domingo, 3 de agosto de 2014

PRINCÍPIOS PARA AMIZADES DE HOMENS PIEDOSOS - Carlos Mendes


Homens piedosos precisam de bons amigos. Amigos nos enriquecem, nos empobrecem, nos alegram, nos irritam, nos magoam! Todos querem amigos, mas nem todos estão dispostos a terem amigos. Não há dúvida de que queremos desfrutar de amizades sinceras, mas, infelizmente, muitas de nossas igrejas não se prestam a ser um ambiente onde as verdadeiras amizades, amizades desinteressadas e leais possam se desenvolver. No entanto, antes de procurarmos termos amigos devemos procurar ser amigos como Jesus foi. Neste artigo, gostaria de destacar, a partir de uma leitura do livro Homens do Futuro de Douglas Wilson, alguns princípios para a amizade entre homens piedosos.

Boas amizades são encontradas em igrejas fieis.

As escrituras vão orientar homens a ter amizades saudáveis e não só isso, vão ensinar também como devem ser essas amizades. As amizades são uma realidade pactual na vida dos servos de Deus, portanto, é difícil ter boas amizades fora da comunidade do pacto, ou seja, fora da igreja. Mas, preciso fazer esse comentário, hoje em dia, essas amizades não serão encontradas em qualquer igreja, é importante que seja uma igreja onde a Palavra é fielmente pregada e que em todas as áreas ela é biblicamente orientada. Desta forma, o primeiro passo para se encontrar uma boa amizade é que ela seja encontrada em uma igreja fiel às escrituras. Portanto, quando for mudar de cidade pense nisso antes de fazer a escolha pra qual cidade vai mudar. A igreja que você frequentará influenciará profundamente nas amizades que você e sua família terão e consequentemente na sua visão de mundo.

Evite homens iracundos.

As Escrituras nos orientam a evitar homens contenciosos (Pv 16.28). Homens iracundos com certeza vão magoar seus amigos (Pv 17.9). Além do mais, a ira é um pecado contagioso, sendo assim, a probabilidade de você também se tornar alguém irado é grande.

Ame seus amigos, mas não dependa deles.

Aqueles que dependem desesperadamente de seus amigos, dificilmente farão boas amizades. O amigo é aquele que serve, não aquele que suga os que estão à sua volta (vampiros emocionais). Um amigo verdadeiramente piedoso não faz exigências emocionais, mesmo que essa exigência seja feita em nome da amizade. Tome cuidado para não entrar em uma amizade com alguém que manipula as emoções. Sentimentos de pena e dependência são sinais de que a amizade não é boa.

Evite amigos bajuladores.

As Escrituras nos alertam também para amizades interesseiras (Pv 19.4-7). Esse tipo de amizade provoca armadilhas (Pv 17.18). Amigos assim estão apenas interessados em nosso “valor monetário”, não em nossos valores eternos. Fuja deles!

Amizades crescem em torno de pontos em comum.

As grandes amizades devem crescer em torno de interesses comuns. Mas qual dever ser o ponto em comum? O maior interesse em comum que uma amizade deve ter é que ambos cresçam em semelhança a Cristo (Rm 8.28,29).

Verdadeiros amigos fazem sacrifícios uns pelos outros.

Uma verdadeira amizade é definida pela disposição de ambas as partes em fazer sacrifícios. Afinal, o maior amigo de todos os tempos fez o maior sacrifício de todos (Jo 15.13-15). Da mesma forma, bons amigos são dispostos a doar-se e sacrificar-se. Os amigos de verdade estão por perto nas adversidades, não apenas nos momentos oportunos para serem vistos como “bonzinhos”, na verdade, neste momento, os verdadeiros amigos se tornam irmãos (Pv 17.17). O amigo de verdade é fiel mesmo quando a aflição passa a fazer parte da amizade. Um verdadeiro amigo ama em todo tempo.

Busque ter amigos sábios.

