domingo, 21 de setembro de 2014

AVIVAMENTO - Professor Pádua


Sob o ponto de vista histórico, avivamento é aquele período de tempo em que o Espírito atua maciçamente no meio de um grupo de cristãos ou numa igreja toda (ou quase toda), levando-os a buscar a Deus de forma mais intensa, deixando de lado a rotina, a frieza, a inércia e os escândalos, tudo para o engrandecimento do reino.

Pode-se dizer que avivamento é a renovação e o alargamento da conversão. É a passagem da fé menor para a fé maior, do cálice pela metade para o cálice cheio, da entrega parcial para a entrega total, da mesmice para a novidade de vida, das obras da carne para os frutos do Espírito, da posse do Espírito para a plenitude do Espírito. O avivamento começa a manifestar-se e a tornar-se visível quando um bom número de irmãos passa por uma experiência de restauração espiritual.

Em poucas palavras, convém acrescentar que avivamento é o sopro de Deus para tirar a poeira acumulada no decurso dos anos. Não importam nem a quantidade nem a qualidade da poeira. É uma obra de Deus, poderosa e periódica, que ele realiza quando e onde quer.

Um avivamento da fé aqui e ali pode ser a ponta inicial de algo maravilhoso que Deus irá realizar na igreja brasileira. Avivamento nesta e naquela igreja, neste e naquele lugar, podem incendiar o país todo, não necessariamente no que diz respeito a sinais e prodígios, mas no que diz respeito à santidade de vida, ao amor e serviço aos outros e à paixão missionária. Vale a pena orar: “aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2)

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ADVERSIDADE - Professor Pádua


Na adversidade, podemos nos afastar das pessoas.
Na adversidade, podemos, diferentemente, nos aproximar das pessoas. A primeira atitude vem do desespero e produz mais desespero. A segunda atitude pode até vir do desespero, mas, gera mais esperança.

Na adversidade, podemos nos afastar de Deus, atribuindo a ele a causa dos nossos sofrimentos ou achando que ele se desinteressou de nós. Na adversidade, podemos, por outro lado, nos aproximar de Deus, fazendo uma revisão de nossas vidas: contribuímos para estar no momento em que nos encontramos.

Se contribuirmos, o diagnóstico deve nos levar ao arrependimento e à transformação. Se não contribuímos, devemos continuar perguntando a Deus o que quer de nós. Podemos fazer esta pergunta sozinho ou coletivamente.

Uma dos bons resultados de participarmos de cultos coletivos (como o relato em Juízes 20.26) é que, através dos seus vários momentos (como a oração, a música, o silêncio e a pregação), somos desafiados por Deus a uma vida guiada pelo Espírito Santo.

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PREOCUPAÇÃO - Professor Pádua






"Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus." (Filipenses 4:6)

No sermão da montanha, Jesus falou coisas específicas sobre preocupação e ansiedade. Ele disse: "[...] não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? (Mateus 6:25-27)

Porque não devemos nos preocupar?

Primeiro, Jesus nos diz, é por causa do Pai. Nosso Pai Celestial está olhando por nós.

Jesus aponta para os pássaros. Você nunca viu um pássaro suar, não é? Aves são relativamente calmas. Certamente, os pássaros precisam sair e pegar sua comida. Eles fazem sua parte para conseguir o que precisam, mas não se preocupam. O ponto a que se refere Jesus é que se Deus se importa com os pássaros, Ele não cuidará de você? Obviamente, a resposta é sim. Ele claro que Ele vai.

Em segundo lugar, se preocupar não traz nada produtivo na sua vida.
É uma emoção destrutiva. Ela não prolonga a sua vida e, potencialmente, pode até encurtá-la.

Da próxima vez em que a preocupação com algo instalar-se em você, canalize toda a energia que você colocaria na preocupação para a oração. Diga: Senhor, aqui está o meu problema. Vou colocá-lo em suas mãos. Vou confiar em Você.

Isso não é uma coisa fácil de se fazer. Mas é algo que precisamos fazer conscientemente.

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VINGANÇA - Professor Pádua


Há poder na vingança. Poder intoxicante. Será que não temos saboreado? 

Não é que já sentimos o desejo de acertar as contas? Enquanto trazemos o ofensor para a sala de julgamento, anunciamos “Ele me machucou!” e os jurados balançam suas cabeças em repúdio. “Ele me abandonou!” explicamos, e a sala ecoa com as nossas acusações. “Culpado!” o juíz rosna enquanto bate o martelo. “Culpado!” os jurados concordam. Regozijamos neste momento de justiça. Saboreamos a nossa vingança.

Não quero parecer arrogante, mas, por que você está fazendo o trabalho de Deus para Ele? “A mim me pertence a vingança”, o Senhor declarou. “Eu é que retribuirei.” Provérbios 20:22 diz “Não diga: ‘Eu o farei pagar pelo mal que me fez!” Espere pelo Senhor, e ele dará a vitória a você’.” Julgamento é o trabalho de Deus. Presumir o contrário é presumir que Deus não consegue fazer. Deus nunca nos pediu para acertar as contas ou nos vingar. Nunca!

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ALEGRIA - Professor Pádua


Jesus revelou um segredo que protege nossa alegria da ameaça do sofrimento e da ameaça do sucesso. O segredo é este: Grande é a sua recompensa nos céus. E a soma desta recompensa é deleitar-se na completude da glória de Jesus Cristo (João 17:24).

Ele protege nossa alegria dos sofrimentos quando Ele diz: "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus". (Mateus 5:11-12) .

Nosso grande galardão nos céus resgata nossa alegria da ameaça da perseguição e injúrias. Ele também protege nossa alegria do sucesso quando Ele diz, Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus. (Lucas 10:20).

Os discípulos estavam tentados a colocar a alegria deles no sucesso do ministério. “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam!” (Lucas 10:17). Mas isto teria separado o deleite deles de sua única âncora verdadeira.

Então Jesus protegeu a alegria deles da ameaça do sucesso ao prometer o grande galardão dos céus. Regozijem-se nisto: que os seus nomes são escritos no céu. Sua herança é infinita, eterna, certa.

Nossa alegria é segura. Nem sofrimento nem sucesso pode destruir sua âncora. Grande é seu galardão no céu. Seu nome é escrito lá. Está seguro.

Jesus ancorou a alegria dos santos que sofrem no galardão do céu. E Ele ancorou a alegria dos santos bem-sucedidos na mesma âncora.

E assim Ele nos livrou da tirania das dores e prazeres mundanos.

AMOR AO DINHEIRO - Professor Pádua


O amor ao dinheiro é uma das maiores armadilhas para a alma de um homem. Não podemos imaginar uma prova mais evidente dessa verdade do que o caso de Judas. Aquela pergunta infame, “que me quereis dar?”, revela o pecado secreto que foi a ruína de Judas. Ele havia desistido de muita coisa, por causa de Cristo; mas não havia desistido de sua cobiça.

