quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A DEVOÇÃO TRINITÁRIA DE JOHN OWEN (Apresentação da Obra)



Se você é cristão, é somente por causa do pensamento e da ação amorosa de cada pessoa da Trindade. O pai, junto ao Filho e ao Espírito, o planejou antes da fundação do mundo; o Filho veio pagar o preço pela nossa redenção a fim de nos trazer justificação diante de Deus; o Espírito, enviado pelo Pai e pelo Filho, nos traz à fé pela sua poderosa obra. Era isto que John Owen desejava que os cristãos soubessem. A Devoção Trinitária de John Owen é apenas o ponto inicial na explanação de tudo o que isso significa.

(1) Deus é Trino: Pai, Filho e Espírito Santo. Este é um grande mistério – porque nós não somos Deus e não conseguimos entender plenamente o completo, maravilhoso e glorioso mistério do seu Ser. Mas podemos começar a compreendê-lo a aprender a amá-lo e adorá-lo.

(2) Se você é cristão, é somente por causa do pensamento e da ação amorosa de cada pessoa da Trindade. O Pai, junto ao Filho e ao Espírito, o planejou antes da fundação do mundo; o Filho veio pagar o preço para nossa redenção e, apoiado pelo Espírito Santo, foi obediente ao Pai em nosso lugar, tanto em sua vida quanto em sua morte, a fim de nos trazer justificação diante de Deus; agora, pela poderosa obra do Espírito Santo que foi enviado pelo Pai e pelo Filho, fomos trazidos à fé.

(3) O maior privilégio que qualquer de nós pode ter é o seguinte: podemos conhecer a Deus como Pai, Filho e Espírito Santo. Podemos gozar a participação – que Owen chama de “comunhão” – com Deus. Tal conhecimento é tão rico, largo, profundo, extenso e alto quanto são as três pessoas de Deus. Conhecer e ter comunhão com ele é um mundo inteiro de conhecimento, confiança, amor, alegria, comunhão, prazer e satisfação sem fim.


APRESENTAÇÃO DE STEVEN LAWSON, EDITOR DA SÉRIE “UM PERFIL DE HOMENS PIEDOSOS”

[...] Esta serie “Um Perfil de Homens Piedosos” destaca figuras chave na linha contínua de homens da graça soberana. O objetivo desta série é explorar como essas figuras usaram seus dons e habilidades dados por Deus para impactar o seu tempo e avançar o reino dos céus. Por serem corajosos seguidores de Cristo, os seus exemplos são dignos de serem seguidos hoje.

Este volume, escrito por meu bom amigo Sinclair Ferguson, foca aquele que é considerado o maior dos teólogos puritanos ingleses, John Owen. A vida monumental de Owen foi marcada por sua realização intelectual superior. Tornou-se pastor, capelão de Oliver Cromwell, e vice-chanceler da Universidade de Oxford. Sua obra mais influente, ‘A morte da morte na morte de Cristo’ (1647), escrita quando contava apenas trinta e um anos de idade, é uma extensa reflexão sobre a vida intra-trinitariana de Deus na encarnação e expiação de Jesus Cristo. Este trabalho seminal lançou Owen em um caminho de meditação e reflexão trinitária. Ele deixou ricos tratados e sermões sobre a comunhão trinitária que um cristão pode ter com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo. Talvez nenhum outro teólogo inglês tenha gasto mais tempo na contemplação da eterna Divindade, e o estudo de Owen traduzia zelosa paixão pelo evangelho e dedicação a Cristo. John Owen é figura altaneira, eminentemente digna de ser retratada no esboço biográfico da série.