Algo maravilhoso é ter amigos que nos orientam biblicamente quando somos insensatos (Pv 27.9-11). Um amigo estulto não é muito útil, principalmente nos momentos de aflição. Bons amigos nos encorajam a fazer o certo e nos desencorajam a fazer o errado. Verdadeiros amigos vão nos dissuadir a fazer o errado. No entanto, amigos devem ter o cuidado para não se intrometer ou dar palpite quando não é necessário. Por exemplo, piadas de mau gosto que ridicularizam o amigo, que o diminuem e ressaltam defeitos devem ser evitadas. Não que o bom humor não seja necessário em uma boa amizade, mas as brincadeiras devem ter os seus limites, o sacarmos e as ironias devem ser evitados. Nenhuma amizade verdadeira é possível separada da amizade com Deus (Tg 2.23).

Amizade e casamento.

Boas amizades nos preparam para bons casamentos. Elas nos ensinam o significado do verdadeiro companheirismo, sendo assim, conseguimos ver nossas esposas como companheiras também (Ml 2.14). Um homem que não compreende o significado da amizade não aprende a ser um bom marido.

Seja honesto com seus amigos.

A honestidade amorosa é essencial para um bom relacionamento, mesmo que às vezes ela promova alguns problemas. Alguns amigos nos ouvem, outros não. No entanto, um dos principais objetivos da amizade é fazer o outro crescer em Cristo e para isso há necessidade de se falar a verdade em amor.

Amigos não crentes.

As escrituras não nos proíbem de ter amigos não cristãos. O apóstolo Paulo, por exemplo, possuía amigos não crentes (At 19.13). E ele mesmo não proibia o relacionamento com os pagãos (1 Co 10.27). Mas é o tipo de amizade que tem que ser cuidadosamente analisada, pois é um grande perigo que o não crente influencie o amigo crente mais do que o contrário. O padrão é que se tenham amizades piedosas (Sl 119.63). Seja criterioso, e analise se seu amigo incrédulo é um refugiado do mundo (interessado no evangelho) ou um propagandista dele. E o seu amigo não é alguém atraído pela fé evangélica, então não é uma boa que essa amizade continue (Pv 28.7).

Há limites para as amizades.

Pv 25.17 nos orienta que deve haver bom senso nas amizades, para que não exageremos e nos tornemos inconvenientes.

***

TESTEMUNHA FALSA - Professor Pádua


"Não darás falso testemunho contra o teu próximo." (Êxodo 20:16)

Há alguns anos atrás, o livro A América Disse a Verdade foi lançado nos Estados Unidos. De acordo com as descobertas do autor, 91% dos americanos mentem regularmente. "A maioria de nós acha difícil passar uma semana sequer sem mentir", diz o livro. "E um a cada cinco não consegue ficar um só dia sem mentir". Aparentemente, é uma cultura de mentiras.

Enquanto algumas pessoas mentem conscientemente, outras tentam esconder a verdade com diplomacia porque não querem ofender ninguém. Mas a Palavra de Deus tem muito a dizer sobre a mentira, e Provérbios 6 inclui uma lista de coisas que Deus detesta:

"Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos." (versos 16-19)

Veja que alguns desses itens estão fortemente relacionados ao mandamento "Não darás falso testemunho contra o teu próximo" (Êxodo 20:16). Com isso podemos concluir que Deus detesta a mentira.

Deus é a fonte de toda a verdade. Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (João 14:6). Ele é a encarnação da verdade. As Escrituras também dizem que é impossível que Deus minta (veja Hebreus 6:18).

Em um fortíssimo contraste a isso, Satanás é descrito como o "pai da mentira" (João 8:44). Então, quando mentimos, estamos nos comportando mais como filhos do diabo do que como filhos de Deus.

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TEMPLO DE HERODES E NÃO DE SALOMÃO - Leandro Lima


Leandro Lima

Algumas considerações me vêm a mente sobre a inauguração do “templo de Salomão” por Edir Macedo e a Igreja Universal. Antes de tudo é preciso “admirar” a capacidade administrativa e empreendedora deste homem. Ele, provavelmente, enriqueceria vendendo qualquer produto. Pena que escolheu vender a fé… 

A grande habilidade do Macedo é saber aproveitar os “filões” do “mercado" religioso. Ele fez a Universal avançar nadando nas águas do sincretismo religioso brasileiro, especialmente na relação com as religiões afro-brasileiras e com o catolicismo popular. Se aproveitou dos símbolos, superstições e temores próprios dessas religiões para construir seu império baseado no slogan “pare de sofrer”, e na suposta vitória sobre os espíritos que produzem sofrimento. Ao invés de “sacrifícios físicos”, passou a exigir “sacrifícios financeiros”, no que se deu muito bem. Agora, mais uma vez, imitando o catolicismo e outras religiões sacramentais, ele estabelece um “santuário" com o objetivo de atrair multidões, e especialmente, contribuições.

