domingo, 27 de julho de 2014

TEMPLO DE SALOMÃO OU TEMPLO DE ENGANAÇÃO - Rev. Leandro Lima


Algumas considerações me vêm a mente sobre a inauguração do “templo de Salomão” por Edir Macedo e a Igreja Universal. Antes de tudo é preciso “admirar” a capacidade administrativa e empreendedora deste homem. Ele, provavelmente, enriqueceria vendendo qualquer produto. Pena que escolheu vender a fé…

 A grande habilidade do Macedo é saber aproveitar os “filões” do “mercado” religioso. Ele fez a Universal avançar nadando nas águas do sincretismo religioso brasileiro, especialmente na relação com as religiões afro-brasileiras e com o catolicismo popular. Se aproveitou dos símbolos, superstições e temores próprios dessas religiões para construir seu império baseado no slogan “pare de sofrer”, e na suposta vitória sobre os espíritos que produzem sofrimento. Ao invés de “sacrifícios físicos”, passou a exigir “sacrifícios financeiros”, no que se deu muito bem. Agora, mais uma vez, imitando o catolicismo e outras religiões sacramentais, ele estabelece um “santuário” com o objetivo de atrair multidões, e especialmente, contribuições.

Foto: Templo de Salomão? - IURD/SP
Em poucas palavras, entretanto, posso dizer que essa construção é uma aberração. Antes de tudo é uma aberração arquitetônica, pois tenta recriar algo de uma época que já passou e que não faz mais sentido no mundo atual. Além de ser um equívoco histórico, pois trata-se de uma cópia mal feita do templo de Herodes, aquele que foi reconstruído um pouco antes do tempo de Cristo. Por isso, em vez de Templo de Salomão, deveria ser chamado de “réplica do Templo de Herodes”. Mas nesse caso, não daria muito “marketing”…

 Acima de tudo é uma aberração teológica. Imagino que ele não tenha ido tão longe ao ponto de fazer as divisões internas do templo (santo lugar, santo dos santos), até porque isso limitaria o número de pessoas lá dentro e, consequentemente, de ofertas. A menos que ele quisesse se entronizar lá dentro do Santo dos Santos… (a vantagem é que só um homem o veria uma vez por ano).

 De qualquer maneira, é uma aberração teológica, pois tenta recriar, mesmo que em termos ilustrativos e comerciais, algo que o próprio Deus autorizou a destruição. Foi o Senhor Jesus quem disse, sobre aquele templo de Israel, que seria destruído e não sobraria pedra sobre pedra (Mt 24.1ss). De certo modo, ao reconstruir o simbolismo, ele está erguendo novamente algo que Deus quis que terminasse. E a razão é simples: Jesus é tudo aquilo que o Templo de Israel prefigurava. Jesus cumpre em sua pessoa todas as promessas e realizações do antigo Templo. Reconstrui-lo, mesmo que apenas como uma homenagem ou dedicação, é uma forma de praticar tudo aquilo que o livro de Hebreus condena, é um modo de rejeitar a Cristo e a tudo o que ele fez.

***
Fonte: Perfil do autor no Facebook
Via: Reformers

RAIVA - Prof. Pádua


Fiquei até de madrugada conversando com um jovem, vítima de um assassino em potencial. Meditem sobre isso.

"Não matarás." (Êxodo 20:13)
O sexto mandamento obviamente proíbe tirar outra vida humana sem motivo justificável. Podemos dizer: "Bem, nunca matei ninguém. Pelo menos esse mandamento posso dizer que nunca quebrei."

Mas no Sermão do Monte Jesus declarou: "Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno." (Mateus 5:21-22).

Assim, a raiva em nosso coração pode ser como matar alguém. De acordo com 1 João 3:15: "Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem vida eterna em si mesmo."

A palavra "ódio", usada por João significa "desprezar habitualmente." Ele não está falando de apenas uma emoção passageira, mas de um ódio profundamente arraigado.

Todos nós ficamos irritados e mesmo com ódio em alguns momentos. Mas a bíblia fala de ódio, aversão, ou desprezo por alguém. É permitir que a amargura para com outra pessoa se desenvolva por um longo período de tempo, a ponto de você ferver de raiva toda vez que vê essa pessoa ou escuta o seu nome.

Espalhando mentiras sobre alguém, caluniando ou matando seu caráter pode ser como assassinato. Se você ama a Deus, você vai amar o próximo. E se você ama o seu próximo, não vai fazer essas coisas contra ele.

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DESCANSO - Prof. Pádua


"Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. [...]" (Êxodo 20:8-10)

Os Dez Mandamentos podem ser divididos em duas seções: os quatro primeiros tratando do nosso relacionamento com Deus, e os seis últimos sobre nossos relacionamentos com pessoas. O último dos mandamentos sobre a nossa relação com Deus se refere ao sábado.

O dia de sábado foi algo que foi reservado para o povo judeu, um dia para eles adorarem o Senhor e descansarem dos seus trabalhos. Deus estava, no fundo, dizendo ao seu povo que eles deveriam manter este dia como um dia sagrado para Ele.

Mas eu acredito ainda que o dia de sábado estava apontando para algo mais do que um período de 24 horas. Na verdade, o Novo Testamento nos diz: "Pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas." (Hebreus 4:10).

O descanso do sábado aponta para um descanso no relacionamento com Deus, no qual reconhecemos que não temos de fazer coisas para ganhar sua aprovação, mas encontramos isso naquilo que Cristo fez por nós.

Em nossa sociedade moderna, na qual trabalhamos tão duro em busca do sucesso, poucas pessoas parecem ter tempo livre para se lembrar de Deus e agradecer a Ele por tudo quanto Ele tem feito. Parece que estamos ocupados demais para Deus. Até que uma crise chega e, de repente, encontramos tempo para pedir a Sua ajuda.

Tenhamos certeza de que estamos tendo tempo para honrar a Deus e lhe agradecer por tudo aquilo que Ele tem feito por nós.

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PEQUEI, E DAÍ? - Rev. Augustus Nicodemus Lopes


Faz poucos anos tomei conhecimento de um escândalo, um caso de adultério, cometido por um pastor que também era professor de seminário teológico. O pastor vinha traindo a mulher, levando a amante para motéis. Ele foi apanhado somente quando pagou um motel com o cartão de crédito da própria esposa, que naturalmente descobriu tudo quando recebeu a fatura. Além desse detalhe escabroso, que mostra que o pecado cega a inteligência das pessoas, o que mais chocou a todos é que a liderança da sua igreja simplesmente o afastou do seminário por um breve período. No semestre seguinte, lá estava ele de volta ao seminário, dando aulas aos alunos, como se nada tivesse acontecido. O caso era de conhecimento geral, inclusive dos alunos. Que mensagem estava sendo passada para aqueles futuros pastores e líderes quanto à seriedade do pecado e da necessidade de se viver uma vida santa no ministério?

