segunda-feira, 3 de maio de 2021

VOCAÇÃO [Resenha 025/21]


Nada é mais trágico do que pessoas que vivem sem direção e perdidas, sem conhecer o propósito para o qual existem. Essa tragédia tem levado pessoas a passarem pela existência sem a bênção de influenciar outras pessoas, não deixando um legado para a geração vindoura. Aliás, muitos são os que, por não conhecerem o propósito de Deus para suas vidas, são incapazes de influenciarem a si mesmas.

Você pode pensar que este é um mal que não afeta crentes fiéis. Ledo engano. Não são poucos os crentes que desconhecem o plano de Deus para sua vida, inclusive no que diz respeito ao seu chamado. A falta de conhecimento da própria vocação cristã não prejudica só esse cristão individualmente, mas também priva a igreja de ser beneficiada com o exercício daquilo que Deus entregou a ele.

Portanto, precisamos reconhecer que a nossa existência é um sinal de que Deus tem um propósito para nossa vida, e o que precisamos fazer é descobri-lo. Nenhum crente é inútil; todos temos algo a fazer para Deus, em favor de sua igreja e também a favor daqueles a quem o Senhor nos enviar.

Portanto, debruçar sobre o tema da vocação é lidar com algo muito precioso por algumas razões, como: 1) o ato de Deus escolher homens para usá-los é obra da sua graça; 2) todo o processo vocacional visa ao benefício do outro e, nesse caso, da igreja; 3) é, no mínimo, misterioso que Deus (perfeito e santo) utiliza-se de pessoas (imperfeitas e impuras) para usá-las dentro de suas muitas limitações para a realização da obra dEle.

O livro possui seis capítulos que tem como objetivo teologizar a importância de se descobrir a própria vocação, de que forma isso é possível, quais as vantagens em descobrirmos nossa vocação e quais os prejuízos quando isso não acontece. Além disso, o livro trata a respeito da origem da verdadeira vocação, o que ajuda a não somente conhecer a fonte do chamado, mas também como e quais métodos devem se usar para executá-lo, bem como identificar de maneira clara o objetivo de toda vocação divina.
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TORRALBO, Elias. Vocação: Descobrindo o seu chamado. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2021.

UMA TEORIA DE TUDO [Resenha 024/21]


Albert Einstein continua sendo o gênio favorito do mundo, conduzido à fama pela admiração popular despertada por suas teorias científicas revolucionárias sobre o espaço e o tempo. Atualmente, um século após a confirmação da teoria da relatividade geral em novembro de 1919, Einstein permanece uma figura idolatrada. Apareceu na capa da revista Time mais de seis vezes e foi eleito “Pessoa do Século” em 1999. As ideias de Einstein mudaram o modo como pensamos e vivemos.

A imensa estima devotada a Einstein pela comunidade científica acadêmica e popular fazia com que as pessoas se dispusessem a escutar quando ele falava sobre questões mais amplas. No entanto, Einstein não falava apenas de ciência. Ele levantou questões sobre o valor e o significado dos seres humanos — o que o filósofo Karl Popper chamou mais tarde de “questões últimas”. As pessoas escutavam Einstein com atenção e respeito. Ele se tornou um gênio famoso, um intelecto de imenso prestígio, que conseguiu obter um status de ídolo cultural sem baixar o nível do discurso.

Este breve livro pretende explicar em termos simples e acessíveis as ideias científicas revolucionárias de Einstein, ideias que ainda moldam nosso mundo hoje, e explorar seu significado. Ninguém acha que um gênio científico é infalível. Ainda assim, o status de Einstein significa que vale muito a pena escutá-lo, especialmente quando se pensa em como entender nosso universo. Aqui temos a fascinação de Einstein por um “grande quadro” do nosso mundo e de nós mesmos. Refletem sobre como Einstein integrou pessoalmente ciência, ética e fé religiosa para obter uma descrição mais rica da realidade — se preferirem, uma teoria de tudo o que importa.

Ciência, ética e religião são empreendimentos bem diferentes, desempenhando papéis distintos em nossa vida e baseados em padrões de pensamento diferentes. Como, então, podemos reunir essas perspectivas singulares em um todo coerente? Esse é um problema genuíno, e Einstein nos ajuda a pensar sobre ele.

O livro possui sete capítulos bem organizados em duas partes: Parte 1 – Uma Revolução na ciência e Parte 2 – Uma teoria de tudo (Que importa), onde são explorado as ideias científicas de Einstein, seu verdadeiro foco é como ele tentou desenvolver uma visão coerente do mundo — uma “grande teoria de tudo” que abarcasse tanto nosso entendimento de como o mundo funciona quanto a questão mais profunda do que ele significa.

Einstein não foi apenas um grande cientista; foi um ser humano que refletia e que percebeu a importância de manter unidas nossas principais ideias e crenças. Suas reflexões sobre como criar esse “grande quadro” de nosso mundo e de nós mesmos podem nos ajudar a ir além da fragmentação de ideias e valores que se tornou uma característica central da cultura ocidental.
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MCGRATH, Alister E. Uma teoria de tudo (que importa): uma breve introdução a Einstein e suas ideias surpreendentes sobre Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2021.

sábado, 1 de maio de 2021

O IMPACTO DA HUMILDADE [Resenha 023/21]


A. W. Tozer comentando 1 Pedro 5.5 - Cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes concede a sua graça (1 Pedro 5.5). – Escreveu: “Quando o apóstolo Pedro aconselha aos crentes que se revistam de humildade no seu trato uns com os outros, na verdade, está dando a entender que a humildade deve ser uma espécie de uniforme que nos identifique diariamente.”

Mauricio Zagari, na apresentação deste livro escreve: Muito se fala sobre imitar Jesus, e com razão. A Escritura insta todo cristão a imitar o nosso Senhor. Porém, essa imitação não pode ser seletiva, uma vez que não somos autorizados a escolher o que imitar e o que ignorar dentre suas muitas virtudes. Antes, devemos analisar todos seus traços de caráter como modelares para uma vida bem vivida aos olhos de Deus. “E, de suas muitas qualidades, destaca-se a humildade”

Neste livro, onde o autor trabalha os capítulos 10 a 16 do Evangelho de Marcos, com o objetivo de nos ensinar sobre o impacto da humildade, podemos sentir o efeito das Palavras de Jesus. Ele nos dá crescimento no conhecimento do seu caráter humilde, nos confronta em nossos pecados de arrogância e corrige nossos pensamentos, emoções e ações. Educa-nos em nosso coração, para que nos tornemos perecidos com Ele a fim de nos deixar preparadas para uma vida em humildade que glorifica ao nosso Pai celestial. Desta entendemos orgulho jamais será uma virtude, enquanto a humildade sempre será, por excelência, a virtudes das virtudes.

O livro é didático e está dividido em sete capítulos onde o autor faz com que o Marcos 10.17, seja como o címbalo que retine durante toda a leitura. (1) As muitas faces do orgulho (2) Vidas sem fruto (3) Amor e humildade (4) A volta de Cristo (5) Embora amados, sempre prontos a traí-lo (6) Sacrificado pelo orgulho e (7) O triunfo da humildade.

Um dos aspectos mais interessantes da pessoa de Jesus de Nazaré é que, sendo Deus, excelso em majestade, sempre foi ao mesmo tempo, exemplo máximo de humildade. A humildade de Cristo é um traço marcante de sua personalidade.
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PORTE JR, Wilson. O impacto da humildade: Por que Deus se opõe aos orgulhosos, famosos e arrogantes, mas concede graça aos humildes, anônimos e simples. Rio de Janeiro: GodBooks, 2020.

domingo, 21 de março de 2021

ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM: GUIA DOS PERSONAGENS [Resenha 022/21]


A obra é guia bem completo sobre os personagens Newt Scamander, Tina Goldstein, Jacob Kowalski, Queenie Goldstein, funcionários do MACUSA e outros personagens e criaturas que fazem parte do universo do filme "Animais Fantásticos e Onde Habitam" - que foi roteirizado por J. K. Rowling.

O livro conta a história dos personagens, traz curiosidades sobre feitiços e varinhas, e outros fatos marcantes. Faz uma análise da personalidade dos personagens e aponta características estéticas dos figurinos e objetos utilizados por eles. Detalhes bem interessantes. Tudo isso e muito mais, acompanhado de muitas fotografias e ilustrações que deixam a leitura ainda mais agradável, instigante e apaixonante.

A leitura é muito proveitosa. O leitor consegue saber até de detalhes que não conseguiu pegar com o filme devido ao tanto de informações ao mesmo tempo. Tudo acontece a todo momento e nem todo mundo pode ter conseguido pegar essas informações 'no ar'. Com o livro, a pessoa consegue ter uma dimensão maior dos fatos e saber de outras curiosidades a respeito.

Senti falta de informações extras, que não tivessem no filme. Fatos curiosos ditos pela própria J. K. Rowling após o lançamento do filme, por exemplo. Para quem já teve a oportunidade de ver o longa metragem, vai sentir falta de um conteúdo diferente no guia. Mas, fora isso, o livro é muito bom e poderá instigar mais pessoas a assistir o filme.

