terça-feira, 25 de dezembro de 2007

DESEJOS PARA O ANO NOVO

Um jornal perguntou aos leitores o que eles desejavam para o novo ano. As respostas mostram o que se passa no coração das pessoas e o que é importante para elas:

– Desejo principalmente que eu tenha saúde e que possa viver sem preocupações e surpresas desagradáveis no novo ano.

– Por ter muito trabalho, eu gostaria que houvesse mais tempo para fazer tudo aquilo que acaba sendo deixado de lado.

– Desejo que, apesar de estar completando 50 anos, eu ainda tenha forças para começar coisas novas. Eu gostaria de iniciar uma empresa própria, para não ser mais empregado. Também desejo muitos dias bonitos para ir à praia e ter bons momentos de lazer.

– As pessoas deveriam ser mais abertas e preocupadas com o próximo. Há muitas situações em que, pelo excesso de atividades, não tomamos tempo para uma conversa ou para ouvir alguém. Desejo mais compreensão e que possa continuar a gozar a vida.

– Para mim importa somente o bem-estar da minha família.

– Espero que não haja guerras e conflitos. Quero também tirar umas férias realmente gostosas.

– Desejo sucesso financeiro, sorte no amor e êxito nos estudos. Eu também gostaria que houvesse mais alegria neste mundo.

– Saúde, paz e harmonia na família são as coisas mais importantes para mim. Estou preocupada com o meio ambiente e gostaria que ele fosse mais preservado. Colaboro na igreja e tento ser uma boa influência. Meu sonho? Uma casinha de campo.

– Desejo que o novo ano seja melhor que o velho, principalmente para os jovens que não encontram emprego, e que acabe a criminalidade.

Nenhuma das pessoas fez referência ao sentido da vida ou a Deus, o Criador. Parece que ninguém se importa realmente com a salvação e com aquilo que a Bíblia ensina. Os desejos são todos terrenos e não levam em consideração a vida futura e a eternidade. As pessoas parecem não perceber como é importante estar reconciliado com Deus.

Todos querem viver bem e esperam que o mundo melhore, mas não levam em consideração o maior mandamento: "Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.37-39).

Assim compreendemos as palavras do pregador Salomão: "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (Ec 2.11).

No final deste novo ano, muitos reconhecerão que nada melhorou, pelo contrário, que as coisas pioraram. E então as pessoas estabelecem novos propósitos, que normalmente também não são cumpridos. Como estava certo o salmista ao dizer: "Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos" (Sl 90.10).

Isso só muda se buscarmos a Deus e ao Seu amor. O Salmo 22 é o "salmo da crucificação", que nos fala da redenção do mundo através de Jesus Cristo. Ele começa com as conhecidas palavras que nosso Senhor pronunciou na cruz: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (v. 1). Adiante, em virtude da obra consumada por Jesus na cruz do Calvário, lemos no versículo 26: "Os sofredores hão de comer e fartar-se; louvarão o Senhor os que o buscam. Viva para sempre o vosso coração." A busca do Senhor é o mais importante na vida. Procure-O agora mesmo, e comece o novo ano com novas perspectivas!

domingo, 2 de setembro de 2007

LUXÚRIA – O PECADO DO EXCESSO, Marcos 7.16-23

O termo luxúria é uma palavra com muitos sinônimos que descrevem um mesmo e velho pecado.

Para início, busquemos definições técnicas e teológicas para três palavras que estão relacionadas:
Luxúria – incontinência, dissolução e corrupção;
Lascívia – sensualidade;
Libertinagem – devassidão.

O termo libertinagem é explicado da seguinte maneira. Em Nota de estudo da NVI diz: “Ato de viver somente para o prazer próprio, de esbanjar a vida em prazeres tolos e perversos”.

I BREVE ANÁLISE DE TEXTOS CORRELATOS

1. Nas variadas versões da bíblia , há textos onde a mesma palavra foi traduzida para o nosso idioma com uma ou outra dessas palavras acima. Como por exemplo: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia...” – Gálatas 1.19.

W. Hendriksen comentando este texto, afirma que os três vícios mencionados: prostituição, impureza e lascívia – “tem um significado distinto, contudo, os três vícios têm algo em comum, a saber, um desvio da vontade de Deus quanto ao sexo”.

2. O texto de Marcos 7.21 (versão atualizada) o termo luxúria é traduzido por “adultério”. E ainda o texto de Mateus 5.28 (versão atualizada) o termo luxúria foi traduzido por “intenção impura”.

3. Em I Coríntios 6.18, está escrito: “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo”.

O imperativo presente indica a ação habitual - “fazei vosso hábito fugir”.

Para o apóstolo Paulo, a luxúria, fere as próprias raízes da constituição essencial do ser homem – “Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos; mas Deus destruirá tanto estes como aquele. Porém o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo” – I Coríntios 6.13.

II. LUXÚRIA – CONCEITOS DO TERMO

O Dicionário de Teologia da ASTE, assim define a luxúria: “Este vicio é conhecido pela necessidade da pessoa em manter diversas relações sexuais, as vezes com diversos parceiros, e com todo tipo de variedade possível. A luxúria é a corrupção de um ato sublime. Faz frente a lealdade, pois o luxurio trai sua mente (intenção impura), trai seu cônjuge. Não ceder a luxúria (fugi...) é provar sua firmeza de caráter, seu domínio sobre seus desejos mais fortes e apelativos, uma prova de autocontrole” (Dicionário da ASTE, pág 1324).

Aprofundando este tema em nosso contexto, como lidar com isso?

Vivemos numa época de banalização do sexo. Todo tipo de impureza se intensifica a cada dia. Tudo começou com uma “amizade colorida”, depois veio o “ficar” e por último “casamento de homossexual”.

O apelo sexual da propaganda e publicidade é algo que incomoda

A multiplicação de motéis é estarrecedor

As revistas, as músicas, os programas de TV, de modo geral, sempre trazem um forte apelo sexual.

III. LUXÚRIA – UM MUNDO EM BUSCA DO PRAZER

A luxúria é o abuso do sexo, quando não se contem e não se controla, mas se corrompe e vive dissolutamente. Em um mundo que se busca sempre o prazer, observa-se três práticas:

1. A prática do individualismo

O sexo se torna uma forma de satisfazer os apetites de uma única pessoa. Não há uma preocupação mínima com a outra pessoa.

É como escreveu a profª Maria Clara Luchetti (doutora em teologia) – “Na luxúria o uso do outro é desordenado, e tenta-se colocar o outro a serviço de seu prazer e deleite. Vai-se em busca do próprio gozo e das próprias sensações e não se cuida do prazer do outro, do desejo de outro. Desta relação não brota, pois, a comunhão e muita menos a fecundidade. ´w um caminho que conduz a morte e não há vida. Seu fruto é amargo é o deserto, o vazio” (Pecados, pág. 121).

A bíblia tanto mostra como individualismo e a comunhão se manifesta através do sexo:

O individualismo – “Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles”. – Gênesis 19.4-5.

A comunhão – “Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido. O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”. – I Coríntios 7.1-5.

2. A prática da multiplicação das relações sexuais

É como se muito sexo com muitas pessoas diferentes capacitasse o ser humano a tornar-se melhor; como se o homem fosse mais masculino e a mulher mais feminina com a multiplicação das relações sexuais.

A bíblia afirma que a multiplicação das relações sexuais é algo que causa a desonra do ser humano: “Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si”. – Romanos 1.24

3. A prática sexual insaciável

Vivemos em um mundo que sofre de hipersexualidade. O ser humano nunca se contém, nunca está satisfeito e pensa no sexo como se o mesmo fosse capaz de lhe trazer respostas e dignidade.

Aqui entra a compulsão sexual – “Uma necessidade irrefreável de sexo que faz com que o indivíduo perca o controle sobre o próprio desejo” (Revista TUDO, de 09/08/2002).

O Prof. Silvio José Pilon (psicólogo) diz: “As pessoas estão fazendo muito sexo, mas continua infelizes” (Revista TUDO, 30/08/2002).

IV. COMO O CRISTÃO DEVE SE COMPORTAR DIANTE DA LUXÚRIA

1. “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo”. – I Coríntios 6.18

O verbo “fugir” aqui, não é sinal de covardia. Neste tipo de confronto, a fuga não representa perda, e sim, ganho – observar o comportamento de José, diante da luxúria.

2. “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará”. – Salmo 101.3

Os vídeos e cinemas eróticos, revistas, os trajes indecentes e outros, fomentam e propiciam toda sorte de tentação e luxúria.
“... e, como Sodoma, publicam o seu pecado e não o encobrem. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos” – Isaías 3.9

Há importância fundamental na nossa espiritualidade, o usar dos nossos olhos – “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”. – Mateus 6.22

PARA CONCLUIR

A Igreja deve ter uma clara percepção da ação divina nela e através dela, pois é a ação de Deus que nos capacita a deixar as obras da carne e produzir o fruto do Espírito.

A Igreja deve apresentar um claro ensino sobre a sexualidade, a partir da sadia doutrina do corpo humano, aprendendo com uma boa teologia bíblica evangélica, evitando que os santos cometam aberrações.

Portanto, forças para agir de modo diferente do mundo vem de Deus, não de nós mesmos.
“Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça. Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” – Romanos 8.5-11.

GLUTONARIA – PECANDO DE BARRIGA CHEIA, Filipenses 3.17-21

No livro “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, quando ele descreve o inferno, afirma que há um lugar reservado só para os glutões – era o chamado “Terceiro Círculo”.