Que o Senhor use este livro para levantar uma nova geração de crentes, que levem a mensagem do evangelho e influenciem este mundo. Por meio deste perfil, que você seja fortalecido para andar de modo digno da vocação a que foi chamado. Que você seja zeloso em sua devoção ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, para a glória de seu nome e o avanço de seu reino. Soli deo gloria [Steven Lawson]


FERGUSON, Sinclair B. A Devoção Trinitária de John Owen. São José dos Campos: Editora Fiel, 2015. [Coleção “um perfil de homens piedosos]

MINHAS NOVAS FERRAMENTAS DE TRABALHO


“Meus livros são minhas ferramentas. Também servem como meus conselheiros, minha consolação, e meu conforto.” (Charles Spurgeon)


(1) A Ética dos dez mandamentos - Hans Ulrich Reifler (Editora Vida Nova)

Vivemos uma crise ética sem precedentes. A sociedade civil e suas instituições sofrem cotidianamente o impacto dessa crise. A igreja, por sua vez, não se mantém ilesa, nem pode se eximir diante dessa situação tão grave. Mas onde buscar, na Bíblia, respostas para esse dilema que hoje enfrentamos?

Mesmo não havendo escrito propriamente um manual sobre ética cristã, Reifler oferece-nos, na primeira parte de seu livro, uma excelente e breve introdução a esta disciplina teológica. Na segunda divisão, ele nos mostra porque os dez mandamentos ainda valem hoje para o povo de Deus. Finalmente, ele dedica a maior parte de seu estudo à exposição sistemática das leis do Sinai.


(2) Discipulado - Dietrich Bonhoeffer (Mundo Cristão)

No contexto do nazismo, na Alemanha, e baseado no Sermão do Monte o autor explica o verdadeiro sentido e prática de seguir a Cristo e fazer outros seguidores. Aqueles que são de Cristo conhecem a graça através do arrependimento, o perdão pela confissão, e percorre o caminho do discípulo pela cruz, em submissão a Cristo como servo por amor!

“Em tempos de reavivamento da Igreja, obtém-se claramente um enriquecimento nas Escrituras Sagradas. Por detrás dos apelos cotidianos e das palavras de ordem, necessários no debate eclesiástico, surge uma busca mais decidida a respeito do único a quem realmente importa encontrar, a saber, o próprio Jesus. O que Jesus quis nos dizer? O que espera e nós hoje? Como ele nos ajuda a sermos cristãos fiéis em nosso tempo?” (O autor)


(3) Gilead - Marilynne Robinson (Editora Nova Fronteira)

O reverendo John Ames, já passado dos 70 anos de idade e sabendo que lhe sobra pouco tempo de vida, decide deixar para seu filho, que ainda está para fazer 7 anos, o relato de sua vida por escrito. Ao narrar os acontecimentos, o reverendo rememora também as vidas de seu pai e seu avô, igualmente religiosos. "Gillead" é o segundo romance de Marilyne Robinson e vencedor do Prêmio Pulitzer de 2005.


(4) O Cristo dos Profetas – O. Palmer Robertson (Centro de Literatura Reformada – CLIRE)

Nesta meticulosa introdução aos profetas do antigo Israel, o Dr. O. Palmer Robertosn revela a paixão e o propósito dos escritos extraordinários deles. Ele escreve: “Uma nova aliança, uma nova Sião, um novo templo, um novo Messias, uma nova relação com as nações do mundo – essas eram as expectativas propostas para injetar futura esperança no povo que teria de suportar o trauma da deportação da sua terra”.

Depois de examinar as origens do profetismo, o chamado dos profetas, e sua proclamação e aplicação da lei e da aliança, o Dr. Palmer dedica atenção especial ao significado bíblico-teológico do exílio e da restauração. Observando essas experiências pela perspectiva de vários profetas, ele conduz nossa atenção para os sofrimentos e para a gloriosa restauração do povo de Deus em Cristo.