O guia foi publicado pela Rocco Jovens Leitores, selo editorial da Editora Rocco. A edição - que é em capa dura - possui capa e contra-capa muito bonitas, as folhas são resistentes e as fontes são de diversos tamanhos. Além da publicação estar repleta de fotografias, o livro ainda possui uma área extra com várias ilustrações relacionadas ao filme e algumas fotografias do Newt, Tina, Jacob e da Queenie. Todo o trabalho estético está muito caprichado. Com certeza vale a pena ler e ter essa edição em sua estante!
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KOGGE, Michael. Animais fantásticos e onde habitam: Guia dos personagens. Rio de janeiro, RJ: Rocco Jovens leitores, 2016.

Publicado originalmente
http://www.blogpedrogabriel.com/2019/02/resenha-animais-fantasticos-guia-personagens.html

AME SEU PRÓXIMO: A ÉTICA RADICAL DE JESUS [Resenha 021/21]


Em tempos de intolerância e desamor, o escritor de “Brasil Polifônico”, pesquisador do Laboratório de Política e Mestre em Teoria do Direito, Davi Lago lança pela Editora Mundo Cristão a obra “Ame o seu próximo”, que apresenta um chamado urgente para resgatar um dos maiores fundamentos bíblicos: amar ao próximo.

Com uma pesquisa refinada embasada nas dimensões da ética, sociologia, filosofia e espiritualidade, o autor apresenta a ética radical de Jesus, que mostra aos leitores que o amor é um imperativo divino, e não mera sugestão do Criador. “O alvo desta obra é examinar por que, afinal, as credenciais da tradição cristã no cuidado com os discriminados e marginalizados são tão díspares das de outras culturas. A resposta certamente parte da compreensão do conceito cristão de amar o próximo, tanto em sua dimensão prática como em sua dimensão intelectual.” (Davi Lago – “Ame o seu próximo, p. 12)

Ame o seu próximo apresenta a iniciativa de cristãos que, inspirados pelo mandamento “ame o seu próximo como a si mesmo”, cumpriram papel civilizatório para a humanidade, como a criação do método Braille e de organizações como Greenpeace, Anistia Internacional, Alcoólicos Anônimos e Cruz Vermelha. “Quando estudamos a ética radical de Jesus, orientada pelo amor a Deus e ao próximo, percebemos que os exemplos negativos, de ódio ao próximo, atestam um comportamento pseudocristão, anticristão, próprio de quem age como um anticristo”, afirma o autor.

Uma leitura necessária, a obra alerta, instrui e convoca os leitores a compreenderem melhor o que Jesus quis dizer sobre amar ao próximo. Escrito com responsabilidade e com uma refinada pesquisa, Ame o seu próximo traz uma leitura de fácil entendimento, além de uma série de referências históricas que a tornam uma ótima fonte de estudo sobre tolerância e amor.
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LAGO, Davi. Ame seu próximo: A ética radical de Jesus. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2020. 208p.

Publicado originalmente
https://guiame.com.br/gospel/leitura/ame-o-seu-proximo-davi-lago-fala-sobre-o-amor-de-jesus-em-livro.html

A ARTE DE ESCREVER [Resenha 020/21]


“A Arte de Escrever” é um livro escrito por Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão, do qual trata sobre a literatura através de cinco ensaios retirados de sua outra obra chamada Parerga e Paralipomena. Sendo eles: Sobre a erudição e eruditos; pensar por si mesmo; sobre a escrita e o estilo; sobre a leitura e os livros; sobre a linguagem e as palavras.

A primeiro momento quando Schopenhauer escreve sobre a ERUDIÇÃO, acaba criticando os falsos eruditos, estes, que lêem muito e tentam buscar conhecimento somente através de livros e esquecem de ter o conhecimento pelo mundo. Segundo ele estariam deixando de pensar por si mesmos e se influenciando a partir da idéia de outros pensadores. Em um desses momentos, o autor cita: “Ah, essa pessoa deve ter pensado muito pouco para ter lido tanto” (pág. 10).

Por seguinte quando fala sobre pensar por si mesmo, comenta sobre a importância da ORGANIZAÇÃO DOS PENSAMENTOS, o quanto isso é fundamental, seria mais valioso um conhecimento limitado, porém com boa organização para uma assimilação rápida e melhor do que uma mente com grandes conhecimentos, mas que seja difícil discernir para diversas situações. Quando o autor fala que: “é necessário você ter o conhecimento para pensar profundamente sobre algo, mas que só se tem o conhecimento quando se pensa profundamente sobre isso” (pág. 19) podemos ver que ele entende que a busca através da leitura, por exemplo, é essencial, mas que a importância do pensamento próprio é muito maior.

Em sobre a ESCRITA e o ESTILO, Schopenhauer, trata a distinção entre dois tipos de escritores e os seus textos: os que escrevem por dinheiro e os que escrevem em função do assunto. No primeiro caso despreza totalmente o trabalho realizado por quem escreve em função de receber recompensas em troca de seus textos, pois eles na maioria das vezes são escritos por que são pedidos, seu conteúdo nunca é sincero e sempre com pensamentos forçados. Para autores que escrevem em função do assunto, os ressalta, dizendo que suas obras deveriam ser as únicas a serem produzidas pois escrevem sem o objetivo do lucro, com pensamentos fortes e simples e que se é possível enxergar a verdade em seus textos.

Quando o autor fala sobre a LEITURA e os LIVROS ele volta a tratar a importância do pensamento próprio e que a leitura excessiva não agrega em nada, apenas prejudica. Reforça a boa escolha dos livros para a leitura, que seriam os que são escritos por pessoas que vivem para a ciência ou literatura e não aqueles em que o escritor vive delas, pois nosso tempo é limitado para ser desperdiçado. E também enfatiza o fato em que quando lemos deixamos que outra pessoa pense por nós e isso a princípio pode parecer um alívio, porém nos tira cada vez mais a capacidade do pensamento e da crítica.

Por último Schopenhauer enfatiza a importância do APRENDIZADO DE VÁRIAS LÍNGUAS. O autor cita uma frase de Carlos V: “quantas línguas alguém fala, tantas vezes ele é um homem” (pag. 69) e explica tal frase mostrando que quanto mais idiomas um homem fala maior será a sua capacidade de pensamento. Descrimina também, de certa forma, a tradução de textos pois estas nem sempre conseguem trazer o que realmente o autor queria dizer com eles ou o verdadeiro significado de cada palavra e frase.
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SCHOPENHAUER, Arthur. A Arte de Escrever. Porto Alegre, RS: L&PM Editora. 2019. 152p.

Publicado originalmente
https://bityli.com/VtH6G

MANUAL CRISTÃO DA CULTURA POP [Resenha 019/21]


A cultura pop tem espalhado a cosmovisão pós-moderna, entrando em conflito inevitável com a cosmovisão cristã. Diariamente, toneladas e mais toneladas dessa cultura tem inundado nossas vidas, no formato de quadrinhos, séries, filmes, games e tantos outros. Nesse contexto, como identificar essas influências e utilizá-las em favor do Evangelho? Como manter a identidade cristã e consumir o entretenimento geek? E, finalmente, mas não menos importante: como ser um agente de transformação da cultura do nosso tempo, produzindo uma cultura pop cristã com relevância para a sociedade? Essas e muitas outras questões você encontrará neste livro, recheado dos conceitos básicos sobre cultura e arte, assim como a sua relação com a fé cristã (Sinopse)

Como os próprios autores afirmam, este livro não tem a pretensão de esgotar o assunto, ser um compilado acadêmico ou teológico, muito menos trazer uma abordagem definitiva. Pelo contrário, tudo nos leva a crer que, em um futuro não tão distante, deverá surgir alguma edição revisada, atualizada, corrigida e ampliada. Você sabe, neste universo freqüentemente o tempo e o espaço não são exatamente um problema.

O objetivo dessa obra é trazer algumas definições básicas que ajudarão os curiosos e ‘simpatizantes’, aqueles que têm dúvidas ou querem entender o mínimo sobre cultura pop, e ainda os que já são do ramo, mas que podem encontrar neste livro um importante apoio para “traduzir” a linguagem pop, geek ou nerd para o dialeto dos seres humanos mortais.

Sinval Filho é jornalista, teólogo e Bacharel em Comunicação Social, além de pós-graduado com MBA em Gestão de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Fundou como sócio a Editora 100% Cristão e, como empreendedor, teve a iniciativa inédita de criar um selo editorial focado no universo geek cristão.

Richarde Guerra, pós graduado e mestre em teologia, pastoreia uma das maiores denominações cristãs do Brasil, a Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. Amante da nona arte, nerd assumido e escritor com mais e 40 livros. É autor da série evangélica com a Turma da Mônica: Devocional Turma da Mônica 1 e 2, e também do jogo Aprendendo a Bíblia com a Turma da Mônica.
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GUERRA, Richarde; FILHO, Sinval. Manual Cristão da cultura POP. Osasco, SP: Editora 100% Cristão, 2019.

sábado, 20 de março de 2021

TODO MEU CAMINHO DAINTE DE MIM [Resenha 018/21]


Embora C. S. Lewis seja um dos autores mais prolíficos da história, com contribuições diversas nos campos teóricos e literários, ele levou anos para desenvolver sua voz como escritor. Este diário – agora em formato de livro - acompanha sua fase inicial, período em que ele começava seus estudos em Oxford e ainda amadurecia seu estilo de escrita e suas referências teóricas.