A falta do exercício da disciplina na Igreja sobre membros e líderes faltosos é consequência do conceito largamente difundido entre os evangélicos de que os crentes não são responsáveis por seus atos diante de outros, e especialmente, de que não dão conta de seus atos às igrejas das quais participam ou lideram.

Primeiro, há quem considere o exercício da disciplina como uma violação do mandamento de Jesus, “não julgueis para que não sejais julgados” (Mat 7:1). Essa interpretação é totalmente falsa. O julgamento que Jesus proíbe é o julgamento hipócrita, isto é, condenarmos os outros sem prestarmos atenção em nossos próprios pecados (veja versos 3-5). A prova que Jesus não estava fazendo uma proibição geral contra o julgamento se encontra nos versículos seguintes, quando Ele determina aos discípulos: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem” (Mat 7:6). Para que possamos obedecer a esse mandamento, temos de determinar quem é porco e quem é cão. Ou seja, temos que julgar. Além disso, foi o próprio Jesus quem determinou os passos para o exercício da disciplina na Igreja (Mat 18:15-17).

Segundo, para muitos a disciplina é uma violação do mandamento do amor. É considerada como falta de amor cristão para com o irmão caído. Essa interpretação falsa do amor cristão não leva em conta o ensino bíblico de que Deus disciplina exatamente aqueles que Ele ama (Heb 12:6; cf. Deut 8:5; Sal 89:30-34; 11975; Prov 3:12; 13:24; et alli). Fechar os olhos para o pecado do irmão não é amor. É ódio. É desejo de vê-lo afundar-se mais e mais no pecado.

Essas atitudes têm servido para que evangélicos vejam a disciplina como algo punitivo, injusto, vingativo e opressor, levando muitos a acharem que devem prestar contas de seus atos somente a Deus. E às vezes, nem isso.

Se esse estado de coisas não mudar, veremos o crescimento de uma geração de cristãos irresponsáveis, que não reconhecem seus erros e pecados, que desconhecem o valor e a necessidade da disciplina, e que não percebem a seriedade e a gravidade do pecado e suas conseqüências na vida do discípulos de Cristo e a importância de corrigir publicamente os pecados públicos, como Jesus corrigiu publicamente a mulher adúltera. Ele não a condenaria com pena de morte, como os fariseus desejavam, mas corrigiu sua vida imoral em público, dizendo “vá e não peque mais”.

***
Fonte: Augustus Nicodemus, via Facebook

NA FORÇA DE DEUS


"Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder." (Efésios 6:10)

Assim como os policias pedem reforços quando sentem que o perigo é iminente, a primeira coisa que devemos compreender acerca da batalha espiritual é que com nossas próprias forças não somos páreo para o diabo.

Acho que um respeito saudável pelo nosso adversário é uma boa pedida para os crentes hoje. Não queremos subestimá-lo nem superestimá-lo. Queremos avaliar precisamente quem ele é e quais as suas habilidades. Precisamos reconhecer que ele é poderoso; não queremos tentar enfrentá-lo com nossas próprias forças.

Quando ouço alguns pregadores na televisão ou no rádio chamando o diabo por apelidinhos bestas, rindo dele, ou fazendo piadas dele, lembro-me do que diz Judas 1:9: "Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: 'O Senhor o repreenda!'"

Nem o Arcanjo Miguel, de elevada posição, se atreveu a condenar com escárnio o diabo. Disse apenas: "O Senhor o repreenda!" Havia respeito pelo inimigo.

O motivo pelo qual devemos fortalecer-nos "no Senhor e no seu forte poder" é que Satanás quer que nos afastemos disso. É a base da nossa força. Ele quer separar-nos de Deus, pois no momento em que nos tirar d'Ele, somos presa fácil em campo aberto. Por isso, o diabo quer pôr uma divisão entre Deus e nós.

O único poder capaz de expulsar Satanás eficazmente é o poder de Jesus Cristo. Seja forte no Senhor. Fique perto d'Ele. Não deixe nada se interpor entre você e Deus.

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O LUGAR DE DEUS


"Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam." (Êxodo 20:3-5)

O que significa quando Deus diz: "Não terás outros deuses além de mim?" Significa que não devemos permitir que nada, nem ninguém tome o lugar de Deus em nossas vidas.

Para muitos, Deus pode se personificar numa carreira, em bens materiais, num relacionamento ou numa grande habilidade. Deus pode ser transformado em muitas coisas. Mas a Bíblia nos alerta: "Queridos filhos, mantenham-se longe de qualquer coisa que possa tomar o lugar de Deus em vossos corações" (1 João 5:21).

As escrituras também nos alertam sobre ídolos personificados em objetos ou imagens esculpidas. Antes que alguém possa argumentar que essa questão era exclusiva do Antigo Testamento, vamos dar uma olhada para os ícones religiosos e imagens que há em nossa sociedade atualmente. Não quero dizer que todos eles estão necessariamente equivocados. Estou dizendo apenas que não precisamos deles para adorar a Deus.

Às vezes as pessoas dizem: "Preciso dessas coisas para me lembrar de Deus". Mas uma pessoa que conhece a Deus, O ama e está vivendo em comunhão com Ele, não precisa de uma imagem ou de uma representação de Deus para adorá-Lo.

A dependência de tais coisas indica a ausência de uma vida espiritual interior. Jesus disse: "Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (João 4:24).

Não precisamos de imagens, não precisamos de ícones e não precisamos de símbolo algum.
Deus nos diz: "Não farás para ti nenhum ídolo."
Dê-Lhe portanto, o seu amor por inteiro.

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QUAL É O FIM PRINCIPAL DO HOMEM? - Rev. Onézio Figueiredo


Pergunta 01: Qual é o fim principal do homem?  

Resposta: 
O fim principal do homem é glorificar a Deus (Rm 11.36; I Co 10.31), e gozá-lo para sempre (Sl 73.24-26; Jo 17.22,24).

Glorificação permanente.