O Cristo dos Profetas é uma sequencia da obra O Cristo dos Pactos, considerada por muitos como um clássico na área da teologia bíblica.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

UM HOMEM ENTRE GIGANTES [RESENHA]



A tradução em português traduz bem a história que vemos: literalmente, um homem entre gigantes, no caso, um médico nigeriano no meio de uma batalha contra a poderosa NFL. Um Homem Entre Gigantes (Concussion, EUA, 2015) mostra como Bennet Omalu (Will Smith) descobriu uma doença no cérebro de um ex-jogador de futebol americano e isso levou a uma série de acontecimentos que não só afetaram o esporte mais popular dos EUA, como também sua vida pessoal e profissional.


Algo que o roteiro aparentemente deixa claro para o espectador é a paixão dos americanos pelo futebol. Diversos diálogos e imagens mostram a empolgação e amor do povo pelo jogo, como jovens que começam a praticá-lo desde a infância em casa ou na escola e dados estatísticos do impacto na população e no próprio governo. Essa noção do poder da NFL ajuda a nos contextualizar na história e entender o tipo de confronto que o personagem principal tem; e o quão difícil ele se torna cada vez mais que seus estudos chegam à mídia e incomodam os grandes chefões do esporte.

No decorrer do filme também conhecemos melhor o médico como pessoa, peça fundamental para nos conectarmos com sua luta. Ele nada mais é que um homem extremamente estudioso e dedicado ao trabalho, que não deixa dinheiro e interesses influenciarem suas atitudes. Ele descobre a ligação entre o futebol e a Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), doença que levou dezenas de ex-jogadores a morrerem no futuro, e faz de tudo para que ela tenha visibilidade e resulte em alguma solução por parte da NFL. Omalu jamais quer destruir o esporte, ele quer buscar uma maneira de evitar que outros morram.

De longe, o maior destaque da adaptação é Smith. O ator está impecável na pele do protagonista: o sotaque africano é perfeito, como ele incorporou o comportamento dele durante a rotina de trabalho em autópsias é bastante comovente e todo o processo de transformação do personagem também fica bem claro. O restante do elenco também está muito bem, em especial os jogadores vítimas do ETC, mas quem realmente rouba a cena é Smith. Como deveria ter acontecido.

Uma das minhas ressalvas diz respeito ao desenvolvimento de Prema (Gugu Mbatha-Raw). Ela é a esposa de Omalu, mas sua participação na história foi restrita demais a somente parceira que apoia o marido. Ela fez muito mais na realidade e foi desnecessário inventar o seu aborto; o roteiro aparentemente quis adicionar mais drama no percurso do médico, mas não precisava a meu ver. Afinal, já existe drama demais ali e Gugu poderia ter sido usada de outra maneira, que não fosse apenas de mulher atenciosa que depois perde um neném que nunca existiu.

Outra distorção foi a do chefe de Omalu, Cyril Wecht (Albert Brooks). O desfecho deles foi totalmente diferente do real, em todos os sentidos. Se na tela parece que a relação profissional e pessoal deles fala mais alto depois que acusações do FBI atingem ambos, a verdade foi quase que oposta: a polícia queria apenas Wecht e o próprio Omalu testemunhou contra ele.

Um Homem Entre Gigantes é uma história real de superação e coragem, com uma atuação de alto nível de Will Smith. De maneira geral, ele deixa a desejar no roteiro, mas não falha em nos envolver com a história.


http://www.cinemadebuteco.com.br/criticas/filme-um-homem-entre-gigantes/

MORRER EM FÉ OU EM PECADO?



As Escrituras têm muito a dizer sobre como morremos. Do ponto de vista bíblico há somente duas maneiras possíveis de morrer. A Bíblia ignora as várias causas da morte. Sabemos que podemos morrer de câncer, de um ataque cardíaco, com um ferimento causado por uma bala perdida, ou uma quantidade de outras causas mortais. Mas as causas biológicas da morte não são a principal preocupação das Escrituras.

Quando as Escrituras falam sobre o como da morte, o foco está sobre o estado espiritual da pessoa na hora de sua morte. Aqui vemos o “como” da morte reduzido a apenas duas opções. Ou morremos em fé, ou morremos em nossos pecados. (Ezequiel 3.17-19).

“Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei. Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.” - Ezequiel 3:17-19

Muitas vezes pensamos que a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa é morrer. Esta não é a mensagem de Jesus. De acordo com Cristo, a pior coisa que pode acontecer a nós é morrermos em nossos pecados.

Esta é a mensagem bíblica que tem sido largamente ignorada em nossos dias. Gostamos de acreditar que todo aquele que morre vai automaticamente para o céu. Presumimos que o único bilhete que se requer para entrar no reino de Deus é a morte.

Deus nos ordena que falemos aos que estão morrendo sobre sua necessidade de um Salvador. O profeta Ezequiel deixa isto claro como água. Se amamos as pessoas, devemos avisá-las das consequências de morrer nos seus pecados. 

A grande mentira é aquela que declara que não existe um julgamento final. Entretanto, se Jesus ensinou alguma coisa, ele enfaticamente declarou que haverá um julgamento final

E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era Estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. Mateus 25:31-46

Jesus adverte que chegará o dia em que todos os segredos serão conhecidos. Será o final de todos os disfarces deste mundo. Todos os esconderijos serão abertos e os segredos vergonhosos aparecerão plenamente visíveis. Os pecados de todos nós serão conhecidos, a menos que estejamos “cobertos” pelo manto da justiça de Cristo.

“Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado.” - Lucas 12:2,3

SPROUL, R.C. Surpreendido pelo Sofrimento. São Paulo: Editora Cultura Cristã. 1998. Pág. 57-61

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O ENCANTO POÉTICO DE ISAAC WATTS


Biografia de Isaac Watts (1674-1748), "pai da hinódia inglesa", autor de cerca de setecentos e cinqüenta hinos evangélicos. O autor procura destacar ao longo dos capítulos várias facetas de Watts: educador, pregador, poeta e hinólogo.

Douglas Bond diz: “Por sua imaginação incomparável, Watts me transportou de volta para o quente e empoeirado Gólgota, onde ouvi a batidas dos martelos sobre os pregos, os insultos e cuspes, os gemidos e gritos de dor. Pelas palavras de Watts, tornei-me o jovem contemplando a maravilhosa cruz. Com os olhos da fé, eu era aquele que via o Príncipe da glória abandonado por seu Pai e morrendo em agonia. E porque eu agora via, estava resoluto a contar como perda todas as minhas aspirações à riqueza e grandeza. Eu estava, pela primeira vez, desprezando todo o meu orgulho delirante do corpo e da mente.”

Muito já se escreveu, nos blogs reformados, sobre a importância da doutrina correta nas músicas entoadas nas igrejas, como também, muitos sermões pregados. Mas quis dar também minha contribuição mostrando um pouco da obra desse grande pastor e poeta desconhecido por muitos. Recomendo também a leitura do livro acima citado. Se você faz parte do grupo de louvor de sua comunidade, leve a ela músicas cristocêntricas, que exaltem ao excelso Deus, seus atributos e sua glória. Aprendamos com Issac Watts!

APRESENTAÇÃO DE STEVEN LAWSON, 
EDITOR DA SÉRIE “UM PERFIL DE HOMENS PIEDOSOS”

[...]Esta serie “Um Perfil de Homens Piedosos” destaca figuras chave na linha contínua de homens da graça soberana. O objetivo desta série é explorar como essas figuras usaram seus dons e habilidades dados por Deus para impactar o seu tempo e avançar o reino dos céus. Por serem corajosos seguidores de Cristo, os seus exemplos são dignos de serem seguidos hoje.