Já nesse período, o leitor pode perceber como Lewis era culto. Ele devorava livros, que foram seu amor ao longo da vida e a base de seu trabalho como estudioso e escritor. Naturalmente, sua obra deixa transparecer a variedade de referências, contendo camadas com centenas dos grandes livros da história escondidos nas palavras do autor.

Os registros dos cadernos aqui apresentados (que vão de 1922 a 1927) possibilitam ao leitor formar um senso único de Lewis de maneiras que podem ajustar em sua mente a imagem do homem e do escritor, ajudando a descobrir os padrões de pensamento de Lewis fora do ensino formal e da escrita.

Para que o leitor realmente encontre Lewis, os organizadores tiveram a preocupação de não interferir no texto com alterações que comprometessem a forma original. Por isso, as abreviações são conservadas e até mesmo alguns erros ortográficos que não comprometem o sentido da frase. Foi mantido o uso de maiúsculas desnecessárias com a intenção de manter a autenticidade e o sabor do texto lewisiano.

Por idêntico motivo, não foi alterada a estrutura das frases — mesmo em casos que geram estranhamento ou parecem pouco corretos — a não ser que a clareza do pensamento estivesse comprometida. Sempre que possível, há explicação através de notas de rodapé conceitos que aparecem no livro, assim como os autores e obras mencionados. Contudo, muitas referências podem ter ficado de fora, já que é impossível mapear com precisão todo o intrincado de pensamentos que passavam pela cabeça do autor. Mas esse é justamente o desafio e a diversão de ler Lewis. Como J. R. R. Tolkien disse uma vez, à respeito de Lewis, ao biógrafo George Sayer: “Você nunca vai chegar ao fundo dele”.

Lewis encerrou seu diário com a anotação de 2 de março de 1927. Embora não tenham sido copiadas para os Lewis Papers, o caderno contém várias outras páginas de diário. Lewis fez anotações do dia 19 a 22 de janeiro e em 2 e 3 de junho de 1928 em inglês antigo e uma anotação em 4 de junho de 1928 em latim. O caderno também contém “retratos” ou descrições escritas de nove colegas de Lewis no Magdalen College, durante o período em que a última parte de seu diário estava sendo escrita. Eu acredito que eles foram feitos para acompanhar o diário e os incluí em um apêndice.

A diferença mais significativa entre o que é encontrado nos Lewis Papers e este livro é que este é bem mais curto. O diário inteiro usa, mais de um quarto de milhão de palavras, e o Espólio de Lewis e os editores achavam que o livro ficaria mais palatável para mais leitores se fosse diminuído em cerca de um terço. Isso foi feito de tal maneira que nenhum dos principais interesses de Lewis — amigos, livros, vida doméstica — fosse perdido. Havia muitas repetições no diário, e eu cortei principalmente alguns dos muitos detalhes das tarefas domésticas que, ouso dizer, Lewis estaria feliz em esquecer quando foram escritas.
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Lewis, C. S. Todo meu caminho diante de mim. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2020. 640p.

E A VERDADE OS LIBERTARÁ: REFLEXÕES SOBRE RELIGIÃO, POLÍTICA E BOLSONARISMO [Resenha 017/21]


Escrito pelo jornalista e vencedor do Prêmio Jabuti, Ricardo Alexandre. Ao longo de 16 capítulos, o escritor lança mão de uma extensa e qualificada pesquisa jornalística para oferecer aos leitores uma experiência instigante da primeira à última página.

Desde antes do período de ascensão de Jair Bolsonaro em 2017, passando pelas campanhas e eleições presidenciais de 2018, até os 500 primeiros dias de governo, Ricardo analisa as conexões entre o fenômeno político do bolsonarismo e o movimento evangélico — uma de suas principais bases eleitorais —, e elucida os eventos que culminaram na eleição presidencial. Contudo, conforme aponta Ricardo, o personagem principal do livro não é Bolsonaro, mas, sim, a igreja evangélica brasileira e seu papel nos desdobramentos históricos em questão.

Para não desqualificar os oponentes ideológicos como se fossem “inimigos da pátria” ou de Deus, e para deixar claro que se busca discutir ideias e não pessoas, em “E a verdade os libertará” o jornalista faz referências a personalidades com diferentes opiniões políticas, umas mais à direita, outras mais à esquerda. Por abordar questões que abrangem o ambiente religioso e temas concernentes à fé, ele recorre a teólogos de diferentes vertentes. O resultado é uma argumentação responsável, contundente e respeitosa, oferecendo ao leitor as bases para a reflexão, o debate e à troca de opiniões.

“Este livro não foi escrito para convencer o leitor a pensar como eu penso. […] Meu desejo é que algumas (quem sabe todas) as reflexões propostas aqui possam abençoar o leitor e enriquecer esse debate, que é, e precisa ser, muito maior e mais amplo.” (P. 11)

Novidade da Mundo Cristão, “E a verdade os libertará” vem ao encontro da iniciativa da editora de disponibilizar obras que contextualizam a realidade do Brasil e do mundo, que ajudam os leitores a estabelecerem diálogos entre diferentes grupos, tanto dentro quanto fora da igreja, a fim de que possam colaborar para o bem comum.
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ALEXANDRE, Ricardo. E a verdade os libertará: reflexões sobre religião, política e bolsonarismo. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2020. 256p.


Publicado originalmente
https://jornalggn.com.br/noticia/bolsonarismo-livro-explica-fenomeno-dentro-das-igrejas-evangelicas/

SALA DE AULA: REFLEXÕES DE UM JOVEM PROFESSOR SOBRE TEORIAS E PRÁTICAS DA EDUCAÇÃO [Resenha 016/21]


O saber docente não é formado apenas da prática, sendo também nutrido pelas teorias da educação. Mediante esta afirmação fica claro que, a teoria tem importância fundamental, pois ao nos apropriarmos de fundamentação teórica nos beneficiamos de variados pontos de vista para uma tomada de decisão dentro de uma ação contextualizada, adquirindo perspectivas de julgamento para compreender os diversos contextos do cotidiano. A interação entre saberes gera o desenvolvimento de uma prática pedagógica autônoma e emancipatória.

É importante lembrar que um bom professor não se constitui apenas de teoria, embora ela tenha sua importância. Um professor vai se formando na relação teoria e prática, pois é a partir da ação e da reflexão que o professor se constrói enquanto indivíduo em pleno estado de mudança.

O livro “Sala de aula: reflexões de um jovem professor sobre teorias e práticas da educação” , apresenta a sala de aula como um espaço vivo com sua implicações, ou seja, lugar de dinâmica, de interação humana, do contato de gente pra gente que faz educação. Um dos aspectos bom, entre tantos outros, desse livro é a sua didática. Ele trabalha conceitos: o que é escola, o que é educação , o que é imaginação. É um livro cheio de indagações.

“O ser professor está relacionado com o fato de compreendermos, primeiramente, que somos como sujeito histórico. De onde viemos? Como nos formamos? Qual foi o nosso processo de educação informal e formal? Existiu alguma professora ou professor que tenha nos marcado profundamente, não como alunos, mas como humanos? Porque, veja bem, essa parte é importante: não ensinamos para aluno (no sentido de sempre serem alunos) ensinamos para gente. Gente como a gente. Gente que sente dor; que se emociona; que chora na sua aula quando alguma falha desperta gatilhos felizes e triste; gente que vai para casa com saúde daquilo que ainda nem conhece. Ensinamos para humanos”.

O livro está dividido em duas partes: Primeira parte - TEORIA, com doze capítulos com temas voltados para educação, ser e estar professor (a) . O professor como aquele tipo de aluno exemplar: esperto e errado, Escutar e ouvir, criatividade e educação na modernidade. Segunda parte – PRÁTICA, com oito capítulos que trabalha assuntos como planejamento, planos e até aulas a distância.

Neste livro, “o jovem professor, pedagogo e escritor Leonardo de Andrade reflete sobre as diferentes questões que atravessam a prática educacional, e teoriza sobre diferentes formas de ver e fazer educação.”
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ANDRADE, Leonardo de. Sala de aula: reflexões de um jovem professor sobre teorias e práticas da educação. Pelotas, RS: Editora Fugitivo Literário, 2020.

40 DIAS NO MUNDO DOS GAMES [Resenha 015/21]


Este livro inaugura uma nova trilogia do projeto 40 Dias – e uma nova fase mais interativa com o leitor. Por meio do conceito de gamificação, o livro oferece um processo inovador de ensino e aprendizagem da Palavra de Deus. É possível ler a obra de forma tradicional ou sequencial, mas também numa leitura totalmente diferenciada, decifrando códigos secretos com diferentes níveis de dificuldade.

