terça-feira, 30 de julho de 2013

UM HERÓI NO TITANIC


John Harper (um pastor batista de Glasgow, na Escócia) havia passado três meses ministrando na Igreja Moody, em Chicago, e durante esse tempo a igreja havia experimentado “um dos reavivamentos mais fantásticos de sua história”. Entretanto, não fazia muito tempo que ele estava de volta à Grã-Bretanha quando lhe pediram para voltar e continuar seu ministério. Harper tomou rapidamente as providências para ele mesmo e sua filhinha de seis anos, Nana, viajarem de volta à América, a bordo do Lusitânia, mas decidiram atrasar sua partida por uma semana para que pudessem viajar em um novo navio que estava para fazer sua viagem de estréia: o Titanic.

O Titanic bateu em um iceberg às 23h40m do dia 11 de abril de 1912. Quando foi dado o comando para os passageiros desocuparem suas cabines, Harper enrolou sua filha em um cobertor, disse-lhe que ela o veria novamente um dia, e a entregou a um dos homens da tripulação. Depois de observar que ela estava a salvo em um dos barcos salva-vidas, ele tirou seu colete salva-vidas e o deu a um dos outros passageiros. Um sobrevivente se lembrou distintamente de ouvi-lo gritar: “Mulheres, crianças e os que não são salvos, entrem nos barcos salva-vidas!” Depois, Harper correu pelo convés implorando às pessoas que se entregassem a Cristo, e, com o navio afundando, ele solicitou à orquestra do Titanic para tocar “Mais perto quero estar”. Ajuntando as pessoas a seu redor, ele então se ajoelhou e, “com alegria santa em seu rosto”, ergueu os braços em oração. À medida que o navio começou a adernar, ele pulou para dentro das águas geladas e nadou freneticamente para perto de todos a quem conseguiu alcançar, suplicando-lhes que se voltassem para o Senhor Jesus e fossem salvos. Finalmente, quando a hipotermia o imobilizou, John Harper afundou nas águas e passou para a presença do Senhor Jesus. Ele tinha 39 anos.

Quatro anos mais tarde, um jovem escocês chamado Aguilla Webb levantou-se em uma reunião em Hamilton, no Canadá, e deu o seguinte testemunho:

Sou um sobrevivente do Titanic. Quando eu estava boiando sozinho, segurando-me em um pedaço do mastro do navio naquela noite horrível, as ondas trouxeram para perto de mim o senhor John Harper, de Glasgow, que também estava se segurando em um pedaço dos destroços. “Amigo”, disse ele, “você é salvo?” “Não”, eu respondi, “não sou”. E ele continuou: “Creia no Senhor Jesus Cristo e você será salvo”. As ondas o carregaram para longe; mas, por mais estranho que possa parecer, as ondas o trouxeram de volta um pouco mais tarde, e ele disse: “E agora, você está salvo?” “Não”, eu disse, “não posso dizer honestamente que esteja”. Ele disse novamente: “Creia no Senhor Jesus Cristo e você será salvo”. Alguns segundos depois ele afundou; e ali, sozinho naquela noite, e com duas milhas de água abaixo de mim, eu cri. Eu sou o último convertido de John Harper.[1]

Em um tributo a Harper, que foi publicado em 1912 sob o título “Os Três Temas de um Herói”, William Andrew, de Glasgow, apontou que os três temas da pregação de Harper haviam sido “A Cruz de Cristo, a Maravilhosa Graça de Deus Para o Homem, e a Vinda Iminente de Nosso Senhor Jesus Cristo”. (Paul Wilkinson - The Berean Call - http://www.chamada.com.br)
________________________
Nota:
1. George Harper, “My Brother As I Knew Him”, [Meu Irmão Como o Conheci] em Moody Adams, The Titanic’s Last Hero (O Último Herói do Titanic) (Belfast: Ambassador, 1998), 55, citado em Wilkinson, “You Shall Be My Witnesses” [E Sereis Minhas Testemunhas].

domingo, 28 de julho de 2013

PREGANDO A PALAVRA



“Passou Jesus a pregar”. Não existe outra atividade tão honrada como a de um pregador. Não há trabalho humano tão importante para as almas dos homens. Esse é um ofício do qual o próprio Filho de deus não se envergonhou. Através desse ofício Ele selecionou os seus doze apóstolos. Foi um ofício que o apóstolo Paulo, já idoso, recomendou de maneira especial a Timóteo, quase que em seu último alento: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não” (2 Tm 4.2). 

