle - assim como sua vida? Você deseja se libertar da espiral do pensamento destrutivo? Deixe a verdade de Deus se tornar o seu plano de batalha para vencer a guerra em sua mente! Todos nós tentamos pensar em uma maneira de sair dos maus hábitos e padrões de pensamento prejudiciais, apenas para nos encontrarmos presos a uma mente fora de controle e fora dos trilhos na vida diária.

“Vença a Guerra na Sua Mente” é leitura obrigatória para aqueles que querem identificar padrões de pensamentos não-saudáveis e o que fazer a respeito disso. Podemos perder ou ganhar vida em nossos pensamentos. Este livro incrível é repleto de pesquisa, verdades bíblicas, e mudanças de paradigma perspicazes que o ajudarão a vencer batalhas diárias dentro da sua própria cabeça.

ALGUMAS NOTAS IMPORTANTES:

[1] Este livro é cheio de revelação de alguém digno de nossa confiança. O autor nos ajuda a entender como nossa mente funciona, por que fazemos o que fazemos, e como tomar nossos próximos passos corajosos adiante na fé.

[2] Se você é como eu e já teve problemas com ansiedade e padrões de pensamentos negativos, este livro é para você. O autor faz um trabalho incrível em transmitir como podemos mudar nosso pensamento para que Deus possa transformar nossa vida. A melhor parte é que Ele usa a psicologia e a Palavra para nos trazer a verdade. Este livro irá lhe mostrar como enxergar sua nova vida e parar de acreditar nas mentiras do inimigo.

[3] Acreditar em mentiras nos rouba da vida que Deus planejou para nós. Através do escopo das Escrituras e da ciência, o autor nos dá estratégias poderosas para derrotar mentiras, mudar nosso pensamento e vencer com a verdade de Deus.

[4] O seu pensamento determina o seu destino. Se você pensar que consegue estará certo; e se pensar que não consegue, estará certo também. Este livro lhe oferecerá as ferramentas para renovar a sua mente através do poder da Palavra de Deus para que você possa viver uma vida cheia de paixão e propósito, e cumprir o seu destino.

[5] Prático e profundo. O autor pega uma verdade teológica e esmiúça até chegar à sua aplicação clara, significativa e sem confusão. Este assunto é essencial para a santidade de todo crente, então é leitura obrigatória.

Na introdução o autor pergunta “Aonde seus pensamentos o estão levando?” ele escreve: “Nossa vida segue direção dos nossos pensamentos. Quanto mais agarrarmos essa verdade, mais capacitados estaremos para mudar nossa trajetória de vida. Porém, não fique apenas com as minhas palavras. Tanto a Bíblia quanto a ciência moderna oferecem evidência de que isto é verdade.”

O livro contém doze capítulos divididos em quatro partes: [1] O principio da substituição: Remova as mentiras, Substitua pela verdade; [2] O principio da reconexão: Reconecte o seu cérebro, renove a sua mente; [3] O principio do reenquadramento: Faça um reenquadramento da sua mente, restaure a sua perspectiva; [4] O principio da alegria: Avive a sua alma, Recupere a sua vida.

Na conclusão “Escolha vencer a guerra”, o autor afirma: “Assim como você, todos os dias em que sinto que tenho mais do que posso carregar, eu dependo de Deus para renovar a minha mente. A verdade Dele é meu plano de batalha. Continuo criando novos rastros mentais com a verdade a fim de substituir os antigos padrões de pensamentos e obter uma mente que leva à paz e à vida.”

Portanto, Craig pegou seu entusiasmo por ajudar pessoas, juntou com seu conhecimento sobre ciência neurológica e sua habilidade de comunicar a Palavra de Deus, e os colocou neste livro.
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GROESCHEL, Criag. Vença a guerra na sua mente: mude o seu pensamento, mude a sua vida. Rio de Janeiro, RJ: Editora Luz ás Nações, 2021.

Disponível nas Lojas Edilan e Amazon.

FREUD SEM TRAUMAS: PARA VOCÊ ENTENDER, DE UMA VEZ, AS TEORIAS QUE DESVENDARAM A MENTE HUMANA E MUDARAM O MUNDO - E AS NOSSAS VIDAS [Resenha 020/2022]


É bem provável que você já tenha se deparado com algumas das ideias criadas ou estruturadas pelo austríaco Sigmund Freud (1856-1939). Conceitos como complexo de Édipo, id, ego e superego – além da duplinha consciente/inconsciente – não raro aparecem em filmes, séries de TV e conversas de mesa de bar. O problema é que, pela densidade da obra original, essas teorias podem virar um telefone sem fio nas mãos de desavisados: confusas e mal interpretadas.