Em poucas palavras, entretanto, posso dizer que essa construção é uma aberração. Antes de tudo é uma aberração arquitetônica, pois tenta recriar algo de uma época que já passou e que não faz mais sentido no mundo atual. Além de ser um equívoco histórico, pois trata-se de uma cópia mal feita do templo de Herodes, aquele que foi reconstruído um pouco antes do tempo de Cristo. Por isso, em vez de Templo de Salomão, deveria ser chamado de “réplica do Templo de Herodes”. Mas nesse caso, não daria muito “marketing”…

Acima de tudo é uma aberração teológica. Imagino que ele não tenha ido tão longe ao ponto de fazer as divisões internas do templo (santo lugar, santo dos santos), até porque isso limitaria o número de pessoas lá dentro e, consequentemente, de ofertas. A menos que ele quisesse se entronizar lá dentro do Santo dos Santos… (a vantagem é que só um homem o veria uma vez por ano). 

De qualquer maneira, é uma aberração teológica, pois tenta recriar, mesmo que em termos ilustrativos e comerciais, algo que o próprio Deus autorizou a destruição. Foi o Senhor Jesus quem disse, sobre aquele templo de Israel, que seria destruído e não sobraria pedra sobre pedra (Mt 24.1ss). De certo modo, ao reconstruir o simbolismo, ele está erguendo novamente algo que Deus quis que terminasse. E a razão é simples: Jesus é tudo aquilo que o Templo de Israel prefigurava. Jesus cumpre em sua pessoa todas as promessas e realizações do antigo Templo. Reconstrui-lo, mesmo que apenas como uma homenagem ou dedicação, é uma forma de praticar tudo aquilo que o livro de Hebreus condena, é um modo de rejeitar a Cristo e a tudo o que ele fez.

SEGUINDO EM FRENTE - Professor Pádua


Fomos traídos e abandonados. Fomos vergonhosamente traídos e humilhantemente abandonados. As lágrimas não nos abandonam. O gosto amargo na boca não nos deixa. Nenhuma explicação nos conforta. Precisamos seguir em frente.

Fomos derrotados e humilhados. Nosso esforço não foi recompensado. Os melhores -- nós! -- não triunfaram. Lutamos em vão. A frustração resiste dentro de nossa alma. Nosso olhar mede o horizonte em centímetros, não mais em metros ou quilômetros.
Precisamos seguir em frente.

Fomos surpreendidos e defraudados. Fomos surpreendidos por um sorriso que sempre pareceu verdadeiro. Fomos prejudicados por quem apoiamos tantas vezes. A decepção se tornou uma larga ferida que se expõe diante de pessoas estranhas. Os gritos da crueldade ecoam para fazer da maldade uma verdade definitiva. O saboroso prato não passa de uma porção de pedras sob os grãos cozidos.
Precisamos seguir em frente.

Fomos enganados. Tão sábios nos achávamos, mas fomos enganados. Eram falsas as palavras de sabedoria que escutávamos. Não passavam de enganosos os gestos de amor que recebíamos. Era de conveniência a amizade que permitimos crescer. Agora amargamos a culpa de termos confiado.
Precisamos seguir em frente.

Pode ser que precisemos aprender alguma lição para o futuro, mas a nossa necessidade agora é apenas seguir em frente.
Certamente ainda amaremos, mas o que precisamos agora é apenas seguir em frente.
Um dia experimentaremos a dor de hoje como um salto para a liberdade, mas agora precisamos tão somente seguir em frente.
Mais adiante, voltaremos a confiar em nossa capacidade, mas hoje precisamos seguir em frente.
No porvir, certamente voltaremos apreciar a grandeza das pessoas dignas, mas no presente precisamos prosseguir.
Conquistaremos amanhã o que perdemos hoje, mas a conquista de hoje é seguir em frente.
Com certeza, notaremos mais adiante que Deus pilota a nossa vida, mas hoje precisamos que ele nos mantenha de pé, seguindo em frente.