Acima de qualquer outro, esse é o instrumento que Deus se agrada em usar na conversão e edificação das almas humanas. Os dias mais resplandecentes da igreja de Cristo sempre foram aquelas em que a pregação do evangelho foi mais honrada. Enquanto que os  dias mais negros da igreja sempre têm sido aqueles em que a prédica foi desvalorizada. Honremos as ordenanças e as orações públicas, nas igrejas locais, e utilizemo-nos reverentemente desses meios da graça divina. Porém, cuidemos em nunca permitir que essas práticas venham a tomar o lugar que pertence à pregação do evangelho.

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle
Editora Fiel, pág. 23.

DEUS ENTREGOU...


"Hoje as feministas, juntamente com os homossexuais da LGBT, invadiram a Jornada Mundial da Juventude, ficaram todos NUS e as lésbicas se masturbaram com o crucifixo da cruz de Cristo em praça pública, no meio de crianças, mulheres, religiosos e todos que passavam pelo local. Por que ninguém foi preso? foram cometidos dois crimes: Intolerância Religiosa e Atentado violento ao pudor. O Brasil trata os homossexuais como coitadinhos, sendo que eles são os verdadeiros intolerantes. Nunca nenhum cristão fez escárnio para impedir a parada gay. Imagine o que acontecerá quando a PLC 122/2006 for aprovada."
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/protestos/2013/cobertura/


A dura sentença é de um africano convertido na Europa aos 33 anos, chamado Aurélio Agostinho, mais conhecido como Santo Agostinho (354–430).


De que maneira o pecado é o castigo do pecado? O castigo do pecado é o vício do pecado. Pecou-se tantas vezes, apesar de todas as advertências e dos lampejos de graça, que, agora não há como deixar o pecado. Caiu-se na gaiola e a chave se perdeu. Antes de Agostinho, disseram solenemente ao apóstolo João: “E quando chegar aquele tempo, todos os que praticam o mal praticarão cada vez mais; aquele que é imundo se tornará cada vez mais depravado [...]” (Ap 22.11).

Se a passagem de Apocalipse dá a entender que esse castigo do pecado é futuro, outros textos demonstram que ele já tem sido usado por Deus. Veja-se, por exemplo, o pecado como ação e como castigo na época do exílio babilônico: “Na esperança de que se afastassem horrorizados, “deixei” que eles se afundassem no pecado. Eles chegaram a oferecer seus primeiros filhos como sacrifício aos ídolos. Isso aconteceu para que ficassem cheios de pavor e reconhecessem que eu sou o Senhor” (Ez 20.26).

Quando não briga mais com o pecador impenitente e o deixa fazer tudo o que ele quer, Deus não está poupando essa pessoa, mas punindo-a com o pecado.

A passagem mais clara da Bíblia (e a mais terrível) que dá toda razão a Agostinho encontra-se no primeiro capítulo da Carta aos Romanos. A expressão “Deus entregou” aparece três vezes seguidas. Indica uma permissão para que sigam o curso no qual remam, o que coincide com o termo seguinte (“aos desejos do coração deles”). “Desejos” aí refere-se à “vontade pessoal”, que está ligada à impureza e desonra dos corpos.

1. “”Deus entregou” os seres humanos aos desejos dos corações deles para fazerem coisas sujas e para terem relações vergonhosas uns com os outros” (1.24).

2. “Por causa das coisas que essas pessoas fazem, “Deus as entregou” a paixões vergonhosas. Pois até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros. Homens têm relações vergonhosas uns com os outros e por isso recebem em si mesmos o castigo que merecem por causa de seus erros” (1.26-27).

3. “E, como não querem saber do verdadeiro conhecimento a respeito de Deus, ele “entregou” os seres humanos aos seus maus pensamentos, de modo que fazem o que não devem” (1.28).