As palavras do apóstolo Paulo deveriam soar com freqüência aos nossos ouvidos: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (I Tm 6.10). A história da Igreja está repleta de ilustrações dessa verdade. Foi por dinheiro que José foi vendido pelos seus irmãos. Por dinheiro Sansão foi traído e entregue aos filisteus. Por dinheiro Geazi enganou Naamã e mentiu para Eliseu. Por dinheiro Ananias e Safira tentaram ludibriar o apóstolo Pedro. Por dinheiro o Filho de Deus foi entregue às mãos dos ímpios. Parece extraordinário que a causa de tantos males seja tão amada pelos homens. Em nossos dias o mundo está cheio deste amor.

Lembre-se das palavras solenes do Senhor Jesus: "Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?" Mateus 16:25-26

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FALE DE SONHOS - Patrícia de Souza



Fale de seus sonhos, apenas para sonhadores. E ainda assim peça a permissão de Deus para compartilhar aquilo que na verdade é entre você e Ele. Ele é o Senhor dos seus sonhos. Existem ladrões de sonhos por toda parte. Orquestrados pelo diabo, atuam no mundo físico e espiritual. São eles, os fofoqueiros, infelizes e frustrados. Eles não suportam ver sua alegria e seu entusiasmo, diante da vida. Quando você conta seus sonhos aleatoriamente a qualquer um, eles buscam imediatamente as falhas de seus projetos, onde possam entrar e minar. Primeiro eles te mostram as dificuldades, com isso roubam sua alegria, seu entusiasmo, diminuem a sua fé e trazem dúvidas para seu coração.

Confesso que tenho muita dificuldade em sair do meu romantismo, que me faz acreditar em todos e não guardar ressentimentos. Isso certamente protege a minha saúde. Mas devo enfim compreender no que Deus tem chamado minha atenção. Não confie plenamente em todos ao seu redor. Nem todos querem ver o seu bem. Isso é um fato!

Os dias são maus. Não deseje o mau. Mas simplesmente entenda, nem tudo é para todos. Então meu amigo, se preserve, não espalhe seus sonhos e seus projetos de vida para qualquer um. Primeiro é necessário que conquistem sua confiança, para se aproximarem de você e receberem do que é seu. Nosso adversário sabe o valor e a força do homem que quer ir além da normalidade. Não se engane, ele irá se opor a todos os seus sonhos, tentará roubar cada um deles, tirará sua força, sua alegria e sua fé. Até que você esteja vazio de novo.

Peça ao Senhor que o revista das Suas Verdades. Exulte ao Senhor, declare a Palavra de Deus, ande por meio da fé. Tome posse e agradeça a Ele, por tudo que tem sonhado para sua vida, antes mesmo que elas aconteçam.

JULGAMENTO - Professor Pádua


Há um julgamento à espera de cada um de nós. Se não há julgamento, as palavras da Bíblia não tem qualquer significação. Negá-lo é tratar com leviandade as Escrituras. Há um julgamento que nos aguarda, de acordo com as nossas obras, e será seguro, estrito e inevitável.

Importantes ou não, ricos ou pobres, eruditos ou incultos, todos teremos de comparecer diante do tribunal de Deus e receber nossa sentença eterna. não haverá escapatória. Esconder-se será impossível. Nós e Deus haveremos enfim de nos encontrar face a face. Teremos de prestar contas de cada privilégio que nos foi concedido, e de cada raio de luz desfrutado.

Descobriremos, por fim, que somos tratados como criaturas responsáveis que terão de prestar contas, e que, a quem muito é dado, muito lhe será exigido (Lc 12.48). Lembremo-nos dessa verdade por todos os dias de nossa vida. que nos julguemos a nós mesmos, para não sermos condenados pelo Senhor (I Co 11.31-32).

COMO EVANGELIZAR SEUS COLEGAS DE TRABALHO - Ashok Nachnani


Conforme cresce a oposição cultural ao cristianismo, qual é o efeito disso no evangelismo que você faz no trabalho? Você está mais fiel ou mais temeroso?

Você dificilmente poderia ser culpado por estar mais temeroso. O rápido avanço do liberalismo social e das políticas de recursos humanos promovendo “tolerância” no local de trabalho apenas exacerbam os dois medos que comumente citamos para o não compartilhamento do evangelho com nossos colegas de trabalho: medo de má reputação e medo de repercussões na carreira, como perda de emprego ou estagnação da carreira.

O evangelismo sempre foi difícil. Se existe qualquer coisa nova a respeito dos nossos desafios de hoje é quão fortalecida a oposição parece estar. Não cristãos costumavam dizer “cada um na sua”. Agora eles estão mais propensos a nos acusar de estupidez (“Sério, você não acredita na evolução?”) ou de fanatismo intolerante (“Como você ousa dizer que homossexualismo é um pecado?”). Empregadores cada vez mais pesquisam nas mídias sociais sobre a vida dos candidatos ou empregados antes de tomarem decisões de contratação ou promoção. Há quanto tempo empresas que temem assédio moral e discriminação no ambiente de trabalho trocam o cristão mais visível por alguém menos notável?

Apesar de tudo isso, eu sou muito grato pelos irmãos que temeram mais a Deus do que ao homem e compartilharam o evangelho comigo. Minha própria fé é fruto do evangelismo no local de trabalho.

Perdido e achado no local de trabalho

Doze anos trás, eu era um pesquisador em uma firma de consultoria de médio porte em Washington, DC. Eu era um hindu autoconfiante, autossuficiente e profissionalmente próspero. Você não diria que eu era espiritualmente inseguro. Francamente, eu não sabia que eu era espiritualmente inseguro. Eu realmente não era um cara que estava me esforçando para buscar Cristo.

Entra meu colega cristão, Hunter. Bem conhecido e querido no escritório, Hunter era um vendedor de alto desempenho com uma gama de interesses. Alguém me disse: “Ele é cristão, sabia?” Nenhum de nós sabia por certo o que isso significava, mas ambos acreditávamos que isso era relevante o suficiente para acrescentarmos um tendencioso “Hum...”.

Eu sabia que Hunter não se encaixava no molde de um cristão que eu tinha construído mentalmente. Cristãos eram “legaizinhos”, antiquados, hipócritas, monótonos. Hunter não era assim. Então comecei a observá-lo.

Nós nos tornamos amigos. Nós passávamos tempo juntos e conversávamos sobre diversos tópicos: Os Simpsons, O Senhor dos Anéis, Cristo, Krishna, café, trabalho. Enquanto o Senhor usava o Hunter para me buscar, eu nunca me senti como um projeto, mas sim um amigo. Como só Deus é capaz de fazer, ele providenciou que Hunter estivesse comigo no mesmo momento em que ele orquestrava uma crise espiritual na minha vida. E ele deu a Hunter a sabedoria e a ousadia para falar a verdade à minha vida quando eu mais precisava.

Comportamentos de um evangelista no local de trabalho

Embora ele mesmo fosse jovem na fé na época, há muito no exemplo de Hunter que qualquer crente pode aplicar no contexto do ambiente de trabalho.