Além disso, você encontrará nesse devocional os seus games favoritos de todos os tempos! Os leitores de várias gerações poderão encontrar o Pac-Man, Super Mario ou Sonic. Mas também vão se deparar com Enduro, Final Fantasy, Street Fighter e muitos outros até Minecraft e Fortnite!

Este livro é diferente de tudo o que você já conhece sobre a série de livros “40 dias”. Para começar, existem duas maneiras de trilhar esta jornada. A primeira é a leitura sequencial, iniciando no dia 01 e concluindo no dia 40. A segunda forma, a mais legal, é o modo Gamer de leitura. Ao final de cada Devocional, o leitor encontra qual é o próximo texto que precisa ler, bem como um código secreto que precisa ser descoberto por você.

Existem quatro níveis de códigos neste livro: Fácil, Médio, Difícil e Extremo. Cada um deles é composto por dez Devocionais e escondem uma mensagem, que pode ser uma frase ou uma palavra. No final deste livro, você encontra um espaço para decodificar os códigos secretos e vencer o modo Gamer deste “40 Dias”.

Sobre o autor: Eduardo Medeiros é doutor em história medieval, teólogo e pastor de jovens, e tem dedicado parte dos seus estudos às relações entre a cultura pop e o cristianismo. É autor dos best-sellers “Devocional Pop” e da série "40 Dias" (Vingadores, Star Wars e Liga da Justiça). Idealizador do projeto “Parábolas Geek”, que extrai ensinamentos cristãos do cotidiano jovem e de ícones da cultura de massa como cinema, televisão, quadrinhos, games e internet.
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MEDEIROS, Eduardo. 40 Dias no mundo dos games. Osasco, SP: Editora 100% Cristão, 2019.

terça-feira, 2 de março de 2021

INDEPENDENCE DAY: O RESSURGIMENTO [014/21]


Vinte anos se passaram desde a primeira invasão alienígena. Vinte anos de paz, reconstrução e avanços tecnológicos – incluindo uma base na lua e aviões que utilizam tecnologia inimiga. Mas o período de trégua está chegando ao fim: os aliens retornam para o acerto de contas, com naves ainda maiores e armas mais perigosas, causando milhões de mortes e destruição em massa. As poucas esperanças da Terra estão depositadas no grupo que inclui o cientista David Levinson, um senhor da guerra no coração da África e uma piloto de caça, filha do ex-presidente Tom Whitmore.

Independence Day é um marco da história do cinema, afinal a produção redefiniu os filmes de catástrofes e pautou todos os lançamentos do gênero que viriam depois. Agora, temos a novelização de Alex Irvine, que disseca todos os detalhes dessa historia emocionante.

O livro começa na base humana construída em Reia, um satélite natural de Saturno, onde reside uma tribulação russa, em meio aos problemas técnicos de uma instalação nova. Depois da guerra de 1996 e da invasão alienígena, onde uma imensa nave alienígena entra na órbita da Terra, lançando 36 destroieres de cidades para aniquilar as maiores cidades do mundo. Sendo que em menos de 48 horas, 108 cidades são reduzidas a cinzas.

Com a surpreendente vitória, os seres humanos passaram a usar as tecnologias vindas com as naves para se defender. Bases, estações, armas, naves, uma nova era para a humanidade surgiu com todos os avanços feitos em defesa.

“Enquanto nos lembramos dos últimos vinte anos, também precisamos pensar no futuro. O mundo foi reconstruído e está mais forte do que jamais imaginamos. Precisamos prometer para nós mesmos e para as futuras gerações, que nunca mais seremos pegos desprevenidos. Nós precisamos continuar batalhando juntos para garantir o futuro da humanidade – e enquanto ficarmos unidos, nós sobreviveremos.”

A história é narrada em terceira pessoa. O livro onde é o oficial do filme, mostra ainda duas partes, com os acontecimentos de 03 e 04 de julho que vão apresentando por meio de várias perspectivas o momento da nova invasão, a luta e o desfecho. As cenas de batalha são detalhadas e criam uma grande expectativa.
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IRVINE, Alex. Independence Day: o ressurgimento. São Paulo, SP: Editora Nemo, 2016.

EXPLICAÇÃO CLARA DA PERFEIÇÃO CRISTÃ [Resenha 013/21]


Publicada pela Editora Mundo Cristão, a obra “Explicação clara da perfeição cristã” ajuda os leitores a compreender a teologia de Wesley e apresenta uma introdução detalhada de Paulo Ayres, profundo conhecedor do metodismo

John Wesley, nascido em 1703, foi um religioso anglicano e evangelista que fundou o movimento metodista. Por meio de mensagens de santidade e transformação pessoal, ele provocou profundas transformações sociais na Inglaterra do século XVIII que se espalharam por todos os continentes. Considerado um dos maiores evangelistas da história da igreja, Wesley pregou até os últimos dias de vida, onde morreu em Londres, no dia 2 de março de 1791.

Pregando a fé, ele viveu quando o cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Dentre aqueles que não se conformavam com a “paralisia” da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley, primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.

Ao entrar para a faculdade, John Wesley não se deixou influenciar pelo ceticismo cínico e nem pela libertinagem. Como reação a isso formou junto com outros poucos jovens, o chamado "Clube Santo". Os adeptos dessa sociedade tinham a obrigação de dar um testemunho fiel da sua fé cristã, conforme as regras da Igreja Anglicana. Eram rígidos e regulares em suas expressões religiosas, bem como no exercício de ordem espiritual e no auxílio aos pobres, aos doentes e aos presos. Por causa dessa regularidade, os demais companheiros da universidade deram ao grupo de jovens o apelido de “Metodistas”.

“Em primeiro lugar, não só admitimos, mas sustentamos firmemente, que não existe perfeição nesta vida que implique qualquer dispensa de cumprir todas as ordens de Deus ou de fazer o bem a todas as pessoas enquanto vivermos, embora principalmente aos da família da fé” (p.47)

E, para registrar todos os seus ensinamentos, John Wesley, também conhecido como o Pai do Metodismo, escreveu Explicação clara da perfeição cristã, uma obra clássica do cristianismo e essencial para compreender a teologia de Wesley, fundador do metodismo. Sua primeira edição data de 1766 e teve papel fundamental para deter a “controvérsia perfeccionista” que ameaçava a sobrevivência do avivamento metodista.

Essa edição especial, publicada pela Editora Mundo Cristão, proporciona ao leitor o texto integral de Wesley, além de dois célebres sermões sobre o tema da perfeição cristã. Destaca-se, ainda, uma introdução escrita detalhada de Paulo Ayres, profundo conhecedor do metodismo, que situa a obra no contexto da história do movimento e oferece detalhes importantes da vida de seu fundador.

Uma das lições oferecidas por ele para os fiéis é: a igreja não muda o mundo quando gera pessoas convertidas, mas sim, quando gera discípulos. O conceito discipulado de Wesley renovou o ministério dos templos sagrados, preservou frutos do avivamento e foi o exercício prático de muitos princípios da reforma.
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WESLEY. John. Explicação clara da perfeição cristã. São Paulo, SP: Mundo cristão, 2020. 192p.

Publicado originalmente em
http://www.consumidor-rs.com.br/2013/inicial.php?case=2&idnot=58672

O GRANDE GATSBY [Resenha 012/21]


Scott Fitzgerald foi um grande escritor, dono de um estilo inteiramente pessoal. Sua narrativa criou as fórmulas de sua época. Cada um de seus contos e romances são representações do que o autor, de certo modo, viveu. Ele descreveu aquele período de ascensão dos anos 20 no qual as festas glamourosas, eram embaladas a álcool e jazz. Cantou sua adoração ao dinheiro e revelou sua secreta admiração pelas belezas e danações que envolviam a vida dos ricos. E… deixou-nos clássicos que eternizaram os anos dourados do sonho americano.

Essa obra - O Grande Gatsby, clássico americano escrito por F. Scott Fitzgerald - retrata um período da história norte-americana conhecido como os anos dourados, em que a riqueza e o glamour pareciam estar em toda a parte. Um período emergente no qual a high society norte-americana vivenciou o luxo e o glamour de festas embaladas por grandes personalidades, regadas a álcool e muita música. E as consequências retratadas no romance servem de lição para toda e qualquer inteligência que tenha acesso a esta história narrada de modo envolvente, repleta de detalhes pitorescos, numa mágica verbal cheia de um lirismo particular.

Desde que foi lançada, em 1925, a história de Jay Gatsby tornou-se uma parábola exemplar do sonho americano. Protótipo do self-made man, Gatsby acumula grande fortuna e se torna figura lendária de uma América próspera, embalada pelo ritmo do jazz, as máquinas de Detroit e o cinema de Hollywood. Sua história de ascensão é narrada a distância por Nick Carraway, um convidado assíduo às suas festas. Carraway logo descobre a infelicidade íntima de seu "herói", que cultiva um antigo amor, até aquele momento mal resolvido, pela mulher de um milionário. A atmosfera de euforia e vazio que toma conta de O Grande Gatsby é uma das melhores imagens da geração de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), certamente seu melhor intérprete.