O que é glutonaria (gula)?
Antes de trabalhamos o conceito devemos fazer uma distinção entre os dois tipos de gula:

1. A Gula Biológica – que deriva de uma disfunção do organismo.
Segunda a revista Veja (22/03/2000, pág. 114), 2% da população mundial sofre de doença chamada “transtorno do comer compulsivo”.
As vítimas sofrem e fazem até cirurgia para reduzir o tamanho do estômago, recorrem a medicamentos e se submetem a tratamentos rigorosos, com o objetivo de diminuir o apetite e manter o corpo numa boa forma.

2. A Gula Filosófica ou Espiritual – esta é a pior, porque deriva de uma opção – “a opção pelo ventre” – “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” – Filipenses 3.19.

O glutão “não comem para viver, viver para comer”.

Portanto, o glutão é aquele que coloca o prazer de comer muito acima de qualquer outra coisa. Para o glutão, a vida só tem sentido nos banquetes e festas gastronômicas.

O pecado da gula é, portanto, comer sem necessidade, sem sentir fome; comer além do limite, compulsivamente (Boca Nervosa – Ana Maria Braga).

Na Roma antiga, os romanos eram glutões inveterados. Ficaram famosos na história, entre outros motivos, pelos requintados e infindos banquetes, nos quais comiam até não mais agüentam a comida. Depois, iam à janela mais próxima, colocavam para fora tudo o que havia sido ingerido e voltavam para a mesa. Para quê? Para comer de novo.

No texto que fundamenta o nosso estudo, o apóstolo Paulo diz que alguns crentes daquela Igreja, em vez de procurar manter seus apetites físicos sob controle, estas pessoas se entregarem a glutonaria – “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” – I Coríntios 9.27

Com base no ensinamento bíblico, percebe-se que a glutonaria é um pecado por algumas razões, entre as quais podemos destacar:

I. A GULA É PECADO PORQUE SIGNIFICA IDOLATRIA DO VENTRE
“O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” – Filipenses 3.19

Baseado neste texto, conclui-se, que a prática da glutonaria constitui-se em idolatria, pois a comida torna-se um Deus, isto é, a coisa mais importante para a pessoa.
O verbo mais conjugado na vida do guloso é comer – o estômago é um Deus que precisa ser saciado.

O apóstolo Pedro associa glutonaria a idolatria – “Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias (glutonarias), bebedices e em detestáveis idolatrias”.– I Pedro 4.3

O apóstolo Paulo diz que a glutonaria é um comportamento mundano e desonesto – “A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidade, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja”.– Romanos 13.12-13

No Antigo Testamento, a glutonaria era algo tão sério, que associava a rebeldia, o glutão pagava com a própria vida por esse pecado – “Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, seu pai e sua mãe o pegarão, e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz, é dissoluto e beberrão. Então, todos os homens da sua cidade o apedrejarão até que morra; assim, eliminarás o mal do meio de ti; todo o Israel ouvirá e temerá”. - Deuteronômio 21.17-18. (versão corrigida).

Nenhum cristão está proibido de participar de festas onde há muita comida. O importante é não priorizar estas coisas em detrimentos do Reino – “O justo tem o bastante para satisfazer o seu apetite, mas o estômago dos perversos passa fome.” – Provérbios 13.25.

Comer bem não significa comer exageradamente. É perfeitamente possível comer bem, aplicando-se a moderação.

Os homens de Filipos, aos quais o apóstolo Paulo considerava como “inimigos da cruz de Cristo” (v.18), a única preocupação deles era com satisfação dos desejos carnais. O seu Deus é o estômago. São glutões.

II. A GULA É UM PERIGO PORQUE DEMONSTRA UM COMPORTAMENTO EGOÍSTA

O guloso se farta em suas orgias enquanto que milhares a sua volta estão morrendo de fome.

O rico da parábola contada por Jesus era um glutão. Enquanto ele se banqueteava, Lázaro comia o que era jogado no lixo (Lucas 16.19-31).

Na Igreja os mais ricos, antecipavam as suas ceia, enquanto outros não tinham o que comer e passavam forte – “Porque, ao comerdes, cada um toma, antecipadamente, a sua própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague.” – I Coríntios 11.21

O apóstolo Judas denuncia os falsos líderes que assim se comportam, pois comprometem a imagem da Igreja – “Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas”, Judas 12.

Observa-se, ainda hoje, que tal atitude está presente em muitas vidas. Não são poucos aqueles que comem além do necessário, desperdiçavam comida e fecham os olhos para as necessidades dos outros.

O egoísmo não é próprio daquele que caminha com Jesus. Aliás, o desafio é para que alimentamos inclusive os nossos inimigos – “Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.” – Romanos 12.20.

III. A GULA É UM PECADO PORQUE IMPLICA EM MALES FÍSICOS

Todos sabem dos grandes males que o cigarro é o álcool provoca no organismo, no entanto, não há a mesma preocupação com os males provocados pela falta de equilíbrio e controle alimentar.

O texto da revista Veja diz: “... o comer compulsivo não só dilata o estômago como provoca distúrbios cardiovasculares, eleva a taxa de colesterol e aumenta a propensão ao diabete”.

A Bíblia é clara em afirmar que:

O nosso corpo é tabernáculo do Espírito Santo – “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” I Coríntios 6.19.

O nosso corpo deve ser oferecido como sacrifício vivo santo e agradável a Deus – “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Romanos 12.1.

Portanto, a glutonaria é pecado, pois atinge o corpo que é propriedade exclusiva de Deus.

Na culinária do povo de Deus, havia a recomendação para não se ingerir gordura – “Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas; gordura nenhuma nem sangue jamais comereis.” – Levítico 3.17

IV. A CURA PARA A GULA – MODERAÇÃO

A Moderação se aplica a tudo na vida. Evitar exagero e ultrapassar limites, são atitudes que revelam equilíbrio e bom senso, trazendo resultados benéficos para a caminhada neste mundo.

Isso se aplica a questão alimentar.

É importante aprendermos duas:

1. O desejo de comer não é, em si mesmo, um pecado. É uma função física normal de nossos corpos – contudo, quando este desejo está fora de controle, permitimos que a glutonaria entre em nossa vida;

2. Comer bem não significa comer exageradamente. É perfeitamente possível comer bem, aplicando-se a moderação.

Para Concluir:

O Cristão precisa entender de que consiste o Reino de Deus – “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” Romanos 14.17

Como se comportaria alguns cristãos gulosos diante do propósito que tomou o profeta Daniel em recusar a comida do rei, por uma questão de santificação – “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei. Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber. Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. Ele atendeu e os experimentou dez dias. No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor.”– Daniel 1.8-18”.

Talvez seja em função dos males físicos e espirituais da glutonaria que a Bíblia recomende a prática do jejum.

O Senhor Jesus recomenda – “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo” (João 6.27).

A nossa oração diante deste pecado é – “Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios. Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias”.– Salmo 141.3-4

PREGUIÇA – O PECADO DA INDOLÊNCIA, Provérbios 6.6-11


Mário Quintana disse: “A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de andar, não teria inventado a roda”. O Bicho-preguiça na natureza é muito interessante:
a) A Preguiça não caça animais, mas se alimenta apenas de folhas. Ela é seletiva, não come qualquer folha;
b) A postura natural da preguiça é invertida em relação aos outros animais. Ela precisa viver nos galhos, e não no chão. Fica pendurada e as mãos funcionam como ganchos. Se não tiver um galho para se pendurar entra em stresse;
c) A lentidão dos movimentos, o longo período de inatividade e a forma de se locomover e a postura são algumas de suas características;
d) Elas não bebem água, pois a água que precisam para viver é absorvida do próprio alimento;
e) É um animal dócil e indiferente ao que acontece ao seu redor. Conhece o perigo, mas não reage;
f) As preguiças costumam dormir cerca de 14 a 16 horas por dia.

Você conhece algum assim?
Aquela moleza própria da segunda feira, ou curtir a cama num domingo de chuva, sem a obrigação de trabalho, escola ou igreja é pecado?

I. PREGUIÇA – SEUS CONCEITOS

O que é Preguiça?

1. Os dicionários definem a preguiça como: “Indolência, falta de inclinação ao exercício, inatividade, vadiagem, ociosidade, vagabundo, lento, vagarosos, viver a custa dos outros, relaxado, molenga, passar o tempo, dorminhoco, inútil, comportamento vegetativo, imobilidade, inércia, folgado, negligente, etc”.

2. O Catecismo Católico diz: “Este pecado indica a pessoa que por opção, não tem preocupação em fazer nada e nem se preocupar com nada, e quando faz algo, é de má vontade e de forma vagarosa (ou rápida demais) e imperfeita”.

3. Uma autodefinição: “Sou um homem preguiçoso, acho que ficar em pé é melhor do que andar; sentar, melhor do que ficar em pé; deitar, melhor do que sentar e dormir é ainda melhor do que ficar só deitado”. (O Elogio da Preguiça – Uma Crônica Budista)

4. Ponto de vista antropológico: “Do ponto de vista antropológico, a preguiça não pode ser interpretada como virtude. A necessidade do lazer, do descanso é um direito. A preguiça, portanto, não é lazer, mas é negação e omissão à participação na solução de situações, é omissão na integração comunitária, é isentar-se da responsabilidade individual e social (Isidoro Mazzarolo, doutor em teologia da PUC, RJ)”.
5. Ponto de vista científico: Ricardo Moreno, psiquiatra da USP, afirma – “A preguiça é um dos sintomas de alguma doença. Entre elas, a anemia, câncer, hipertiroidismo, depressão e até uma virose deixam qualquer um sem gás. Por isso é preciso ficar alerta quando se passa a prejudicar a vida pessoal, social e profissional por preguiça” (Jornal O Correio da Paraíba, 23/08/1998).