Para aqueles que desejam finalmente entender o que diabos “Freud explica”, o livro Freud sem traumas pode ser um bom caminho. Lançado recentemente pela editora Leya, a obra mostra como o austríaco revolucionou o estudo da psique e explora a coexistência, um século depois, entre a neurociência moderna e a psicanálise.

O autor de Freud sem traumas é o jornalista Alexandre Carvalho, colaborador de longa data da Super (você pode ler alguns de seus textos aqui, aqui e aqui). Sem jargões complicados, os capítulos estão divididos por temas (“Inconsciente”, “Ato falho”, “Sexualidade”) e há diversos exemplos e referências da cultura pop que facilitam a compreensão. Vamos combinar: tem jeito melhor de aprender sobre interpretação dos sonhos do que com uma história dos Beatles?

Freud era um barbudo que fumava vinte charutos por dia, foi usuário de cocaína e, apesar de conservador em muitos aspectos, tinha visões extremamente liberais em relação à sexualidade. Mas, afinal, por que é importante aprender sobre suas ideias? Por que elas continuam relevantes, mesmo depois de tantas décadas?

Freud não é o criador de muitos dos conceitos pelos quais ficou famoso. A noção de inconsciência, por exemplo, é discutida desde a Grécia Antiga; egípcios e assírios foram os primeiros a registrar por escrito tentativas de interpretação de sonhos. Mesmo a “cura pela fala” (método no qual o paciente exterioriza os seus problemas com o terapeuta como forma de tratá-los, um dos pilares da psicanálise), atribuída a Freud e seu divã, começou com outro austríaco: Josef Breuer (1842-1925).

O pulo do gato de Freud foi inverter a hierarquia dos nossos processos mentais. Ele foi o primeiro a dizer que quem nos controla é, na verdade, o inconsciente, lar de desejos, impulsos e pensamentos inacessíveis, mas que ditam boa parte de nossas ações, da maneira como nos comportamos no trabalho e em relacionamentos a uma simples escolha de vinho no mercado.

Pelas teorias revolucionárias, Freud foi taxado de charlatão. Muitos não acreditavam em suas pesquisas – e certas ideias, como as que envolvem a sexualidade das crianças, chocaram (e ainda chocam) muita gente. Não à toa, o austríaco foi fortemente desacreditado por décadas. Nos anos 1970, por exemplo, filósofos como Karl Popper diziam que a psicanálise era pseudociência.

Nos últimos anos, contudo, isso caiu por terra. Hoje, a neurociência estima que 5% dos nossos processos cognitivos passam por algum tipo de controle racional. O resto é dominado pelo inconsciente. É a parte submersa do iceberg – como o barbudo havia proposto.

Antes de Freud, os transtornos mentais eram atribuídos ao excesso de sangue no cérebro– e recebiam tratamentos quase medievais. “Freud virou a prática clínica de cabeça para baixo, influenciou a medicina e criou um modelo a ser seguido – com mais ou menos adaptações – por todas as psicoterapias que viriam depois dele”, escreve Alexandre.

Em uma época de ansiedade e depressão (turbinadas pelas redes sociais e a pandemia),nunca foi tão importante falar sobre saúde mental. Freud sem traumas é uma leitura mais do que bem-vinda.
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CARVALHO, Alexandre. Freud sem traumas: Para você entender, de uma vez, as teorias que desvendaram a mente humana e mudaram o mundo – e as nossas vidas. São Paulo, SP: LeYa Brasil, 2021. 240p.

Publicado originalmente em:
https://super.abril.com.br/cultura/livro-da-semana-freud-sem-traumas-de-alexandre-carvalho/

Disponível para venda nos formatos físicos e e-books na Editora Leya e Amazon.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

BIBLIA VERBO NT CAPA OVELHA [Resenha 019/2022]


A Bíblia VERBO é uma obra completamente original, ao apresentar o Novo Testamento em um formato gráfico contemporâneo e inovador

“A palavra de Deus será sempre a mesma, eternamente. Mas os tempos mudam, por isso, o nosso desafio é aplicá-la e transmiti-la de forma relevante em nossa geração, para os nossos tempos”, afirma o Editor da obra, Sinval Filho.

Para cumprir tal desafio, a Editora 100% Cristão associou-se ao artista plástico Daniel Bota, que foi o curador das imagens do projeto, além de ceder várias obras de sua autoria para comporem tanto as capas quanto as demais páginas. Publicitário e teólogo, Bota é um artista com diversos trabalhos premiados e detentor de um estilo próprio, tendo reconhecimento no cenário artístico nacional e internacional.

“Ao longo da Bíblia VERBO, o leitor encontrará o texto bíblico associado com imagens de forma criativa e espontânea, para um mundo orientado pelo visual”, afirma Daniel Bota. Dessa forma, a obra torna-se uma leitura ímpar, diferenciada de todas as demais propostas de Bíblia já existentes.