O que acontece hoje, o que vemos hoje, o que ouvimos hoje dão uma tremenda força à sentença de Santo Agostinho: “O pecado é o castigo do pecado”. Em quarenta anos (a partir de um incidente entre homossexuais e a polícia num bar de Manhattan, em Nova York, em junho de 1969), o movimento gay está generalizando o homossexualismo, o machismo e o feminismo. Isso mudou da água para o vinho os costumes, as concepções de certo e errado e as normas religiosas. “Dentro de período extraordinariamente pequeno” -- lembra a historiadora Elizabeth Fox-Genovese -- “ocorreu uma transformação cataclísmica da própria natureza e sociedade”. Todas as manifestações que considerarem a heterossexualidade normal “serão tidas como ilegais e absurdas e o cristão será considerado um fora da lei” -- acrescenta Peter Jones, um especialista em paganismo. Esse doutor em teologia pelo Seminário Teológico de Princeton, nos Estados Unidos, conta que “quinze grupos cristãos católicos e protestantes já foram expulsos do campus da Vanderbilt, no Tennessee, por se recusaram, em princípio, a permitirem gays em sua liderança”. Um jornalista do canal de notícia Fox News declarou que “aqueles que se opõem ao casamento entre indivíduos do mesmo sexo estão do lado errado da história”.

Coerente com a teologia de Paulo, o abandono das relações naturais não foi a gota d’água, mas o resultado de condutas mais ousadas ainda, como, por exemplo, trocar “a verdade sobre Deus pela mentira” e adorar e servir às coisas que Deus criou e não ao próprio Deus (1.25).

Não há muita diferença entre Paulo e Agostinho: o primeiro diz “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23), e o outro diz “o castigo do pecado é o pecado”. Morte e pecado sempre foram irmãos gêmeos. No entanto, é interessante notar -- diz o linguista Ronaldo Lidório -- que “estas fortes afirmações paulinas vêm logo após ele expressar que o evangelho ‘é o poder de Deus para salvar todos os que creem’ (Rm 1.16). Isso deixa bem claro que não se trata de uma acusação gratuita, ou pura observação da degradação humana, mas de uma constatação de que a “epaggelia” (promessa do Messias que está no primeiro verso do mesmo capítulo), agora cumprida no “euaggelion” -- que é Jesus -- é suficiente para salvar a todo aquele que crê, independente do nível de separação entre Deus e o homem”.

____________________________________

sábado, 27 de julho de 2013

PROTESTANTE POR ORIENTAÇÃO CATÓLICA



Sou protestante (não evangélico) por orientação de um católico. Como é isso? Quando adolescente frequentava o grupo de jovens da Paróquia de São José em Mossoró. E uma noite de terça feira (12/01/1983), depois de ministrar um palestra para os jovens, o saudoso Padre Guido Tonelotti, disse-me: “Você é muito bíblico e vou pedi-lo para que vá visitar um amigo meu, pastor presbiteriano. Amanhã, ele tem reunião. Vá lá”. Fui, e não mais voltei. São 30 anos de fé reformada.

E como protestante, quatro fatos me chamam a atenção com respeito ao Papa Francisco:
1. A sua pregação quanto a adoração ao deus Mamon (dinheiro, riquezas, etc)
2. Que os jovens tenha esperança e respeito aos idosos
3. A igreja tem que ir ás ruas
4. A frase do quadro abaixo, que vai de encontro a teologia católica de que é na Igreja que está a salvação. O Catolicismo Romano ensina que a salvação só é conseguida através da Igreja Católica.

"O Concílio Vaticano II em seu Decreto sobre o Ecumenismo explicita: 'Pois somente através da Igreja Católica de Cristo, auxílio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios de salvação'." P. 234, #816 Catecismo da Igreja Católica (1994).
"É na Igreja que está depositada "a plenitude dos meios de salvação. É nela que adquirimos a santidade pela graça de Deus." P. 237, ‪#‎824Catecismo‬ da Igreja Católica (1994) 

"Nela subsiste a plenitude do corpo de Cristo unido à sua cabeça; isso implica em que ela recebe dele a plenitude dos meios de salvação." P. 239, #830 Catecismo da Igreja Católica (1994). 