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E JUDAS? SERÁ QUE ELE ALGUMA VEZ FOI UM SALVO? - Ednaldo Cordeiro


Sempre que transitamos nas conturbadas estradas da predestinação, nossos opositores, no sentido doutrinário, levantam a questão de Judas, o Iscariotes, afirmando que enquanto não havia traído o Mestre, era um salvo, já que andava entre eles, falava como eles, pregava como eles, e o próprio Cristo o escolhera para ser um de seus apóstolos.

Eu sei que é difícil aceitar aquilo que muitas vezes se coloca de forma clara diante de nossos olhos, devido aos nossos amados pressupostos. Lutei e ainda luto para vencer alguns que insistem em permanecer, mas prossigo conhecendo ao Senhor, moldando minha mente à Palavra. Algumas vezes me deparo com minhas limitações, e peço a Deus que me ilumine, e quase sempre Ele atende, algumas vezes me deixa de molho por um tempo, outras não se dá ao trabalho de responder.

Mas o caso de Judas é emblemático, pois aqueles que não acreditam que Deus possa reprovar alguém, condenar sem dar sequer uma chance, não aceitam que Judas tenha sido escolhido exatamente para fazer o que fez, ou seja, trair a Cristo. Alguns, inconsistentemente, afirmam que qualquer um dos discípulos poderia ter feito o mesmo.

Eu até poderia afirmar que qualquer um dos discípulos poderia ter sido o traidor, se eu não tivesse a Bíblia em mãos e se isso, a traição, ainda estivesse por acontecer. Realmente eu não sei o que acontecerá daqui a alguns segundos, que dirá dias ou anos, mas o que aconteceu e está registrado eu sei, e o que eu sei é que Judas foi o traidor porque estava destinado a isso. Inclusive, nossos opositores negam o seu próprio ensino sobre a presciência divina, ao defender a idéia de que o traidor poderia ter sido Pedro, por exemplo.

A Escritura é clara quanto a isso, Judas nunca foi um dos que teve seu nome escrito no livro da vida. Vamos ver como a Bíblia trata Judas.

Ladrão (João 12:6), e se Paulo, anos depois, ensinava que os ladrões não herdam o Reino dos Céus, 1 Co 6:10-11, quanto mais Cristo;

Um diabo (João 6:70), se o caso fosse de possessão demoníaca, Jesus poderia muito bem expulsar o “encosto” e Judas “tão bonzinho que era”, deixaria de roubar da bolsa, e jamais teria traído Jesus.

Haviam profecias de que o Messias haveria de ser traído, isso é ponto pacífico. Se haveria o ato, também devia haver o agente executor desse ato. Dizer que Deus deixou isso aberto no tempo é tolice. Na verdade, para demonstrar que Judas foi escolhido por Cristo para isso mesmo, bastaria ler os versos finais do capítulo 6 de João, onde Cristo diz “Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é um diabo.”. Cristo diz que Judas “é um diabo”, não que Judas se tornaria um após Satanás entrar nele como escreve Lucas, ou ter dado lugar como escreve o próprio João. Judas ERA um diabo.

Ainda no capítulo 6, mas agora nos vs.64-65, e fazendo uma montagem da fala de Cristo, retirando os comentários joaninos do meio da fala, e colocando-os no final, fica até mais fácil compreender: “Mas há alguns de vós que não crêem.[...] Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido, porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar.”. João afirma que “desde o princípio” Cristo sabia que havia descrentes entre os discípulos, bem como também sabia quem seria o traidor, apenas os apóstolos estavam alheios a esse fato, afinal eram simples humanos limitados no tempo e no espaço, e se Cristo desde o princípio sabia quem seria o traidor, não havia a possibilidade de algum dos outros discípulos passarem na frente de Judas.

Judas estava no lugar errado, como bem nos ensina Pedro após a ascensão de Cristo. Ele diz em Atos 1:25 que Judas se desviou do caminho de Deus para ir para O SEU PRÓPRIO CAMINHO. Judas apenas seguiu seu destino.