Ricardo Moreno afirma que há os “preguiçosos por natureza. São pessoas mais lentas, detalhistas, do tipo que levam horas para fazer algo, gostam e precisam de mais descanso. Isso se deve ao metabolismo, que dita um ritmo mais vagaroso, e apenas 1% da população mundial tem este biotipo”

Mesmo tendo conceitos tão negativos tão negativos, há ainda quem defenda a preguiça de forma ardente, como por exemplo:
a) Oscar Wilde (Escritor) – “O trabalho é o refúgio de quem não tem nada de interessante pra fazer”.
b) Anna Matilde (Psicóloga da USP) – “O preguiçoso é apaziguador, faz de tudo para gradar e não discute nem quando tem razão. O preguiçoso abdica de sua autonomia para que alguém faça as coisas por ele”.
c) Mario Quintana – “A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.

II. ANÁLISE DO TEXTO – Provérbios 6.6-11

No livro de Provérbios encontramos vários textos sobre o assunto. O mais conhecido de todos é – “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio” – Provérbios 6.6.
Havia na Palestina, um tipo de formiga chamada Ceifadora. E o rei Salomão faz comparação bem a propósito. A formiga tem líder, tem ordem, tem horário, tem rota, tem tarefa definida.
Elas trabalham com afinco para guardar sua comida para o inverno. Formigas nunca morrem de fome. Bicho-preguiça freqüentemente morrem. Aprender com a formiga foi a intimação do autor bíblico.

III. AS CARACTERISTICAS DO PREGUIÇOSO

Do ponto de vista teológico, a partir das declarações de Salomão podemos perceber a gravidade deste mal e o motivo por que é tratado como um dos setes pecados capitais.

1) A vida dos preguiçosos é cheia de dificuldades, atraso, medo, desapontamentos e sofrimentos.
a) Uma vida cheia de espinhos - “O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana”. – Provérbios 15.19
b) Uma vida cheia de perigos – “Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas”. – Provérbios 22.13

2. O preguiçoso é apático e indiferente as circunstâncias, aos conflitos e as necessidades da vida.
a) Não cuida da sua lavoura – “Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruínas”. Tendo-o visto, considerei; vi e recebi a instrução”. – Provérbios 24.30-32.
b) Não cuida da casa – “Pela muita preguiça desaba o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa” – Eclesiastes 10.18.
O texto do Jornal Correio da Paraíba, de 23 de Agosto de 1998, traz o depoimento da recepcionista de salão de beleza, Marta Jussara de Souza, de 37 anos, que diz: “penso em melhorar, mas tenho preguiça até de ir me matricular no curso de informática que ganhei da dona do salão”. A mesma Jussara, está enrolando há dois anos para tirar uma nova identidade e aposentar seu RG rasurado. A o tentar abrir uma firma no Cartório com o velho documento, foi rejeitado pelo escrivão.

3. A sua apatia é tão grande que a sua vida, é como do bicho preguiça, consiste em dormir.
“Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?” – Provérbios 6.9.
“A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome”. – Provérbios 19.15.
“Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado” – Provérbios 24.33-34.

4. O preguiçoso é sonhador
a) Deseja, mas nunca alcança – “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta” – Provérbios 13.4.
b) Deseja, mais não quer trabalhar – “O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar” – Provérbios 21.25.
A mente dos preguiçosos é muitos preocupados com “eu desejo”, associado com vâs imaginações de viver fácil e indulgente, enquanto que seus corpos físicos se recusam a mover-se. Eles almejam muito, mas conseguem poucos, por que suas mãos se recusam a trabalhar – “O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso” – Provérbios 12.11.

5. O extremo da preguiça
O preguiçoso vive momentos de extremos tremendamente absurdos.
a) Ele tem preguiça para fazer sexo
A psicóloga Lígia Telles, diz: “Quanto a preguiça de fazer sexo é mais comum do que a gente pensa. A maioria das pessoas, hoje em dia, vai para a cama na hora em que estão morrendo de sono. Aí, bate mesmo aquela preguiça. Nessa hora, para o preguiçoso dormir é o melhor negócio”
b) Ele tem preguiça para se alimentar
Quando uma pessoa tem fome, o estômago desperta na ânsia de comer e isto dispara aquela pessoa a se mover e envidar esforços. Mas há os que são tão preguiçosos que até mesmo comer é trabalhoso – “O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca” – Provérbios 26.15

6. A companhia de um preguiçoso traz sérios problemas
O preguiçoso pode causar dano para a família ou congregação, sua ausência é muito melhor do sua presença – “Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador” (Provérbios 18.9); “Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam” (Provérbios 10.26).

IV. O APÓSTOLO PAULO E OS PREGUIÇOSOS DE TESSALÔNICA
O apóstolo Paulo tratou deste assunto de forma muito taxativa quando confrontou os preguiçosos da Igreja de Tessalônica – II Tessalonicenses 3.6-12
a) Estes irmãos que andavam desordenadamente eram desocupados e inimigos do trabalho, v. 6,11
b) Estes indivíduos tiravam proveitos da generosidade da Igreja – “No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros; e, na verdade, estais praticando isso mesmo para com todos os irmãos em toda a Macedônia. Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais”. – I Tessalonicenses 4.9-10.
c) Eles dependiam dos irmãos que ganhava a vida trabalhando normalmente, v. 8.
d) Sem ocupação própria, tais preguiçosos intrometiam-se nos negócios alheios, v. 11
As pessoas desocupadas são disseminadoras de boatos, criticando o trabalho de outras pessoas e espalhando mentiras sobre os outros.
Observem o que Paulo orientou a Timóteo sobre não aceitar as viúvas novas no trabalho de assistência social da Igreja – “Mas rejeita viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se, tornando-se condenáveis por anularem o seu primeiro compromisso. Além do mais, aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem. Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não dêem ao adversário ocasião favorável de maledicência” – I Timóteo 5.11-14
e) O apóstolo Paulo afirma que não se deve dar comida ou dinheiro as pessoas em perfeitas condições físicas de trabalho, que não querem emprego fixo para ganhar a vida, v. 10.
Paulo proibiu a Igreja de sustentar pessoas assim, e chegou mesmo a exortar que não se associassem com elas, v. 6
Paulo ensina que aqueles que trabalham no evangelho merecem seus salários: “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (I Coríntios 9.14), mas na Igreja de Tessalônica, fazia –se necessário um exemplo firme para aqueles que recusavam-se a trabalhar. Paulo renuncia seus direitos a recusava-se a receber remuneração, v. 7-9

Para Concluir:
Precisamos entender que a pessoa acaba ficando preguiçosa, não por uma questão de caráter, mas também por algum problema pessoal, tais como:
a) Uma pessoa com anemia, a pressão sangüínea desce e ela acaba tendo pouca vitalidade e vontade de fazer as coisas;
b) Uma pessoa desmotivada, acaba tendo uma apatia (ou preguiça) para fazer qualquer coisa.
Para estes problemas, um tratamento médico pode resolver.
A preguiça é pecado quando se torna parte integrante do nosso caráter. Os cristãos não devem ser ociosos, mas trabalhar coma finco e constância para ganhar o próprio sustento e da família, além de ter com que ajudar os necessitados – “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” – Efésios 4.28

domingo, 8 de julho de 2007

O que fazer em dias difíceis?

Dias difíceis. Quem nunca atravessou um? Na verdade, quem nunca já não atravessou vários?

O escritor de Eclesiastes chega a dizer que "doce é a luz, e agradável aos olhos, ver o sol. Ainda que o homem viva muitos anos, e regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos".

Bom, essa não é a fala de um pessimista, mas de um realista. Na verdade, como é bom ver a luz do sol. E como é bom perceber que Deus faz o seu sol se levantar, todos os dias, mesmo sobre os maus e os bons. É bom ver a luz. É bom se alegrar. Na verdade, é sadio se alegrar. Mas, ainda assim, há dias difíceis. Alguns, são, apenas, nublados; outros, realmente, escuros.

Mas, em dias assim, o que nos consola é que o Sol da Justiça, que é Jesus, continua, sempre a brilhar. Foi Ele quem disse: "Eu sou a Luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida".

Não significa que quem anda com Jesus não enfrente dias difíceis; mas que mesmo na mais densa escuridão, encontra luz, porque Jesus é a nossa luz.

Foi o que Davi quis dizer, quando no Salmo 139, escreveu que "se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim, se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa".

A questão é que só está escuro para nós; para Deus tudo está claro, porque Ele é luz. Nós podemos estar confusos, mas Deus sabe o que está fazendo. Nós podemos estar deprimidos, mas Deus está no controle da nossa vida. Nós podemos estar encolhidos em nossas emoções, mas Deus ainda é o mesmo que sempre foi. O mesmo que nos alcançou, um dia. O mesmo que nos abençoou, um dia. Ele não mudou. A Luz não se apagou. É só a impressão da nossa alma.

Dias difíceis acontecem com todos nós. Não é fácil passar por eles. Especialmente, quando nossas emoções parecem estar fora do nosso controle. Quando a gente quer se alegrar, mas só consegue chorar; quer ser positivo, mas só consegue ver o negativo.

É aí que eu preciso fazer uma escolha, que é lembrar-me de Deus e de Seu amor fiel para comigo. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, Ele está comigo, a Sua vara e o Seu cajado me consolam. Ele prepara uma mesa para mim na presença dos meus inimigos, unjes a minha cabeça com óleo e o meu cálice transborda.