Ao checar a Palavra de Deus sobre este assunto, dois fatos críticos saltam-nos à vista:
A Bíblia jamais indica que alguém deve entrar numa Igreja para obter salvação.
Literalmente centenas de Escrituras proclamam que a salvação é um dom gratuito de Deus, à disposição de qualquer um, mas somente através de Jesus Cristo.
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos 6:23

Nenhum outro nome (ou grupo) pode oferecer salvação, exceto Jesus: "E não há salvação em nenhum outro; (exceto Jesus) porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." Atos 4:12

Quando Jesus morreu na cruz ele pagou o preço total e completo pelos pecados de toda a humanidade e tornou possível a qualquer um ir diretamente a Ele para a salvação. O próprio Jesus anunciou que: "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus." João 3:36

Ele também pregou: "Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida." João 5:24

Outra vez, e mais outra, Jesus proclamava sua verdade abençoada: "...Quem crê, em mim tem a vida eterna." João 6:47; João 6:40; João 3:16, João 3:18, João 3:36 e João 1:12.

Em João 20:31 nós descobrimos porque os Evangelhos foram escritos: "Estes, porém, foram registados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." João 20:31

Jesus jamais exige a mediação de uma Igreja para prover salvação. Este dom gratuito está à disposição de qualquer um que nele crer. "Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio do seu nome, todo o que nele crê recebe remissão de pecados." Atos 10:43

De acordo com a Bíblia, a redenção está em Cristo, não numa Igreja: "Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus." Romanos 3:24

Cristo sozinho pode oferecer o dom da vida eterna, porque ele voluntariamente derramou Seu sangue por nós: "No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça." Efésios 1:7

Mais uma vez, a única exigência para a salvação é a fé em Jesus Cristo: "Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê." Romanos 1:16

Muitas Escrituras repetem este tema: "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo." 1 Tessalonicenses 5:9

Quando Jesus estava pendurado na cruz, ele mostrou que a salvação vem através dele e não através de uma Igreja. O ladrão que estava na cruz perto dele, clamou: "...Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino." Lucas 23:43

Quando aquele pecador moribundo pronunciou estas palavras de fé, Jesus logo respondeu: "...Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." Lucas 23:43

Igreja nenhuma salva... Quem salva é Jesus: "Porquanto Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." João 3:17; Romanos 5:9

Se a salvação fosse possível somente através da Igreja Católica, teria Deus intencionalmente nos conduzido ao erro através de sua Palavra, sabendo que nossa salvação estava em perigo?

Teria Pedro abertamente declarado nas seguintes palavras nas Sagradas Escrituras? "Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram." Atos 15:11

Para concluir

A Palavra de Deus declara que a salvação é obtida através da fé no sangue derramado por Jesus Cristo, enquanto o Catecismo mantém que a salvação só é possível através da Igreja Católica. Você tem de decidir agora em quem vai acreditar- nas tradições dos homens ou na Palavra de Deus? Você não pode dizer: "em ambos", porque cada um insiste em que o outro está errado. 1 João 4:9


O BATISMO


Aprendamos a considerar com reverencia a ordenança cristã do batismo. Uma ordenança da qual o próprio Senhor Jesus participou não pode ser tida como algo de somemos importância. Uma ordenança à qual o grande Cabeça da igreja se submeteu, sempre deveria ser honorável aos olhos dos verdadeiros crentes.

Devemos ter o cuidado de não desonrar a ordenança do batismo. O batismo cristão é desonrado quando o tiramos de cena, não permitindo que se evidencie na congregação local. Uma ordenança que foi determinada pelo próprio Cristo não pode ser tratada dessa maneira. A admissão de todos os membros à igreja visível, quer jovens quer adultos, é um acontecimento que deveria suscitar um vivido interesse em qualquer assembléia evangélica. 

Esse é um evento que deveria invocar as mais fervorosas orações da parte de todos os crentes dedicados à oração. Quanto mais profundamente convictos ficarmos de que o batismo e a graça divina não estão sempre ligados um ao outro, tanto mais nos sentiremos impulsionados a orar coletivamente em favor de todos aqueles que forem batizados.

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle
Editora Fiel, pág. 18-19.

ARREPENDIMENTO



João Batista falava com clareza  a respeito do pecado. Ensinava a absoluta necessidade de “arrependimento”, antes que alguém possa ser salvo. Ele anunciava que o arrependimento precisa ser comprovado através dos seus “frutos”. Advertia aos homens que nunca dependessem de meros privilégios externos ou da união externa com alguma igreja ou religião.

É precisamente esse o ensinamento de que todos carecemos. Estamos naturalmente mortos, somos cegos e dormimos no tocante às realidades espirituais. Contentamo-nos com uma religião meramente formal, lisonjeando-nos a nós mesmos com a ideia de que, se frequentarmos uma igreja seremos salvos. É mister que alguém nos diga que, a menos que nos arrependamos e nos convertamos, todos pereceremos.