O uso de artes e fotos tem como proposta reforçar, mas nunca substituir, as realidades e o conteúdo da Escritura Sagrada. A versão de lançamento desta Bíblia é a NAA (Nova Almeida Atualizada), em parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil. Ao final, o leitor terá uma sensação para além do texto, tendo uma verdadeira experiência estética, em formato contemporâneo. É uma ferramenta poderosa de instrução e evangelização de jovens e adultos de todas as idades.

“É importante frisar que a Bíblia VERBO destaca a atuação de Jesus como o Verbo que já existia antes de nós, que habitou entre nós e, assim como ele nos comunicou por meio de tantas metáforas, esperamos que o impacto visual dessa Bíblia também sirva de veículo para comunicar o seu amor para os nossos dias”, completou Bota.

A Bíblia VERBO possui 416 páginas coloridas, com acabamento em Capa Dura premium, 4 opções de Capa.

DIFERENCIAIS - A única Bíblia Sagrada com o texto bíblico diagramado em formato de revista, com papel couchê e colorida, aliando o uso de telas artísticas e imagens fotográficas, com outros recursos gráficos, para narrar os livros do Novo Testamento. E mais:
- Novo Testamento na versão NAA (Nova Almeida Atualizada)
- Única Bíblia no Brasil diagramada em formato de revista
- Capa Dura Premium, formato ideal para colecionar ou presentear.
- Totalmente colorida, com fotos e obras exclusivas do artista plástico cristão Daniel Bota

SINOPSE - A Bíblia Verbo é um projeto diferenciado e inovador, que associa o texto bíblico com imagens, de forma criativa e espontânea. Ao longo da leitura, artes e fotos aparecerão com o objetivo de reforçar as realidades e o conteúdo das Escrituras. Permita-se ser tocado pelo Verbo, inspire-se pelas imagens e aventure-se pelo caminho de Jesus por meio de suas palavras. Vivencie uma Bíblia acompanhada por uma experiência estética única, em formato contemporâneo e relevante para esta geração.

SOBRE O ARTISTA - Daniel Bota é casado e membro da Igreja Batista de Água Branca em São Paulo. É apaixonado por Teologia, Arte e Surf. Bacharel em Publicidade e Criação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Mestre em Divindade pelo Seminário Servos de Cristo da América do Sul. Atuou como assessor da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABU), e trabalhou como Diretor de Arte em diversas agências de publicidade. Estudou Desenho na Escola Cândido Portinari e Pintura na Accademia d’Arte AD’A em Firenze, Itália. Hoje é artista plástico com diversos trabalhos premiados e um estilo próprio, sendo reconhecido no cenário artístico nacional e internacional.
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BÍBLIA VERBO [Capa Ovelha]. Osasco, SP: Editora 100% Cristão, 2021.

Disponível Editora 100% Cristão

sábado, 12 de fevereiro de 2022

OS INKLINGS: O GRUPO LITERÁRIO DE C. S. LEWIS E J. R. R. TOLKIEN [Resenha 018/2022]


Autores famosos e clássicos no Brasil como Olavo Bilac, Lima Barreto, Machado de Assis, Monteiro Lobato e Malba Tahan, e ainda autores estrangeiros como C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien têm em comum os grupos de amizade que formaram. Particularmente os britânicos se destacaram pelos chamados Clubs ou clubes de amigos, reunidos em torno de objetivos e interesses comuns.

Podemos citar o Detection Club que reunia G. K. Chesterton, Agatha Christie, Dorothy L. Sayers entre outros. Temos ainda o Bloomsbury Group, de Virgínia Woolf e, em Paris, as rodas literárias dos anos 1920 de Ernest Hemingway e Scott Fitzgerald.

O grupo Inklings tinha por objetivo estudar a mitologia e teologizar a partir dela, cujos membros também pretendiam analisar e criticar os escritos uns dos outros. Neste livro conheceremos melhor esse grupo, seus integrantes e suas ideias. Entre as primeiras obras lidas entre os Inklings, constam-se O senhor dos anéis, de Tolkien, Além do planeta silencioso, de Lewis, e All Hallow’s Eve, de Charles Williams, todas publicadas e relevantes para a literatura britânica.

Tendo em vista o cenário social da época, o grupo era estritamente composto por homens. Dorothy L. Sayers, renomada autora de literatura policial e cristã, apesar de ser amiga de Lewis e Williams, nunca frequentou as reuniões dos Inklings. Outro fator do grupo era a cristandade, tema abordado frequentemente tanto nas produções quanto nas discussões, mesmo que não se mostrava critério para ser um membro. Antroposofistas, ocultistas e simpatizantes de outras instituições religiosas também faziam parte das reuniões.