É claro que nós choramos, nos sentimos mal, ficamos "pra baixo", precisamos procurar ajuda; mas Deus está conosco. Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo. E nós podemos todas as coisas naquele que nos fortalece: Jesus.

Não fique impressionado se tudo parece nublado ou escuro. Para Deus, luz e trevas são a mesma coisa. Lembra que foi Ele quem disse: "Haja luz! E houve luz"?

Luz fala de vida, porque a Bíblia diz que em Jesus estava a vida e a vida era a luz dos homens. Diz que a luz resplandece nas trevas e as trevas não prevaleceram contra ela.

Luz fala de direção, de rumo, de esperança, de ânimo, de força, de entendimento, de alegria, de gosto pra viver. Faça como o salmista, peça a Ele: Faça Sua luz resplandecer sobre mim!
É isso que o salmista pede que Deus faça. Pede que ilumine os seus olhos para que ele não adormeça no sono da morte. Para que, mesmo, biologicamente, vivo, esteja, emocionalmente morto. Diz que Deus faz resplandecer a nossa lâmpada e derrama luz nas nossas trevas. Ou nas palavras do salmo: "Seja Deus gracioso para conosco e nos abençõe, e faça resplandecer sobre nós o Seu rosto, para que se conheçam na terra, os Seus caminhos e a Sua salvação".

O dia pode ser difícil, a semana, o mês e o ano também. Mas, Deus está onde sempre esteve. Ele está conosco sempre para nos abençoar. Ele nunca vai te deixar e jamais vai te abandonar. E é na Sua Luz que veremos a luz. Sempre haverá uma saída, sempre haverá uma porta, sempre haverá um caminho, sempre haverá uma direção, sempre haverá uma manhã.

Graça e Paz.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Gratidão

O homem por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu um determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul.
- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito? Diz ela.
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
- Quanto de dinheiro você tem?
Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse:
- Isso dá?
Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
- Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos.

O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.
- Tome! Disse para a garota. Leve com cuidado.
Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
- Este colar foi comprado aqui?
- Sim senhora.
- E quanto custou?
- Ah!, falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.

A moça continuou:
- Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!
O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.
- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. ELA DEU TUDO O QUE TINHA.

O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

"A verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. Seja sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém. Gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece."

Seja grato

Castelo de Areia

O Salmista Davi escreveu no salmo 127.1: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”.

Imaginem a casa mais linda que puderem. A moradia ideal. Com o tamanho que vocês quiserem, da cor preferida, de acordo com as linhas arquitetônicas que mais lhe agradarem. Não pensem no que teriam que gastar com as despesas que ela traria, ou quanto viria custar, apenas pensem numa casa maravilhosa, útil e prática. A casa perfeita.

Agora, imaginem a cidade mais segura que puderem. As leis são obedecidas em 100%. Não há perigo nas ruas. O policiamento é eficaz, respeitado e bem remunerado. Não há grades nas janelas, e todos ficam batendo papo até tarde da noite nas ruas.

Pensaram em tudo isso?

Agora, naquela casa perfeita, imaginem uma pessoa seqüestrada. Ela está escondida no porão, amarrada, no escuro, com fome e com medo de ser morta a qualquer instante. É uma bela casa, mas não um lar.

Naquela cidade perfeita, imaginem a queda de uma bomba atômica. Que policial pode evitar o desastre?

Quando o salmista escreve este texto “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. Ele não está apenas fazendo referência a casas e cidades. Na verdade, quem escreveu este salmo foi Salomão, rei de Israel. Aí está alguém que tinha uma bela casa, segurança e a consciência de escrever: “Se não fosse Deus, este castelo e minha vida estariam em ruínas”. E mais: nos faz pensar em nossas próprias vidas.

É comum fazermos projetos, trabalharmos, estudarmos, comermos, conversarmos... até respirarmos. E de onde vem os méritos?

Se não fosse a misericórdia do Senhor, tudo isso seria nada. Nunca sairíamos do lugar. Certamente, estaríamos mortos.

O fato é que nós, como seres humanos, sofremos de um terrível mal: somos sujeitos a cair em nossa própria vanglória. Com nossas realizações, nos sentimos os próprios super-seres do Universo. Por mais duro que possa parecer, é nessas horas que devemos dar uma passadinha numa UTI de hospital e percebermos que aquela pessoa que respira com ajuda de aparelhos em nada difere de nós, e que aquele que sofre com dores intermináveis por causa do tratamento de quimioterapia tem um corpo exatamente igual o nosso.

É essa a hora de irmos até mesmo a um cemitério e lembrarmos que a única diferença que existe entre nós e eles é que eles, na maioria, viveram mais tempo do que nós.

Apelação?

Pessimismo?

De forma alguma.

Mas é hora de pararmos de nos encher de ouro, tocarmos trombetas à nossa volta quando conseguimos algo e, humildemente, dizermos em oração: “Senhor, obrigado por ter me abençoado”.

São Tiago escreveu: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo”

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Vencendo a Morte

Não há solução para o problema da morte que os profissionais da saúde mental chamam de:

“a angustia básica de todo ser humano” (Ana Maria de Sousa Barbosa)

“a grande neurose das civilizações” (Roberto Chabo)

“uma das mais teimosas e iniludíveis manifestações da finidade e impotência humana, um fenômeno que não admite exceções” (J. J. Tanayo)

“A mais fria anti-utopia” (Block).

Em seu livro "Deus sabe que sofremos", Philip Yancey acrescenta que “a morte é um túnel assustado e nós somos sugados para dentro dele por força poderosa”.

Por maiores e mais brilhantes que sejam, não serão os avanços da ciência, da engenharia genética e particularmente da medicina que vão livrar você da morte.

A Bíblia assevera há muito tempo que “ninguém tem poder sobre o dia de sua morte” (Ec 8.8).

Ao mesmo tempo, só a Bíblia e os autores por ela influenciados fornecem não uma pálida esperança, mas uma trabalhada esperança de vitória sobre a morte.

É ai que entra a figura de Jesus Cristo. Ele é apresentado como aquele que “tornou inoperante a morte e trouxe á luz a vida e a imortalidade por meio de Evangelho” (2 Tm 1.10, NVI). Em outras versões, diz-se que Jesus “acabou com o poder da morte” (NTLH), “venceu a morte” (EP), “quebrou o poder da morte” (BV) ou “destruiu a morte” (EPC, CNBB e TEB).

Outra passagem garante que Jesus destruiu “aquele que tinha o poder da morte, a saber, o Diabo” para “libertar aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hb 2.14-15).

Não há outra solução nem outra esperança para problema da morte. Em Jesus você pode confiar, porque Ele está destruindo todos os poderes anti-Deus e até a mais fria de todas as anti-utopias. Esta, a morte, é o último inimigo a ser reduzidos a nada (1 Co 15.25-26).

O Poder do Sangue - Devocional


Não é o sangue de Abel, o primeiro a ser derramado sobre a terra (Gn 4.10).
Não é o sangue de um de cordeiro sem defeito passado nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas dos israelitas na noite da saída do Egito (Ex 12.7).
Não é o sangue de bode que o sacerdote oferecia em oferta pelo pecado e levava para dentro do santo dos santos no grande dia da expedição (Lv 16.15).
Não é o sangue de carneiro, novinhos e touros seguidamente oferecidos ao senhor. Não é qualquer sangue que pode remover pecados (Hb 10.4).

O único sangue que tem o poder de aplacar a ira de Deus e produzir perdão e purificação é o sangue de Jesus Cristo.

Daí a palavra de Jesus: “ Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu ressuscitarei no último dia” (Jo 6.54).
Daí a palavra de João Batista ao refere-se a Jesus “ Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).
Daí a palavra de João: “Se andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho nos purifica de todo o pecado” (1 Jo 1.7)
Daí o novo cântico pelos quatro seres vivente e pelos vinte e quatro anciãos em louvor a Jesus Cristo: “Digno és de tomar o livro e abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de tua tribo, língua, povo e nação” (Ap 5.9).

É no sangue de Cristo, no sangue do Cordeiro com “C” maiúsculo (Ap 12.11), no sangue da cruz de Cristo (Cl 1.20), no sangue da eterna aliança (Hb 13.20) – que lavamos nossas vestiduras para entrarmos com Ele na presença de Deus!

Os Caminhos da Compaixão

Compaixão é a virtude que nos permite entrar e participar da dor e da necessidade dos outros. É também a capacidade de preservar nossa humanidade, na medida em que entramos e participamos da vida do outro, com suas limitações, lutas, ambigüidades e sofrimentos, percebemos que não somos diferentes. Por outro lado, a sociedade em que vivemos estimula mais a competição do que a compaixão, intensificando o abismo entre os seres humanos. Na medida em que precisamos nos mostrar melhores, mais competentes, eficientes e fortes do que os outros nos afastamos deles e, ao invés de olhar para o próximo como alguém semelhante a nós, vemo-lo com desconfiança, cinismo e medo.

A forma como Deus escolheu nos salvar e redimir não foi pela via do poder ou da eliminação do sofrimento, muito pelo contrário – ele escolheu enviar seu Filho para partilhar conosco nossa dor e sofrimento. Deus tornou-se humano em Cristo para viver entre nós e compartilhar conosco sua vida e amor. Encontramos em Jesus alguém que experimentou todas as nossas fraquezas, sofrimentos, dores e tentações e, mesmo sem nenhum pecado, participou da nossa condição humana pecadora tão completamente a ponto de assumir sobre si nossos pecados e enfermidades como se fossem seus. Esta capacidade de se envolver e absorver aquilo que é nosso como se fosse seu é o que a Bíblia chama de compaixão. Jesus não veio para se mostrar melhor do que nós, mas para ser como nós. Mesmo sendo Deus eterno, fez-se homem entre nós e sofreu a nossa dor.