O foco deste próximo volume está o preeminente hinólogo inglês Isaac Watss. A beleza poética de seus hinos impregnados de doutrina transcende os séculos e continua a enriquecer a Igreja atualmente. Por sua habilidade literária extraordinária, ele tornou o cantar de hinos uma força devocional na Igreja Protestante. Tomado por uma visão elevada de Deus, este talentoso compositor revitalizou o canto congregacional por voltar a expor uma rica teologia em letras que combinavam o estilo musical ao peso da mensagem bíblica. Tudo isso – a ascensão e a queda de uma frase, metáforas marcantes, a cadência de um verso – convertia a majestade e transcendência de Deus em palavras inesquecíveis. Chamado de Melanchthon do seu tempo, este pastor hinologista influenciou o curso da adoração congregacional que permanece até o dia presente. Os seus hinos continuam a ser um marco na vida espiritual da Igreja.

Este dom para o encanto poético se faz necessário, mais uma vez, nos dias atuais. Em um momento em que há muita superficialidade na adoração congregacional, a Igreja deve recuperar uma visão elevada de Deus que leve à adoração transcendente. Em última análise, é a teologia que inevitavelmente produz doxologia. O recente ressurgimento da teologia Reformada de inspirar altaneiro louvor nos corações dos crentes. Que o Senhor possa usar este livro para inflamar uma nova geração a contemplar “a maravilhosa cruz sobre a qual o Príncipe da glória morreu”. Soli deo gloria! [Steven Lawson]

BOND, Douglas. O Encanto Poético de Isaac Watts. São José dos Campos: Editora Fiel, 2014. [Coleção “um perfil de homens piedosos]


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

NOVAS FERRAMENTAS DE TRABALHO



Adquiri essas ferramentas de trabalho já faz algum tempo, mas somente agora estou fazendo essa publicação.

1. A Manifestação do Espírito: a contemporaneidade dos dons à luz de 1 Coríntios 12-14 

Neste livro, D. A. Carson analisa minuciosamente a questão da contemporaneidade dos dons de uma perspectiva bíblica, sem deixar, porém, de dialogar com a longa tradição da teologia cristã. Trata-se de um estudo cuidadoso e diligente que visa extrair de um dos textos bíblicos mais célebres sobre o assunto, 1 Coríntios 12—14, uma interpretação consistente e precisa que seja capaz de unir carismáticos e não carismáticos por meio de uma compreensão bíblica e teológica do assunto. (Sinopse)

2. Jesus, o filho de Deus: o título cristológico muitas vezes negligenciado, às vezes mal compreendido e atualmente questionado

Em Jesus, o Filho de Deus, o aclamado acadêmico D. A. Carson, estudioso do Novo Testamento, examina a importância da filiação divina de Jesus para o modo de os cristãos da atualidade pensarem e falarem sobre Cristo, em especial no que diz respeito à tradução da Bíblia e ao trabalho missionário com muçulmanos de todo o mundo. Embora a identidade de Jesus como “Filho de Deus” seja uma confissão de base para todo cristão, boa parte de sua importância é muitas vezes negligenciada ou mal compreendida. Por meio de um levantamento da expressão “Filho de Deus” nas Escrituras e de uma exegese de dois textos-chave que tratam da filiação de Cristo, Carson lança luz sobre esse importante tema com sua habitual clareza exegética e percepção teológica.

3. As Escrituras dão testemunho de mim: Jesus e o evangelho no Antigo Testamento. 

Nesta coletânea de mensagens sobre diversos textos veterotestamentários, oito pastores e estudiosos evangélicos eminentes demonstram como pregar Cristo a partir do Antigo Testamento: 
R. Albert Mohler Jr. – Estudando as Escrituras para encontrar Jesus; 
Tim Keller – A saída; 
Alistair Begg – De uma estrangeira ao Rei Jesus; 
James MacDonald – Quando você não sabe o que fazer; 
Conrad Mbewe – O Renovo justo; 
Matt Chandler – Juventude; 
Mike Bullmore – Deus tem um grande coração de amor pelos seus; 
D. A. Carson – Empolgando-se com Melquisedeque.

Futuramente, estarei postando as resenhas de livro.