Era em Oxford, cidade universitária no interior da Inglaterra, que esse pequeno grupo de amigos se encontrava semanalmente para, assim como hobbits numa toca, fazer aquilo que adorava: reunir-se ao redor de uma mesa para comer, beber, conversar sobre literatura, mitologia e teologia, além de, é claro, dar boas gargalhadas. As reuniões aconteciam às terças-feiras nas dependências de Lewis na faculdade, com o intuito de discorrer sobre o papel da narrativa fantástica e, posteriormente, ler seus manuscritos em voz alta. Outras reuniões aconteciam no pub The Eagle and The Child, também conhecido como The Bird and The Baby, entretanto, essas consistiam apenas na discussão literária e os membros não se aventuravam com a leitura de suas histórias nele.

O livro é composto de quatro capítulos: 
[1] A Toca e os Hobbits: quem foram os Inklings? 
[2] Razão e Imaginação: a teologia dos Inklings 
[3] Os Inklings e os Doze: O dom da Amizade 
[4] Lá e de Volta Outra Vez: como os Inklings terminaram e como ainda continuam.

Neste livro, Os autores apresentam a história do grupo literário mais famoso do século XX: 'Os Inklings', formado por amigos de Lewis como Tolkien, Williams e outros, e por meio do qual algumas das obras mais importantes da literatura - como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia tiveram sua gênese e, à medida que eram escritas, foram lidas pela primeira vez.
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GASPAR, Igor; GREGGERSEN, Gabriele. Os Inklings: O grupo literário de C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien. São Paulo, SP: Editora Trinitas. 2021. 107p.

Disponível nos formatos físico e ebook: Editora Trinitas e Amazon

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

AS SANDÁLIAS DO PESCADOR [Resenha 017/2022]


Lançado em 1963, o livro do jornalista australiano Morris West apresenta uma Igreja pré-concílio Vaticano II. Historicamente, nesse ano temos a morte de João XXIII, a eleição de Paulo VI e a retomada das discussões conciliares que culminaram em 1965 com seu encerramento. Porém, engana-se quem acredita que muitos dos dilemas ali retratados foram finitos com as reformas propostas pelos padres conciliares.

O primeiro deles é o drama vivido pelo vaticanista americano George Faber com a letargia apresentada do Tribunal da Rota Romana e os processos de anulação de casamento. Ainda hoje, o mesmo tribunal é responsável por esses julgamentos e a morosidade em suas decisões permanece.

Pior, não são somente os casos italianos que vão até o Vaticano, mas são as causas de todo o mundo. O que é, além de demorado, dispendioso, pois é exigido o envio e tradução dos documentos. Na história, Faber tem ainda um agravante em sua situação, sua amada Chiara é casada pela Igreja com Corrado Calitri, influente ministro italiano e de duvidosa conduta moral. Calitri alimenta pretensões de assumir o cargo máximo da Itália, condição que o coloca em relação de intimidade com o Vaticano.

Entretanto, os retratos mais eloquentes da dinâmica do governo da Igreja são protagonizados por Kiril Lakota, o papa Kiril. Logo após o Conclave que o elegeu, ele decide manter seu primeiro nome, as insígnias orientais e a vasta barba. Decisões que o colocam diante de suas primeiras resistências na Cúria. O livro retrata com perspicácia os entraves impostos pelo tradicionalismo e a complicada relação do papa com os seus cardeais em momentos importantes como nos preparativos de uma viagem e até em importantes reformas como da língua utilizada nas celebrações, na época o latim. Além da conflituosa relação entre a pessoa e o cargo que ocupa, retratado na amizade entre Kiril e Télémond, padre jesuíta e arqueólogo censurado pelo Santo Ofício.

É impossível ler a história sem repetir o ditado em que a vida imita a arte. Não há como negar as aproximações entre o fictício Lakota e o real Wojtyla, papa eleito 15 anos após o livro. A personagem do livro é um cardeal ucraniano que, após intensa batalha contra os nazistas, torna-se perseguido e encarcerado pelos soviéticos. Consegue fugir da pena imposta pelos russos, mas carrega as marcas de seu sofrimento na memória, na alma e no rosto com uma notável cicatriz. Também vindo do leste europeu, o polonês João Paulo II enfrentou os mesmos regimes totalitários, mas sem o cárcere. Assim como Lakota intermediou negociações com Kamenev (chefe do Kremlin no romance), Wojtyla negociou e atendeu Gorbachev.