A necessidade de arrependimento é um dos grandes fundamentos que estão na base do cristianismo. É mister pregarmos que toda a humanidade, sem exceção, se arrependa. Importantes ou não, ricos ou pobres, todos os homens têm caído no pecado e são culpados diante de Deus. Todos precisam arrepender-se e converter-se, se porventura quiserem ser salvos. O verdadeiro arrependimento não é alguma questão superficial.  Antes, envolve uma completa mudança do coração no que concerne ao pecado, uma transformação que se demonstra mediante uma santa contrição e humilhação, com uma sincera confissão dos pecados, diante do trono da graça, e uma quebra total de hábitos pecaminosos, bem como um ódio permanente a todo pecado. Tal arrependimento é o acompanhante inseparável da fé salvadora em Jesus Cristo. Devemos valorizar grandemente esta doutrina. Ela se reveste da maior importância. Nenhum ensino cristão pode ser considerado sadio se não puser sempre em evidência “o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At 20.21).

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle

Editora Fiel, pág. 16,24.

A GRANDEZA PESSOAL E AS RIQUEZAS MATERIAIS


A grandeza pessoal e as riquezas materiais servem de perigosa possessão para a alma. Aqueles que as buscam não sabem o que estão procurando. Essas coisas precipitam os homens em muitas tentações. Elas são favoráveis para encher o coração humano de orgulho, agrilhoando as afeições dos homens às coisas terrenas.

“Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento” (I Co 1.26).

“Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas” (Lc 18.24).

Você tem invejado aos ricos e aos importantes? Você tem dito em seu coração: “Oxalá eu estivesse no lugar deles, com a posição e as riquezas que eles possuem?” Cuidado para não ceder diante desse tipo de sentimento. As próprias riquezas materiais que você tanto admira podem estar fazendo afundar no inferno, gradualmente, aos seus possuidores. Um pouco mais de dinheiro poderia decretar a sua ruína. Você poderia acabar caindo em todo excesso de crueldade e de iniqüidades, à semelhança de Herodes.

Por isso, “tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza” (Lc 12.15).

“Contenta-vos com as cousas que tendes” (Hb 13.5).

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle
Editora Fiel, pág. 13-14.

EXEMPLO DE FÉ


A conduta dos magos serviu de UM NOTÁVEL EXEMPLO DE FÉ. Eles confiaram em Cristo, ainda que nunca O tivessem visto. Mas, isso não foi tudo. Creram nEle mesmo depois que os escribas e os fariseus demonstraram a sua incredulidade. Porém, nem mesmo isso foi tudo. Confiaram nEle quando O viram como um pequeno menino, nos joelhos de Maria;  e adoraram-No como a um rei. Esse foi o ponto culminante da sua fé. Não contemplaram a qualquer milagre que pudesse convencê-los. Não ouviram a qualquer ensino que tentasse persuadi-los. Não foram testemunhas de algum sinal de divindade ou de grandiosidade que os deixasse atônitos. A ninguém mais viram senão a um menino ainda pequeno, fraco e impotente, necessitado dos cuidados maternos como qualquer um de nós. A despeito disso, quando viram aquele Menino, creram estar diante do divino Salvador do mundo. E, “prostrando-se, o adoraram”.

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle
Editora Fiel, pág. 12-13.

CONHECIMENTO INTELECTUAL


Observe como o rei Herodes indagou dos sacerdotes e dos anciões dos judeus acerca de “onde o Cristo deveria nascer”. Note também com que prontidão eles lhe deram a resposta, mostrando que estavam perfeitamente familiarizados com o teor das Sagradas Escrituras. Entretanto, eles mesmos nunca foram a Belém, em busca do Salvador que estava para nascer. Também não quiseram acreditar nEle, quando Ele começou a ministrar entre o povo. Portanto, seus corações não estavam tão despertos quanto a sua inteligência. Cuidemos para nunca nos satisfazermos somente com um conhecimento mental. Esse conhecimento é excelente, quando usado de forma correta. Não obstante, uma pessoa pode ser possuidora de um profundo conhecimento intelectual e, no entanto, perecer para sempre. Qual é o estados dos nossos corações? Essa é a questão que realmente importa. Um pouco de graça é melhor do que muitos dotes, que por si só não salvam a ninguém. Mas, a graça divina nos conduz à glória.