Além de lhe proporcionar a leitura de uma narrativa memorável, esse clássico tão pouco conhecido no Brasil lhe fará viver e conhecer, de perto, as ações e costumes de uma outra época e sociedade: os Estados Unidos da América do séc. XX.

Visando proporcionar uma experiência verdadeiramente enriquecedora, esta edição foi traduzida especialmente para os membros do Clube (portanto, inédita no Brasil) e é BILÍNGUE, para que você possa consultar o texto original e alcançar o máximo de proveito e entendimento da obra.

Além d’O Grande Gatsby, o box vem acompanhado de brindes que ajudarão você a se inserir ainda mais no universo da obra: (1) A Seleta Gatsby: coletânea de três contos de Fitzgerald relacionados à obra principal; (2) Um marcador de páginas especialmente desenvolvido na temática do clássico; (3) Um retrato do autor.
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FITZGERALD, F. Scott. O Grande Gatsby. Novo Hamburgo, RS: Clube de Literatura Clássica, 2020. 392p.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

SUPER OCUPADO [Resenha 011/21]


Escrito por Kevin DeYoung e publicado recentemente pela Editora Fiel, Super Ocupado é um livro que considera o seu público alvo. Ele é curto e está dividido em dez capítulos pequenos, cuja leitura não leva, em média, mais do que quinze minutos. Além disso, foi sido publicado paralelamente em papel e ebook. Ou seja, é um livro para quem está ocupado.

Depois de um capítulo introdutório, que procura justificar as razões para o livro mostrando a abrangência do problema da superocupação, o capítulo dois estabelece o pano de fundo da discussão, mostrando o risco de confusão entre ocupação e fidelidade. Seu objetivo é mostrar que estar “ocupado demais não significa que você seja um cristão fiel ou frutífero. Só quer dizer que você está ocupado, como todo mundo. E como todo mundo, a sua alegria, o seu coração, a sua alma estão em perigo” (p. 35). Este é certamente um alerta atual, já que a nossa época costuma atribuir valor às pessoas pelo critério da produtividade.

Estabeleço a divisão do livro da seguinte forma: (1) Três perigos a evitar, ou seja, três perigos graves que a ocupação pode causar: estar ocupado de mais pode estragar a nossa alegria, roubar nosso coração e encobrir a podridão de nossa alma. (2) O coração do livro constitui-se de sete capítulos curtos, que oferecem sete diagnósticos para a nossa ocupação. Kevin DeYoung mostra como o orgulho pode nos tornar e manter ocupados, e como o orgulho pode se manifestar no desejo de agradar pessoas e em um desejo desmedido de possuir mais. (3) No último capítulo, Kevin fala da única coisa que precisamos, e temos que fazer. Temos que ter uma vida devocional. Orar e ler a Bíblia diariamente. A coisa mais importante da nossa vida é, segundo Jesus, que "nem só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor" (Mt 4:4). Precisamos desesperadamente correr para Jesus, pois num mundo onde todos vivem ocupados, cansados e fatigados, Ele é o único que pode nos dar descanso (Mt 11:28).

Super Ocupado não é um livro para quem procura um tratado de antropologia teológica, ou uma análise acadêmica do Zeitgeist contemporâneo. É um bom livro devocional, que conjuga boa percepção da vida atual com uma teologia consistente habilmente aplicada. Ele foi escrito por um pastor ocupado e, por consequência, trabalha, na maioria das vezes, com exemplos da lide pastoral diária. Contudo, porque apresenta o problema numa perspectiva centrada no evangelho, e também porque a função pastoral envolve uma multiplicidade de aspectos (relacionamento, docência, gestão) – o que permite que os exemplos sejam facilmente transpostos para as mais diferentes ocupações – o livro pode ser útil para todo cristão que esteja lidando com a superocupação.
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DEYOUNG, K. Super Ocupado. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2014, 144p.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

HAMLET [Resenha 010/21]


Esta é uma edição inédita, distribuída com os assinantes do Clube de Literatura Clássica, a tradução consagrada de Carlos Alberto Nunes, contendo o texto, em original no inglês, para consulta (e que está repleto de notas explicativas e de vocabulário). Além deste livro com capa dura, recebemos: Um marcador de páginas dedicado ao clássico; Retrato do autor; e a obra “Rei Amleth”, de Saxo Gramatticus, editada pela primeira vez em território brasileiro e em língua portuguesa.

William Shakespeare é considerado por muitos o maior dramaturgo britânico. Apesar de soar pretensioso, principalmente para alguém que consegue atingir as massas, o título não é à toa. Shakespeare conseguiu como poucos autores, penetrar na alma humana e trazer à tona o que de mais puro, nobre, mesquinho e atroz existe. Nesta peça o britânico nos leva por uma trama de traição, morte e vingança que até hoje nos encanta e fascina.

Hamlet. Escrita naquilo que os especialistas chamam de segunda fase das obras de Shakespeare, que tem como principais temas, tragédias grandiloquentes e comédias amargas, essa fase do autor é tida por muitos como o tempo em que o mesmo usou de forma mais grandiosa seu talento. São desta fase, as peças Hamlet, Júlio César, Otelo, Macbeth, Antônio e Cleópatra.

Apesar de que muitas das coisas apresentadas por Shakespeare só serem totalmente compreendidas tendo em vista o contexto histórico na qual foram escritas, não precisa ser um perito em história para notar a sutileza de suas. Em Hamlet, dentre tantos sentimentos vividos pela psique humana, um se sobressai: vingança.

Hamlet, narra a história do personagem que dá titulo a peça em sua trajetória para vingar a morte do pai, o Rei da Dinamarca. Algum tempo após a morte do rei, o tio de Hamlet, Cláudio, casa-se com a mãe do príncipe, Gertrudes. Hamlet que não gostara da rapidez na qual as coisas ocorreram, fica mais transtornado ainda quando descobre que o pai fora envenenado pelo irmão Claudio. Hamlet fica sabendo disso através do espectro do rei morto que voltou para lhe avisar do ocorrido e suplicar que o filho o vingue.

Sempre que se pensa em Shakespeare, principalmente na peça Hamlet, uma imagem que vem automaticamente a cabeça é a de um homem segurando um crânio proferindo a célebre frase: "to be or not to be, that is the question". Apesar de bacana esta imagem, as coisas não ocorrem bem assim. O crânio sendo segurado e a célebre frase ocorreram em momentos distintos. Mesmo assim, é impossível não se maravilhar com as tantas frases que o autor consegue conceber e que, em poucas palavras, conseguem traduzir um turbilhão de sentimentos. Isso se deve, além de o autor ter um conhecimento amplo da alma humana, pelo fato dele dominar de forma magistral a língua inglesa. Seu conhecimento do idioma faz com que ele consiga explicitar as nuances da personalidade humana através de poucas palavras.

Outra característica de Shakespeare bem marcante, é a forma como seus personagens vão mudando ao longo da história.

Após descobrir a real ocasião da morte do pai, Hamlet acaba entrando num estado de confusão mental que o deixa no limiar da loucura. As atitudes que o personagem vai tomando no decorrer da história, mesmo justificáveis e compreensíveis, acabam por ter desdobramentos trágicos para muitos a sua volta.

Em sua saga por vingança, Hamlet acaba tendo participação na morte de Ofélia – filha de Polônio, conselheiro do rei Claudio. Após determinados acontecimentos, que implicam na morte de Polônio, no qual Hamlet está diretamente envolvido, Ofélia, que até então nutria um sentimento especial por Hamlet e que era recíproco, não suporta a perca do pai e acaba por dar cabo a própria existência; sua mãe também foi uma que sofreu com esta saga de vingança. Apesar de Gertrudes falecer ante as maquinações do atual marido, isso foi consequência direta da vingança do príncipe.

Outros temas também são debatidos pelo autor na obra. Medo, incesto, maquinações, inveja, traição... Shakespeare conseguiu transpor para os palcos, toda a complexidade da natureza humana através de seus personagens: medo e coragem; amor e ódio; homem e mulher; medo do além e um afã de ter com ele; tudo recheado com a triste ideia de que a injustiça e a incerteza da vida não poupam nem plebeu, nem rei.

O final apoteótico da peça consegue fechar com magnitude todo o escopo traçado pelo autor. O duelo traçado por Hamlet e o irmão de Ofélia, Laertes, é de encher de nervosismo o espectador, principalmente por saber que ambos, Hamlet e Laertes, são peões nas mãos do jogador Claudio.

Após ler Hamlet, você perceberá porque o autor é tido por muitos como o maior dramaturgo da língua inglesa. Leia e não deixe de se maravilhar com esta obra prima.
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SHAKESPEARE, William. Hamlet. Novo Hamburgo, RS: Clube de Literatura Clássica, 2020. 448p.