1. Lance Cristo sobre a mesa

Primeiro, lance Cristo sobre a mesa. Visto que pode ser raro conhecer cristãos no local de trabalho, é essencial que as pessoas no seu escritório saibam que você é um seguidor de Cristo. Assim, você pode se disponibilizar para crentes mais fracos e ser um exemplo para incrédulos. Foi um colega não cristão que me disse sobre a fé de Hunter. Obviamente nós não devemos fazer isso de forma ofensiva ou irresponsável, mas falar sobre o fim de semana, descrever um estudo bíblico do qual participa ou compartilhar como você ora pelos outros fará com que as pessoas logo saibam que você é cristão.

2. Trabalhe com excelência

Segundo, trabalhe com excelência. Quando você lança Cristo sobre a mesa, espere ser estudado pelos seus colegas assim como eu estudei o Hunter. Trabalhe de uma maneira que reflita a criatividade, o propósito e a bondade de Deus. Demonstre fidelidade e integridade. Trabalhe “sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14). Submeta-se àqueles em autoridade e sirva humildemente.

Isso, em si mesmo, não é evangelismo, mas o conteúdo das nossas vidas no trabalho deve reforçar, não enfraquecer, o conteúdo da mensagem do evangelho que compartilhamos.


3. Ame os seus colegas

Terceiro, ame os seus colegas. Invista em amizades com não cristãos no seu local de trabalho, não de forma superficial como “projetos”, mas amando-os como tendo sido feitos à imagem de Deus. Não subestime a importância da confiança. Considere que foi um ano e meio depois de Hunter e eu termos nos conhecido que nós estudamos a Bíblia juntos e Deus me deu ouvidos para o evangelho.

Use o seu horário de almoço estrategicamente. Quando possível, faça uso generoso da hospitalidade, onde você possa compartilhar a sua vida com um colega longe do escritório e das brincadeiras e conversinhas de escritório.

4. Prepare-se para evangelizar

Quarto, prepare-se para evangelizar. Por mais bobo que isso possa parecer, certifique-se de que você sabe facilmente explicar o evangelho. Pratique se for preciso.

Quando o Senhor fornece uma oportunidade, você não quer a sua voz interna gritando com você por não ser claro — você quer a sua mente livre para ouvir o seu colega e o que ele está lutando para entender. Afinal, é o evangelho que salva, não a nossa perspicácia e profundo conhecimento de apologética. Eu louvo a Deus pela clareza, ousadia e confiança no poder do evangelho que Hunter possuía.

5. Ore

Quinto, ore. Ore pelos seus colegas regularmente. Ore por boas oportunidades de compartilhar o evangelho. Ore para que você cresça em ousadia. Ore para que Deus seja grande e o homem seja pequeno — todos nós somos culpados de misturar os dois.

E convide irmãos e irmãs da sua igreja para orar também. Hunter mais tarde me disse que seu grupo de estudo bíblico de homens estava orando por mim desde o momento em que eu perguntei a ele a respeito da fé cristã que ele tinha.

Um chamado à fidelidade

Conforme os locais de trabalho ficam cada vez mais hostis para o cristianismo, essas práticas básicas se tornam cada vez mais essenciais. O Senhor tem sido bom em responder minhas muitas orações por boas oportunidades e por palavras para falar. Ser conhecido como cristão, viver a minha fé profissionalmente e de forma interpessoal, e amar os meus colegas como portadores da imagem de Deus me deram oportunidades de falar abertamente sobre a minha fé. E, em sua maravilhosa graça, Deus escolheu me usar para trazer um colega à fé.

Nós devemos esperar que o Senhor responda as nossas orações e nos conceda oportunidades de falar de Cristo, então ore por ousadia. E esteja disposto a gastar seu “capital relacional”. Deus colocou você onde está por um propósito.


***
Fonte: 9Marks
Tradução: Alan Cristie
Via: Ministério Fiel

sábado, 13 de setembro de 2014

TALENTOS - Professor Pádua


Qualquer coisa pela qual possamos glorificar a Deus constitui um talento. 

Nossos dons, nossa influência, nosso dinheiro, nosso conhecimento, nossa saúde, nossa força, nosso tempo, nossos sentidos, nosso raciocínio, nosso intelecto, nossa memória , nossos afetos, nossos privilégios como membros da igreja de cristo, nossas vantagens como possuidores da Bíblia – todos, todos são talentos.

De onde vieram estas coisas?
Quem no-las outorgou?
Por qual motivo somos o que somos?
Por que não somos vermes que se arrastam sobre a terra?

Há somente uma resposta para todas estas perguntas. Tudo o que temos é por empréstimo de Deus. Nós somos mordomos de Deus. Somos devedores a Deus. Que este pensamento se abrigue no profundo de nosso coração.

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O MISTICISMO - John MacArthur


Misticismo é a crença de que a realidade espiritual é perceptível fora da esfera do intelecto humano e dos sentidos naturais. Ele busca a verdade internamente, valorizando os sentimentos, a intuição, e outras sensações interiores, mais do que os dados externos, objetivos e observáveis.

O misticismo, em última análise, fundamenta sua autoridade em uma luz auto autenticada e auto efetivada, vinda do interior da pessoa. Sua fonte de verdade é o sentimento espontâneo e não o fato objetivo. As formas mais complexas e extremas de misticismo são encontradas no hinduísmo e em seu reflexo ocidental, a filosofia da Nova Era. 

Assim, um misticismo irracional e anti-intelectual, que é a antítese da teologia cristã, tem se infiltrado na igreja. Em muitos casos, os sentimentos individuais e a experiência pessoal têm tomado o lugar da sã interpretação Bíblica. A questão “o que a Bíblia significa para mim?” Tem se tornado mais importante do que “o que a Bíblia significa?” 

Trata-se de uma abordagem das Escrituras que é terrivelmente imprudente. Ela mina a integridade e a autoridade bíblicas, sugerindo que a experiência pessoal deve ser buscada mais do que uma compreensão das Escrituras. Com frequência, ela considera a "revelação" particular e as opiniões pessoais iguais à verdade eterna da inspirada Palavra de Deus. Portanto, deixa de honrar a Deus e, em lugar disso, exalta o homem. E, o pior de tudo, pode — e geralmente o faz — levar à horrenda ilusão de que o erro é a verdade. Exageradas formas de misticismo têm florescido em décadas recentes, oferecidas por fornecedores que fazem da mídia religiosa a sua plataforma. Os shows televisados, apresentando bate-papos, têm sido vitrines de quase todas as extravagantes interpretações teológicas que podemos imaginar, feitas por pessoas descuidadas e sem instrução — indo desde os que reivindicam terem viajado para o céu, e voltado, até os que enganam seus telespectadores com novas verdades, supostamente reveladas por Deus a eles, em secreto. 