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle
Editora Fiel, pág. 12.

CONSOLO NAS OCASIÕES DE SOFRIMENTO


CONSOLO NAS OCASIÕES DE SOFRIMENTO

Você deseja contar com um doce consolo nas ocasiões de sofrimento e tribulação? 

Nesse caso, nunca perca de vista a HUMANIDADE do seu Salvador. Ele é o ser humano Jesus Cristo, que se deitou nos braços da virgem Maria quando era um pequenino infante, e que conhece os corações humanos. Ele deixa-se sensibilizar pelo senso das nossas fraquezas. Ele experimentou, pessoalmente, as tentações lançadas por Satanás. Ele precisou enfrentar a fome. Ele derramou lágrimas. Ele sentiu dor. Confie n’Ele o tempo todo, em todas as suas aflições. Ele nunca haverá de desprezá-lo. Derrame diante d’Ele, em oração, tudo quanto estiver em seu ser, e nada Lhe oculte. Ele é capaz de simpatizar profundamente com o seu povo.

O Senhor Jesus é precisamente o Salvador de que necessitam aqueles que padecem e vivem na tristeza. Ele sabe muito bem o que queremos dizer, quando Lhe contamos, em oração, as nossas tribulações. Ele é perfeitamente capaz de simpatizar conosco quando, sofrendo debaixo de alguma cruel perseguição, clamamos a Ele. Não devemos esconder dEle coisa alguma. Devemos fazer Dele um amigo íntimo. Derramemos diante de Jesus os gemidos de nossos corações. Ele tem grande experiência pessoal com aflições.

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle
Editora Fiel, pág. 10,14.

OS TEMPOS DA SALVAÇÃO


O nome Jesus significa “Salvador”. Trata-se do mesmo nome Josué, que aparece no Antigo Testamento. Foi dado ao nosso Senhor porque “ele salvará o seu povo do pecado deles”. Esse é o ofício especial do Senhor Jesus.

a) Ele nos salva da nossa CULPA do pecado, levando-nos a alma em seu próprio sangue expiatório.
b) Ele nos salva do DOMÍNIO do pecado ao conferir-nos, no próprio coração, o Espírito Santificador.
c) Ele nos salva da PRESENÇA do pecado quando nos tira deste mundo, para irmos descansar com Ele.
d) E, finalmente, Ele nos salva das CONSEQUÊNCIAS do pecado ao nos proporcionar um glorioso corpo ressurreto, no último dia.

O povo de Cristo é bendito e santo! Eles não são salvos das tristezas, da cruz e dos conflitos. Porém, são salvos do pecado, para todo o sempre. São purificados da culpa, mediante o sangue de Cristo. São habilitados para o céu mediante o Espírito de Cristo. Nisto consiste a salvação. Mas, aquele que se apega ao pecado, ainda não é salvo.

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle
Editora Fiel, pág. 8.

domingo, 14 de julho de 2013

TOMAR POSSE DA BENÇÃO! EU PROFETIZO! EU DETERMINO!


TOMAR POSSE DA BENÇÃO! EU PROFETIZO! EU DETERMINO!

Existe base bíblica nestas expressões?


Muitos “chavões” ou “jargões” têm invadido as igrejas evangélicas no Brasil. Frases como: “Eu profetizo”, “Toma posse da bênção”, “Eu determino”, “Eu declaro”, entre outras, viraram formas arrogantes de os crentes exercitarem sua fé ou de se dirigirem a Deus, exigindo bênçãos imediatas. Preocupados com essa nova linguagem e com essa nova postura, faremos uma rápida análise do contexto evangélico atual, para que possamos entender o porquê dessas invencionices, praticadas durante as chamadas “ministrações”, realizadas nos cultos.

Os Jargões e as Doutrinas Modernas

Muitos jargões surgiram como resultado de doutrinas controvertidas, como a crença em “maldição hereditária”, e a “confissão positiva”, que vieram juntas com a “teologia da prosperidade”. São ensinamentos antibíblicos. Essas doutrinas equivocadas são usadas para tirar dos cristãos a exclusividade da fé em Cristo, que é suficiente para libertar, curar e proteger os servos de Deus de toda força do mal.