Jesus, certa vez, disse: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11.28-30). Trata-se, sem dúvida, de um convite extravagante e generoso, cheio de amor e compaixão – logo, um convite raro nos dias de hoje. Certamente, Jesus se dirigia a um público semelhante àquele ao qual ele um dia olhou e se compadeceu porque eram como ovelhas que não tinham pastor. Gente sofrida, confusa, perdida, aprisionada. No entanto, ao invés de rejeitá-los, como a maioria de nós naturalmente faz, ele os convida para se juntarem a ele, e mais, para trazerem seus fardos e seu cansaço, oferecendo-lhes descanso e alívio para suas almas.

O descanso que Jesus oferece não é eliminando o cansaço ou exorcizando o sofrimento, mas oferecendo-se para caminhar conosco no caminho da dor. É isso o que significa tomar sobre nós o jugo dele. Neste caminhar, vamos aprendendo com ele no exercício da humildade e da mansidão, o jeito dele de lidar com as adversidades e o cansaço da alma. Jesus foi “homem de dores”; ele experimentou o sofrimento como ninguém jamais experimentou. Experimentou a traição, o abandono, a incompreensão, a rejeição, a dor física, moral e espiritual. No entanto, em seu caminho para o Calvário, ele enfrentou cada situação com humildade e mansidão.

Ele não se oferece para, num passe de mágica, eliminar nossa dor e cansaço, mas se oferece para caminhar ao nosso lado e nos ensinar a enfrentá-la, a lidar com ela, não a rejeitando, mas acolhendo-a com mansidão e humildade.

Nossa natureza é muito egoísta. Tentamos ser, quando muito, simpáticos com os outros, mas a simpatia é um sentimento que perdeu seu significado. Quando alguém tenta demonstrar simpatia, assume normalmente uma atitude de superioridade, como quem olha por cima e tenta compreender o que acontece, mas sem se envolver pessoalmente e emocionalmente. É muito comum ver esse tipo de simpatia em períodos eleitorais, onde políticos saem de seus gabinetes e tiram seus ternos para demonstrar “simpatia” para com o povo. Eles vão às favelas, passeiam pelas feiras populares, cumprimentam o povo, provam de sua comida, entram nos hospitais e posam para os fotógrafos ao lado dos enfermos. Fazem promessas e mostram sua indignidade com as condições precárias de moradia, educação, saúde e segurança; uma vez eleitos, procuram demonstrar sua simpatia com discursos e projetos populares, mas continuam apenas simpáticos – em seus mandatos, não se envolvem e nem partilham da dor e do sofrimento do pobre.

A compaixão é uma expressão forte, pessoal, evangélica. Requer envolvimento, participação, solidariedade.

Jesus compadeceu-se da multidão faminta e providenciou-lhes alimento. Ficou profundamente compadecido quando viu um homem doente de lepra, tocou nele e o curou.

Da mesma forma, ao ver o sofrimento de um homem dominado por espíritos imundos, Jesus teve compaixão e o libertou, devolvendo sua sanidade e humanidade. Compaixão foi uma das marcas da vida e ministério de Jesus. Sua capacidade de ver, sentir, acolher e envolver-se com a dor e aflição do outro caracterizou sua passagem entre nós.

Como poderemos nos tornar mais compassivos diante da impessoalidade, competitividade e superficialidade da cultura moderna?

Como romper com a ansiedade, insegurança e medo que nos envolve cada dia mais e nos transforma em seres obcecados pela luta da “sobrevivência”, tornando-nos competitivos, arrogantes e sempre preocupados em “vencer”?

O caminho para a liberdade e justiça passa pela compaixão. Precisamos voltar nossos olhos para o Evangelho de Cristo e, mais uma vez, sermos transformados por ele. O apelo do apóstolo Paulo, quando pede para “não nos conformarmos com o mundo, mas para sermos transformados pela renovação da mente”, é profundamente atual. Não podemos deixar que a cultura moderna, com seu apelo ao egoísmo e à competitividade, modele nossa mente e nos faça olhar para o outro apenas com uma “simpatia” distante e impessoal.

Fomos criados e salvos para amar e nos doar, e o chamado para a compaixão é a forma como o amor e a doação são encarnados. Dar pão a quem tem fome e água a quem tem sede, envolver-se com o enfermo e acolher o estranho, visitar o preso e vestir o nu, são algumas formas que Jesus nos apresenta para o exercício da compaixão. Talvez, uma síntese de tudo isto é a necessidade de aprendermos a nos alegrar com os que estão alegres e chorar com os que choram, como nos recomendam as Escrituras.

domingo, 20 de maio de 2007

Coisas de Deus

Tudo o que Deus faz é bom !
Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um empregado que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia:
- Meu Rei, não desanime, porque Deus é bom !

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu empregado, e uma fera da floresta atacou o Rei. O empregado conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.
O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu empregado, perguntou a este:
- E agora, o que você me diz? Deus e bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.
O empregado respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem!
O Rei, indignado com a resposta do empregado, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.

Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de jubilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, observou furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! ... Falta-lhe um dedo!"

E o Rei foi libertado.
Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu empregado e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o empregado, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:
- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande duvida: Se Deus e tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? ....Logo você, que tanto O defendeu!?

O servo sorriu e disse:
- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!

Meus irmãos e amigos, as vezes precisamos compreender, o porque que Deus nos tira um dedo?

Aceitando as pessoas como elas são

Um menino entrou em uma loja de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda. "Entre 30 e 50 reais", respondeu o dono da loja.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse: "Eu só tenho 2 reais e cinqüenta centavos, mas eu posso ver os filhotes?"
O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível. Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou: "O que é que há com ele?"
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.
O menino se animou e disse: "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!"
O dono da loja respondeu: "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."
O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse: "Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2 reais e cinqüenta centavos agora e 5 reais por mês, até completar o preço total."
O dono da loja contestou: "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."
Aí, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho, ou seja uma prótese para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu: "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."
Muitas vezes desprezamos as pessoas com as quais convivemos diariamente, simplesmente por causa dos seus "defeitos", quando na verdade, somos tão iguais ou piores do que elas e sabemos que essas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem não pelo que elas podem fazer, mas pelo que são.

domingo, 6 de maio de 2007

Ele vai ser forte por você!

Há momentos na vida em que nos sentimos completamente sem forças para lidar com aquilo que se apresenta em nosso caminho. Isaías, o profeta, escreveu, que até os jovens de cansados caem.

Algumas vezes, estamos lutando há tanto tempo, dando o melhor de nós e nos esforçando até o limite das nossas forças, mas parece que não é o suficiente. É a hora em que parece que a "corda" vai arrebentar e vamos cair direto na voragem do mar revolto.

Já se sentiu assim? Como se suas forças estivessem, apenas, "por um fio"? Como se o conjunto de tudo que está vivendo fosse acima de sua capacidade de administrar ou suportar? É aí que eu lembro quando Paulo escreveu que Deus não deixará que sejamos tentados acima das nossas forças, mas, juntamente, com a tentação ou a provação nos dará o escape, para que a possamos suportar.

É quando eu nem percebo que Deus está bem por baixo de mim; me sustentando para que eu não caia. Eu estou cansado, exaurido, física, mental e emocionalmente; mas Ele está sendo forte por mim!

É um milagre que não conseguimos perceber no momento, mas só depois que as ondas começam a se aquietar por um pouco. É só aí que você percebe que ainda está vivo porque Deus esteve ao seu lado.

Paulo viveu uma situação em sua vida em que ele encontrou forças em Deus para superar suas fraquezas. A princípio, ele não entendia por que Deus não mudava a situação e lhe dava a vitória. Ele pensava que vitória sempre é sinônimo de mudança de circunstâncias. Mas, algumas vezes, a vitória está em conseguir administrar aquelas circunstâncias que não mudam. É quando o poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza. É quando eu estou fraco, mas ainda assim, surpreendentemente, sou forte.

São as surpresas que só Deus pode fazer acontecer. Você está chorando, mas ainda assim, ajudando alguém que está sofrendo mais do que você. É pobre, mas é capaz, de sua profunda pobreza, compartilhar e dividir com alguém, ainda mais pobre, e tirar de sua pobreza uma extraordinária expressão de generosidade. Nada tem para si mesmo, e ao mesmo tempo, possui tudo, porque, tudo é nosso e nós de Cristo e Cristo de Deus.

Há momentos, que ou Deus nos sustenta, ou nós caímos. Ou, Ele se faz a nossa paz, o nosso conforto, a nossa alegria, o nosso cântico, a nossa esperança, a nossa força, a nossa vida, ou nós sucumbimos diante de tantas pressões e angústias. Mas, é aí que eu percebo que Ele é o grande El Shadday: o Deus Todo Poderoso, ou o Deus de quem eu posso sugar vida para mim mesmo.

Dizem alguns estudiosos que a palavra shadday vem da mesma raiz da palavra que se refere ao seio de uma mãe que está amamentando. Daí, poderíamos dizer que Deus é aquele que nos supre. Ele é Aquele que nos sustenta. Ele é Aquele de quem recebemos o que necessitamos como vital para as nossas vidas. Como a mãe que consola o filho que ainda amamenta, assim Deus nos consola com Seu amor e Sua misericórdia.