Esse tipo de misticismo tem produzido várias aberrações, incluindo o movimento de sinais e maravilhas e um falso evangelho, que promete saúde, riqueza e prosperidade. Trata-se de mais uma evidência de que o avivamento gnóstico está assolando a igreja e minando a fé na suficiência de Cristo. 

Diante do tamanho da igreja contemporânea, o neo-gnosticismo de hoje constitui uma ameaça de muito maior alcance que seu predecessor do primeiro século. Além do mais, os líderes da igreja primitiva estavam unidos em oposição à heresia gnóstica. Infelizmente, isto não acontece em nossos dias. 

O que pode ser feito? Ao apontar a suficiência de Cristo Paulo confrontou o gnosticismo (Cl 2.10). Ainda hoje, essa continua sendo a resposta.
***
Fonte: Nossa Suficiência em Cristo, John MacArthur. Editora Fiel. 

INGRATIDÃO - Professor Pádua


A gratidão é a rainha das virtudes, mas a ingratidão é o delito mais vil. 
Ingratidão é pagar o bem com o mal. 
É ferir quem acariciou você. 
É desprezar quem prezou você. 
É dar as costas a quem estendeu a mão para você. 

Jesus sentiu essa dor quando foi abandonado pelos próprios discípulos. 

O apóstolo Paulo sentiu essa amarga realidade, quando estava preso em Roma. Diz ele: "Na primeira defesa, ninguém foi a meu favor, antes todos me abandonaram" (2Tm 4.16). A gratidão é uma ordenança divina: "... e sede agradecidos" (Cl 3.15). 

A Bíblia nos ensina: "Em tudo dai graças" (1Ts 5.18). 
Talvez você possa, ainda nesta semana, demonstrar gratidão a alguém que já abençoou sua vida. 
Talvez você possa falar palavras consoladoras a quem já encorajou você nos vales da vida.
Talvez você possa procurar alguém que já foi ferido pela ingratidão e trazer um alento novo de vida para essa pessoa. 

Se a ingratidão é uma realidade dolorosa; a gratidão pode trazer uma cura milagrosa!

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O DIABO ERA UM ANJO CHAMADO LÚCIFER? - Thiago Oliveira


A resposta para a pergunta que intitula este artigo é um sonoro não. De fato Satanás, o nosso Inimigo não possui esse nome, e eu diria mais: também não temos clareza bíblica quanto a sua origem angelical. O que a Bíblia nos diz sobre ele com todas as letras é que ele não passa de um enganador. “Pai da Mentira” é a sua alcunha (Jo 8:44). Sendo assim, talvez essa seja uma boa explicação acerca desta confusão criada há muito tempo sobre o termo Lúcifer.

O texto de Isaías 14, mal interpretado, corrobora para este equívoco. Lá, o profeta que exerceu o seu ministério entre os anos 750 - 686 a.C, fala ao povo que estes sofreriam com um castigo divino, resultante da idolatria e da imoralidade. O castigo virá por meio do Rei da Babilônia, que levará a muitos cativos, destruindo Jerusalém. Todavia, o Senhor de forma soberana fará com que a própria Babilônia caia em desgraça. A profecia do capítulo 14 está voltada para o rei babilônico (v.4). Ele ensoberbecido tentou ocupar o lugar do Altíssimo (v. 12 ao 15) porém viria ruir de maneira vertiginosa o seu poderio, sendo escarnecido pelos povos que dantes havia dominado, estes celebrariam a ruína do Império Babilônico (v.7). 

O verso 12 é a chave para se compreender o amplo equívoco que tomou a cristandade (Talvez pela influência de teólogos como Tertuliano e Orígenes). Lá está escrito: “como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!” Bem, já vimos que esta queda não é a de Satanás e sim o do Rei da Babilônia e para que não aja dúvidas quanto a isso atente para os seguintes fatos:

A - O futuro dele é a morte e será como um cadáver pisado, comido pelos vermes (v. 11 e 19).
B - A profecia claramente se trata de um homem (v. 16).
C - Aquele que “caiu” tem descendentes, isto é, uma linhagem que também será assolada (v. 21 e 22).

Insistir que a profecia trata do Diabo é ignorar o contexto da referida passagem. E quanto ao nome Lúcifer, presente no versículo 12, este não é um substantivo próprio no hebraico. A palavra em questão é הילל (hêlel) identificada como a estrela d’alva ou estrela da manhã. As versões ARC, ARA, NVI e NTLH utilizam a palavra traduzida. Algumas como a ACF utilizam o termo latino lucifer, adotado por Jerônimo para a tradução das Escrituras em latim, a conhecida Vulgata. 

O que muitos desconhecem é que o termo latino que é atribuído como o verdadeiro nome do Diabo também é usado em outras passagens da Vulgata para se referir até mesmo a Jesus em seu retorno definitivo. Comparem a versão portuguesa com a latina, o versículo em questão é 2Pedro 1:19:

E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações”.

et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernæ lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et lucifer oriatur in cordibus vestris”.

Por isso devemos tomar mais cuidado ao reproduzir certos ensinamentos a respeito da origem e da nomenclatura daquele que é o Inimigo de nossas almas. O conceito massificado de que ele era um “anjo de luz” e que regia o coral celestial (até isso eu já ouvi) não é biblicamente comprovado. Paulo diz que o Diabo pode se fazer passar por anjo de luz e não que ele é ou era um (veja 2Co 11:14).

Mas e quanto outras passagens bíblicas, fora a mencionada de Isaías 14? Elas não dariam respaldo para afirmarmos que o Diabo é um anjo caído? Vamos analisar brevemente as mais comuns.

Ezequiel 28:12-16

Esta, assim como Isaías 14 é mal interpretada. Uma menção sobre o Éden (v. 13) faz com que muitos afirmem de “bate-pronto” que o trecho em questão fala sobre Satanás. Contudo vendo o contexto, fica nítido que é uma profecia endereçada ao Rei de Tiro (v. 2 e 12). O Éden aqui não é literal, o profeta usa a figura de linguagem para ligar a questão do pecado de Adão (Gn 3) e sua queda por querer ser igual a Deus com a queda de Tiro, por também se engrandecer diante do Todo-Poderoso.

Lucas 10:18

Este é o texto em que Jesus diz que viu “Satanás cair como um raio”. Embora não seja algo muito simples de se compreender, o cenário da volta dos 70 discípulos, exclusivo a narrativa de Lucas, extasiados com o que tinha acontecido durante o anúncio do Evangelho, realizando curas e exorcismos, pode nos dar uma pista do que o Mestre pretendeu com a sua frase: Jesus correspondendo de uma maneira positiva e animadora ao relato dos discípulos diz que aquela obra incumbida aos setenta representou uma derrota de Satanás e de seu reino tenebroso, pelo qual Cristo foi capaz de visionar a sua queda enquanto os seus enviados levavam as boas-novas aos povoados. 