Agora, se formos buscar oportunidades de salvação no sentido que os nossos opositores usam, Judas teve todas, ele ouviu a Palavra da boca daquele que é a Palavra, ele teve oportunidade de pregar o Evangelho, ele curou enfermos, mas a despeito de ter visto e ouvido tudo isto, o discurso de Cristo era, e ainda é, “duro” de engolir. O próprio Jesus nos adverte acerca deste tipo de pessoa em Mateus 7:21-23, onde Ele afirma que não é porque alguém diz que Jesus é Senhor de sua vida, ou porque opera sinais e maravilhas, mas continua mantendo atitudes iníquas, que está salvo. Estes não são frutos da salvação, o fruto da salvação é uma nova natureza que tem prazer em fazer a vontade do Pai. E Judas não tinha isso, apesar dos sermões de Cristo, continuava roubando, apesar dos dons de operar maravilhas, continuava sendo “um diabo”. Sendo assim, ao trair Cristo, ele estava apenas seguindo o seu próprio caminho.

Se os nossos opositores estivessem corretos, Deus não poderia condenar nenhuma das pessoas que não tiveram a “oportunidade” de ouvir o Evangelho, pois, segundo eles, seria injusto condenar sem dar a chance. Como diria o Pr. Renato Vargens, vamos combinar uma coisa, em nenhum lugar da Bíblia há este tipo de ensino, são simplesmente sofismas humanos aplicados na interpretação bíblica, ou seja, não tem nenhum valor.

Concluindo, afirmar que qualquer outro discípulo poderia ter sido o traidor, para aqueles que advogam a eleição presciente, é atirar no próprio pé. No fim das contas, a única posição que realmente podemos seguir é a de que, apesar de ter caminhado entre os salvos por mais de três anos, Judas nunca foi um deles, ele sempre foi o filho da perdição, nascido para cumprir o propósito de trair o Messias.

***
Fonte: Divinitatis Doctor

FURTAR - Professor Pádua


"Não furtarás." (Êxodo 20:15)

Roubar tornou-se um problema tão frequente em nossa sociedade, que agora é um comportamento comum. Estamos tão acostumados com pessoas roubando à nossa volta, que nem sequer cogitamos mais em deixar nossos carros ou casas abertos.

Pessoas arrombam carros e invadem casas. Se você acidentalmente deixar a sua carteira ou bolsa em algum lugar, provavelmente não a terá de volta.

Roubar é tão gritante em nossos dias que ficamos chocados quando vemos alguém sendo honesto. É uma qualidade rara hoje em dia.

No entanto, a tentação de roubar é constante. Quando você vende a sua casa ou o carro, é tentador inflar o preço um pouco. Quando você recebe troco a mais, a tentação é ficar com ele.
Mas Deus diz que devemos viver vidas honestas.

Efésios 4:28 diz: "O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade." A ideia neste versículo não é simplesmente deixar de fazer o que é errado (roubar), mas começar a fazer o que é certo.

Além disso, em 2 Tessalonicenses 3:10-12, lemos: "Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma. Pois ouvimos que alguns de vocês estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia. A tais pessoas ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranquilamente e comam o seu próprio pão.

Saiba que Deus vai honrar a pessoa que honra os princípios das Escrituras. A Bíblia diz: "Não roubarás", e isso significa exatamente o que ela diz. Se você rouba, é um insensato e a sua vida espiritual irá refletir as consequências dos seus atos.

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PODEMOS ORDENAR QUE OS DEMÔNIOS MANIFESTEM E CONVERSAR COM ELES? - Leonardo Dâmaso


Obs: Neste artigo, eu me detive a analisar apenas a questão do exorcismo e da verdadeira “possessão” maligna, uma vez que existem casos parecidos com a “possessão” maligna que, de fato, não é “possessão maligna, antes, são pessoas com diagnósticos de problemas mentais e distúrbios de múltipla personalidade que muitas vezes desconhecem que possuem tal problema de saúde bem como os pastores que atribuem tal problema à “possessão” maligna”.  
O exorcismo, que é simplesmente o ato de libertar uma pessoa “possessa”, demonizada ou sob o domínio de Satanás, é uma prática bastante antiga não somente vista no Cristianismo, mas, também, em outras religiões. Os xamânicos, por exemplo, acreditavam em pessoas “possessas”, demonizadas ou sob o domínio de Satanás. Os xamãs, portanto, realizavam exorcismos.

