terça-feira, 1 de agosto de 2017

JESUS CURA: LEPRA, PARALISIA E FEBRE [Mateus 8.1-15]


Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram.  E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra. Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo. Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando:  Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta. Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado. Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada e ardendo em febre. Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo.” (Mateus 8.1-15)


Meus irmãos e amigos

No oitavo capítulo do evangelho de Mateus são descritos nada menos do que cinco milagres efetuados por nosso Senhor. Nisto há uma maravilhosa concordância. Convinha que o maior sermão jamais pre­gado, fosse imediatamente seguido por uma forte prova de que o pregador era o Filho de Deus.

Aqueles que ouviram o Sermão do Monte foram forçados a confessar que, assim como “jamais alguém falou como este homem”, assim, também, ninguém jamais fez tais prodígios.

Nos versículos que acabamos de ler encontramos três grandes milagres. Um leproso é curado com um toque da mão de Jesus. Um paralítico é curado por uma palavra. E uma mulher, doente com febre, recebe de volta, em um instante, a saúde e o vigor.

Em face destes três milagres, podemos perceber três notáveis lições. Examinemos estas lições, guardando-as no coração.


1. Primeira lição - Aprendamos quão grande é o poder de nosso Se­nhor Jesus Cristo.

A lepra é uma das mais temíveis entre as enfermidades que podem afetar o corpo de uma pessoa. O portador dessa doença assemelhava-se a um morto-vivo. Era uma doença que os médicos con­sideravam incurável (2 Rs 5.7). Mesmo assim, Jesus disse: “Fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra”.

Curar uma pessoa da paralisia, sem ao menos tê-la visto, apenas dizendo uma palavra, é fa­zer algo que as nossas mentes nem mesmo podem conceber. Ainda assim, Jesus ordenou, e a cura se deu imediatamente.

Dar a uma mulher aca­mada pela febre, não apenas o alívio da febre, mas, também, o imediato restabelecimento de suas forças para trabalhar, é algo que ultrapassa as habilidades de qualquer médico. No entanto, Jesus “tomou pela mão” a sogra de Pedro e “ a febre a deixou”. “Ela se levantou e passou a servi-lo.”

Estas são obras de quem é todo-poderoso. Não há como escapar à conclusão lógica: “Isto é o dedo de Deus” (Êx 8.19).

Encontramos aqui uma base bem ampla para a fé cristã! No evan­gelho somos instruídos a vir a Jesus, a confiar nEle, a viver a vida de fé em Jesus. Somos encorajados a depender de Jesus, a lançar sobre Ele todos os nossos cuidados, a apoiar nEle todo o peso de nossas al­mas. Podemos fazê-lo sem qualquer dúvida ou temor. Jesus pode suportar tudo. Ele é uma rocha inabalável. Ele é o Todo-poderoso.

Um antigo santo do Senhor declarou: “A minha fé pode repousar com segurança sobre nenhum outro apoio, senão a onipotência de Cristo”. Ele pode dar vida aos mortos, poder aos fracos e multiplicar “as forças ao que não tem nenhum vigor” (Is 40.29).

Confiemos nEle e não toleremos qualquer receio. O mundo está repleto de armadilhas. Nossos corações são fracos, mas com Jesus nada é impossível.


2. Segunda Lição - Aprendamos quão misericordioso e compassivo é nosso Senhor Jesus Cristo.

As circunstâncias dos três casos que ora consi­deramos eram todas diferentes. Ele ouviu a triste petição do leproso: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me”. Falaram-Lhe do servo do centurião, mas Jesus nunca o viu pessoalmente. Ele viu a sogra de Pe­dro “acamada e ardendo em febre”, porém, não lemos que ela tenha dito uma única palavra.

Não obstante, em cada caso o coração de nosso Senhor Jesus Cristo mostra-se o mesmo. Ele prontamente demonstrou misericórdia e a disposição de curar. Cada uma dessas pessoas recebeu a sua terna compaixão, e cada uma recebeu a cura efetiva.

Eis aqui um outro fortíssimo fundamento para a nossa fé! O nosso grande Sumo Sacerdote é extremamente gracioso. Ele pode “compadecer-se das nossas fraquezas” (Hb 4.15). Ele jamais se cansa de nos fazer o bem. Ele sabe que nós somos um povo fraco e débil, em meio a um mundo atribulado e cansado. Ele está tão pronto a ser paciente conosco e a nos ajudar, como estava a 2000 anos atrás. Hoje continua sendo uma verdade, tanto quanto nos tempos antigos, que Ele “a ninguém despreza” (Jó 36.5). Nenhum coração pode sensibilizar-se tanto por nós quanto o coração de Cristo.


3. Terceira e última lição - Aprendamos quão preciosa é a graça divina da fé.

Pouco sabemos a respeito do centurião descrito nestes versículos. O nome dele, sua nacionalidade, sua história passada, nada disso nos é informado. Entretanto, sabemos de uma coisa — que ele creu em Je­sus. Declarou ele: “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado”.

Lembremo-nos de que ele creu, enquanto os escribas e os fariseus eram incrédulos. Embora nascido gentio, ele creu, enquanto o povo de Israel estava espiritualmente cego. A respeito dele, nosso Senhor proferiu uma palavra de elogio que tem sido lida por todo o mundo, desde aqueles dias até hoje: “Nem mesmo em Israel achei fé como esta”.

Apeguemo-nos com firmeza a esta lição. Ela merece ser relem­brada. Crer no poder de Cristo e na sua boa vontade em ajudar, e fazer uso prático dessa nossa crença, é um dom raro e precioso. Devemos sempre estar agradecidos por termos este dom.

Estarmos dispostos a vir a Jesus não tendo outra esperança, e reconhecendo a nossa condição de pecadores perdidos, e entregar as nossas almas às mãos dEle, é um grande privilégio.

Que nós sempre demos graças ao Senhor se temos essa disposição, pois é um dom de Deus. Essa fé é melhor do que todos os demais dons ou conhecimentos neste mundo. Muitos humildes pagãos agora convertidos, que de nada sabem senão da doença do pecado na alma, mas que confiam em Jesus, haverão de assentar-se no céu, en­quanto que muitos doutores em teologia serão rejeitados para sempre. Verdadeiramente abençoados são os que crêem!

O que cada um de nós sabe a respeito dessa fé? Esta é uma grande questão.

O nosso conhecimento pode ser pequeno; mas, será que re­almente cremos?

Nossas oportunidades para contribuir e trabalhar pela causa de Cristo podem ser poucas; mas, cremos?

Talvez não possamos pregar, nem escrever um livro, e nem mesmo argumentar em favor do evangelho; mas, cremos?

Meus irmãos e amigos! Que jamais descansemos enquanto não pu­dermos responder afirmativamente a essa pergunta! A fé em Jesus Cristo, para os filhos deste mundo, parece ser algo tão simples e insignificante. Eles não vêem na fé nada de grande ou importante. Entretanto, a fé em Cristo é preciosíssima aos olhos de Deus, e tal como tudo que é precioso, é rara. É pela fé que vive o cristão verdadeiro. Ele permanece na fé. É pela fé que o cristão vence o mundo. Sem essa fé, ninguém pode ser salvo.

Que Deus nos abençoe!

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