Apocalipse 12: 7-9

Talvez esta seja a passagem mais difícil de se compreender. Porém é sabido que o texto de João era um encorajamento para a Igreja que padecia uma forte perseguição. Será que discorrer sobre as origens de Satanás seria útil para encorajar aqueles irmãos? Creio que não. Por isso o texto em questão, recheado de figuras de linguagem e simbologia é, assim presumo, um relato de como o Inimigo da Igreja foi derrotado pelo aparecimento de Cristo e Sua obra. O encorajamento está no fato de relatar Satanás já vencido pelo Messias, Senhor da Igreja, atribulada, mas vitoriosa. 

Mesmo não tendo a sua origem tão definida, sabemos que o Diabo é um ente espiritual que ele é o adversário do Corpo de Cristo, sempre nos tentando a pecar para em seguida nos acusar. Ele é mentiroso, ladrão, homicida, influencia este mundo perverso e anda em nosso derredor. Todavia, sabemos que Jesus Cristo triunfou sobre as obras malignas deste ser, que não é o arqui-inimigo de Deus. Satanás nem ousa medir forças com o SENHOR, o seu alvo é a raça humana. Não precisamos ir em busca de respostas que estão aquém da Bíblia para matar nossa curiosidade. O que é preciso saber já está escrito e nos é útil para vencer as ciladas do Inimigo: 

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.” Efésios 6:11.

Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. Tiago 4:7.

Portanto, afirmamos categoricamente que Lúcifer não é o nome do Diabo. Quanto a sua natureza angelical, isto não podemos negar com veemência, tampouco podemos afirmar. 

A Deus toda glória!

_____________
Abreviaturas:
ACF: Bíblia Almeida Corrigida Fiel
ARA: Bíblia Almeida Revista e Atualizada.
ARC: Bíblia Almeida Revista e Corrigida.
NTLH: Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
NVI: Nova Tradução Internacional.

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Fonte: Bereianos

Como complemento, recomendamos a excelente análise exegética feita por Robert L. Alden sobre a questão. Para ler, clique aqui!

PERDÃO - Professor Pádua


"Se vocês perdoam a alguém, eu também perdoo; e aquilo que perdoei, se é que havia alguma coisa para perdoar, perdoei na presença de Cristo, por amor a vocês, a fim de que Satanás não tivesse vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas intenções." (2 Coríntios 2:10-11)

O diabo tende a usar repetidamente as mesmas táticas. Imagino que ele opere segundo o velho ditado: "Não se mexe em time que está ganhando".

Ele vem usando tais técnicas, planos e estratégias desde o Jardim do Éden e eles vêm surtindo grande efeito para derrubar inúmeras pessoas. Por isso, ele continua a usá-los, geração após geração.

Essa é a má notícia. A boa notícia é que agora sabemos quais são essas táticas, pois estão claramente identificadas na Bíblia.

O diabo é um perigoso lobo que às vezes se disfarça de ovelha. Às vezes ruge feito um leão. Mas vem mais frequentemente como uma cobra. Às vezes ele chega a nós em toda sua depravação e horror. Outras vezes chega como um anjo de luz. É por isso que devemos estar sempre alertas.

Ele nos tenta, sussurrando: "Pode acreditar. Cometa o pecado. Não tem problema. Ninguém vai ficar sabendo." A gente morde a isca e cai no pecado.

Aí o diabo berra: "Mas que hipócrita! E pensa que Deus vai ouvir orações suas? Nem perca tempo indo à igreja!" Infelizmente, algumas pessoas dão ouvidos a isso, acreditam e se afastam.

Lembre-se: não importa o que você tenha feito. Não importa que pecado tenha cometido. Deus sempre estará pronto a perdoá-lo se você der as costas a esse pecado e retornar para Ele. Não deixe o diabo isolá-lo da Palavra de Deus e do povo de Deus, pois isso é exatamente o que o diabo procura fazer.

Nos abençoe!
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UMA AMIZADE VERDADEIRA (I Samuel 18.1) - Rev. Welerson Alves Duarte


Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como a sua própria alma. (I Samuel 18.1)

Introdução

No dia 20 de julho foi comemorado o dia da amizade, dia em que muitas mensagens foram trocadas entre amigos. Recebi algumas mensagens muito interessantes o que me levou a refletir sobre a amizade verdadeira. Lembrei-me então de dois personagens bíblicos em especial, Davi e Jônatas. A amizade entre Jônatas e Davi era uma aliança de amor, um exemplo de amizade que tem muito a nos ensinar sobre o real significado e importância da amizade verdadeira.

Na literatura das ciências sociais que tratam sobre o tema, a amizade é vista em geral como uma relação afetiva e voluntária, que envolve práticas de sociabilidade e ajuda mútua e necessita de algum grau de equivalência ou igualdade entre amigos.

A Amizade é um bem que infelizmente tem se tornado cada vez mais difícil de ser encontrado. Muitos se chamam amigos, mas a palavra já perdeu muito de seu real significado. 

A palavra amigo é cheia de significado como se pode ver pelo texto de I Sm. 18.1: Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.” Esta passagem nos mostra que uma amizade verdadeira é estabelecida por um vínculo muito forte, o vínculo do amor fraternal.        

I – Uma amizade verdadeira pode trazer riscos

A amizade que nasceu no coração de Jônatas e Davi era algo tão profundo que levou Jônatas a arriscar-se em favor de seu amigo. Em I Sm 20.33 Saul tenta matá-lo por estar defendendo Davi: “Então, Saul atirou-lhe com a lança para o ferir; com isso entendeu Jônatas que, de fato, seu pai já determinara matar a Davi.” Jônatas, que parecia ter dificuldades em acreditar que seu pai ainda queria matar a Davi (I Sm 20.2: “Ele lhe respondeu: Tal não suceda; não serás morto. Meu pai não faz coisa nenhuma, nem grande nem pequena, sem primeiro me dizer; por que, pois, meu pai me ocultaria isso? Não há nada disso.”), agora tinha motivos de sobra pra crer que Saul estaria pronto a tudo para eliminar Davi, até mesmo matar seu próprio filho. A princípio Jônatas tinha porque duvidar que seu pai ainda quisesse matar Davi, pois ele havia lhe jurado que não o faria (I Sm. 19.6: “Saul atendeu à voz de Jônatas e jurou: Tão certo como vive o Senhor, ele não morrerá.”). Porém as atitudes de Saul durante a Festa de Lua Nova não deixavam mais dúvidas de que aquele juramento não seria cumprido.

Jônatas agora sabia que se sua amizade com Davi fosse mantida ele corria risco de vida. Contudo isso não foi razão forte o suficiente para abalar aquela aliança de amor firmada entre Jônatas e Davi. Jônatas não estava disposto a abrir mão desta amizade por coisa alguma.