40 DIAS COM A LIGA DA JUSTIÇA [Resenha 009/21]


A Liga da Justiça é o primeiro grande grupo de super-heróis a se popularizar, ainda na década de 60 nos quadrinhos. A sua formação mais conhecida reúne os mais incríveis e poderosos seres jamais criados, como o Superman, Mulher Maravilha, Batman, Aquaman, Lanterna Verde e Flash. Mas também já fizeram parte da equipe infinitos heróis menos conhecidos, e tão igualmente fascinantes. A Liga da Justiça conseguiu se estabelecer no imaginário popular por meio do cinema, desenhos animados e muitas outras mídias. Para coroar a trilogia da série “40 Dias”, anteriormente com diferentes enfoques, primeiro com os Vingadores (Vida cristã), e posteriormente com Star Wars (Jesus), este novo livro traz inéditas reflexões a respeito do nosso propósito e missão de vida em 40 Devocionais exclusivas. Embarque nessa leitura e descubra que existe um grande herói em cada um de nós!

Assim como 40 Dias com os Vingadores e 40 Dias com Star Wars, que compõem uma trilogia por serem do mesmo perfil e dinâmica, a nova obra propõe uma mensagem aprofundada para as devocionais diárias, com duas páginas cada. Vale ressaltar que devocional é um tempo que o leitor separa para estar com Deus, realizando uma breve reflexão. O devocional diário faz parte da tradição cristã, como um exercício regular da vida com Deus.

Além destas reflexões diárias, o leitor encontrará um inédito dossiê a respeito da história dos quadrinhos e sobre como eles influenciaram a cultura ao longo das décadas. Esses períodos dos quadrinhos são reconhecidos como “Eras” e este dossiê aborda cada uma delas. A cultura pop está enraizada na sociedade contemporânea e os filmes e personagens desta cultura tem a capacidade singular de ensinar princípios de uma maneira indireta, quando o público busca somente um bom entretenimento.

“De maneira inconsciente, tentamos nos tornar mais parecidos com o protagonista bem-sucedido, por exemplo. Neste sentido, utilizar uma ferramenta de massificação da cultura para discutir e disseminar princípios cristãos não é apenas possível, mas necessário. Precisamos ser influenciadores de nossa geração e estarmos envolvidos com os movimentos que a sociedade se apropria, mas oferecendo uma leitura a partir da cosmovisão cristã”, resume o autor, Eduardo Medeiros, que ressalta que a missão da obra é justamente falar de falar de Jesus Cristo de uma maneira contemporânea.

O pastor Eduardo Medeiros, Doutor em história medieval, teólogo e pastor de jovens, tem dedicado parte dos seus estudos às relações entre a cultura pop e o cristianismo. É autor dos best-sellers “Devocional Pop”, da série "40 Dias" e do encarte da "Bíblia Arte". Idealizador do projeto “Parábolas Geek”, que extrai ensinamentos cristãos do cotidiano jovem e de ícones da cultura de massa como cinema, televisão, quadrinhos, games e internet, também chamado de universo geek ou nerd.
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MEDEIROS, Eduardo. 40 dias com a Liga da Justiça. Osasco, SP: Editora 100% cristão, 2019.

O GUIA DEFENITIVO DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS [Resenha 008/21]


O Guia do Mochileiro das Galáxias do autor Douglas Adams é um clássico do mundo geek. Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, a saga do britânico esquisitão Arthur Dent pela Galáxia conquistou leitores do mundo inteiro. O humor ácido e as tramas surreais se tornaram ícones de uma geração e seguem fascinando – e divertindo – leitores de todas as idades. Este volume traz os cinco livros da cultuada série: (1) O Guia do Mochileiro das Galáxias, (2) O Restaurante no Fim do Universo, (3) A Vida, O Universo e Tudo Mais, (4) Até Mais, e Obrigado pelos Peixes e (5) Praticamente Inofensiva. Lembrando que o autor, Douglas Adams infelizmente faleceu em 2001 enquanto escrevia o sexto livro da “trilogia” O Salmão da Dúvida.

As obras originalmente foram escritas para se tornarem um programa na rádio e sua estreia ocorreu em abril de 1978, apresentado por Geoffrey Perkins na BBC. No melhor estilo podcast, o apresentador falava com bom humor sobre coisas que até hoje não são tão bem explicadas a nós humanos, criando um universo próprio para o enredo da obra, com planetas diferentes, com teorias incríveis sobre fatos inimagináveis.

Os cinco livros, presentes nesta edição, mostra a odisséia de Ford Prefect, um alienígena de um planeta bem distante e colaborador do Guia do Mochileiro das Galáxias, um livro essencial para pessoas e criaturas que desejam se aventurar pelo espaço sem gastar muito dinheiro. É quando o alien, que queria passar uma semana na Terra para atualizar o capítulo sobre o planeta acaba ficando por aqui por quinze anos, que a história começa a ficar melhor. O enredo é bem cativante, e você lê o livro sem nem perceber o tempo passar. O autor, que apesar do toque de surrealidade, consegue passar sua crítica à realidade e ao planeta, consegue nos prender do início ao fim de cada um dos volumes.

A narrativa, que acontece em terceira pessoa, é intercalada entre as situações vividas por Arthur em suas viagens intergaláticas, outros personagens — que a principio podem não nos ser interessantes — e trechos do Guia. Acredito que, nesse caso, a composição em terceira pessoa ajudou no bom dinamismo do livro — principalmente por abranger melhor todas as excessivas informações e aventuras. Acredito que, no tocante a narração, Adams soube ser muito misto e você percebe com certa facilidade como ele soube conduzi-la de modo que a trama não se tornasse sempre a mesma coisa, usando sempre de cenas instigantes e um humor inteligente.

Dotado de uma cativante narrativa e personagens memoráveis, O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias facilmente se garante como uma das melhores ficções científicas da literatura mundial. Infelizmente, por se perder em exageros de enredo e pontas soltas, deixa de se tornar algo muito maior e quase sem precedentes. Isso, no entanto, não tira de si o grande mérito de, até os dias de hoje, inspirar grande parte da cultura pop e nerd com suas aventuras extraordinárias.

Lembrando que existe o filme, lançado em 2005. Uma fiel adaptação, com o máximo de personagens daquela história em páginas. Recomendo a leitura a todos que procuram uma válvula de escape, um humor inteligente e ao mesmo tempo reflexivo.
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ADAMS, Douglas. O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias. São Paulo, SP: Editora Arqueio, 2020. 783p.

ELE DIZ, ELA DIZ [Resenha 007/21]


Não tem como negar que todos os casais passam por crises, mas o segredo é descobrir como superá-las para construir uma relação que seja duradora. Para isso, é preciso que marido e mulher entendam seus próprios traços de personalidade, somem pontos de vista, talentos e esforços, para que o casamento dê certo.

Curiosamente, é justamente nessa dinâmica interpessoal que muitos casais sucumbem, abrindo espaço para discussões de todo tipo, crises intermináveis e, infelizmente, ao divórcio. Para ajudar os casais a prevenir ou superar tal situação, Larry e Devi Titus, escritores best-sellers e conferencistas casados há mais de 50 anos, apresentam um livro único sobre casamento: 'Ele diz, Ela diz: Como um casal de líderes consegue superar as diferenças e construir um casamento de sucesso'.

Lançado em edição revisada e ampliada pela Editora Mundo Cristão, a obra não se trata apenas de um manual para lidar com as questões corriqueiras do matrimônio. O livro é um verdadeiro relato a duas mãos, escrito por um casal reconhecido internacionalmente não apenas por suas aplaudidas conferências, mas por um testemunho de vida cristalino e inspirador.

“Este livro é sobre casamento, mas um casamento de tipo diferente. Não tentamos escrever um livro padrão sobre relacionamento conjugal, abordando os problemas costumeiros. Há uma grande diversidade de bons livros sobre casamento, que parecem dar resposta a quase qualquer problema que possa surgir em seu matrimônio. Mas percebemos que existe uma escassez de livros sobre o significado de ser cabeça e como duas pessoas de personalidade forte podem trabalhar juntas em união”, Larry Titus, 'Ele diz, Ela diz', pág. 08.

O livro têm dois prefácios – um escrito por Larry e outro escrito por Devi – uma introdução e formado por 12 capítulos. Todos os capítulos e assuntos tratados em 'Ele diz, Ela diz' foram pensados cuidadosamente, a fim de ajudar o leitor e a leitora a entender e aplicar os conceitos com facilidade. Com abordagem teológica e prática e escrito com profundo senso pastoral, os temas de cada capítulo são: liderança, diversidade, liberdade, submissão, satisfação, criticas e unidade.