ANA - UMA MULHER ATRIBULADA (1 Samuel 1.1-2,11)


INTRODUÇÃO

Em Efraim vivia um homem temente a Deus, chamado Elcana, que tinha duas esposas: Penina, que tinha filhos, e Ana, que era estéril.[1] Penina tornou-se arrogante e provocava Ana, que, não podendo agüentar sua esterilidade, tornou-se melancólica e insatisfeita com sua vida. Elcana tinha uma tarefa difícil para manter a harmonia no seu lar, mas a despeito dos problemas no lar, Elcana levava suas esposas e filhos para adorar a Deus todo ano em Siló.

Ana - A vida de Ana é caracterizada por um notável exemplo de fidelidade em todos os aspectos. Seu nome significa “graça”, e reflete o que realmente foi a vida desta serva de Deus. [2]
Samuel - Seu filho Samuel, recebido como resposta divina, foi um dos mais extraordinários vultos do Antigo Testamento, que marcou o fim da época dos juízes para o período dos reis de Israel.
Elcana – Elcana pertencia a linhagem levítica (1 Cr 6.16-28): assim sendo, seu filho Samuel pôde exercer um ministério tríplice: profeta, juiz e sacerdote, este último devido a descendência de Arão. Ele era um homem temente a Deus, juntamente com a sua família (1 Sm 1.1-4).


I. ATRIBUTOS POSITIVOS NO MEIO DAS TRIBULAÇÕES

1. Ana era temente a Deus - Lendo o primeiro capitulo de Samuel, notamos que seu coração estava em paz com Deus. Não podemos duvidar da sinceridade de sua oração, da sua confiança, da sua fé, ou da força da sua consagração.

2. Ana era uma mulher amável - Elcana a amava muito (1.5) e o fato dela ser estéril não diminuiu o seu valor aos olhos do marido. Note sua pergunta: “Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (1.8). Era uma questão muito séria uma mulher ser estéril naqueles dias, pois era rejeitada pela sociedade que, em sua concepção popular, achava que a esterilidade era um castigo divino (Gn 16.2; 30,1-23; I Sm 1.6,20).[3] Outra questão era que toda israelita ansiava gerar filhos, pois uma delas poderia ser a mãe do Messias prometido. [4]

3. Ana possuía autocontrole - Penina a provocava excessivamente. Na festa anual, quando a provocação aumentava, Ana foi sozinha ao santuário, para chorar e orar solitária. Quando Eli a censurou por estar embriagada (1.14) ela respondeu de maneira branda. Aceitou a repreensão sem ressentimento, sem tentar justificar-se, sem reivindicar seus direitos; e respondeu de maneira branda porque estava na presença do Senhor.

4. Ana era uma mulher que meditava muito - Sua tristeza a obrigou a pensar muito e a levou a uma comunhão mais íntima com Deus. Esta característica é evidente quando ela fala, por exemplo, em 1 Sm 1.15-16 e no seu cântico, no cap. 2.

5. Ana participava dos cultos no Templo – Não faltava às reuniões no Tabernáculo, sempre acompanhada do esposo, quer quando estéril ou mesmo depois de o Senhor ter-lhe aberto a madre (1 Sm 1.1-7, 22-28; 2.19,20)


II. UM ESPIRITO ATRIBULADO GERA BENÇÃOS [5]

1. Ana aprendeu a orar - Ela correu ao Senhor para expor seu problema. Orou com amargura de alma e a amargura de alma deve ser adoçada pela oração. Aprendamos isso com Ana (Hb 12.15b).

2. Ana aprendeu a renunciar a seus direitos - A oração em que esperava escapar de triste situação era uma oração de renúncia. Ela queria um filho, mas estava pronta a dedicá-lo ao Senhor para o seu serviço (1.11). Aprender a renunciar aquilo que mais valorizamos e fazê-lo com alegria é renunciar de verdade. Note como Ana apresentou esta criança a Deus.
a) Ofereceu um sacrifício (1.24)
b) Demonstrou gratidão a Deus, por ter respondido à sua oração (1,27)
c) Fez uma entrega completa ao Senhor (1.28b)

3. Ana aprendeu a ter fé - Ana estava triste e magoada, mas quando Eli disse-lhe: “Vai-te em paz e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste” (1.17), imediatamente seu rosto alegrou-se (1.18). Ana ainda não havia recebido a benção, mas tinha fé em Deus. A oração transformou a sua vida.