Davi também correu riscos em virtude de sua amizade com Jônatas. Após a morte de Jônatas Davi procurou saber se ainda havia algum descendente de Saul vivo: Disse Davi: Resta ainda, porventura, alguém da casa de Saul, para que use eu de bondade para com ele, por amor de Jônatas?” II Sm. 9.1. Ao ser informado de que havia um filho de Jônatas vivo Davi o levou para morar no palácio e comer da sua mesa: Trabalhar-lhe-ás, pois, a terra, tu, e teus filhos, e teus servos, e recolherás os frutos, para a casa de teu senhor tenha pão que coma; porém Mefibosete, filho de teu senhor, comerá pão sempre à minha mesa. Tinha Ziba quinze filhos e vinte servos”. II Sm. 9.10. O mais comum em uma situação como aquela seria procurar eliminar todos os descendentes de Saul já que estes poderiam procurar promover um levante ou o assassinato de Davi para recuperar o trono, no entanto, Davi ao invés de temer perder o trono e quem sabe a sua própria vida corre o risco por amor a Jônatas. É preciso lembrar que Jônatas era amigo de Davi e o amava, mas Mefibosete não necessariamente. 

No Novo Testamento nós também temos o exemplo de Epafrodito que foi outro a não se importar em correr riscos por uma verdadeira amizade. Paulo era acusado de traição ao Império Romano, e esta era uma acusação grave. Paulo poderia ser condenado a morte e, quando um prisioneiro era condenado a morte, quem estava com ele deveria morrer também. Mesmo sabendo disso, Epafrodito abandona sua cidade, sua casa, todos os seus e vai para Roma cuidar de Paulo. Isso é amizade verdadeira, isso é comprometimento. Que coisa maravilhosa é ter amigos assim. Felizes são aqueles que podem ser e contar com amigos deste porte.

II – Uma amizade verdadeira põe seus interesses pessoais em segundo plano. 

Parece que Jônatas era o príncipe herdeiro pois Saul lhe diz que enquanto Davi vivesse nem Jônatas e nem seu reino estariam seguros (I Sm 20.31: “Pois, enquanto o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu estarás seguro, nem seguro o teu reino; pelo que manda busca-lo, agora, porque deve morrer.”). Davi era portanto uma ameaça a Jônatas e conseqüentemente a toda a sua posteridade já que se Davi assumisse o trono Jônatas não seria o próximo rei, seu filho não seria o príncipe herdeiro e assim por diante. 

No entanto, ao invés de odiar Davi e tentar elimina-lo, ele o ama e protege. Eliminar Davi não seria difícil já que ele dispunha de informações privilegiadas a respeito de Davi e este confiava nele. Davi fugiria de Saul, mas não de Jônatas. Pior do que um inimigo é um falso amigo. Dizem que um sábio antigo orava pedindo a Deus que cuidasse de seus amigos pois dos inimigos ele era capaz de cuidar. Se Jônatas fosse um falso amigo, se Jônatas se deixasse levar por interesses pessoais Davi estaria correndo serio risco. E é preciso lembrar que o interesse pessoal de que estamos falando não era uma coisa qualquer, era o trono de Israel. 

Muito triste é quando se confia em alguém, o tem como amigo sincero, como irmão e se vê traído pelo mesmo ter se deixado levar por interesses, por benefícios muito menores que aquele do qual Jônatas estava abrindo mão. Infelizmente isto não é algo incomum. Jônatas sabia que pessoas valem mais que coisas, mais que posição. Para Jônatas o trono não era mais importante que a amizade de Davi.

III – Uma amizade verdadeira está firmada num firme e sincero amor 

Esta característica da verdadeira amizade é o vínculo da mesma. Foi o amor que moveu Jônatas a por sua vida em risco e com certeza foi um amor sincero e firme que moveu Epafrodito a viajar cerca de 2.000 Km da Macedônia a Roma para cuidar de Paulo, podendo com isso perder muito, inclusive sua própria vida, seja através de um acidente durante a viagem, uma enfermidade contraída - o que acabou acontecendo e quase o ceifou ( Fp 2.27: Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza.) – ou ainda pela condenação de Paulo. 

Foi o amor que moveu tanto Jônatas quanto Epafrodito a deixar interesses pessoais para cuidar dos interesses do objeto de seu amor. Paulo em I Co. 13.4 e 5 diz o seguinte: “O amor ....... não procura os seus interesses, ....” . Isso era uma realidade na vida destes amigos. 

Jônatas estava pronto a abrir mão do trono, enquanto que Epafrodito abriu mão de trabalho, presença da família e dos irmãos da Igreja. Paulo diz que enviou Epafrodito de volta a Macedônia pois este estava com saudades da Igreja ( Fl. 2.25, 26: “Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades; Visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu.”). Vejam que a amizade era recíproca pois Paulo abre mão de sua ajuda para que ele pudesse visitar os seus e sua igreja. 

Quando o amor fraternal rege os relacionamentos, há paz, respeito, sinceridade, transparência. Aquele amor foi algo tão significativo na vida de Davi e Jônatas que Davi ao saber da morte do Jônatas afirma: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres”. (II Sm. 1.26). 

Lamentavelmente esta passagem, e de modo geral a amizade entre Jônatas e Davi, é muito mal interpretada por alguns que erotizam o amor entre Davi e Jônatas. No Entanto, a luz do ensino geral das Escrituras fica claro que o amor que unia Jônatas e Davi era o amor fraternal.

IV – Uma verdadeira amizade é fiel 

Jônatas e Davi tinham uma aliança. Em I Sm. 18.3 é dito que Davi e Jônatas fizeram aliança (“Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como a sua própria alma”). A natureza da aliança não é aqui declarada de modo explícito, mas creio que podemos inferir ser uma aliança de amor fraternal, ou seja, uma aliança de amizade. 

Nossa conclusão pode ser atestada pelo que encontramos no capítulo 20 verso 8: “Usa, pois, de misericórdia para com o teu servo, porque lhe fizeste entrar contigo em aliança no Senhor; se, porem, há em mim culpa, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai?”. Ali vemos Davi evocando a aliança entre eles para pedir sua ajuda. Jônatas não se furta da aliança, mesmo sendo aquele um momento muito delicado onde muitas perdas e muita dor poderia ser experimentada, como já pudemos considerar acima. 

Jônatas não só mantêm a aliança como a renova e amplia nos versos 16 e 17: “Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: Vingue o Senhor os inimigos de Davi. Jônatas fez jurar a Davi de novo, pelo amor que este lhe tinha, porque Jônatas o amava com todo o amor da sua alma”. Os versos seguintes mostram que o que havia sido combinado foi fielmente cumprido da parte de Jônatas e a passagem encontrada em II Sm. 9 mostra que Davi foi fiel a aliança que tinha com seu amigo Jônatas mesmo após sua morte. Ao saber que havia um filho de Jônatas vivo providencia para que ele recebesse tudo de que fosse necessário para ele e para os seus (II Sm 9.9, 10: “Chamou Davi a Ziba, servo de Saul, e lhe disse: Tudo o que pertencia a Saul e toda a sua casa dei ao Filho de teu senhor. Trabalhar-lhe-ás, pois, a terra, tu, e teus filhos, e teus servos, e recolherás os frutos, para que a casa de teu senhor tenha pão que coma; porém Mefibosete, filho de teu senhor, comerá pão sempre à minha mesa. Tinha Ziba quinze filhos e vinte servos”) .