West é um escritor reconhecido e As sandálias do pescador é um romance com tudo que tem direito: conspiração, intrigas, paixões, traição. Uma perspectiva de um jornalista que cobriu o Vaticano e conhece seus meandros e personagens. Sua obra retrata com afável delicadeza os homens ligados ao comando da Igreja, apresentando-os como homens de fé e boa vontade, por vezes incompreendidos e expostos ao exame de consciência de uma longa velhice. Até mesmo os cardeais mais duros são mostrados como pessoas de boa vontade no cumprimento daquilo que julgam ser o correto. Por fim, ao enxergarmos um panorama tão parecido mais de 50 anos depois, acende o alerta para a urgência nas reformas debatidas pelo conselho instalado pelo papa Francisco, mas ainda sem muita efetividade.
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WEST, Morris. As sandálias do Pescador. Rio de Janeiro, RJ: Editora Record. 2014. 1ª Edição. 264p.

Publicado originalmente
https://olharvaticano.wordpress.com/2015/06/25/resenha-as-sandalias-do-pescador-de-morris-west/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

O MITO DA PERFEIÇÃO: LIBERTE-SE DA EXAUSTIVA PRÁTICA DA COMPARAÇÃO [Resenha 016/2022]


"O MITO DA PERFEIÇÃO": COMO SE LIBERTAR DA EXAUSTIVA PRÁTICA DA COMPARAÇÃO - "O mito da perfeição", escrito por Richella Parham, ajuda o leitor a enfrentar a tendência de comparar-se negativamente e de hipervalorizar as qualidades dos demais.

A constante tentativa de se ajustar a padrões de beleza e status inalcançáveis faz com que muitas pessoas caiam em uma armadilha: a comparação negativa e deprimente. Em O mito da perfeição, Richella Parham, escritora, palestrante e podcaster nos EUA, oferece subsídios para quem deseja superar essa tendência tão comum e emocionalmente nociva.

O mito da perfeição, lançamento da Editora Mundo Cristão, chama a atenção do leitor para atitudes que roubam a alegria, entre elas a da constante hipervalorização das qualidades alheias, comportamento pelo qual tende-se a superdimensionar aspectos positivos dos outros — e que, não raras vezes, é potencializado pelas redes sociais.

Com esse objetivo, Richella Parham compartilha sua história de superação ao vencer traumas e inseguranças causados por uma doença genética que deixou marcas em seu corpo.

“Comecei a estudar mais a fundo do que nunca a questão das comparações, na esperança de que, caso conseguisse entendê-la, eu seria capaz de desmantelá-la e descarregá-la. Estudei, orei e fiz perguntas, questionando por que eu — e muitas de minhas amigas — demonstramos tamanha propensão às comparações” (O mito da perfeição, p. 22)

Com um relato vívido, Richella mostra a via que empreendeu para enxergar sua singularidade e sentir-se realmente plena. Sem recorrer a jargões piegas ou a uma abordagem motivacional impraticável, ela evidencia que seu percurso foi árduo, tomou tempo e não descartou a importância da terapia. Ainda assim, seu esforço valeu a pena e lhe trouxe bem-estar e contentamento. Entre diversos assuntos, a autora também traz orientações para que o leitor faça as pazes com o passado, lide corretamente com os erros e avance para um novo estilo de vida.

O livro O mito da perfeição sinaliza uma rota promissora para quem deseja romper com hábitos que impedem o ser humano de despertar seu potencial e de gostar de si. Recurso para o desenvolvimento emocional e espiritual, foi escrito a partir de uma perspectiva cristã, alicerçado em princípios milenares das Escrituras, para auxiliar o leitor a reajustar o foco de sua visão sobre Deus, sobre si e os outros.

O livro está disponível para venda no site da Amazon.

Sobre a autora: Richella Parham é escritora, palestrante, apresentadora do podcast Friends in Formation e fundadora do blog ImpartingGrace.com. É vice-presidente do conselho do ministério Renovaré. Reside na Carolina do Norte com seu marido, Jack, e é mãe de três rapazes.
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PARHAM, Richella J. O mito da perfeição: liberte-se da exaustiva prática da comparação. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2021. 192p.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

O GRANDE DIVÓRCIO [Resenha 015/2022]


Como a sinopse relata, acompanhamos uma pessoa sem nome que entra em um ônibus que vai ao Céu, lá é tudo diferente, pois as pessoas que vivem lá são sólidas, e os visitantes não. E a cada capítulo vemos a história dos “fantasmas”, que são as pessoas que, assim como o protagonista, vieram com o ônibus. Cada um desses fantasmas tem algo que é tão importante que os cega da grande oportunidade que estão recebendo: aparência, estudos, trabalho, filho, ressentimento, etc.