A primeira referência sobre pessoas “possessas”, demonizadas ou sob o domínio de Satanás foi descrita pelos sumérios, um povo oriundo da Suméria, que é considerada a civilização mais antiga da humanidade. Os principais registros que temos acerca de pessoas “possessas”, demonizadas ou sob o domínio de Satanás e de exorcismos está descrito nos evangelhos através do ministério de Jesus e com apenas um relato escrito no livro de Atos através do ministério dos apóstolos. Logo, no inicio do século II, no período pós-apostólico, o exorcismo ou a prática do mesmo alcançou certa proeminência de acordo com alguns registros do Cristianismo histórico. Em vista disso, como, então, saber como era a prática do exorcismo? Quem eram as pessoas que podiam realizar os exorcismos? Como era o processo? Se ordenava que o demônio manifestasse e quem realizava o exorcismo conversava com ele? Como não é o meu objetivo me deter na parte histórica e ter como regra base o método em que as outras religiões empregam na realização do exorcismo, todavia, quero enfatizar o método correto de exorcismo baseado no que as Escrituras ensinam sobre o assunto.

Não obstante, o primeiro relato que temos na Escritura sobre “possessão”, demonização ou alguém sob o domínio de satanás pode ser visto em Marcus 1.21-26, onde Jesus, entrando numa sinagoga para ensinar às Escrituras, se depara com um homem “possesso” ou sob o domínio de um espírito maligno que, talvez no meio ou no final do discurso de Jesus, diz: Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para destruir-nos? Sei quem és tu, o Santo de Deus(vs.24). [Almeida Século 21] Jesus, porém, repreende os demônios, dizendo: Cala-te e sai dele (vs.25). [Almeida Século 21] E, imediatamente, Marcus diz, que o espírito (os) maligno(s) saiu do homem (vs.26). Note que, neste caso, Jesus não ordenou que o demônio MANIFESTASSE; ele apenas REPREENDEU o demônio ordenando-o que saísse do homem. Podemos observar também que, ainda, no capítulo 1.34, é dito que Jesus, ao realizar exorcismos, não “permitia que os demônios falassem, porque eles sabiam quem ele era”. [Almeida Século 21]

Outro caso relatado no evangelho de Marcus é de dois homens gerasenos (Mt 8.28-34; Mc 5.1-20; Lc 8.26-39). De acordo com o relato de Marcus 5.7-13, que descreve apenas um homem, é dito que, ao ver Jesus de longe, ele correu e se prostrou de joelhos aos seus pés, porque Jesus dissera ao demônio que saísse daquele homem (vs.6-8). Em seguida, Jesus pergunta qual é o nome daqueles demônios, que se chamava legião, porque eram muitos [uma legião romana de soldados era composta por cerca de 6000 soldados] (vs.9 para mais detalhes do diálogo, leia os vs.10-12). Portanto, neste evento observamos duas atitudes de Jesus em relação ao exorcismo:

(1) Jesus não ordenou que os demônios MANIFESTASSEM no homem ou nos homens sob o domínio deles. Os demônios simplesmente quando viram Jesus logo MANIFESTARAM.

(2) O diálogo de Jesus com a legião de demônios, além de ser o único evento em que Jesus conversa com um ou vários demônios, não é um ensinamento e nem sequer uma base para se conversar e entrevista-los no momento do exorcismo como vemos nos “cultos” de libertação nas igrejas/seitas neopentecostais, onde se fazem os mais variados tipos de perguntas e, sobretudo, perguntas irrelevantes e patetas aos “supostos demônios”.

O diálogo de Jesus com aquela legião de demônios perguntando seu nome não era porque ele não sabia quem eram aqueles demônios. Jesus, como Deus que é, Onisciente e Soberano sabia quem eram aqueles demônios, entretanto, o diálogo e a pergunta revela-nos o seu poder superior sobre o poder dos demônios. Adolph Pohl corrobora que Jesus não perguntou o nome daqueles demônios por não saber, mas para demonstrar que tudo tem de ser entregue a ele.[1]

O fato de Jesus ter conversado com os demônios neste evento é algo singular na história!