Uma verdadeira amizade é marcada pela fidelidade.

Conclusão

Amigo é aquele com quem podemos ser nós mesmos. Ser nós mesmos implica uma apresentação sem reservas e espontânea de si mesmo, sem o autocontrole exigido pelas regras da polidez. Li certa vez que amigo é aquele com quem se pode pensar alto.

Amizade em nossos dias, em muitos casos, significa se aproximar de alguém que pode oferecer algo. Quando não tem mais o que oferecer deixa de ser amigo e aquele que até então não era amigo mas agora tem algo a oferecer, passa a ser o amigo da vez. Salomão fala sobre isso de modo claro em pelo menos duas passagens de Provérbios: Pv. 19.4, 6 – “As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa... Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes”.

O cachorro e o gato são interessantes ilustrações do que acabamos de dizer: Alguém já viu andarilhos ou moradores de rua com gatos? Certamente não, mas todos já os vimos com cachorros. Um cão morre de fome ao lado de seu dono, mas não o abandona, enquanto que o gato segue o primeiro que lhe oferecer comida. Vê-se que quando alguém quer ofender um falso amigo chamando-o de cachorro comete uma grande injustiça (com os cachorros, é claro).

Que tipo de amigo você tem sido e que tipo de amigos você tem ao seu redor? Que Deus faça de nós amigos de verdade e assim também nos dê amigos com quem tenhamos uma real aliança de amor fraternal.

Só pode ser amigo de verdade aquele que confia no Senhor, aquele que sabe que Deus está no controle de todas as coisas e que cuida dos seus. Em Pv. 29.25 encontramos as seguintes palavras: “Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no Senhor está seguro”. Quem confia no Senhor não precisa de armações, associações com falsas amizades pois ele tem a sua vida confiada no Senhor. Só este consegue ser amigo de verdade, sem medo de ser traído, sem medo de ser passado pra traz, sem busca de interesses pessoais.

Em todo tempo ama o amigo, e na angustia se faz o irmão” Pv. 17.17

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Fonte: Monergismo

REVESTIDOS - Professor Pádua


"Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne." (Romanos 13:14)

Eu gosto muito de roupas confortáveis. Na maioria das vezes você vai me encontrar usando jeans, camisa polo e tênis porque são confortáveis. Até quando me visto com mais requinte, exijo que seja algo realmente confortável e que acompanhem o meu movimento.

Esse é também o sentido da frase em Romanos 13:14, "[...] revistam-se do Senhor Jesus Cristo [...]" Quer dizer, "vestir seus pontos de vista e seus interesses. Imitá-lo em todas as coisas."

"Revistam-se do Senhor Jesus" tem o mesmo sentido de uma pessoa vestir uma roupa. É a ideia de deixar Jesus Cristo ser parte de todos os aspectos de sua vida.

Deixe que Ele esteja com você quando você se levantar pela manhã. Deixe-o fazer parte de sua vida hoje, ir com você a todos os lugares e agir através de você em cada coisa que você fizer.

J. B. Phillips coloca o mesmo versículo desta maneira: "Sejamos homens de Cristo, da cabeça aos pés." Gosto desta tradução. Muitas vezes, estamos em rota de colisão com Deus, lutando contra ele e resistindo a ele. Muitas vezes, em vez de ir onde Deus quer e fazer o que Ele quer que façamos, vamos para o outro lado. Quando for esse o caso, vamos perder. E, vamos perder muito.

Então, por que lutar? Reconheça que o plano que Ele tem para você é melhor que o plano que você tem para si mesmo.

Nos abençoe!
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ORAÇÃO NÃO É "MAGIA BRANCA" - Geoffrey Wilour


E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.” (Jesus Cristo no Evangelho de Mateus 6.7-8, ARA)

A Oração é um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, por coisas conformes com a sua vontade, em nome de Cristo, com a confissão dos nossos pecados, e um agradecido reconhecimento das suas misericórdias.” (Resposta da pergunta #98 do Breve Catecismo de Westminster)

A oração é o grande privilégio do crente. Quando nós crentes vamos ao encontro do nosso Pai celestial em oração, através da fé em Seu Filho Jesus Cristo, nosso único mediador, literalmente entramos pelo Espírito Santo no que pode ser descrito como outra dimensão. Na oração nós nos achegamos ao trono da graça, entramos no santuário interno, o celestial Santo dos Santos, a própria sala do trono da presença de Deus onde o Criador do universo é servido por anjos, apóstolos, santos e mártires, e toda a companhia celeste (Hebreus 4.14-16; 12.14-24,28-29; Apocalipse 4-5; 7.9-12). Quando Jesus morreu na cruz pelos nossos pecados, tendo de uma vez completado a obra de expiação e entregado Seu espírito ao Pai, o véu no Templo separando o Santo lugar do Santo dos Santos foi rasgado em dois de cima a baixo, indicando que o Pai efetuou a redenção pelo Seu Filho e que agora o caminho para o Santo dos Santos foi aberto (todo o tempo) para todos o que creem (e não somente uma vez ao ano para o sumo-sacerdote (somente), como era antes na antiga aliança – veja Mateus 27.50-51). Na oração nós realmente nos achegamos a Deus em uma santa e íntima união pactual.

Assim, a ordenança da oração é poderosa. De fato, a tradição reformada e presbiteriana historicamente tem visto a oração como sendo em certo sentido um meio de graça (não no sentido de que Deus objetivamente oferece e sela Sua graça em nós, como Ele faz com a Palavra e os sacramentos, mas no sentido de que a oração é um meio pelo qual nós, pela fé, recebemos subjetivamente a graça de Deus em Cristo, que é oferecida objetivamente a nós pela Palavra e sacramentos). Portanto, a oração é uma coisa poderosa. Entretanto, hoje a prática da oração é vista com muitos equívocos, e existem muitas ideias falsas por aí sobre a oração. Um equívoco comum é uma visão do poder da oração que basicamente torna a oração numa forma de magia branca.

Como são alguns exemplos dessa visão da oração como uma forma de magia branca? Bem, querido leitor, deixe-me procurar responder essa questão te perguntando algumas coisas para colocar o problema em evidência. Você acha que suas orações são mais efetivas se elas são longas e prolixas? Você acha que seria mais abençoado por Deus e seria uma pessoa mais espiritual se você gastasse períodos prolongados na prática da oração? Você acredita que quanto mais pessoas estão orando por você, é mais provável que Deus ouça suas orações e te garanta as bênçãos e pedidos que você procura? Você acha que Deus estará mais propenso a te escutar se você conseguir uma pessoa em particular que você considera especialmente santa (por exemplo, seu pastor, ou um cristão maduro que você admira) a orar por você? Você acha que usando uma fórmula particular de oração (como a popular “oração de Jabez” ou a antiga “oração de Jesus”) vai conseguir a atenção de Deus melhor que usar suas próprias palavras na oração? Se você respondeu “sim” a quaisquer dessas perguntas, então você pode ter sido influenciado pelas noções populares, mas não-bíblicas, de oração, noções pagãs que basicamente tornam a oração em uma forma de magia branca.