Publicado em 1945, a ideia sobre o livro passou longo tempo maturando na imaginação de Jack, e é baseada no conceito de Refrigerium – refrigério –, da teologia medieval, que Lewis diz ter encontrado ao ler a obra de um teólogo anglicano do século 17, Jeremy Taylor. Lewis lera a obra de Taylor em 1931 e encontrara a referência, que o próprio autor reputara ao poeta do século 4.º Prudêncio, e foi tão marcante que ele não mais se esqueceu e chegou a comentar com seu irmão, que em 1933 registrou em seu diário: “Jack teve uma nova ideia para uma obra religiosa, baseada na opinião de alguns dos Pais, que, embora a punição para os condenados seja eterna, ela é intermitente. Ele se propõe a fazer uma excursão infernal de um dia ao Paraíso. Estou muito interessado para ver como ele tratará disso”. A obra só foi escrita em 1944, e também recebemos algumas informações sobre sua composição através de duas cartas de Tolkien a seu filho Christopher, pois Lewis fez leituras, durante o desenvolvimento da obra, aos Inklings – confraria literária que mantinha com outros amigos literatos, dentre eles Charles Williams, Hugo Dyson e o próprio Tolkien –, dizendo tratar-se de uma “nova alegoria moral ou ‘visão’, baseada na ideia fantástica de Refrigerium, na qual almas perdidas dão um passeio ocasional no Paraíso”. Pois essa é, exatamente, a ideia principal, e o modo como Lewis a conduz é sensacional.

Alguns chegaram a escrever que esta obra teve uma clara inspiração no clássico mundial, “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Mas, não concordo. Prefiro como já foi dito acima: “nova alegoria moral ou ‘visão’, baseada na ideia fantástica de Refrigerium, na qual almas perdidas dão um passeio ocasional no Paraíso”.

Em primeiro lugar, a trama se inicia quando o protagonista se vê preso em uma fila para embarcar em um ônibus que o destino era o “Paraíso”. Mas, ele não se encontra sozinho, junto a ele, estão alguns personagens. Enquanto o protagonista aguarda o ônibus, nos deparamos com alguns diálogos entre os personagens, os quais C.S Lewis, de forma reflexiva, queria demonstrar a indignação com a soberba e as vontades que todos os seres humanos têm dentro de si. Ao decorrer da obra, compreendemos, acompanhando os diálogos entre os personagens e protagonista, que todos são “fantasma” ou “espíritos”, e já estão mortos.

O clímax da obra se dá na dificuldade dos personagens em aceitar o Deus Vivo, quem deu uma segunda chance para todos viverem junto a Ele no “Paraíso”. Contudo, todos estão cegos, cada um vê seu próprio deus, os quais não passam do egocentrismo, dúvidas e “pecados” em vida, segundo Lewis.

A obra apresenta vários diálogos muito profundos e reflexivos, onde temos o entendimento sobre o bem e o mal, a graça e o julgamento. Com um ótimo uso da sua criatividade, C.S Lewis cativa tanto com a diversão de uma boa leitura leve, quanto com a seriedade ao abordar vários assuntos desafiadores.

Por fim, o que podemos tirar do Grande Divorcio são várias experiências sobre nossas vidas, fé e reflexão sobre o que Deus significa para nós. Se Deus com sua misericórdia nos desse uma segunda chance para entrar no Paraíso, qual seria nossa decisão? Deixaríamos os prazeres, amores e deuses? 
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LEWIS, C. S. O grande divórcio. Rio de Janeiro, RJ: Thomas Nelson Brasil, 2020.

Disponível nos formatos e-book e físico no Amazon.

sábado, 29 de janeiro de 2022

AMA TEU CORPO: CONTRAPONDO A CULTURA QUE FRAGMENTA O SER HUMANO CRIADO À IMAGEM DE DEUS [Resenha 014/2022]


Surge de propósito e de modo singular a obra de Nancy Pearcey para o leitor de língua portuguesa. Trata-se de uma autora premiada por várias obras no mundo da literatura evangélica e que se dedica especialmente no campo da Apologética Cristã. As suas qualificações estão expostas neste livro com o intuito de dar a conhecer muito mais o seu apanágio intelectual e teológico do que exibir a pessoa de Nancy Pearcey. Uma autoria que não precisa de confetes humanos porque é uma idealista em termos de filosofia cristã. Nesta obra, ela dedicou-se a tratar de assuntos nos quais discute Ciência e Cosmovisão cristã. A sua obra não tem caráter devocional. Ela escreveu-a com uma visão didática, filosófica e teológica, objetivando discutir assuntos no campo da Ética Cristã. Nesta matéria de ética cristã, Nancy Pearcey trata de assuntos como aborto, eutanásia, casamento homossexual, identidade de gênero, sexualidade e outros assuntos correlatos. Com uma visão ortodoxa e bíblica da Antropologia, Nancy Pearcey defende uma compreensão sólida da dignidade da pessoa humana de forma integral. Ela confronta a ética liberal secular como algo insustentável e defende a ideia do “corpo” como um elemento da unidade mental, física e espiritual da pessoa humana.