Há momentos em que até o soldado mais forte se dobra. Há momentos em que até o atleta mais bem preparado se cansa. Mas, é em momentos assim que Ele é forte por nós. Os que esperam no Senhor renovarão suas forças. Podem estar no limite delas, mas, nEle, renovarão suas forças.
Quando derramamos nossas orações, nossas lágrimas, nossas angústias, nossos louvores diante de Deus, de algum modo, Ele vem e nos toca. Pode parecer que nada está acontecendo, no momento; mas, depois de algum tempo, começamos a perceber, que algo aconteceu dentro de nós. Há alguém nos sustentando na nossa fraqueza. Estamos sendo carregados no colo do Pai.
E como diz naquele poema famosíssimo chamado "Pegadas na areia", quando não vemos mais as pegadas de Deus ao lado das nossas na areia da vida, é porque as únicas pegadas que estamos vendo são as dEle - nós estamos em Seu colo.

Minha oração é que de algum modo, esses pensamentos tão simples possam abençoar a vida de alguém que precisa que Deus seja forte por ele.

terça-feira, 1 de maio de 2007

A Face de Deus


Os seres humanos não têm permissão para ver a face de Deus. As Escrituras advertem que ninguém pode vê-lo e continuar vivo. Lembremos o pedido de Moisés quando subiu a montanha santa. Ele havia sido testemunha de milagres surpreendentes. Ouvira a voz de Deus falando com ele da sarça ardente. Vira o rio Nilo tornar-se sangue. Provara o maná dos céus. Contemplara a coluna de nuvem e a de fogo. Vira as carruagens de faraó inundadas pelas águas do Mar Vermelho. No entanto ainda não estava satisfeito. Queria mais. Anelava por uma experiência espiritual suprema. Então pediu ao Senhor na montanha que lhe permitisse ver sua face: “Rogo-te que me mostres a tua glória”. Contudo Deus não atendeu ao seu pedido e respondeu-lhe:

“Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer. E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha. Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Ex 33.19-23).

Contudo, a principal meta de todo cristão é poder ver o que foi negado a Moisés. Queremos encará-lo face a face. Queremos aquecer-nos na glória radiante de seu semblante divino. Essa era a esperança de todo judeu; uma esperança instilada pela bênção que Israel mais conhecia e amava.

“O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (Nm 6.24-26).

Essa esperança, cristalizada na bênção de Israel, torna-se uma promessa para o cristão. João, em sua primeira carta, diz:

“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (I Jo 3.2).

A promessa de Deus é que o veremos como ele é. Os teólogos chamam essa expectativa de visão beatífica. Isso significa que um dia contemplaremos face a face. Não veremos a glória refletida em uma sarça ardente nem uma coluna de fogo, mas o conheceremos como ele é de fato em sua pura essência divina.

Agora é impossível vermos Deus em sua essência pura. Para que isso pudesse acontecer, precisaríamos ser purificados. Quando Jesus ensinou as bem-aventuranças, prometeu a visão de Deus a um grupo distinto:

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8).

Ninguém neste mundo é puro de coração. É a nossa impureza que nos impede de ver a Deus. O problema não está em nossos olhos, mas em nosso coração. Só poderemos contemplar Deus face a face depois que formos purificados e totalmente santificados nos céus.

Enquanto isso: “E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (I Jo 3.3).

quarta-feira, 25 de abril de 2007

A Teologia da Angústia

David Seamands, em seu livro “Cura das Memórias” escreveu: “A amargura é a maior razão de vidas e relacionamentos prejudicados, bem como pela perda de vitalidade, alegria e liberdade que muitos cristãos experimentam. A amargura faz com que multidões de cristãos percam toda eficácia. A causa de Jesus Cristo tem sofrido grandemente, pois, inúmeros de seus seguidores possuem problemas de amargura não resolvidos”.

Na nossa mensagem, iremos usar a pessoa de José do Egito, filho de Jacó, como modelo e exemplo. Essa história bíblica tem início no capítulo 36 do livro de gênesis Até ao capítulo 50. Através de sua vida e testemunho, podemos aprender a administrar, vencer e superar o sentimento de angústia!

Hebreus capítulo 12 e vers. 15 que diz: “atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”

Qual era o segredo de José?

Como mantinha um espírito dócil perante as adversidades e injustiças encontradas?
Se quisermos conhecer melhor a Deus, precisaremos ficar livres de qualquer amargura que esteja a muito ou pouco tempo dentro de nós, males passados, sublinhamos, mas nunca resolvemos.
Vamos rever algumas das causas potenciais de amargura que José experimentou e depois analisaremos os preventivos bíblicos por ele aplicados.
1. José foi odiado e rejeitado pelos irmãos;
2. Foi censurado e desacreditado pelo pai;
3. Foi acusado e difamado pela esposa de faraó;
4. Foi condenado e aprisionado pelo Faraó;
5. Foi desapontado e esquecido pelo copeiro, seu companheiro de prisão.

Estes incidentes na vida de José são citados para ilustrar algumas das maneiras pelas quais somos feridos por outros e como a dor pode rapidamente converter-se em amargura. A vida é dura! Muitas coisas rudes, injustas e imerecidas acontecem a todos nós. Essas experiências iniciam-se cedo e prosseguem como companhias freqüentes durante toda a vida. São, sem dúvida, situações desagradáveis e difíceis, mas as emoções negativas causadas devem ser liberadas. Se estas emoções não forem trabalhadas, mas somente reprimidas, terão um efeito desintegrador em toda a personalidade. Não pode haver inteireza física até que haja cura e perdão no coração. Você precisa aceitar e liberar as mágoas emocionais do passado se quiser ter um futuro saudável.
Parece que pela graça de Deus, a despeito de todas as dores, José foi capaz de manter o coração livre de amargura, incredulidade, ódio inveja e medo. Conseguiu permanecer notavelmente liberto dos traços de amargura e pôde se tornar uma pessoa frutífera para a glória de Deus. Não permitiu que o espinho do passado demorasse a sair de dentro dele. Podia recordar as experiências infelizes, porém, não demonstrava emoções negativas. Permaneceu livre e objetivo.

Como obteve sucesso?
Qual era o segredo?
O que podemos aprender com sua vida e com outras passagens das escrituras que nos capacitam na solução de amarguras que porventura estejamos remoendo?
Como podemos nos libertar da ameaça de amargura proveniente de outras tristezas que inevitavelmente percorrerão nosso caminho?
José utilizou-se de várias prevenções bíblicas contra amargura e você também poderá empregá-las.

Vejamos então as prevenções bíblicas:

Primeira prevenção - José não duvidou do amor de Deus:

Gênesis cap. 50 e vers. 20, diz: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida”.
Muito antes de o apóstolo Paulo escrever Romanos 8.28, José praticou-o. Romanos cap.8 e vers. 28, diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.
José estava firmemente convencido de que Deus decreta e governa e não permitiria que nada acontecesse a ele que destruísse seu potencial ou atrapalhasse o plano do Senhor para sua vida. Acredito que aceitava o fato de que mágoas e desapontamentos faziam parte da existência, mas optou por não permitir que o transformassem numa pessoa amarga, mas sim em um homem melhor. José adotava uma atitude positiva para com a ofensa e não negativa com o ofensor. Estava certo do amor de Deus por ele e do controle divino em cada incidente. Sabia que Deus os utilizaria para o bem, se respondesse a dor adequadamente. José tinha convicção de que o Senhor permitira e utilizara os ventos passados de sua vida, para levá-lo à posição que mais tarde ocupou. Isto o libertou da amargura que o passado doloroso poderia acarretar. Tinha certeza de que nada ocorreria em sua vida se não por um determinado propósito divino.
Você já estabeleceu a questão da soberania de Deus?
Acredita firmemente que nenhum acontecimento ocorre sem sua permissão?
Você crê que existe um objetivo para tudo o que acontece com você?

Segunda prevenção – José não remoia suas mágoas

Alguém já aconselhou: “escreva as ofensas na areia, e os favores na rocha!”. Não há registro de que José rememorasse o que lhe ocorreu de negativo. Deixava todas aquelas situações irem embora. Escolheu não remoê-las. Até colocou o nome de Manasses em seu filho mais velho, que literalmente significa “fazendo-me esquecer”. Isto está escrito em Gênesis cap. 41 e vers. 51, que diz: “José ao primogênito chamou de Manassés, pois disse: Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai”.
José estava mostrando que resolvera não rememorar todos os tristes eventos de sua vida.
No vers. Seguinte, o 52, está escrito: “Ao segundo, chamou-lhe Efraim, pois disse: Deus me fez próspero na terra da minha aflição”.
Estar aberto a “esquecer” e ser “frutífero” são atitudes muito relacionadas. Você não poderá ser frutífero na vida, seja em que área for, até que tenha tratado das mágoas passadas.

Terceira prevenção – José não permitiu que o ressentimento criasse raízes.

A mágoa é o início da amargura. Se você não lidar rapidamente com e ferida, ela pode facilmente fincar raízes e criar todos os tipos de problemas a você e aos outros. Eis porque o escritor de Hebreus escreveu: “atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”
Devemos tratar de nossas mágoas, bem como de atitudes erradas que mantenhamos contra outros, o mais rápido possível; torna-se difícil após criarem raízes profundas.

Quarta prevenção – José não mostrou-se vingativo

Uma das reações mais naturais e imediatas ao sermos afligidos, é o desejo de vingança. Tornando-nos amargos e defensivos; portanto, cresce a obsessão com pensamentos de revanchismo. O lema passa a ser: “Você vai ver só...”.
Não há registros de José ter agido em represália, mesmo quando teve oportunidades perfeitas. Quando seus irmãos se ajoelharam perante ele com medo e culpa devido ao modo como o tratou, tinham consciência do que José poderia fazer com eles. Porém, José tranqüilizou-os com estas palavras:
“Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?” (Gênesis 50.19).
José exemplificou o que Paulo escreveu em Romanos cap. 12 e vers. 19: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.
Quando você for ofendido, ore como Santo Agostinho: “Ó Senhor, livra-me da lascívia de estar sempre me vingando”.