As maiores expressões de oração como “magia branca” podem ser encontradas em certos círculos carismáticos e pentecostais, especialmente entre os chamados pregadores da prosperidade. Por exemplo, eu ouvi um pregador da prosperidade (do tipo “declare e reivindique”) se gabando de como ele basicamente manda em Deus. A ideia em alguns dos círculos supostamente “cristãos” é que se você tem bastante fé pode basicamente “declarar e reinvidicar” suas bênçãos de Deus – incluindo as bênçãos de cura, saúde, riqueza, e prosperidade. Entretanto, isto passa o mais longe possível da doutrina bíblica sobre a oração. (Tente dizer a Jó, ou o Apóstolo Paulo, ou Estevão o Mártir – todos homens de oração profunda e sincera – que eles somente não tiveram fé o suficiente para “declarar e reinvidicar” suas bênçãos, ou que suas dificuldades e sofrimentos são evidência de uma fé fraca). Além de ser completamente blasfemo, é também completamente pagão. É o exemplo mais extremo de oração como magia branca. Isto transforma Deus em um capataz e sujeita o Criador à vontade da criatura. Não é um meio de fazer Deus de capacho ou dar ordens a Deus. Antes, é um caminho pelo qual nós expressamos nossa total dependência do Soberano do universo, e humildemente pedimos a Ele por coisas que são necessárias para nós e agradáveis à Sua vontade. É um meio pelo qual nós dizemos a Deus, “Seja feita a tua vontade” (e não, “Senhor, faça a minha vontade).

Quando os discípulos do nosso Senhor pediram que Ele os ensinasse como orar, Ele os ensinou um modelo de oração que veio a ser conhecido como a “Oração do Senhor”¹ (Lucas 11.1-4; Mateus 6.9-13). (Seria mais preciso a chamá-la de “a oração dos discípulos”, porque ela pretendia servir como modelo de oração para os seguidores de Jesus Cristo.) Enquanto muitas coisas podem ser ditas sobre esse modelo de oração, eu faria somente algumas observações. Primeiramente, esta oração é muito curta e direta ao ponto. Pode ser orada em menos de 30 segundos. Segundo, ela é muito íntima (Deus é chamado pelo crente de “Pai Nosso”) e simples, evitando o excesso de floreio e vã repetição caracterizados pela oração do tipo “magia branca” que acontece hoje. Terceiro, ela é completamente teocêntrica e focada no Reino. Somente uma das petições (“O pão nosso de cada dia nos dai hoje”) se foca em nós e nossas necessidades terrenas, e mesmo assim somente pede pelo que precisamos (pão nosso de cada dia), e não o que nós poderíamos querer (saúde, riqueza, facilidade, conforto, prosperidade, etc.). Finalmente, ela é uma oração que manifesta uma atitude de total submissão à vontade de Deus, o oposto de tentar forçar Deus a servir nossos desejos ou interesses ou pautas. A oração “magia branca” procura usar Deus para propósitos egocêntricos. A oração verdadeira procura se submeter à vontade de Deus em humildade e gratidão. Quando somos tentados a nos inclinar ao modo de pensar da “oração magia branca”, faríamos bem em refletir sobre a Oração do Senhor.

A oração é um grande privilégio. A oração é poderosa. A oração é vital para a vida spiritual e a saúde tanto do crente individual como da igreja corporativa. Entretanto, oração não é magia branca, e Deus não é nosso Mordomo Cósmico. À medida que procuramos ser pessoas devotadas à Palavra e à oração, deixemo-nos lutar por uma teologia bíblica sobre oração, para a glória de Deus e para o nosso bem espiritual.

(Ao longo desse texto, eu realmente apreciei alguns dos comentários do Rev. Jonathan Fisk, pastor luterano do Sínodo de Missouri, faz do tema da oração perto do final desse recente vídeo do “Worldview Everlasting”. Foi dos comentários do Pastor Fisk que eu tirei a ideia de classificar as falsas noções de oração como “magia branca”.)

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Nota:
 ¹ A “Oração do Senhor” é mais conhecida aqui no Brasil como o “Pai Nosso”, mas mantivemos a tradução por causa do contraste que ele faz logo depois com a “oração dos discípulos”.
***
Fonte: Lake OPC
Tradução: Marcel Cintra
Via: Reforma 21

DOIS PESOS... - Professor Pádua


"Dois pesos e duas medidas, uns e outras são abomináveis ao Senhor..." (Provérbios 20.10)

Se tem uma coisa que me incomoda é verificar que na “vida dos outros” tudo está errado, na minha porém, se há algum erro... “eu posso explicar”. Dois pesos e duas medidas são critérios diferentes para casos idênticos.

Quando uma pessoa fala mal de outra, é fofoqueira.
Quando você fala mal de outra pessoa, é apenas um comentário.
Quando o outro não cumprimenta, é arrogante.
Quando você não cumprimenta, é apenas distração.
Quando o outro não faz é preguiçoso.
Quando você não faz está muito ocupado.
Quando o outro se esforça para agradar, tem segundas intenções.
Quando você age assim, está sendo gentil.
Quando o outro se coloca a disposição, é desocupado.
Quando você se dispõem, é servo.
Quando o outro tem sucesso, teve oportunidade.
Quando você tem sucesso, é fruto do seu trabalho.
Quando o outro insiste a favor de um ponto, é cabeça dura.
Quando você o faz está sendo firme.
Quando o outro leva uma bronca sem causa, foi merecido.
Quando você leva uma bronca sem causa, é injustiça.
Quando o outro chega atrasado, não tem compromisso.
Quando você se atrasa, foi por um bom motivo.
E a lista continua...

Tudo isso é abominável diante de Deus! E o pior é que a pessoa ainda acha que está tudo bem, que ser assim é normal. Busca a Deus, faz propósitos e tudo mais, porém dentro dela é abominável. A pessoa começa achar que só pra ela as coisas tem explicação, para as demais não tem. Tudo aquilo ou toda situação que você tem dois modo de pensar e dois modos de agir faz com que sua balança seja injusta e Deus não é Deus de injustiças, Ele é Deus de justiça.

Talvez você tem tido dois pesos e duas medidas sem perceber. Mas saiba que isso é abominável a Deus. Deus é Deus de justiça, e na balança d'Ele não há duas medidas, não há dois pesos. Ou suas atitudes é justas por inteiro, ou despencam para a injustiça. Não tem como Deus separar: neste mesmo caso, ela foi justa e injusta, então vai um peso pra cá e um peso pra lá. Não! Vamos analisar nossa vida, para sermos justas diante de Deus.

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