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança para que ele, por sua natureza, grandeza e virtudes, lhe fosse, naturalmente, perpétua glória na existência e na adoração. Arte do grande Artista, o homem destina-se às artes, à ciência, ao pensamento, à moral, à ética, à comunhão com o Criador e às relações interpessoais harmoniosas com seus semelhantes. A obra prima da criação deveria, por si mesma, ser, dentro de seus objetivos originais, sublime expressão de glória e exaltação do Pai eterno. O pecado prejudicou desgraçadamente o homem, corrompeu-o, mas Deus lhe preservou na essência princípios qualitativos da base original, ainda que rudimentarmente, de moralidade, de espiritualidade, de inteligência, de sensibilidade, de racionalidade, de criatividade, de poder regencial. Poucos seres humanos, porém, depois da queda, voltam-se para Deus. A maioria torna-se egocêntrica, materialista, hedonista e, parte considerável, satanista. Na massa caída e degenerada Deus introduziu o novo Adão, Jesus Cristo, de quem pode dizer o mesmo que diria do velho Adão: "Este é meu filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi" (Mt 17.5). Em Cristo, cabeça da nova humanidade, a glória está perfeita e exuberantemente visível: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como a do unigênito do Pai" (Jo 1.14). O homem, em si mesmo, apesar da queda, é glória de Deus, pois é o único ser moral, intelectivo, volitivo e criativo. Os regenerados em Cristo Jesus, retirados da humanidade degenerada pela eleição da livre graça divina, recuperaram a espiritualidade e se reconciliaram com Deus, tornando-se imagens e semelhanças de Cristo, formando com ele um corpo interativo indissolúvel e, por meio dele, restabelecidos à comunhão do Pai celeste: "Que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17.21 cf 17.24). O crente é, por sua natureza e vocação, um glorificador de Deus, um santificador de seu nome. No regenerado Cristo é glorificado (Jo 17.10). O conservo Paulo podia dizer:  "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20).

Glorificação por testemunho

O mundo toma conhecimento de Deus, de sua paternidade, santidade, poder, honra, misericórdia e glória pelo testemunho existencial e missionário de seu povo. O salvo em Cristo Jesus não deve ser, é: sal, fermento e luz: "Vós sois o sal da terra""Vós sois a luz do mundo", disse Jesus; e acrescentou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mt 5.13.14,16). Onde o redimido é colocado como boa semente, aí  florescem a dignidade, a honestidade, a sinceridade, a bondade e a paz. O crente modifica o ambiente em que vive ética, moral, social e espiritualmente. Enquanto o homem carnal é glória de si mesmo, de seu ego e do mundo, o verdadeiro crente é glória de Deus; para isso foi criado, eleito desde a eternidade, chamado em Jesus Cristo, colocado no corpo dos redimidos, sustentado e preservado pelo Santo Espírito da promessa. Por seu testemunho claro e forte a mensagem se torna poderosa, convincente e transformadora. O nome de Deus é santificado na vida de seus santos. Cristo administra os seus servos (douloi), jamais é administrado por eles. Ao renunciar as glórias do mundo, o salvo se transforma em glória de seu Salvador.

Gozá-lo para sempre

Imagine se você pudesse ter sua mãe, sadia, jovial, amorosa e dedicada, sempre ao seu lado. Que a doença, a velhice e morte jamais a atingissem. Seria um gozo ininterrupto e completo para os corações tanto do filho como da mãe. A paternidade divina, imensuravelmente mais profunda, mais significativa e mais construtura, nunca se apartará do regenerado. O filho estará eternamente com o seu Pai celeste numa interligação pessoal, fraternal e gozosa para a alegria do Criador e realização da criatura. A humanidade geral, porém, seduzida pelo maligno, afasta-se do Salvador e se entrega a si mesma e aos caprichos da carne. Corrompem-se no pecador irregenerado os laços da fraternidade e os vínculos de unidade; deturpa-se-lhe, e se lhe degenera o ser original. Cristo, no entanto, restaura, no eleito, a imagem danificada pela queda, restabelece-lhe o gozo permanente pelo consolo do Espírito, reata-lhe o elo de convergência espiritual  da indissolúvel ligação entre o Criador e a  criatura, feita para ser imagem, não caricatura.

O cristão regenerado glorifica o Salvador e vive no gozo de sua paternidade e proteção.

***
Comentário do Rev. Onézio Figueiredo sobre a 1ª pergunta do Breve Catecismo de Westminster.

FILHO E PAI


Hoje, ainda cedo, me preparava para tomar café e retornar a João Pessoa, me deparei com este texto é uma revista e fiquei meditando por um tempo. Um texto que nos leva a pensar sobre os nossos pais.

Leiam por favor.

"Todo filho é pai da morte de seu pai"
Fabrício Carpinejar

"Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia."

Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai. É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho.
É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe. É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas. Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes. A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões. Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente? Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia. Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos. No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
— Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
— Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

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MOTIVAÇÃO


"Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado." (Efésios 1:5-6)

Muita gente pensa que basta simplesmente obedecer os 10 Mandamentos e que, se não o fizerem, serão punidos por Deus. Mas o fato é que Deus nos ama e deveríamos cumprir os 10 Mandamentos simplesmente por causa disso.

Precisamos lembrar que Deus nos aceita como somos. Não há nada que possamos fazer a mais para obter a Sua aprovação. Não podemos realizar coisa alguma para nos tornarmos merecedores do Seu amor. Deus nos ama e, ponto final. Mesmo apesar dos nossos tropeços e pecados.

Algumas pessoas vêm de lares onde seus pais nunca expressaram amor ou afeição por elas. Assim, pegam a imagem de seus pais biológicos e vêem Deus da mesma forma. Passam o resto da vida tentando ganhar a aprovação de Deus, que na verdade já deu Sua aprovação a eles de antemão.

Ele nos ama exatamente do jeito como somos. Claro, Ele não quer permaneçamos a vida toda desse jeito que somos. Ele quer nos mudar constantemente, para ficarmos cada vez mais parecidos com Cristo. Porém, independentemente disso, Deus nos ama da mesma forma quando fazemos algo bom ou quando tropeçamos.

Saber disso deveria fazer com que nós O amássemos. Como é dito em 1 João 4:19: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro." Então, ao invés de buscarmos guardar os 10 Mandamentos para tentarmos ganhar o amor de Deus, deveríamos fazer isso simplesmente por causa do amor d'Ele por nós, porque simplesmente sabemos que é o correto a ser feito. A questão é: o que nos motiva a fazer isso!

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

A LEI DA PALMADA E O DESAFIO CRISTÃO - Leonardo Dâmaso


Irmãos,

estamos diante de uma situação delicada. Refiro-me ao Projeto de Lei 7.672 — também conhecido como a “Lei da Palmada” —, que desde 2010 tramitava no Congresso e foi aprovado na última quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Em resumo, é isso: os pais estarão proibidos de castigarem fisicamente os seus filhos. A invasão do estado (que é um governo) à soberania da esfera familiar (que também é um governo) caminha a passos cada vez mais galopantes em terra brasilis.