4. Ana aprendeu muito a respeito de Deus (1 Sm 2.1-10) - Ana descobriu que a verdadeira alegria se acha, não na família, nem nos filhos, nem em coisas materiais, mas em Deus. No seu cântico, ela demonstra o seu conceito de Deus: [6]
            a) Regozija-se no Senhor, e não em Samuel, seu filho (v.1)
            b) Reconhece a santidade de Deus, (v.2a)
            c) Reconhece a suficiência de Deus (v.2b)
            d) Reconhece o método de Deus na Sua providência (vs 4-5)
            e) Reconhece a graça de Deus (v.8)
            f) Reconhece a fidelidade do Senhor (v.9)

III. TRIBULAÇÕES TRANSFORMADAS EM ALEGRIA

1. Oração respondida - Tal como Rebeca, Isabel e outras mulheres estéreis da Bíblia, Ana teve sua oração respondida e ganhou um filho.

2. Graça para criar o filho - Ana recebeu a incumbência de criar um filho para ser profeta em Israel. O próprio nome, “do Senhor o pedi”, o caráter e o preparo de Samuel para o ministério, são frutos de experiências vividas pela própria mãe na tristeza e no sofrimento. Ana teve poucos anos para educar seu filho, mas aproveitou o tempo para criá-lo na admoestação do Senhor e prepará-lo para servir ao Senhor. Não deixou para o sacerdote, Eli a responsabilidade espiritual que cabia a ela. Os pais de Samuel reconheceram que aos pais cabem a responsabilidade e privilégio de ensinar seus filhos a respeito do Senhor, desde cedo, mesmo antes deles poderem compreender as coisas espirituais. As vezes, pais crentes deixam com a igreja a tarefa de instruir os seus filhos no caminho do Senhor. Ana e Elcana, de fato, colocaram em prática o ensino de Dt 6.6-7 e Pv 22.6. [7]

3. Poder para louvar ao Senhor - Veja seu cântico em 2.1-10

4. Preparação para receber mais bênçãos - Ana ganhou mais três filhos e duas filhas, depois de levar Samuel à casa do Senhor (2.21) – cinco filhos em troca de um filho dedicado ao Senhor. Ela provou a promessa de Deus – “aos que me honram, honrarei” (2.30b)

CONCLUSÃO
Pensemos:
1. O sofrimento pode me levar a uma comunhão mais íntima com o Senhor, ou pode afastar-me dEle?
2. A oração realmente transforma pessoas e situações. Creio isso e já provei isso na minha vida?
3. Estou pronto, como Ana, a entregar meu filho para o sagrado ministério?


[1] É importante esclarecer que a Poligamia, ser casado com mais de uma mulher, não é uma ordenança divina. A Lei de Moisés claramente ordena: “Tampouco para si multiplicará mulheres” (Dt 17:17).  A poligamia nunca foi estabelecida por Deus para nenhum povo, sob circunstância alguma. Deus odeia a poligamia, assim como o divórcio, porque ela destrói o seu ideal para a família (cf. Ml 2:16). NOTA: GEISLER, Norman L e HOWE, Thomas. Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia. São Paulo: Mundo Cristão, 1999. p. 191,192.
[2] HERRING, E. Truman. Ana - A Jornada da esterilidade à fertilidade espiritual. São Paulo: Editora Vida, 2015, p. 49.
[3] SCHWARTS, Suzana. Uma visão da esterilidade na Bíblia Hebraica. São Paulo: -Associação Editorial Humanitas, 2004, p. 458
[4] BRENNER, A. A mulher israelita. Papel social e modelo literário. São Paulo: Edições Paulinas, 2001, p. 32
[5] WALLACE, Ronald S. A oração de Ana: um exemplo cativante de como Deus responde à oração. São Paulo: Editora Vida, 2005.
[6] CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Candeia. São Paulo, 1991.
[7] FILHO, João A. de Souza Filho. As Famílias de Eli & Ana. São Paulo: Editora Mensagens para todos. 2014, p 68.