Os jargões evangélicos e a confissão positiva

A chamada “confissão positiva” coloca o peso das realizações espirituais nas palavras pronunciadas e na atitude mental da pessoa que está ministrando, desconsiderando a genuína fé em Deus (At 3:16; Hb 12:1-2). Essa atitude é apoiada na falsa crença que diz: “Há poder em suas palavras”, como se as palavras humanas tivessem poder de criar, de intervir, de mudar situações. A ênfase é posta no homem, e, raramente, o ministrante cita o poder de Deus (Rm 1:16-17). Há dezenas de livros ensinando os crentes a agirem assim. A maioria dos fiéis não percebe que está caminhando para o abismo espiritual, lugar daqueles que se afastam das verdades bíblicas.

Os jargões evangélicos e a incubação de bênçãos

A conhecida “Incubação de bênçãos” é um desdobramento da crença na “confissão positiva”. Consiste no seguinte: O crente incauto é ensinado a “gerar uma imagem mental”, direcionada para o alvo que se pretende alcançar; por exemplo: se o crente deseja um carro, deve engravidá-lo mentalmente, para que Deus possa conceder-lhe a graça. É ridículo, mas, infelizmente, centenas de crentes deixam-se enganar. Essa atitude tem levado muitas pessoas ao comodismo, à inércia espiritual e a uma atitude preguiçosa, pois já não se esforçam para conseguir, com trabalho duro e honesto, aquilo de que precisam. Pelo contrário, ficam à espera do momento em que a bênção irá “cair do céu”. Da crença na “incubação das bênçãos”, surgiu a arrogante frase: “Toma posse da bênção”. Isso simplesmente não existe na palavra de Deus.

Os jargões evangélicos e a mania de querer mandar em Deus

Chavões tais como: “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, “Eu decreto”, são pronunciados sem a menor reflexão ou sentido de responsabilidade. Os crentes e, infelizmente muitos líderes comportam-se como se fossem Deus; colocam o “EU” na frente e soltam palavras que não fazem parte das alianças divinas, das promessas divinas, dos oráculos divinos, dos estatutos divinos, da graça divina, da misericórdia divina, do amor divino. Falam da forma como Deus não mandou falar, declaram o que Deus não mandou declarar. “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, “Eu decreto” são expressões despidas da espiritualidade ensinada na palavra de Deus; são frases que revelam a altivez do coração humano, são palavras que, por não terem respaldo bíblico, não mudam situação alguma.

Os cristãos precisam entender que não podem dar ordens a Deus! É Deus quem determina; é Deus quem decreta; é Deus quem declara; é Deus quem abençoa. É Deus; não sou eu. Ele é tudo; eu sou nada! Eu sou servo; Deus é Senhor! Ele é soberano; eu apenas obedeço à sua Palavra. A Deus, toda a glória! Assim, não é a minha vontade que deve prevalecer. Jesus não só nos ensinou a orar: … Seja feita a tua vontade (Mt 6:9 e 10), como também pôs em prática o que ensinou: … Todavia, faça-se a tua vontade… (Mt 26:42). Pronunciar uma frase por deliberação própria e dar a entender que está autorizado por Deus, sem, na verdade estar, é enganar o rebanho do Senhor. Deus não opera onde há engano; não compactua com enganadores e não terá por inocente aquele que tomar seu nome em vão (Êx 20:7).

Os jargões evangélicos e o egocentrismo

O que nos chama à atenção nessas manias, nessas invencionices, é o seguinte: quanto mais elas se alastram, mais o nome de Deus desaparece e o “EU” entra em cena. É trágico, os cristãos vão se tornando embrutecidos, achando que podem assumir o lugar do Altíssimo Deus. Cada vez mais os cristãos expressam o desejo de assumir o lugar de Cristo: “Eu ordeno”, “Eu profetizo”. É o “EU” como centro da fé; é o egocentrismo religioso em marcha; é o endeusamento do egoísmo; é a divinização do homem.

Os cristãos precisam entender que Jesus não permitiu que o seu “EU” aparecesse. Quando alguém o chamou de “bom Mestre”, ele desviou de si a atenção e disse: … bom só há um, que é Deus … (Mt 19:17). É preciso ter muito cuidado com o egocentrismo religioso: o “EU” atrai para o homem a glória que a Deus pertence, sendo o resultado de tal atitude a morte eterna.