O apóstolo Paulo ensina que toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para acorreção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17). Ora, se é verdade que "A Escritura não pode falhar" (João 10.35), então é fato que essa proibição absurda produzirá o que países como a Suécia — o primeiro a instituir uma Lei da Palmada, em 1979 — está experimentando: uma geração de crianças mimadas e mal preparadas para a vida adulta. E isso é o mínimo, pois sabemos que efeitos muito mais devastadores para a sociedade poderão decorrer daí (criminosos de toda espécie, por exemplo).

"A Escritura não pode falhar".

Provérbios 29.15 diz que a vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. Diz também que filhos corrigidos trazem “descanso” e “delícias” à alma dos seus pais (Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma” — Provérbios 29.17). A experiência sueca (e agora a do Brasil, daqui para a frente) poderia ser bem diferente caso esse preceito fosse aplicado.

A referida Lei tem o objetivo expresso de “estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante”. Mas vejam como a definição que a alínea I do Parágrafo Único dá a “castigos físicos” é elástica:
Ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento ou lesão à criança ou ao adolescente”.

Vocês concordam que um simples segurar o filho pelo braço (que é uso da força física) e lhe dar umas broncas poderá ser enquadrado como castigo físico, uma vez que poderá resultar em “sofrimento” para a criança? OK, vocês podem até não concordar que poderá resultar (e, de fato, poderá mesmo não resultar). Mas o fato é que, para o estado, i-ne-vi-ta-vel-men-te resultará, não tenham dúvida. Muita coisa (para não dizer tudo) poderá resultar em sofrimento para a criança: bastará o estado definir o quê. Aparentemente, é por amor aos menores que esse tipo de lei é pensado. Mas a Escritura, que, lembrando, “não pode falhar”, diz que privar a criança do castigo físico é, na verdade, odiá-la: “O que retém a vara aborrece [no hebraico, odeia] a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (Provérbios 13.24).

É evidente que não estou a defender aqui a violência contra as nossas crianças. Provérbios 19.18 alerta: “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. O fato de achar essa lei absurda não significa que a violência contra a criança não existe. Sim, ela existe, e eu mesmo conheço casos e mais casos de pais que se excedem no castigo que infligem aos seus filhos quase “a ponto de matá-los”. Mas o fato é que o disparate dessa gente é tanto que rebatizaram a então Lei da Palmada para “Lei Menino Bernardo”, em homenagem aBernardo Boldrini, que foi covardemente assassinado pelo pai e pela madrasta. Ou seja, "o pai que dá um tabefe na bunda de um moleque mal educado é rebaixado à condição de potencial psicopata que pode eventualmente matá-lo e dar um sumiço em seu corpo", como bem colocou Guilherme Macalossi. Querem exemplo maior de loucura?

A bancada evangélica no Congresso resistiu, mas não foi suficiente: a lei foi aprovada com unanimidade de votos. O marxismo, em sua guerra contra a família, acaba de ganhar mais uma batalha. Os pais serão ameaçados pelos próprios filhos, como já pude ouvir de um irmão da igreja em que sirvo.
  
O desafio que temos pela frente é grande, pois quando o estado legisla contra a Palavra de Deus nós somos chamados a resisti-lo (cf. Atos 5.29). A Escritura diz que a criança não é o anjinho que o pensamento politicamente correto pinta. Pelo contrário, a estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela (Provérbios 22.15). Se de fato amamos as nossas crianças, deveremos desobedecer ao estado neste particular. Como está escrito, não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno (Provérbios 23.13-14). A única coisa que a Lei da Palmada fará é povoar o lugar que Deus preparou para o diabo e seus anjos.

Que Deus proteja as nossas famílias do deus-estado e nos dê a sabedoria necessária tanto para enfrentá-lo como também para educar as nossas crianças no Seu temor.

Amém!

Para discussão: desobedecer ao estado mesmo correndo o risco de perder a guarda da criança? Qual a alternativa diante desse risco e do risco de repetir a experiência sueca (que já é a experiência de muitas famílias brasileiras)?

***
Fonte: Optica Reformata

DISCIPLINA...


O amor de Deus por nós poderia até ser comparado ao amor de um pai, uma mãe por seu filho, mas, na verdade, vai muito além deste amor humano e falho. Em Cristo, Deus nos amou de tal maneira, que O levou a um ato de misericórdia e compaixão tão grande a ponto de entregar Seu único Filho para nos resgatar de volta para Ele. Pense bem, quem entregaria a vida de um filho amado, filho único, em favor de um criminoso?! Foi isto mesmo que Deus fez por nós. Cristo, o filho amado e único de Deus Pai foi entregue em favor de toda a humanidade que se encontrava em total separação de Deus por causa do pecado.

“Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Romanos 3:23

Não nos esqueçamos de como foi grandíssima a salvação que Cristo nos garantiu na cruz do Calvário. Sendo ainda pecadores, Deus nos trouxe vida por meio da redenção em Cristo Jesus. Mas com frequência nos ressentimos do fato de Deus permitir provas, lutas, tribulações em nossas vidas. Não entendemos o porquê, e muitos de nós se sentem injustiçados.
Amados, o mesmo Deus de amor que cuida de nós, providenciando todas as coisas, continua sendo o Deus de amor que permitirá que passemos por situações para nos limpar, purificar e corrigir nossos caminhos.

“Lembrem-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não.” Deuteronômio 8:2

É meio chocante, mas é verdade. Deus conhece nosso interior, e como nos desviamos dos propósitos d'Ele com facilidade. Temos a tendência, como seres humanos, de nos afastar da disciplina quando a situação parece aliviar. Às vezes, coisas pequenas, como a maneira que nos relacionamos com o próximo, as escolhas no uso do dinheiro, do tempo; coisas em que permitimos que sejamos roubados em tantas áreas, e Deus não deseja isto para nós. Como Pai amoroso e zeloso que é, irá nos corrigir. Ao colocarmos qualquer outra coisa em nossas vidas em primeiro lugar, ao invés do Senhor, estaremos sendo roubados de alguma forma, além do fato de roubar de Deus Seu lugar de adoração absoluta.

“Pois tu, ó Deus, nos submeteste à prova e nos refinaste como a prata…passamos pelo fogo e pela água, mas a um lugar de fartura nos trouxeste.” Salmo 66:10,12

O Senhor tem algo melhor reservado para nossas vidas, mais do que imaginamos. O resultado final será salvação, graça, edificação, fortalecimento interior.