Ideal para os cônjuges que desejam ir além e construir um espaço de acolhimento, respeito e amor à individualidade de cada um, o livro certamente inspirará marido e mulher a manter o romance, nutrir a alegria e a tornar a vida a dois uma experiência marcada por uma frutífera cooperação que inevitavelmente culminará em felicidade e paz.
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TITUS, Larry. Ele diz, ela diz: como um casal de líderes consegue superar as diferenças e construir um casamento de sucesso. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2020.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

A ARTE DE LER [Resenha 006/21]


Se a literatura é uma forma de manifestação artística, o ato de ler também pode ser visto como uma “arte”. Este é o mote de um livrinho saboroso, intitulado A Arte de Ler, do ensaísta e crítico francês Émile Faguet (1847-1916), que foi muito influente no seu país e nos circuito literário europeu nas últimas décadas do século XIX e início do século XX. Para os padrões dos modernos estudos literários, algumas ideias de Faguet – que era colaborador do célebre Journal des Débats – podem parecer um tanto ultrapassadas e vários dos autores citados por ele, como Corneille e Racine, há tempos já não despertam muito interesse junto aos leitores contemporâneos. Porém, essa pequena obra escrita com elegância deve ser encarada mais como um testemunho de um amante da leitura que se propõe a compartilhar sua paixão com os outros que propriamente um manual de crítica.

Também deve ser levado em conta que a “arte de ler” a qual Faguet se refere no título do livro deve ser entendida como uma habilidade que, se bem aprimorada, nos torna uma espécie de virtuoses da leitura, como um pianista que executa magistralmente uma peça musical. Nesse sentido, essa “arte de ler” não deve, portanto, ser compreendida de um ponto de vista utilitário, visando objetivos exteriores à própria leitura. Como amante da leitura, para Faguet o ato de ler é um fim em si mesmo e, por isso, a sua aspiração é experimentar o máximo de prazer estético na companhia do amado, os livros.

Ora, prazer não combina com pressa – mesmo que nos seja servido o mais elaborado dos manjares, se o devoramos com sofreguidão, mal conseguimos sentir o seu gosto. Pois bem, eis a lição inicial de Faguet, já nas primeiras páginas do livro: o bom leitor é aquele que lê devagar, que mantém a mente sempre atenta, desconfiado do primeiro sentido que imediatamente lhe salta aos olhos.

Todavia, há livros que não suportam uma leitura lenta, contrapõe o autor, para em seguida emendar: “mas esses são livros que não é preciso ler em absoluto”. Assim, conforme Faguet, já teríamos o primeiro benefício desse esforço de ler com vagar: tal método faz a separação, desde o início, “entre o livro que se deve ler e o livro que só foi feito para não ser lido”.

Mas ler devagar, embora seja uma regra geral, não é o suficiente para desfrutar tudo o que podemos da leitura, tendo em vista que os diversos gêneros de obras requerem uma técnica especial e mesmo uma disposição de espírito diferente para cada um deles. E isso, convenhamos, é óbvio: não lemos um ensaio filosófico da mesma forma que percorremos as páginas de um romance de aventura. Para o primeiro, categoria que Faguet nomeia de “livros de ideias”, a leitura deve ser uma “arte de aproximação e comparação”. Traduzindo: para compreender um filósofo, devemos compará-lo continuamente com ele próprio, identificar suas contradições (“As contradições são os acidentes geográficos de um grande pensador. Ficaríamos desconsolados se estes não ocorressem em absoluto e se a paisagem fosse por demais bem elaborada”, diz ele). Enfim, manter uma discussão constante com o autor.

O prazer resultante é a alegria intelectual que o exercício do pensamento nos proporciona – o deleite da reflexão.

Uma segunda categoria de livros denominada por Faguet, os “livros de sentimentos”, compreendidos como as narrativas ficcionais cujo objetivo é retratar as emoções humanas, requerem outro tipo de atitude. Para melhor fruí-las, o ideal é se abandonar a elas, como se experimentássemos uma espécie de embriaguez. No entanto, poderíamos, usando o próprio método do autor, apresentar-lhe o seguinte questionamento: estar embriagado não é exatamente o contrário da postura reflexiva e alerta que o autor recomenda como essencial para extrair o máximo da leitura?

A resposta é que não devemos perder de vista que uma obra desse gênero visa sobretudo nos emocionar e, se não o faz, é porque fracassou. Pois não somos tocados por uma história se verdadeiramente não mergulhamos nela. Além do mais, esse “mergulho” não impede a reflexão – esta fica para um segundo momento quando, interrompida a leitura e de volta à superfície, passamos a pensar sobre o conteúdo do que lemos.

Esse poder inebriante que uma narrativa envolvente tem sobre nós, observa Faguet, guarda ainda um efeito suplementar. Ao mesmo tempo em que ele provoca uma espécie de fuga do eu – visto que, enredados pela trama, deixamos de ser nós mesmos para viver outros personagens, padecendo suas dores e deleitando-se com seus êxitos –, também proporciona um “alargamento” de nossa personalidade. Essa transformação ocorre, explica o crítico, por uma razão simples: quando, com os olhos grudados nas páginas de um livro que nos apaixona, experimentamos uma vida de empréstimo, fantasiosa e normalmente bem mais rica do que o nossa rotina entediante, ainda assim somos nós mesmos.

E o eu que retorna dessa viagem literária, ao fechar o exemplar que tem em mãos, volta sempre mais rico e engrandecido após essa experiência.

Também a realidade que nos cerca pode ganhar outros contornos, mais vivos e interessantes, em virtude de outra consequência benéfica da leitura de um bom romance: ele nos auxilia a captar a nossa própria vida que nos fugia, que escapava a nossas convicções irrefletidas. Por fim, à medida que nos aperfeiçoamos nessa arte da leitura, que nos tornamos também bons leitores, aprendemos ainda a decifrar melhor aquele que, segundo Faguet, costuma ser o manuscrito mais difícil e, acrescentemos, por vezes impenetrável: o nosso próprio eu.

O autor levanta ainda uma questão pertinente: os livros ruins merecem ser lidos? Sim, diz ele, mas apenas e na medida em que eles despertem em nós a necessidade de voltar às obras de verdadeiro valor. “É preciso fazer reconhecimentos na terra dos medíocres para voltar aos grandes com renovada capacidade de admiração”, sentencia.

Faguet encerra a obra comentando o ato de reler – que costuma surgir na velhice e cujas reações que provoca também são reveladoras daquilo que nos tornamos, porque nos leva a comparar com aquilo que fomos um dia. Um exercício que, por vezes, pode nos fazer chegar a conclusões desalentadoras.

Será que o fato de acharmos aborrecido um romance que lemos com entusiasmo há 20 anos – provoca o crítico – não é antes um sinal de que nós próprios é que nos tornamos uma pessoa tediosa e maçante?

O ato de ler, em resumo, é sempre uma aventura intensa – e desafiadora.
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Foto autoral
Texto de Rosângela Chaves  [Jornalista e professora]
Originalmente Publicado em 23 de setembro de 2020

sábado, 6 de fevereiro de 2021

HISTORIA DA LITERATURA CRISTÃ ANTIGA [Resenha 005/21]


“Adentremos então neste vasto campo da antiga literatura cristã, não só com espírito de pesquisa, mas também com gratidão e respeito para com esta grande nuvem de testemunhas que nos rodeia.”

É interessante notar que, ao mesmo tempo em que o povo cristão é bem conhecedor dos livros do Novo Testamento, outra literatura cristã, boa parte dela escrita ao mesmo tempo que os livros do Novo Testamento, é praticamente desconhecida. Entretanto, esta mesma literatura, a qual a maioria dos crentes desconhece, nos ajuda a entender o ambiente no qual se formou o Novo Testamento.

O autor escreve: “Neste livro, não trataremos dos escritos sobre o Novo Testamento, pois sobre eles já há recursos abundantes em nosso idioma, e, em todo caso, o Novo Testamento já é tão conhecido por nós que pouco se poderia dizer de novo em umas poucas páginas. Nosso estudo, portanto, começará com os escritos cristãos mais antigos que temos à parte do Novo Testamento”.

O livro possui 33 capítulos que trata da história dos escritos dos cristãos dos primeiros séculos, desde a Didaquê até João de Damasco, passando pelos pais apostólicos, pelos apologistas Irineu, Tertuliano, Orígenes, Santo Agostinho, Gregório, o Grande e muitos mais. Os capítulos estão divididos em 6 parte: Parte I – A Primeira Literatura Cristã Fora do Novo Testamento; Parte II - A Literatura Cristã no Final do Século 2º; Parte III - A Literatura Cristã no Século 3º; Parte IV - De Niceia a Constantinopla; Parte V - O Século 5º e Parte VI - O Ocaso.

Por que este livro é importante? Escutemos o que o próprio autor diz: “De igual modo, esta literatura deixada pelos nossos antepassados na fé deixa testemunho não somente de sua passagem por este mundo, mas também de sua fé, daquilo que o Senhor fez por eles, de suas dúvidas, lutas e esperanças. Ao ler seus escritos, não o fazemos somente por interesse antiquário, mas também, e sobretudo, porque estes autores são nossos irmãos e irmãs na fé. Seu testemunho segue sendo válido até nossos dias e assim será por todas as eras”.
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GONZALEZ, Justo L. História da Literatura Cristã Antiga: os escritos mais antigos à parte do Novo Testamento e seus autores. Rio de Janeiro, RJ: Editora CPAD, 2020. 496p.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

DEUS NO BANCO DOS RÉUS [Resenha 004/21]


“O homem de antigamente aproximava-se de Deus (ou dos deuses) tal qual um acusado se aproxima do juiz. Para o homem moderno, os papéis são invertidos. Ele é o juiz; Deus está no banco dos réus.” Esta idéia da relação do homem moderno com Deus é uma espécie de “fio condutor” dos 45 textos que compõem a coletânea Deus no banco dos réus. É uma publicação póstuma, de 1970, sete anos após a morte de Lewis. Os textos foram reunidos pelo editor Walter Hooper para, segundo ele, fornecer um “antídoto” contra “obras controversas – e, muitas vezes, apóstatas – de religiosos que ‘problematizam’ cada ensaio da fé que são pagos para defender”.