Reflexões Bíblicas Sobre Alguns Jargões

A ausência de estudo da palavra de Deus, ministrados de forma sistemática, tem dado oportunidade para a entrada de heresias, acompanhadas dos chavões religiosos, nas igrejas. Por isso, somos convidados a refletirmos sobre seguinte questão: A utilização dessas estranhas expressões tem o apoio da Bíblia? Avaliemos algumas delas:

- “Eu profetizo”

A Bíblia ensina que a profecia não depende do “EU” querer: … Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo (II Pe 1:21). É bom observarmos que os homens santos de Deus também não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: Assim veio a mim a palavra do Senhor… (Jr 1:4); Assim diz o Senhor… (Jr 2:5; Is 56:1; 66:1); Ouvi a palavra do Senhor… (Jr 2:4); E veio a mim a palavra do Senhor (…) disse o Espírito Santo… (At 13:2);… Isto diz o Espírito Santo… (At 21:11); Mas o Espírito expressamente diz… (I Tm 4:1). Em todos os casos, não aparece o “EU”, aparece a pessoa divina.

Pense bem: Como vamos profetizar bênçãos, sem que Deus tenha nos autorizado em sua palavra, a Bíblia Sagrada? Como é que vamos profetizar, se, em nós mesmos não há bênçãos para oferecermos, visto que a Palavra afirma que, em nossa natureza, não habita bem algum? Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos em nosso nome, se a Bíblia afirma que toda boa dádiva, todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes, em quem não há mudança e nem sombra de variação?

Essa arrogância do “Eu te abençôo” deriva da falsa crença na “confissão positiva”, que leva as pessoas a crerem em que há poder nas suas próprias palavras. Daí acharem que podem profetizar bênçãos a qualquer momento e a qualquer pessoa. A Bíblia condena essa falsa crença, pois somente Deus tem poder para abençoar.

- “Tomar posse da bênção”

Não encontramos o uso dessa expressão no Antigo e nem no Novo Testamento. É um jargão de uso frequente nas igrejas cujas reuniões têm como tema e propósito principal pregar e receber a prosperidade material, que eles reduzem a bênçãos. Os seus líderes não se preocupam com nutrir o rebanho com as verdades da palavra de Deus, que conduzem à salvação em Cristo Jesus (II Tm 3:14 e 15)

Essa frase surgiu para fortalecer a doutrina da “incubação de bênçãos”. Como já vimos, neste texto, primeiramente a pessoa tem a “visualização positiva” da bênção desejada, isto é, concebe em sua mente o que ela quer receber e, em seguida é motivada a “tomar posse bênção”.

A “incubação de bênçãos”, a “visualização positiva” e o uso do termo “tomar posse da bênção” são atitudes que substituem a fé operante e a atuação divina, levando as pessoas a crerem em que tudo depende da força da mente e das palavras de poder pronunciadas por elas. Comparando isso com o procedimento de Jesus e dos apóstolos, afirmamos que é errado usar o termo “Toma posse da bênção” como meio de termos as bênçãos divinas concretizadas em nossa vida. Os discípulos de Jesus nunca cometeram esse tipo de equívoco, pois, em lugar de dizerem: “Toma posse da bênção”, eles disseram: … Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê (Mc 9:23); …Tende fé em Deus … (Mc 11:22), … Grande é a tua fé! … (Mt 9:28) … Seja-vos feito segundo a vossa fé (Mt 9:23);Em nome de Cristo, o nazareno, levanta-te e anda … (At 3:6). Assim, em vez de as bênçãos serem direcionadas para o homem, a palavra de Deus ensina as pessoas a direcionarem suas esperanças para Deus, através da fé.

Conclusão

Doutrinas heréticas têm ocupado a mente e o tempo de muitos crentes. Elas não conduzem as pessoas a confiarem no sacrifício do Calvário, na cruz do Senhor, no sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado, mas levam as pessoas a se envolverem com várias práticas estranhas à Palavra inspirada pelo Espírito Santo.

________________________
Fonte: http://www.santovivo.net/gpage290.aspx

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A RELIGIOSIDADE HUMANA E O AMOR A DEUS (Atos 17.22-31)


















































_____________________________
Slides usados na ministração da Palavra do Senhor
pelo Professor Antonio de Pádua, na Igreja Presbiteriana
de Salgado de São Félix - 30/06/2013