Portanto, amados, não se entristeçam nem se considere inferior a alguém que ‘parece’ estar sendo mais abençoado do que você. Deus te ama e está te dando a chance de crescer e corrigir suas escolhas, seus caminhos. Levante a cabeça, porque Deus é Quem te garante e te defende. Não endureça seu coração, mas aceite a correção e enxergue nisto o grande amor de Deus por tua vida.

Nos abençoe!
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PECADO...


O homem nasceu para vencer. Vencer é o seu lema, a sua bandeira, o seu alvo maior. Vencer pela força, pela espada, pela diplomacia, pela guerra e pela paz. Vencer pelo silêncio e pela eloquência, pela inteligência e pela dialética.

Mas a mais difícil vitória, é a vitória sobre nós mesmos. O homem conquista o espaço, descobre os mistérios da ciência, domina as nações, destrona reis, abate multidões, derrama sangue, mas é derrotado por si mesmo. O pecado o estrangula como um monstro, o pecado o torna vil, desprezível e execrável.

O pecado é a causa da tragédia do homem. O pecado é o pior de todos os males: pior do que a pobreza, do que a fome, do que a doença, do que a tragédia, do que o abandono, pior do que a própria morte. Nada disso pode afastar o homem de Deus, mas o pecado o separa de Deus agora e o lança no inferno para sempre. O salário do pecado é sempre a morte. O pecado é um patrão carrasco: promete prazeres e paga com sofrimento; promete vida e paga com a morte.

Será que existem uma esperança? Ah, os céus e a terra, os profetas, os apóstolos, a Bíblia, os cristãos que lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro, O Deus todo poderoso, enfim, proclamam: Há uma solução. Há uma saída. Há uma pessoa que venceu o pecado. Que esmagou a cabeça da serpente. Que se manifestou para desfazer as obras do diabo. Jesus veio para proclamar libertação aos cativos e por em liberdade os algemados. Ele veio para buscar e salvar os perdidos. Ele veio para nos dar vitória sobre o pecado.

Graças a Deus que nos dá a vitória. Como? Por meio de nossos próprios esforços? Jamais! “POR JESUS CRISTO NOSSO SENHOR.” Vitória por meio de Jesus.

Jesus é a nossa vitória. Ele é o caminho para o desviado. Ele é o manto para o nu. Ele é o Pão do céu para o faminto. Ele é a água da vida para o sedento. Ele é o libertador para o cativo. Ele é a luz para o cego. Ele é o bálsamo para o abatido. Ele é a riqueza para o necessitado. Ele é vida para o morto. Ele é o único que pode nos dar vitória sobre o pecado.

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EIS O CORDEIRO - Clóvis Gonçalves


Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! - Jo 1:29

Apesar de todos os crentes reconhecerem a centralidade da cruz para a sua fé, poucos tem dedicado algum esforço em compreender a natureza e os benefícios da expiação para suas vidas. Muitos cantam “Sim, eu amo a mensagem da cruz!, sem se dar conta do conteúdo dessa mensagem. O versículo acima nos ajudará a compreender melhor a finalidade e os resultados da morte de Cristo. Ela também pode lançar luz a respeito de para benefício de quem ela foi designada na eternidade e realizada na história.

Eis

Esta é a resposta divina à pergunta do angustiado Isaque: onde está o cordeiro para o holocausto? (Gn 22:7). Um cordeiro era necessário, pois o homem havia ofendido o Senhor com seu pecado e a justiça divina requeria uma satisfação. Mas se faltava um cordeiro, então Isaque teria que ser imolado sobre o altar. Se Jesus não viesse, o homem teria que pagar a dívida para com Deus, e sendo essa dívida impagável, ele sofreria eternamente no inferno. Por isso o eis de João Batista é a melhor notícia que o homem poderia receber.

O Cordeiro de Deus

Para entendermos a profundidade dessa expressão precisamos voltar até aos dias do cativeiro de Israel no Egito, quando Deus lhes ordenou Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro. O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito; e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde. Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem; naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão (...) Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito (Ex 12:3-8;12-13). O pai de família deveria escolher o seu cordeiro, cujo sangue daria proteção aos membros de sua família. Jesus não é apenas um cordeiro pascal, mas o Cordeiro de Deus, o Seu escolhido, o que morreria para com Seu sangue, livrar da morte os integrantes da família de Deus.

Que tira o pecado"

Olhemos agora para o efeito da morte do Cordeiro. Ele tira o pecado. Tirar é fazer sair, sacar, arrancar, extrair (Dicionário Aurélio). No grego, tirar é airõ e traz a idéia de levar embora, remover, afastar de alguém (Strong) ou carregar, levar para fora, levar embora (Vine). Assim, o remendo tira parte da veste (Mt 9:16); o reino de Deus vos será tirado (Mt 24:43); Satanás tira a palavra semeada neles (Mc 4:15) e não peço que os tires do mundo (Jo 17:15); etc. O sangue do cordeiro foi eficaz para livrar da morte o primogênito dos israelitas. Imagine um jovem primogênito observando seu pai colocar o sangue nas ombreiras e na verga da porta. Será suficiente? Funcionará?”, talvez se perguntasse. Quem sabe à noite não conseguisse pregar os olhos. Mas pela manhã, quando entre os egípcios não havia casa em que não houvesse morto” (Ex 12:30), o sangue do cordeiro bastou para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas” (Hb 11:28).

A expressão “que tira o pecado” aponta para a morte penal e substitutiva do Cordeiro de Deus. A mesma palavra tirar é utilizada por Paulo para indicar que a dívida para com Deus foi cancelada na cruz, quando escreve “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o [airõ]inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2:14). Portanto, ao tirar o pecado, tornou sem dívida àqueles por quem foi sacrificado, daí a profecia de  Isaías de que “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si” (Is 53:11).

Do mundo

Considerando o que foi dito acima, sobre a finalidade e o resultado da morte do cordeiro, cabe perguntar a extensão da palavra mundo. Se mundo aqui significa “toda a humanidade sem exceção”, então o pecado de “toda humanidade sem exceção” foi tirado, vale dizer, toda a humanidade está justificada diante de Deus. Para evitar essa conseqüência, deve-se solapar a eficiência da morte vicária do Cordeiro. Mas é mais provável que mundo se refira àqueles do mundo por quem Cristo morreu e então a doutrina da morte penal e substitutiva de Cristo se mantenha em pé. O testemunho bíblico favorece essa última posição.

Começando pela primeira páscoa, vemos que o sangue do cordeiro foi designado para salvar todos e somente os primogênitos dos judeus e não de todos os moradores do Egito. Paulo ensina que “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” (1Co 15:3) e que “Ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21). Que o nós nessa passagem não se refere a todos os homens sem exceção fica claro quando diz também “o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gl 1:4), contrapondo os crentes e o mundo. Considere ainda que a Tito referiu-se à obra de Cristo dizendo que Ele “a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:14). 