Os textos cobrem um período de 24 anos e incluem de tudo: palestras, cartas, artigos para jornais, artigos para publicações mais especializadas, prefácios para outros livros, entrevistas. São tipos muito diferentes de texto, dirigidos, por vezes, a públicos também muito diferentes. Ao longo do livro, Lewis faz ou uma defesa explícita da fé cristã e da sua razoabilidade, ou uma exposição de um ponto de vista cristão (atenção: um ponto de vista cristão, não necessariamente o ponto de vista cristão) a respeito de certos temas em debate na sociedade.

Os 45 textos deste livro estão divididos em quatro partes. A Parte I – com 23 ensaios - claramente teológicos, cujo assunto principal é milagres. Lewis afirmava que a fé despojada de seus elementos sobrenaturais não pode, de modo algum, ser chamada de cristianismo. Parte II - contém 16 ensaios semiteológicos. Parte III – contém 9 ensaios - cujo tema básico é ética. Parte IV, é composta por todas cartas de Lewis sobre teologia e ética que apareceram em jornais e revistas, organizadas na ordem cronológica em que foram publicadas.

O Lewis que aparece em Deus no banco dos réus é alguém que apoia a ciência e a busca pelo conhecimento, mas que desconfia profundamente daquilo que os homens podem fazer com ela. Seja usá-la para a defesa do materialismo ou do ateísmo, extrapolando as implicações de teorias ou descobertas científicas, seja para estabelecer uma tecnocracia – um dos temas, aliás, que permeiam o último volume de sua Trilogia Cósmica. Essa desconfiança não tem nada a ver com alguma característica da ciência, mas com o fato de sermos criaturas decaídas, afetadas pelo pecado. “Poderemos nos tornar ora mais beneficentes, ora mais malignos. Meu palpite é que seguiremos por ambos os caminhos; consertaremos uma coisa e estragaremos outra, eliminaremos sofrimentos antigos e produziremos sofrimentos novos, proteger-nos-emos aqui e nos arriscaremos ali” (p. 383).
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LEWIS, C. S. Deus no banco dos réus. Rio de Janeiro, RJ. Thomas Nelson Brasil, 2018. 416p.

sábado, 23 de janeiro de 2021

E SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ [Resenha 003/21]


Com um questionamento válido, a autora começa introdução do seu livro: “Frequentemente somos aconselhados a viver nossa vida intensamente, “porque só se vive uma vez”. Não podemos discordar disso, porque, de fato, só vivemos uma vez, vindo depois disso o juízo (Hb 9.27). A grande pergunta que faço a você hoje é: e se realmente não houvesse amanhã? Sua vida se encerrasse neste dia. E aí? Onde você abriria os olhos?”

Depois deste questionamento, a autora, através de páginas cuidadosamente escritas, desenvolve toda uma teologia falando acerca do Bem e do mal, historicidade da fé, filosofia, poder da oração, amor incondicional, cosmovisão cristã, sacrifício, engajamento e salvação.

Ela enfatiza que o foco livro não seja provar a existência de Deus, é inevitável trilharmos por esse caminho, uma vez que a nossa visão sobre a existência ou a ausência do amanhã depende da forma como enxergamos Deus e o que Ele nos revela. Talvez você creia que a Bíblia não passa de uma coleção de escritos arcaicos com pouca credibilidade e nada usual nos nossos dias. E isso não deixa de ser, de certa forma, um comodismo mental, visto que é muito mais fácil negar a importância das Escrituras e simplesmente ignorá-la do que lê-la, aprofundar-se em seus ensinamentos.

O livro tem sua importância em três aspectos: (1) porque se percebe em todo o livro que a autora tem um profundo amor e compromisso com a Palavra de Deus. Sua fundamentação é a Bíblia conduzida por uma teologia bíblica. (2) este livro é altamente relevante. Este livro traz a lume as verdades essenciais das Escrituras, sobretudo aquelas que são essenciais para a salvação. (3 ) Em terceiro lugar, porque sua mensagem tem um apelo urgente. Escreve acerca da vida e seus falsos encantos e da morte com todas as suas implicações.

O livro possui além da introdução (escrita por Hernandes Dias Lopes), oito capítulos contendo profundas mensagens de fé e esperança, amor e graça, vital a todos nós que desejamos nos sentir abraçados e elevados a um entendimento maior sobre a vida e sobre como viver de forma plena dentro da Verdade.

Bella Falconi é casada e mãe de duas meninas. Bacharel e Mestre em Nutrição pela Northeastern University – EUA, é também pós-graduanda em Teologia Sistemática pelo Centro Presbiteriano Andrew Jumper. Palestrante e influenciadora digital, com mais de 4 milhões de seguidores, é também membro da Igreja Presbiteriana de Pinheiros em São Paulo – SP.
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FALCONI, Bella. E se não houvesse amanhã? Reflexões sobre Deus, fé e vida cristã. São Paulo, SP: Hagnos, 2020.

A TEORIA DE TUDO [Resenha 002/21]


Quando se pensa em Stephen Hawking, duas coisas vem à mente: a primeira é a doença que o fez perder praticamente todos os movimentos, fazendo com que vivesse o resta da vida em cadeira de rodas e se comunicasse por meio de um computador. A segunda é sua profissão, a cosmologia, estudo da formação do universo e dos buracos negros, entre outras coisas. Tudo isso o tornou um dos maiores gênios da história. Porém, por algum motivo a maioria das pessoas não consegue atribuir a ele uma faceta mais humana, de alguém que ri, chora, sofre e vive uma vida repleta de emoções.

A história de sua vida, se ele tivesse enveredado por qualquer outro caminho profissional a que nós, simples mortais, servimos nessa vida, já seria de grande triunfo e inspiração, por causa de sua grave condição de saúde. Todavia, Stephen tornou-se um dos nomes mais proeminentes da física moderna, catedrático de Cambridge, onde ocupava a mesma cadeira outrora pertencente a Sir Isaac Newton, e um dos maiores difusores de informação científica, através de best sellers como Uma breve história do tempo (1988) e O universo numa casca de noz (2002), produzidos quando a síndrome degenerativa que o acometia já impossibilitava sua escrita e fala.

O livro é a história por trás de Stephen Hawking. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único.

É importante lembrar que em momento algum no livro há o desenvolvimento do assunto de teorias de unificação. A trama tem um enfoque pessoal, centrado nas relações e nos desdobramentos da vida do casal.
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HAWKING, Jane. A teoria de tudo: A extraordinária história de Jane e Stephen Hawking. São Paulo, SP. Editora única, 2014. 448p.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A GUERRA DOS ESPETÁCULOS [Resenha 001/21]


Trinta anos após Amusing Ourselves to Death, de Neil Postman, A guerra dos espetáculos, de Tony Reinke, eleva a análise de impacto da mídia moderna a novos níveis. A concepção deste livro não é arrogante; está arraigada na estratégia profundamente bíblica da santificação por meio da visão (2 Co 3.18). O espetáculo da glória de Cristo é ‘a grande fonte de energia da santificação cristã’. Espetáculos feios nos enfeiam. Belos espetáculos nos embelezam. Reinke é um bom guia em como desviar-se dos efeitos destrutivos das imagens digitais, ‘antecipando uma Visão superior’.

Este livro nos mostra como tirar os nossos olhos do último vídeo viral, ou do nosso próprio avatar digital, e voltá-los para o ‘espetáculo’ diante do qual, muitas vezes, nos acanhamos e nos encolhemos: a crucificação de nosso Senhor. Esse é o espetáculo do qual precisamos.

O livro possui 33 capítulos, divididos em duas, onde o autor, “Apoiando-se na Escritura como as lentes pelas quais enxergamos esta era digital, comunica em prosa brilhante e lúcida uma proposta de como podemos glorificar o Salvador que não vemos neste mundo cheio de distrações para os sentidos.

Se este livro ajudar os leitores a fazerem uma desintoxicação digital e a se desplugarem de todas as fontes midiáticas que ameaçam nos afogar em ruídos e nos roubar a capacidade de atentar àquilo que verdadeiramente nos habilita a florescer como seres humanos, então ele terá apenas começado a fazer sua boa obra. O mundo busca cativar nossa atenção mediante uma interminável corrente de distrações, mas Reinke nos encoraja a reavivar nossos corações para o espetáculo de Cristo.
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REINKE, Tony. A guerra dos espetáculos: o cristão na era da mídia. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2020