Na sociedade contemporânea, o “ethos secular” trata com desdém a expressão “liberdade religiosa” e também a vê como um direito ilegítimo, e não como um direito fundamental na sociedade humana. Para alguns grupos de pretensos intelectuais, a expressão “liberdade religiosa” é vista como hipocrisia, e eles entendem que códigos de discriminação, intolerância, racismo, sexismo, homofobia e supremacia cristã são elementos disfarçados dessa hipocrisia. A tendência atual no mundo moderno é a negação aos cidadãos da sua liberdade religiosa. A Igreja de Cristo, a igreja que resiste à revolução moral, está sendo pressionada por forças intelectuais do sistema mundano. Não há dúvidas de que essas forças são, antes de tudo, forças espirituais das “hostes espirituais da maldade” (Ef 6.12) que dominam o mundo atual e que influenciam nossos governos para aceitarem a quebra dos valores da verdadeira ética. Nancy Pearcey demonstra em toda a sua obra o espírito valente de quem acredita nos valores morais que a Bíblia oferece, além de lutar por esses valores.

A autora rejeita a cultura do “dualismo de dois andares”, que separa “o corpo da pessoa”. Essa cultura é tão diabólica que trata fetos e recém-nascidos como meros tecidos materiais para pesquisa. A Bíblia, porém, rejeita essa cultura dualista e declara na sua antropologia que o “corpo físico faz parte da pessoa humana”; por isso, os cristãos autênticos opõem-se ao aborto, à eutanásia e à relação homossexual.

Independentemente das ideias pessoais contradizentes no meio evangélico, aconselho aos leitores da obra que usem do bom senso para discutir, avaliar e chegar a conclusões sobre as matérias tratadas. As preferências pessoais podem discordar da matéria do livro, mas não devem ser feitas sem que entendam “o espírito correto” da autora, que, com autoridade e maturidade, foi capaz de abordar um assunto tão forte e, ao mesmo tempo, tão necessário para nossos dias.

Recomendo aos leitores dessa obra que façam uma leitura não como lazer, mas que a façam com inteligência, pois o modo como a autora confronta as ideias da cultura secular abre luz para entender a cosmovisão cristã e bíblica. Creio que a leitura desta obra contribuirá para o acervo intelectual e pastoral da liderança de nossas igrejas que diariamente enfrentam essas situações na lide pastoral. Recomendo esta obra aos líderes de jovens, de casais, aos professores de Escola Dominical e aos professores de Escolas Teológicas, pois os assuntos tratados nesta obra alicerçarão ainda mais nossa eclesiologia.

Mais uma vez, nossa CPAD destrava-se do trivial e apresenta uma obra sem ferir nossos valores e nossa teologia.

Nossa oração a Deus é para que Ele abençoe a mente dos leitores e que estes façam desta obra um guia de orientação para as lides pastorais.
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PEARCEY, Nancy R. Ama teu corpo: contrapondo a cultura que fragmenta o ser humano criado à imagem de Deus. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2021.

Disponível em todos os formatos na Editora CPAD e Amazon.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

AS AVENTURAS DO SR. PICKWICK [Resenha 013/2022]


Um dia perguntaram a Chesterton a pergunta de sempre: “Que livro o senhor levaria para uma ilha deserta?” Como sabem, a resposta dele foi imediata: “O Guia Prático para Construção de Navios”. O que muitos não sabem, porém, é que ele acabou confessando qual livro, de fato, gostaria de levar consigo se ficasse preso numa ilha deserta: As Aventuras do Sr. Pickwick, de Charles Dickens.

Charles John Huffman Dickens foi um escritor inglês nascido em Portsmouth, na Inglaterra em 1812, e teve uma vida pré-carreira literária de fato nada fácil. Com um pai que facilmente se endividava (sendo inclusive preso), uma irmã preferida em casa, e sendo obrigado a interromper os estudos em várias ocasiões, as condições adversas apontavam para qualquer coisa, menos para que ele fosse se tornar o mais célebre e lido romancista inglês do século XIX, seja em seu país como fora dele. “As aventuras do sr. Pickwick”, é primeiro romance da carreira do autor.

A história se passa na Inglaterra, em meados do século XIX. A narrativa trata das viagens e aventuras do Sr. Samuel Pickwick, um rico cavalheiro aposentado. Ele era um homem muito bom, honesto, com grande coração e sinceramente devotado a melhorar a vida das pessoas.

Como parte dos seus esforços, ele funda o Clube Pickwick, dedicado ao avanço do conhecimento e a difusão do saber. Os outros membros do clube são seus três melhores amigos: Nathaniel Winkle, que se considera um esportista; Augustus Snodgrass, possuidor de um temperamento romântico e melancólico; e Tracy Tupman, um solteiro corpulento, bastante interessado nas mulheres. Logo no princípio da história, o Sr. Pickwick encontra Sam Weller, que se torna seu criado e protetor. Sam Weller é um jovem londrino com muita sabedoria sobre a vida e os costumes, além de uma língua sarcástica e afiada para exprimir o que pensa.