Conclusão

Considerando que a morte de Cristo foi substitutiva, que ela foi proveitosa no sentido que tirou o pecado daqueles por quem foi realizada e que a Palavra de Deus em inúmeras passagens restringe o efeito da morte de Cristo aos eleitos, devemos crer que Jesus não morreu pelos pecados de toda humanidade. Por outro lado, sendo a morte de Cristo eficaz pois alcança plenamente o resultado almejado, não devemos jamais ter medo de perecer, pois Ele já pagou por nós toda a nossa dívida.

Soli Deo Gloria

***
Fonte: Cinco Solas

VERDADEIRO SEGUIDOR...


"O Senhor disse a Gideão: 'Com os trezentos homens que lamberam a água livrarei vocês e entregarei os midianitas nas suas mãos. Mande para casa todos os outros homens'." (Juízes 7:7)

Você lembra da história de Gideão no livro de Juízes no Antigo Testamento? Gideão teve um grande exército de 32.000 homens. Mas ele tinha um adversário muito maior, os midianitas, com milhares e milhares de homens.

Deus veio a Gideão um dia e disse-lhe que o seu exército era muito grande. Ele disse a Gideão para reunir os homens e dizer: "todo aquele que estiver tremendo de medo poderá ir embora do monte Gileade" (Juízes 7:3). Gideão obedeceu ao Senhor e 22.000 homens partiram. Deus ainda diminuiu o exército mais uma vez e Gideão ficou com 300 homens somente.

Por que Deus fez isso? Ele estava procurando por aqueles se comprometeriam por Ele, por aqueles que estariam dispostos a fazer um sacrifício.

Da mesma forma, o tempo vai dizer se você é um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo. Isso será determinado no campo de batalha, não no culto na igreja onde todos estão juntos louvando ao Senhor. O tempo vai dizer se você tem caminhado para frente espiritualmente. Vai determinar a forma como você se comporta quando as primeiras dificuldades, as primeiras tentações e a primeira perseguição aparecem.

Lembro-me de como as coisas mudaram quando me tornei um seguidor de Jesus Cristo. Fui perseguido e ridicularizado por amigos de muitos anos. Reconheci imediatamente que, se eu seguisse a Cristo perderia alguns dos supostos amigos e que isso nem sempre é fácil.

Se você estiver disposto a suportar, você terá a maior aventura que se possa imaginar servindo ao Senhor. Deus procura por homens e mulheres que se alistem em seu exército para a Sua Tropa de Elite divina.

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AMO O SENHOR...


"Respondeu Jesus: 'Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'." (Mateus 22:37)

Quando Jesus disse que devemos amar o Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, é preciso entender que para os antigos hebreus, o coração se referia à essência de uma pessoa (ver Provérbios 4:23). Assim, amar o Senhor de todo o nosso coração significa amá-Lo com toda a nossa pessoalidade.

Além disso, a palavra que Jesus usou para "alma" em Mateus 22:37 fala da emoção. É a mesma palavra que Jesus usou no Jardim do Getsêmani: "A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal." (Mateus 26:38). Portanto, amar a Deus inclui nossas emoções.

Em seguida, as Escrituras nos dizem que devemos amá-Lo com todo o nosso entendimento. A palavra "entendimento", na língua original, corresponde ao que costumamos chamar de "poder". Ela fala não somente de energia e força, mas também de compromisso intelectual e determinação.

Então concluímos que amar o Senhor inclui cada parte de nossas vidas. Devemos amá-Lo com todo o nosso coração, nas partes mais profundas do nosso ser, com toda a nossa alma, com as nossas emoções, e também temos que amá-Lo com o nosso entendimento. Devemos amá-Lo com o nosso intelecto, com a nossa capacidade de raciocinar e com toda a força que há em nós.

Parece que algumas pessoas amam o Senhor com todo o seu entendimento, mas têm medo de expressar a emoção por Ele. Há outros que amam a Deus, mas parecem operar simplesmente na área da emoção. Precisamos encontrar o equilíbrio. Deus quer que O amemos com todas as partes que compõem o nosso ser.

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MANIFESTAÇÕES ESPIRITUAIS DO REI SAUL E DOS EVANGÉLICOS - Leonardo Dâmaso


O meu propósito neste artigo não é examinar as duas passagens de 1 Samuel 18.10 e 19.23 detalhadamente, mas quero apenas enfatizar a questão das "manifestações espirituais" que Saul teve após o Senhor tê-lo rejeitado (15.11, 26, 35) e o seu Espírito "ter se retirado dele" (16.14).

Em 1 Samuel 18.10 vemos descrito que, "no dia seguinte, o espírito mau da parte de Deus se apoderou de Saul"que começou a ter "manifestações proféticas" no meio da casa enquanto Davi tocava a harpa, como de costume... Mas adiante, no capítulo 19.23, é dito também que ele(Saul) "foi para Naiote, em Ramá e o Espírito de Deus veio também sobre ele, e ele ia caminhando e tendo manifestações proféticas até chegar a Naiote, em Ramá." (Versão Almeida Século 21) 

Todavia, sabemos pelo contexto de 1 Samuel que Saul nunca foi regenerado, isto é, nunca nasceu do Espírito. Assim como Balaão (Nm 22-24), Judas Iscariotes (Jo 6.70-71; At 1.15-26), Himeneu e Alexandre (1Tm 1.20) e Demas (2Tm 4.10), Saul é um grande exemplo de um falso crente e de que Deus usa descrentes muitas vezes na sua obra para propósitos específicos na vida dos verdadeiros crentes (veja como exemplo Mt 7.21-23)! É bem verdade que o Espírito Santo não se retira do verdadeiro cristão; entretanto, podemos, sim, entristecer o Espírito através de nossos pecados (Ef 4.30) e extingui-lo (1Ts 5.19), que é apagar a chama da sua presença em nós através da prática habitual do pecado, onde ficamos cauterizados e passamos a não mais sentir a sua presença e a alegria da salvação em Cristo Jesus, como aconteceu com Davi, quando pecou contra Deus e escreveu esta experiência no Salmo 51. 

