quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MANIFESTO PRESBITERIANO SOBRE ABORTO E HOMOFOBIA


A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL, diante do momento atual em que as forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação com a possibilidade da aprovação de leis que venham labutar contra a santidade da vida e a cercear a liberdade constitucional de expressão das igrejas brasileiras de todas as orientações, vem a público MANIFESTAR quanto à prática do aborto e a criminalização da homofobia. 

I – Quanto à prática do ABORTO, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados pela prática clandestina de abortos, causando a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família. 

Visto que: 
(1) Deus é o Criador de todas as coisas e, como tal, somente Ele tem direito sobre as nossas vidas; 
(2) ao ser formado o ovo (novo ser), este já está com todos os caracteres de um ser humano, e que existem diferenças marcantes entre a mulher e o feto; 
(3) os direitos da mulher não podem ser exercidos em detrimento dos direitos do novo ser; 
(4) o nascituro tem direitos assegurados pela Lei Civil brasileira, e sua morte não irá corrigir os males já causados no estupro e nem solucionará a maternidade ilegítima.

Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante.

II – Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualidade é homofóbica, e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: 
(1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; 
(2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; 
(3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; 
(4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; 
(5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam quea prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.

Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.

Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O SILENCIO DE DEUS


1. Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta.
2. Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os cabelos.
3. Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas.
4. Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para a morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ele glorificado.
5. Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.
6. Quando pois soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava (João 11.1-6)

Há circunstâncias em nossa vida que, as vezes parece que Deus não sabe, ou não quer intervir em nossos problemas. As vezes, o nosso coração abatido e a nossa alma aflita, tem a sensação de que ele não sabe, ou não pode, ou não quer saber. Esta poderia ter sido a pergunta de muitos dos que estavam em casa de Lázaro ou na companhia de Jesus Lázaro ficara doente e imediatamente mandaram chamar o Senhor, ele porém, demorou-se dois dias – “Quando pois soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava.”  v. 6

Todos os presentes questionaram a ausência de Jesus:
Marta – “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão”, v. 21
Os que estavam ali – “Mas alguns objetaram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer que este não morresse?” v. 37

A questão em outras palavras era – Se ele tivesse vindo na hora certa e se quisesse, nada disso teria acontecido! Quantas vezes essa não tem sido a nossa indagação? Por que? Qual a tua vontade? Através desta experiência de Lázaro e de sua família, aprendemos lições preciosa sobre o silêncio de Deus.

A primeira lição é que:

APRENDEMOS QUE A NOSSA VIDA É PROJETO DE DEUS E QUE VISA O NOSSO BEM E A SUA GLÓRIA
Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para a morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ele glorificado. v. 4

Quando as irmãs de Lázaro mandaram informar Jesus sobre a enfermidade do seu irmão, o Senhor não ficou desesperado e saiu correndo. O Senhor Jesus sabia que aquele problema resultaria na glória de Deus. Em nossa vida, temos a mesma promessa. Quando fomos alcançados pelo Senhor, recebemos de suas mãos um projeto que vai se cumprir literalmente – “O conselho do Senhor dura para sempre; os desígnios do seu coração por todas as gerações”, Salmo 33.11.

Nos somos impactados com aquilo que ouvimos: O diagnóstico do médico; As palavras duras e difamadoras de alguém; O extrato bancário; As surpresas trágicas de um acontecimento imprevisto.

Essas notícias chegam até nós minando a nossa fé e a nossa estrutura emocional. Mas onde está Deus? Mas agora, assim diz o Senhor, que te criou... e te formou...: não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor, teu Deus... o teu salvador”, Isaías 43.1-3.

O texto diz: “Quando passares...” Isto significa que serão momentos, períodos e circunstâncias – não é definitivo. Queridos somos a menina dos olhos do Senhor – “Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas”, Salmo 17.8

A segunda lição é QUE:

APRENDEMOS QUE O TEMPO EM QUE DEUS PARECE DEMORAR A AGIR NÃO SIGNIFICA DESCASO, MAS SIM, CUMPRIMENTO DOS SEUS DECRETOS (AGENDA).
Quando pois soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava. v. 6

Jesus de maneira alguma desprezou a gravidade de Lázaro e a dor dos seus familiares – a questão era que havia um propósito divino naquela ocasião. Há um propósito divino em nossas vidas.      Deus só tem boas intenções a nosso respeito e ninguém pode impedir os seus desígnios sobre nossa vida.