Através das inúmeras peripécias dos integrantes do tal clube de intelectuais, vamos percorrendo uma série de cenários, do mais alto luxo, até a mais abjeta miséria: salões de baile, caçadas em pântanos, as enlameadas e imundas ruas londrinas, as desumanas prisões, as alcovas de nossos personagens, todos esses locais ganham o colorido que Dickens como poucos conseguia dar, aliado a retratação entre o cômico e o trágico dada aos seus personagens. Capacidade ímpar essa de perceber com distinção os sujeitos e suas falhas no meio da vasta massa populacional da cidade que buscou retratar ao longo de sua obra, adquirida, sobretudo, graças a sua bem sucedida experiência na imprensa.

“As aventuras do sr Pickwick” graças a fama e prestígio que o nome de seu autor carrega até hoje. É um livro que nos diverte e nos faz rir, a história não é a mais incrível já escrita mas é atraente e interessante, personagens bem construídos e divertidos, situações cômicas bizarras mas possíveis.
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DICKENS, Charles. As aventuras do Sr. Pickwick. São Paulo, SP: Abril Cultural, 1979.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

COMUNICAÇÃO & INTIMIDADE: O SEGREDO PARA FORTALECER O CASAMENTO [Resenha 012/2022]


Para quem leu As 5 linguagens do amor e entendeu que cada pessoa tem uma forma de sentir e demonstrar afeto, a Editora Mundo Cristão traz uma novidade: Comunicação & Intimidade, mais um dos sucessos do escritor best-seller mundial Gary Chapman. O propósito do livro é ajudar casais a entender o que é intimidade emocional, intelectual e sexual e como ter uma comunicação eficaz para um casamento saudável. O conselheiro amoroso mais lido no mundo encoraja homens e mulheres a interpretar suas emoções, identificar as diferenças e reservar tempo para o que realmente importa.

A obra não apenas aprofunda os conceitos de “As 5 linguagens do amor”, mas também auxilia na autorrevelação – aprender a falar por si mesmo. Na visão do doutor em Antropologia, este é um processo fundamental para construir a intimidade no casamento, pois permite às pessoas adquirirem uma perspectiva mais clara de como se sentem e quais são seus verdadeiros desejos, sem abrir brechas para uma atitude defensiva.

O autor afirma que “este não é um livro acadêmico cheio de ideias teóricas. Em vez disso, trata-se de um livro prático sobre o que é essencial para a criação de uma atmosfera emocional positiva, de modo a gerar uma comunicação honesta que resulte em compreensão e esforços conjuntos”. E podemos perceber isto quando observamos:

Quando o livro aprofunda o conceito bíblico de aliança, ajudando o casal a entender como a aliança sagrada é, no casamento, uma perspectiva fundamental. Além desse importante esclarecimento, Gary Chapman lhe mostrará como:
- Compreender verdadeiramente o que é intimidade emocional, intelectual e sexual;
- Conhecer a si mesmo: suas experiências e interpretações; emoções, desejos e escolhas;
- Identificar diferenças e transformá-las em vantagens;
- Vencer barreiras criadas pela atitude defensiva;
- E reservar tempo para as coisas importantes.

O livro também lhe dará insights sobre:
- A arte da autorevelação;
- Níveis de comunicação;
- O conceito bíblico de casamento de aliança;
- Padrões prejudiciais na comunicação;
- Como potencializar a empatia e a conexão entre os dois;

Portanto, trata-se de um livro prático oferecendo orientação para homens e mulheres que desejam viver a vida a dois com plenitude, afinidade e jovialidade, tornando o convívio diário prazeroso e enriquecedor para ambos. E trata-se de um livro para a vida real, sem maquiagens ou artificialidades, para quem reconhece suas fraquezas e caprichos, mas deseja superá-los para ser e fazer o cônjuge feliz.

“Em sua forma mais simples, a comunicação é o ato de falar e ouvir. Contudo, se essa conversação não vier acompanhada de respostas honestas e amorosas por parte do ouvinte, haverá pouca comunicação. Na verdade, o resultado mais provável será comunicação ruim e mal-entendidos. Quando há boa comunicação conjugal, marido e esposa compartilham pensamentos, sentimentos, experiências, valores, prioridades e opiniões, enquanto ouvem um ao outro com empatia”. (Comunicação & Intimidade, p. 13)
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CHAPMAN, Gary. Comunicação & Intimidade: o segredo para fortalecer seu casamento. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2021. 296p.

Disponível no formato físico e e-book
Editora Mundo Cristão e Amazon