Não obstante, quando é dito que o Espírito Santo se apoderou de Saul (10.6; 11.6), não significa que ele passou ahabitar nele, pois se o Espírito Santo habita em alguém, logo esta pessoa foi regenerada e é um verdadeiro crente. Porém, com Saul não foi assim; antes, o Espírito Santo estava sobre ele ou vinha sobre ele em alguns momentos como em (11.6), mas não habitava permanentementenele. Contudo, depois que o Espírito Santo não vinha mais sobre Saul porque Deus o rejeitou, vemos um fato curioso descrito em 1 Samuel 18.10 e no capítulo 19.23, onde no primeiro texto (18.10) Saul teve "manifestações proféticas" dentro de sua casa influenciado não pelo Espírito Santo, mas pelo espírito mau que vinha da parte do Senhor.  

Era como se Saul entrasse numa espécie de transe extático; ou como diz um chavão evangélico popular no meio pentecostal e neopentecostal - era como se Saul entrasse no mistério ou no "reteté" e começasse a pular, rodopiar, dançar, falasse em línguas "estranhas" e glorificasse a Deus nesse comportamento aparentemente inusitado; porém, visto como uma manifestação fervorosa por parte de alguns pentecostais e neopentecostais desatentos e sem discernimento espiritual. No entanto, Saul não fez tudo isso influenciado pelo Espírito Santo, mas pelo espírito mau; ou seja, pelo demônio! Já no segundo texto (19.23), Saul teve mais uma manifestação profética, dessa vez influenciado pelo Espírito Santo que veio sobre ele novamente. 

Em vista disso, o que podemos aprender com estas duas passagens de 1 Samuel?

(1) Nem toda experiência espiritual é oriunda do Espírito Santo; influenciada por ele.

(2) Nem toda experiência espiritual é oriunda do demônio; influenciada por ele.

(3) Algumas ou muitas experiências espirituais são de origem psicológica, tendo como influência o ambiente frenético e agitado, as pessoas ao redor tendo supostas experiências espirituais e pela indução das mesmas e do próprio pastor.
 
(4) A verdadeira experiência espiritual impinge a pessoa a se voltar mais para as coisas de Deus, isto é, produz fome por Deus, pela sua palavra, pela a oração e por uma vida mais piedosa.  

(5) Se a experiência espiritual não atrair a pessoa a uma vida mais profunda com Deus na oração, no estudo das Escrituras, no serviço cristão e numa vida piedosa, tal experiência espiritual é falsa e não veio de Deus. Ou veio de um sentimento de emoção reprimido que foi extravasado no culto ou do Diabo! 
 
Que venhamos a discernir entre a verdadeira experiência espiritual da falsa experiência espiritual pautados nas Escrituras, e não nelas mesmas. É a Palavra de Deus que deve nortear toda a nossa vida, e não as experiências espirituais. Se uma experiência espiritual não estiver de acordo com o que diz a Escritura, tal experiência é falsa e deve ser rejeitada. 

Sola Scriptura!!!  

___________
Nota:  Para uma abordagem mais ampla do assunto experiências espirituais, recomendo a leitura dos livros: "A Genuína experiência espiritual" e "Uma fé mais forte que as emoções", de Jonathan Edwards.

***
Fonte: Bereianos

ÓDIO...


A minha palavra antes de encerrar o dia, tem muito haver com a sua insônia e falta de conforto ao colocar a cabeça no travesseiro - ÓDIO!

O ódio é um dos gigantes maus da alma.
O ódio nasce num relacionamento, em casa, no trabalho, na igreja.
Por alguma razão, fomos magoados, intencionalmente ou não.
Recebemos o golpe.
Então, um sentimento vai se formando dentro de nós.
Primeiro, achamos que fomos alvos de uma injustiça e ficamos decepcionados.
Depois, ficamos ressentidos. Olhar para a pessoa que nos ofendeu começa a doer. Se não resolvermos a questão, vai doer cada vez mais.
Com o tempo, o ressentimento, que começou leve, se torna forte. Em alguns casos, pode alimentar um desejo de vingança, que pode gerar gestos de violência.
Quando isto acontece, estamos dominados pelo ódio.
O ódio por um inimigo é, na verdade, nosso inimigo.
O ódio alimenta o ódio e se alimenta do ódio.
O ódio não resolve com a justiça. O ódio se resolve com a graça. Quando unilateralmente, perdoamos quem nos ofendeu nós nos tornamos livres. Quando odiamos, somos escravos.
Odiar é uma escolha.
Perdoar é também uma escolha.
E nós sabemos qual é a melhor escolha.

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DERROTA...


Ao longo da vida, vamos colecionando vitórias e derrotas.
As vitórias celebramos, no que fazemos bem, mas deveríamos meditar também nelas. Já que sabemos que as vitórias de hoje não garantem as de amanhã, precisamos vencer e nos preparar para vencer de novo.
Se as vitórias nos animam, as derrotam nos deprimem.

E ficaremos apenas deprimidos, se não refletirmos sobre elas.
Uma derrota pode ser uma curva na estrada ou pode ser o seu fim.
Derrotados, precisamos assumir as nossas responsabilidades,
mas só as que nos pertencem, e sem culpar os outros que não podem ser trazidos para o palco da história porque não participaram dela.
Derrotados, precisamos organizar nossas emoções, para que, equilibradas, nos dêem forças para a vida que se descortina daqui para a frente.
Derrotados, precisamos fazer uma autoavaliação moral de nossas atitudes.
Não terão, por exemplo, as vitórias anteriores nos catapultado para o planeta do orgulho, de onde só vem a queda?
Quem nos derrotou: o excesso de confiança ou o medo?
Derrotados, precisamos fazer uma avaliação intelectual em torno do modo como lutamos: estudamos bem a adversidade para vencê-la, levando-a a sério ou tratando dela com displicência?
Derrotados, precisamos saber que a derrota é o que ela é: uma derrota. Se tudo correr bem, esta não foi a última.

A humildade, que começa com o reconhecimento dos erros na derrota, nos capacita para o retorno do triunfo. Afinal, como diz uma antiga canção,

"Não é dos fortes a vitória
nem dos que correm melhor!
Mas dos fiéis e sinceros,
como nos diz o Senhor!"
(Hino 471 do Cantor Cristão)

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DISCIPULADO INTELECTUAL? Pensamento fiel para uma vida fiel - Albert Mohler


A narrativa bíblica serve como referência para os princípios cognitivos que permitem a formação de uma cosmovisão autenticamente cristã. Muitos cristãos se apressam em desenvolver o que eles chamam uma "cosmovisão cristã" pela organização das verdades, doutrinas e convicções cristãs separadas com a finalidade de criar fórmulas para o pensamento cristão. Sem dúvida, esta é uma melhor ênfase que se encontra entre tantos crentes que têm pouco interesse pelo pensamento cristão, mas não é suficiente.