Quinta prevenção – José não permitiu que o passado afetasse o Futuro.

As antigas ofensas não se tornaram obstáculos, ao invés disso, utilizou-as como degraus. Sabia que a volta constante ao passado seria força destrutiva. Não havia nada que pudesse fazer para modificar o que acontecera, então optou por viver no presente e futuro, ao invés de desperdiçar energia com o que já passara.
Você permitirá que dores passadas roubem as bênçãos que Deus quer lhe ofertar no presente e no futuro? De modo algum José permitiria que isto acontecesse a ele. Não deixe seu futuro amarrado pelo terror de seu passado.

Sexta prevenção – José abençoou os que o magoaram

Em pelo menos quatros ocasiões distintas, José tomou a iniciativa de retornar bem por mal. Não permanecia na defensiva, nem simplesmente, vislumbrava maneiras de ministrar àqueles que o ofendiam. Que atitude libertadora! Você pode, de modo criativo, utilizar a ofensa para atender as necessidades do ofensor e depois pedir a Deus para usá-lo de maneira a ministrar-lhe. Faça dessa situação uma oportunidade para ser uma bênção. No processo, sua atitude mudará em relação a quem o afligiu.

Eis porque José permanecia notavelmente livre de qualquer traço de amargura. Talvez você não tenha sido capaz de agir dessa forma e, portanto, foi afetado pela amargura.

Quer libertar-se dela e de todas as conseqüências devastadoras?

Primeiramente, confesse a Deus seu ressentimento e ódio.
I João cap. 1 e vers. 9 diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Segundo lugar, assuma a total responsabilidade por suas próprias atitudes, em relação aos que o ofenderam.

Em terceiro lugar, modifique o foco de concentração, do ofensor e dos erros que cometeu contra você, para Deus que o perdoou de todos os pecados e ofensas que você praticou contra ele. Lembre-se, os perdoados devem perdoar. Colossenses cap. 3 e vers. 13 diz: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós”.

Quarto lugar, submeta todos os desejos (presentes e futuros) de vingança ao Senhor. Confie a ele o modo de lidar com o ofensor e saiba que é Deus quem sempre escreve o último capítulo.

Quinto, peça a Deus que faça de você um canal de bênção para o ofensor. Pense em maneiras criativas e específicas através das quais possa abençoá-lo.

Co-Herdeiros

Na parábola do pródigo, o Pai disse ao filho mais velho: “Tudo o que tenho é seu”. Essa frase precisa ressoar na mente de todos os cristãos, pois ela contém a promessa bíblica de que somos co-herdeiros com Cristo. Deus não estima as pessoas por sua capacidade de cumprir mandamentos ou alcançar níveis excelentes de santidade, ele ama gratuitamente. Ninguém precisa ter medo de fracassar, porque ninguém precisa fazer jus ao amor de Deus. Ponto final. Assim, qualquer um pode se sentir convidado para o banquete divino e colocar-se rumo ao fantástico projeto de ser lapidado à imagem de Jesus Cristo.

A Oração que Transforma

Nem sempre nossa compreensão sobre quem é Deus revela a verdadeira natureza divina. Por exemplo, Deus se revela como um Deus justo e reto e nós o experimentamos como um Deus caprichoso e vingativo; Deus se revela como um Deus sempre presente mesmo em meio ao sofrimento, e nós o experimentamos como um Deus ausente ou distante. O retrato que fazemos de Deus certamente não é mais importante do que o retrato que Deus faz de si mesmo. A percepção humana de Deus precisa sempre ser corrigida e transformada pela auto-revelação de Deus nas Escrituras. E nossas orações quase sempre revelam também a natureza de nosso caráter. Por isso a oração é não apenas um meio de relacionamento, mas também um caminho de transformação.

A Água da Vida

A caminhada da Judéia a Samaria deve ter durado a manhã inteira. Percurso a pé, sob o sol cada vez mais forte. Jesus estava “cansado da viagem” e com sede, talvez também suado e empoeirado. Então, ao meio-dia, Ele se assentou junto ao poço de Jacó para descansar as pernas e beber um copo d’água. Apesar do cansaço, da sede e da fome, Jesus iniciou uma longa e sábia conversa com a mulher samaritana que fora apanhar água do poço. Era uma senhora infeliz na vida conjugal, que tinha um histórico sentimental muito complicado. Já tivera cinco maridos e então vivia com outro homem. Essa mulher precisava de orientação, apoio e mudança. Ela tinha uma sede interior muito grande, que nem a água do velho poço, nem as sucessivas aventuras amorosas, não podiam satisfazer. E o Jesus “cansado da viagem” se revelou a ela como o Messias, chamado Cristo, que estava para vir, e lhe deu a “água viva” — aquela água misteriosa que mata a sede interior e ainda jorra para a vida eterna (Jo 4.1-26).

segunda-feira, 2 de abril de 2007

O mistério da vida, o mistério da morte e o mistério da ressurreição


A cada segundo, nascem 4,4 pessoas ao redor do mundo e morre quase o mesmo número. Graças ao pequeno saldo a favor dos que nascem, a população continua a crescer. Quando alcançarmos o pico da população mundial, talvez no final deste século, haverá por algum tempo certo equilíbrio entre os que nascem e os que morrem. A partir de então, é provável que o número de mortes supere o número de nascimentos e a população comece a diminuir. A morte pode perder a batalha demográfica (quando o número de nascimentos supera o número de mortes), mas nunca perde a batalha travada entre ela e a vida.


Temos sido obrigados a misturar o mistério da vida com o mistério da morte. Outro dia, por exemplo, enquanto um grupo de pessoas celebrava com muita alegria o casamento de um doutorando em botânica de 28 anos, outro grupo velava com muita tristeza o corpo do orientador do noivo, um professor de 58 anos.


No primeiro domingo de novembro de 2006, um garoto de sete anos vibrava com o passeio que fazia numa praia de Porto Seguro, BA, em cima de um “bote-banana”. Na última manobra da embarcação, quando todos deveriam cair na água, o pequeno Lucas teve a cabeça decepada pela hélice da lancha ou pelo cabo que ligava a lancha ao bote.


Vamos hoje à loja de móveis para comprar um bercinho, e amanhã, à funerária para comprar uma urna. No berço, colocamos nossos recém-nascidos e, na urna funerária, os nossos recém-mortos.


Ao mesmo tempo que misturamos o mistério da vida com o mistério da morte, precisamos misturar o mistério da morte com o mistério da ressurreição. Isso é muito confortante, mas é matéria de fé. A ciência não nos leva à ressurreição do corpo.


Dos três grandes mistérios — o mistério da vida (ainda não totalmente desvendado), o mistério da morte (ainda profundamente complexo) e o mistério da ressurreição (ainda não verificado) — o maior deles é o mistério da ressurreição. Chama-se de mistério tudo aquilo que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender. É aí que entra a outra faculdade humana, a capacidade de acreditar em Deus, em seus atributos e em sua Palavra.


A ressurreição do corpo é uma esperança tão certa como a vida, tão certa como a morte. Essa esperança está de tal modo vinculada à ressurreição de Cristo que, se esta não acontecer, todo o edifício religioso construído sobre a pessoa de Jesus desmorona por completo. Não fica pedra sobre pedra.


Texto completo publicado na Revista Ultimato


sexta-feira, 30 de março de 2007

Ansiedade

Ansiedade é um dos grandes empecilhos à eficácia da oração. Há um hino que nos ensina uma lição que precisamos aprender. Ele diz: "Leva o teu fardo ao Senhor e deixa ali"; e o coro repete várias vezes a expressão-chave: "deixa ali, deixa ali". Creio que não há cristão que não leve os seus problemas e as suas aflições a Deus em oração, mas quantas vezes será que realmente deixa os problemas com Ele? Alguém disse que é muito difícil entregar todas as dificuldades a Deus, em perfeita confiança na sua solução. Disse mais que, antes de dormir, pode falar com Deus sobre as suas aflições e pedir que essas sejam resolvidas de acordo com a vontade divina, mas ainda fica acordado muitas horas, preocupando-se com uma solução. Devemos convencer-nos do fato que Deus tem cuidado de nós, que Ele quer ajudar-nos, mas exige de nós perfeita confiança. Se terminarmos a oração ainda com ansiedade, fracassamos no orar. Voltemos, então, para a presença de Deus, pois Ele está pronto a nos tirar os fardos e nos dar perfeito descanso. Assim, podemos dizer com o salmista: "Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança" (Salmos 4:8).

quarta-feira, 28 de março de 2007

As Tempestades da Vida


Quantas vezes na nossa vida parece estar tudo indo muito bem, os ventos da bonança soprando sobre nossa vida, conduzindo nosso barco de maneira serena, e de repente tudo muda, as nuvens começam a ficar escuras e pesadas anunciando que uma grande tempestade se aproxima, e aí surge problemas, tais como doenças, dificuldades financeiras, quebra do relacionamento conjugal, e aí a nossa vida vira uma bagunça. Os ventos começam a soprar fortes levando para bem longe, os momentos bons de paz e harmonia, deixando os destroços de tristezas, angustia e solidão.

Quero chamar atenção, para dois textos bíblicos que irei ler neste momento.

Primeiro - no Evangelho de Mateus 8.23-24, diz: “Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia”.