O Patriarca Jó declarou – “Bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” Jó 42.2

Deus tem uma agenda sobre a sua vida que deverá se cumprir literalmente. Há uma canção que diz: “quem tem promessa de Deus, não morrerá, antes que ela se cumpra”. Nada impediu o poder do milagre na vida de Lázaro.

A terceira lição é que:

APRENDEMOS QUE DEUS DESEJA DESENVOLVER A NOSSA FÉ
Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu; e por vossa causa me alegro de que lá não estivesse, para que possais crer; mas vamos ter com ele”, v. 14-15

O Senhor Jesus afirma que um dos motivos porque se demorou é para que os discípulos e a família de Lázaro desenvolvessem a fé. Como nós aprendemos  coisas sobre Deus e sobre a nossa vida em meios as provações?

O salmista declarou – Foi-me bom ter passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos”, Sl 119.71
Esta também foi a conclusão do Patriarca Jó depois da prova – “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem”. Jó 42.5

Muitos conhecem a Deus do “ouvir falar”; Muitos só conhecem o Deus das caixinhas de promessas. Queridos, a nossa fé deve ser mediante a Palavra de Deus.

Existem vários motivos em que Deus usa a prova para o desenvolver da nossa fé:
1. Deus não nos responde não por que não queira, mas porque a resposta pode nos afastar de uma maior intimidade com ele.
2. Se Deus nos respondesse imediatamente, não haveria necessidade de buscá-lo.
3. Na maioria das vezes, o Senhor deseja falar mais do que esperamos ouvir.

O v. 45 diz – “Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus, creram nele”.

A quarta lição é que:

APRENDEMOS QUE NO MOMENTO EM QUE DEUS RESOLVE AGIR, NADA PODE IMPEDI-LO.
“Então ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. E tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço.” v. 39-44.

Quando Deus age, ele não quer saber se  o tempo do homem já passou, se a possibilidade já passou. Quando Deus age, ele não quer saber se cheira mal, se apodreceu, não quer saber o que vão pensar. Quando Deus age, ele não quer saber se um morto ouve ou se um atado anda – ele ordena e tudo acontece. Quando Deus age, a morte é vencida, o impossível acontece, o que estava morto é ressuscitado.

Diante de todas as lições deste texto, qual deve ser a nossa postura:

1. Procurarmos Jesus para solucionar os nossos temores, v. 3
Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas.
Na sua aflição procure Jesus.

2. Reconheça a oportunidade que Deus está lhe dando para desenvolver a sua fé.
O apóstolo Tiago exorta“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada produz perseverança”. Tg 1.2-3.
A provação nos torna maduro.

3. Creia no milagre de Deus, v. 40
Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?
A fé é imprescindível para a realização do milagre.

Queridos, mesmo no silêncio de Deus é possível ouvi-lo dizendo – “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”, v. 25-26.

Que Deus nos abençoe!!!

Sermão ministrado no Culto Comum da Igreja Presbiteriana de Salgado de São Félix (21/11/2010)            

sábado, 20 de novembro de 2010

O RETORNO DA FÉ - FILME


Jimmy Moore é um pastor que se encontra em uma enorme encruzilhada, após perder completamente sua fé. Assim, decide retornar à fazenda onde cresceu para recuperar a crença em Deus, mas logo descobre que uma tragédia se abateu recentemente sobre o local, com um misterioso incêndio que custou a vida de toda uma família.
Para piorar ainda mais a situação, seu melhor amigo foi acusado de estar por trás de tudo, fazendo com que Jimmy comece a investigar o ocorrido por conta própria, numa jornada que o fará aprender muito sobre si próprio. Assisti o filme e recomendo.

Título Original: Rust
Título Traduzido: O Retorno Da Fé

Gênero: Drama
Duração: 94 Min
Ano de Lançamento: 2010


Elenco
Corbin Bernsen
Frank Gall
Lloyd Warner
Audrey Lynn Tennent
Kirsten Collins
John Hutchinson
Chesney Caswell
Judith Davies
Cavan Cunningham
Mike Kernahan
Ryder Debreceni
Nolan Hubbard
Gerald Lenton-Young
Brad Kearns