No evangelho de Mateus é descrito no capítulo 9.32-34, logo após Jesus curar dos cegos (Mt 9.27-31), que levaram até Jesus um homem mudo sob o poder de Satanás, isto é, o demônio fez com que aquele homem ficasse mudo. Em seguida, é dito que Jesus expulsou o demônio daquele homem e ele falou. Novamente não vemos nenhuma menção de Jesus ter ordenado que o demônio manifestasse ou que ele conversou com o demônio. Ainda, em Mateus 15.21-28, no caso da filha da mulher cananeia, que também estava sob o domínio ou poder do demônio, Jesus simplesmente proferiu uma palavra para a mãe desta menina que a sua filha estava liberta e, assim, aconteceu imediatamente (veja o paralelo em Mc 7.29-30).

Retornando ao evangelho de Marcus 9.14-29, podemos observar o evento de um garoto que estava sob o poder do demônio, que o fazia ter convulsões, de modo que ele espumava pela boca, rangia os dentes e, por muitas vezes, tentou matá-lo lançando-o no fogo e na água (vs.18, 20, 22). Ao se deparar com este garoto, Jesus liberta-o do poder do demônio não ordenando que ele se manifeste e, tampouco, conversa com ele, mas, simplesmente, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele e nunca mais entre! Almeida Século 21

No livro de Atos, por sua vez, vemos apenas um único relato acerca de um exorcismo realizado por Paulo, ou seja, no caso em pauta, em Atos 16.16-18, onde o apóstolo repreendeu, [não ordenando que ele se manifestasse e nem conversou com ele] o espírito maligno de uma jovem adivinha, dizendo: Eu te ordeno (ao espírito maligno) em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora ele saiu. Almeida Século 21 Certamente pode ter ocorrido alguns outros casos de exorcismos realizados pelos demais apóstolos, porém, tais eventos não foram registrados por Lucas por vontade divina em virtude dos eventos de exorcismos já contidos nos evangelhos serem suficientes.
Portanto, concluímos, então, que a prática de ordenar que o demônio manifeste e conversar com ele conforme é visto nos cultos de libertação nas igrejas/seitas neopentecostais não é coerente com o tipo de exorcismo que as Escrituras ensinam. Tal prática é uma crença pagã antiga onde se acreditava que o conhecimento do nome de uma entidade espiritual que estava possuindo uma pessoa conferia poderes mágicos ao exorcista que era capaz de expulsá-la do corpo da pessoa possessa e até destruí-la. Champlin ressalta que os nomes de vários deuses pagãos nunca eram proferidos, e eram mantidos em segredo por temor que, conhecidos esses nomes, ficaria prejudicado o poder dessas divindades entre o povo, pois algo de sua distinção era prejudicado.[2] Jesus nem sequer os apóstolos utilizavam tal prática pagã no exorcismo, mas, simplesmente, repreendiam o demônio da pessoa que estava sob o seu poder e domínio ordenando-o que fosse embora. O que passar disso no exorcismo não é do agrado de Deus e, sobretudo, fora dos padrões estabelecidos por ele nas Escrituras.

___________________
NOTAS:
1 Comentário Esperança. Marcus, pág 122.
2 Russel Norman Champlin. Marcus, pág 696.

***
Divulgação: Bereianos

SEGUNDO - Professor Pádua


Com o profeta João Batista, aprendemos que, para fruir uma vida que vale a pena, não temos que ser os primeiros: os primeiros da empresa, os primeiros da classe, os primeiros da igreja, os primeiro da casa, os primeiros do grupo.

Podemos ser alguém que tira as sandálias do outro.
Podemos ser alguém que prepara caminhos para o outro trilhar.
Podemos ser alguém que anuncia o que vai chegar.
Nem todos temos que ser sol; podemos ser felizes como luas.
Nem todos temos que dar ordens sempre.
Nem todos temos que ser servidos sempre.
Nem sempre temos que ser ouvidos.
Nem sempre temos que dirigir todas as reuniões.
Podemos ser felizes preparando o palco para o outro brilhar.
Podemos ser felizes lendo livros que os outros escreveram.
Podemos sofrer o pênalti que o artilheiro vai bater.
Podemos ser felizes aplaudindo no palco os que sabem representar.

Sem que ninguém nos note, sem que ninguém nos elogie, sem que ninguém nos reconheça, sem que ninguém nos ovacione, podemos fazer história.

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