Um modelo sólido e rico do pensamento cristão — a qualidade do pensamento que culmina numa cosmovisão centrada em Deus — requer que vejamos toda a verdade como interconectada. Consequentemente, a totalidade sistemática da verdade pode-se remontar ao fato de que o próprio Deus é o autor de toda a verdade. O Cristianismo não é apenas um conjunto de doutrinas, no sentido de que um mecânico opera com um conjunto de ferramentas. Pelo contrário, o Cristianismo é uma cosmovisão completa e o modo de vida que nasce da reflexão cristã a partir da Bíblia e do plano planejado por Deus, conforme revelado na unidade das Escrituras.

Uma cosmovisão centrada em Deus atrai todos os temas, perguntas e preocupações culturais, para uma submissão a tudo o que a Bíblia revela, e caracteriza todo entendimento dentro do objetivo final de permitir a maior glória de Deus. Esta tarefa de levar cativo todo o pensamento a Cristo requer mais do que o pensamento cristão circunstancial e deve-se entender como a tarefa da igreja, e não somente a preocupação dos crentes individuais. A recuperação da mente cristã e o desenvolvimento de uma cosmovisão cristã integral requerem a reflexão teológica mais profunda, a aplicação mais consagrada da erudição, o compromisso mais sensível para compaixão e o valor de enfrentar todas as perguntas sem temor.

O Cristianismo trás ao mundo um entendimento distintivo do tempo, história e o significado da vida. A cosmovisão cristã abrange uma compreensão do universo e tudo o que nele contém, e nisto percebemos muito além do mero Materialismo e nos liberta da prisão intelectual do Naturalismo. Os cristãos entendem que o mundo — inclusive o mundo material, se dignifica com o mesmo fato de que Deus o criou. Ao mesmo tempo, entendemos que devemos ser administradores desta criação, e não devemos adorar as coisas que Deus fez. Entendemos que cada ser humano é feito à imagem de Deus e que Deus é o Senhor da vida em todas as etapas do desenvolvimento humano. Honramos a santidade da vida humana, porque adoramos ao Criador. Da Bíblia, extraímos a informação fundamental de que Deus se deleita na diversidade étnica e racial de suas criaturas humanas, e assim devemos fazê-lo.

A cosmovisão cristã envolve um entendimento distintivo da beleza, a verdade e a bondade, entendendo-se por tais os transcendentais que, na análise final, são uma e a mesma. Portanto, a cosmovisão cristã não permite a fragmentação que elimina o belo do verdadeiro, ou do bom. Os cristãos consideram a administração dos dons culturais — que vão da música e a arte visual até o drama e à arquitetura — como uma questão da responsabilidade espiritual.

A cosmovisão cristã proporciona os recursos autorizados para a compreensão de nossa necessidade da lei e nosso respeito pela ordem. Informados pela Bíblia, os cristãos entendem que Deus inverteu o governo com a responsabilidade urgente e importante. Ao mesmo tempo, os cristãos chegam a compreender que a idolatria e o auto-engrandecimento são tentações que vêm a cada esfera. A partir dos ensinos abundantes da Bíblia referentes ao dinheiro, à cobiça, à dignidade do trabalho, e a importância do trabalho, os cristãos têm muito que abranger a uma compreensão adequada da economia. Aqueles que atuam a partir de uma cosmovisão intencionalmente bíblica não podem reduzir os seres humanos a simples unidades econômicas, senão há de se entender que nossa vida econômica reflete o fato de que estamos feitos à imagem de Deus e, portanto, estão investidos da responsabilidade de serem mordomos de tudo o que o Criador nos concedeu.

A fidelidade cristã requer um profundo compromisso com a séria reflexão moral sobre assuntos da guerra e da paz, a justiça e a equidade e o bem funcionamento de um sistema de leis. Nosso esforço intencional por desenvolver uma cosmovisão cristã nos obriga a voltarmos aos primeiros princípios uma e outra vez, num esforço constante e vigilante para assegurar-se de que os padrões de nossos pensamentos são consistentes com a Bíblia e sua narrativa.

No contexto do conflito cultural, o desenvolvimento de uma autêntica cosmovisão cristã deve permitir à Igreja do Senhor Jesus Cristo manter um equilíbrio responsável e valente em qualquer cultura, em qualquer período de tempo. A administração desta responsabilidade não é somente um desafio intelectual, senão que determina em grande medida, se os cristãos vivem e atuam ou não, ante o mundo de uma maneira que glorifique a Deus e promova a credibilidade do evangelho de Jesus Cristo. O fracasso nesta tarefa representa um abandono da responsabilidade cristã que desonra a Cristo, debilita a Igreja, e compromete o testemunho cristão.

Uma falha no pensamento cristão é um fracasso do discipulado, porque somos chamados a amar a Deus com nossas mentes. Não podemos seguir fielmente a Cristo sem antes pensar como cristãos. Por outra parte, os crentes não devem ser pensadores alienados que isolados levam esta responsabilidade. Somos chamados para sermos fiéis juntos à medida que aprendemos o discipulado intelectual dentro da comunidade de crentes, a Igreja.

Pela graça de Deus, nos permite amar a Deus com nossas mentes para que lhe sirvamos com nossas vidas. A fidelidade cristã requer o desenvolvimento consciente duma cosmovisão que começa e termina com Deus em seu centro. Somente somos capazes de pensar como cristãos porque pertencemos a Cristo, e a cosmovisão cristã é, enfim, nada mais do que tratar de pensar como Cristo requer que pensemos, com a finalidade de ser o que Cristo nos chama para ser.

_________________________
Para a leitura de contexto, consulte:

• R. Albert Mohler, Jr., “The Glory of God and the Life of the Mind,” Quinta-feira, 12 de Novembro, 2010.
• R. Albert Mohler, Jr., “The Knowledge of the Self-Revealing God: Starting Point for the Christian Worldview,” Quinta-feira, 3 de Dezembro, 2010.
• R. Albert Mohler, Jr., “The Christian Worldview as Master Narrative: Creation,” Quarta-feira, 15 de Dezembro, 2010.
• R. Albert Mohler, Jr., “The Christian Worldview as Master Narrative: Sin and its Consequences,” Quinta-feira, 7 de Janeiro, 2011.
• R. Albert Mohler, Jr., “The Christian Worldview as Master Narrative: Redemption Accomplished,” Segunda-feira, 10 de Janeiro, 2011.
• R. Albert Mohler, Jr., “The Christian Worldview as Master Narrative: The End that Is a Beginning,” Quarta-feira, 12 de Janeiro, 2011.

***
Tradução: Rev. Ewerton B. Tokashiki. Porto Velho, 9 de Junho de 2014