MATAR CRIANÇAS NO ÚTERO



Matar crianças no útero, portanto, é equivalente a entrar numa zona de segurança criada por Deus e saquear as coisas que ele mais ama.


Deus ama o útero da mulher. Ele criou o útero para que seu Filho habitasse ali no estágio mais vulnerável de sua vida terrena. Por extensão, Deus fez o mesmo para cada um de nós. O útero é o lugar designado por Deus para se ter segurança, mas, agora, tragicamente tornou-se o lugar mais perigoso da terra.

Deus também criou o útero como o lugar a partir do qual ele traria pessoas ao mundo para seu Filho (Colossenses 1.16). Quando um nascituro é morto, não é apenas um pecado contra Deus, mas também um pecado contra a glória de Cristo. Por quê? Porque aquela alma eterna jamais terá a oportunidade de glorificar a Cristo neste mundo.

Cada aborto priva Cristo de um adorador vivo e corpóreo – o tipo que Deus procura para glorificar a si e a seu Filho. Aborto é algo tão errado porque priva Deus de sua prerrogativa maior neste mundo: uma criatura feita à imagem de Cristo que adora Deus pelo Espírito.

Se há algo que deveria nos fazer entristecer sobre o aborto – e há muitas coisas – é que Cristo tem sua glória roubada.

Nós queremos que as crianças tenham vida. Mas, mais que isso, queremos que as crianças tenham vida em Cristo – a vida que ele veio oferecer ao adentrar neste mundo no útero de uma virgem.

ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA - UMA VISÃO BÍBLICA DO HOMEM


"É justamente através do conhecimento que descobrimos os nossos limites; já que o conhecimento aponta para o que está além de nós, vindo daí nossos desejos, resultantes de outros que foram satisfeitos, mas, que trouxeram em seu ventre o símbolo de novas carências... Temos que concordar com Sócrates (469-399 a.C.), quando coloca nos lábios de Diotima, que "quem não se considera incompleto e insuficiente, não deseja aquilo cuja falta não pode notar." O conhecimento da nossa ignorância é o princípio do conhecimento.

A Ciência é em grande parte filha da necessidade e do trabalho. É a necessidade que se revela no trabalho, na pesquisa, na procura pelo saber. Parece-nos ser fato que o desejo é fruto da carência ou da consciência da carência de totalidade, da falta de onisciência, sendo portanto um atributo dos mortais. Todavia, este desejo precisa ser conscientizado: a ignorância do desejo é a acomodação na limitação. Assim sendo, a Ciência, é produto do homem consciente da sua necessidade e ao mesmo tempo, disposto a suprimi-la. A Ciência, como fruto do labor humano, começa pelo sonho dos inconformados que não se contentam com os limites da ignorância. "O sonho é uma fresta do espírito", como bem observou Machado de Assis (1838-1908) e a fé que permeia a ciência, por ser "racional", deve ser essencialmente ativa.

Sem sonho não há possibilidade de Ciência e, sem trabalho, os sonhos não se constroem, permanecem escondidos, só vindo à luz durante as "trevas" do sono, onde não há perigo de serem concretamente confrontados... "Aqueles de nós que não estão dispostos a expor suas ideias ao risco da refutação não tomam parte no jogo da ciência", nos adverte Popper (1902-1994).

Hermisten Maia Pereira da Costa - ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA: Uma visão bíblica do homem - p.31.