Segundo texto - no mesmo Evangelho de Mateus 14.22-24 diz: “Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário”.

Observamos que existem: Duas tempestades, duas situações difíceis na vida dos discípulos, dois modos no comportamento de Jesus e duas perguntas precisam ser feitas.

Primeiro - Quem causou aquelas tempestades?

Segundo - Qual era a finalidade das tempestades?

A primeira tempestade, foi causada provavelmente pelo inimigo, ou seja, o diabo, visando a destruição dos discípulos e até mesmo do Senhor Jesus.

A segunda foi causada pelo próprio Deus visando o crescimento dos seus discípulos

Outra coisa que nos chama atenção é que tanto uma, como a outra estavam no controle do Senhor Jesus

Na primeira tempestade, o texto diz, que: “Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mateus 8.25-27). O Senhor Jesus sente como homem, o cansaço físico, a ponto de aparentemente dormir, mas quando as tempestades da vida vem sobre o nosso barco, Ele se levanta e repreende!

Na segunda tempestade, observamos que: “Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” (Mateus 14. 25-31_.

O Senhor Jesus, vai até aquele barquinho andando por cima das águas nos mostrando que, não importa o tamanho das tempestades que nos sobrevém, pois todas elas, estão debaixo dos seus pés, e Ele tem domínio sobre todas. Que Deus tremendo! Ele nos garante vitória nos piores momentos de nossa vida, basta termos um pouco de ousadia e fé. Meus irmãos e amigos, talvez neste momento, você esteja enfrentando uma grande tempestade na sua vida. O seu barco esteja no meio de um grande mar de problemas. E você esteja enfrentando a tempestade das dívidas, a tempestade de doenças, a tempestade de falta de amor e paz no seu lar.

Pois há muitos problemas que nos sobrevém como tempestades, destruindo relacionamentos, bens e outras coisas mais. E você pode estar perguntando neste momento: “Se as tempestades da vida estão todas debaixo da autoridade de Cristo, por que a minha tempestade ainda não passou? Porque parece que já estou lutando a tanto tempo e ainda não consegui enxergar a terra firme da vitória. Possuo fé, creio em Deus, mas nada muda”. Preste bem atenção meu querido ouvinte: Existe um tipo de tempestade que você entra por sua própria conta! E quando você está nesta tempestade, a única coisa que acontece é a perda. Você entendeu? A única coisa que acontece é a perda

Em Atos 27 nos conta a história de Paulo um dos maiores discípulos do Senhor Jesus, que nesta ocasião ele se encontrava preso e estava sendo levado para Roma para ser julgado, pela sua fidelidade a Deus. Paulo deveria ser levado de barco, atravessando a costa de toda a Ásia e chegando até Roma . Em determinado momento, o comandante responsável pelos presos, queria novamente entrar nas águas, e chegar finalmente à Roma e cumprir as suas obrigações, mas havia um tempo determinado para se navegar, havia os meses certos para colocar os barcos na água ,e passado esses meses seria considerado suicídio navegar. Paulo sabia disso, o texto diz no versículo 9-11, que: “Depois de muito tempo, tendo-se tornado a navegação perigosa, e já passado o tempo do Dia do Jejum, admoestava-os Paulo, dizendo-lhes: Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida. Mas o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia”.

Partiram, começaram a navegar e não demorou muito para perceberem que Paulo estava com a razão. Começaram a enfrentar uma grande tempestade a ponto de lançarem no mar, cargas, partes do navio, alimentos, muitas vezes terem o desejo de se lançarem no mar, até que se culminou com a perda total do navio, tiveram então que nadar em meio a tempestade, com frio, com fome, cansados, abatidos, até uma ilha chamada Malta aonde foram recolhidos por Habitantes locais colocados em volta de uma fogueira.

Muitas vezes queridos ouvintes, diante de determinadas decisões que temos tomar, não escutamos a voz de Deus, não buscamos aconselhamento, não buscamos a orientação de Deus e acontece aquilo que aconteceu com aquela embarcação. Entramos numa tempestade onde muitas vezes, a perda será total. Não medimos as conseqüências dos nossos atos, agimos com irresponsabilidade.

Muitas vezes, Deus fala ao nosso coração como Paulo falou aqueles homens. Cuidado, a navegação vai ser perigosa para a vida de vocês! É hora de parar e esperar, aguardar no meu poder, aguardar no meu tempo, o mar está bravo, espere!!!!!!

Enfrentamos tempestades de doenças, por ouvirmos a voz da auto suficiência que precisamos curtir a vida.

Enfrentamos tempestades no casamento, por querer viver de viver de forma liberal, onde não há respeito entre os casais, entre pais e filhos, e outras coisas mais.

Enfrentamos tempestades financeiras, por querermos viver de aparências, imitando os moldes da TV.

Ouvimos tantas coisas, mas não ouvimos a voz de Deus! Não ouvimos e aí quando estamos no meio da tempestade, começamos a orarmos ao nosso Deus pedindo respostas acerca do nosso problema, das nossas necessidades, choramos aos pés de Cristo, assumimos compromissos com o Pai a fim de obter uma simples palavra, palavra esta que nós cremos, irá mudar a nossa vida. Porém, por mais que a gente faça, por mais que a gente peça, parece, e eu disse parece que os céus se encontram fechados, totalmente blindados, não entra nenhuma oração e de lá não sai nenhuma resposta, até parece que o nosso Deus não quer nos ouvir e muito menos nos responder.

Mas o ser humano infelizmente é ansioso, precisamos aprender a confiar no Senhor, quantas vezes por causa da demora em sermos atendidos nós mesmos pegamos o nosso barquinho e colocamos nas águas, queremos fazer as coisas ao nosso próprio modo. Não ouvimos Deus falar: Meu filho, pare agora e espere, senão você vai entrar em uma tempestade e nesta tempestade você vai perder coisas importantes na sua vida. Preste atenção, volto a repetir, quando você entra em uma tempestade por sua conta (desobediência) você só tem a perder.

Quais as lições que aprendemos com esta história da tempestade na vida do Apóstolo Paulo?

A primeira coisa que aqueles marinheiros perderam foi a Direção!

“Entretanto, não muito depois, desencadeou-se, do lado da ilha, um tufão de vento, e, sendo o navio arrastado com violência, sem poder resistir ao vento, cessamos a manobra e nos fomos deixando levar”, Atos 27.15-17.

A tempestade provocada por um tufão, deixou o barco em que se encontrava o apóstolo Paulo sem direção. As vezes as tempestades da vida caem sobre nós com tanta força, que as vezes ficamos perdidos pela nossa própria irresponsabilidade, não sabemos o que fazer, que rumo tomar, que decisão Ter, e por mais que a gente faça não conseguimos encontrar o caminho! Há muita gente por aí, sem rumo, sem esperança, sem direção. Gente que em determinando momento da vida, apesar de toda a orientação, se meteram em grandes tempestades. Tempestades das drogas, da prostituição, do vicio. Jovens que foram orientados a evitar bebida, os vícios, a promiscuidade e hoje se encontram sem direção, em busca de uma mão amiga que os ajude a sair desta tempestade. Homens e mulheres, que se esqueceram de Deus e se deixaram levar pelas propostas perniciosas do diabo e hoje se encontra sem seus lares, sem seus filhos, sem empregos, sem direção.

A Segunda coisa que tiveram que se desfazer foi a armação do navio

“Açoitados severamente pela tormenta, no dia seguinte, já aliviavam o navio. E, ao terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio.”, Atos 27.18-19.

Muitas vezes quando entramos nestas tempestades, temos que abrir mão de muitas coisas, vida financeira, emprego, família, sonho, realizações, temos que jogar coisas importantes do lado de fora do navio, na tentativa de não afundar. Muitas vezes para voltemos a terra firme, e fiquemos livres das tempestades, se faz necessário abrirmos mão de algumas coisas que julgamos mais interessantes do que a paz de espírito. Pois só fazendo iremos nos salvar e salvar a outros.

A terceira coisa que perderam foi a Esperança

“E, não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol nem estrelas, caindo sobre nós grande tempestade, dissipou-se, afinal, toda a esperança de salvamento”, At 27.20.
Os ventos tempestuosos são como ladrões que vem para nos roubar a alegria, a paz e inclusive a esperança. Permita-me fazer uma pergunta? Como está a tua esperança? Será que você ainda crê na tua cura? Será que ainda crê na transformação do teu filho, será que você crê nas portas de emprego abertas, crê ainda na tua salvação, crê ainda no teu Senhor e Salvador Jesus Cristo? Talvez meu amado ouvinte você se encontre em uma destas situações, e esteja achando que não há mais jeito, lembre-se: O Deus a quem servimos é maior do que as tempestades da vida. Jesus repreendeu o mar revoltoso em tornos dos discípulos e o mar se acalmou. Paulo junto com aquelas pessoas foram salvas pelas mãos Deus a partir do vers. 39 a bíblia nos diz que enxergaram uma ilha ,e depois que o barco a fundou nadaram até a mesma e foram salvos.

Deixe o Espírito Santo te dizer algo, ainda que você tenha perdido a direção, ainda que você tenha perdido coisas importantes da sua vida, ainda que você tenha perdido a esperança, ainda que você tenha perdido o barco, Deus te fala hoje: Se esforce, nade, vença o frio, vença o cansaço, vença o desânimo, vença hoje esta tempestade, ainda há esperança para sua vida. Deus coloca diante dos teus olhos uma ilha, um lugar seguro, um lugar de paz, aonde você vai se aquecer e fortalecer, e esta ilha se chama: Jesus!!!

Saia hoje desta tempestade!