sexta-feira, 7 de julho de 2017

A REGRA DO DEVER PARA COM O PRÓXIMO; AS DUAS PORTAS; ADVERTÊNCIAS CONTRA OS FALSOS PROFETAS [Mateus 7.13-20]


Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. Entrai pela porta estreita ( larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela ), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela. Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.  Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. (Mt 7.13-20)


Meus irmãos e amigos

Neste segmento do Sermão da Montanha, nosso Senhor direciona o seu discurso para uma conclusão. As lições que Ele aqui enfatiza são gerais, amplas e repletas da mais profunda sabedoria.


Observemos então, tais lições, uma por uma.


1. Jesus lançou um principio geral para nossa orientação, para to­das as questões duvidosas que surgem entre uma pessoa e outra.

Devemos fazer aos outros conforme desejamos que eles nos façam. Não devemos tratar as outras pessoas à maneira como elas nos tratam. Isto é mero egoísmo e paganismo. Devemos tratar com as outras pessoas conforme gostaríamos que elas tratassem conosco. O verdadeiro cristianismo é isso.

Esta de fato é uma regra de ouro! Ela não somente nos proíbe toda malícia e vingança, todo exagero e falsidade; ela vai muito além, e resolve uma centena de pontos difíceis que surgem continuamente en­tre um homem e seu próximo, num mundo como este. Ela torna desnecessário estabelecer uma série interminável de pequenas regras para nossa conduta quanto a casos específicos. Ela abrange todos os possíveis argumentos com um único e poderoso princípio. Mostra-nos um padrão bem equilibrado e uma medida pela qual todos podemos per­ceber, de imediato, o nosso dever.

Existe algo que não gostaríamos que alguém fizesse contra nós? Então, jamais nos esqueçamos de que é exatamente isso que não devemos fazer às outras pessoas.

Haverá al­guma coisa que gostaríamos que outras pessoas fizessem por nós? Então é precisamente isso que devemos fazer em favor de outras pessoas.

Quan­tas questões intrincadas seriam decididas prontamente, se esta regra fosse honestamente praticada!


2. Em segundo lugar, nosso Senhor nos dá uma advertência geral contra a maneira como muitos agem quanto à religião.

Não podemos ficar satisfeitos em seguir a moda e nadar na corrente daqueles entre os quais vivemos. Jesus nos diz que o caminho que conduz à vida eterna é apertado, e poucos são os que por ele caminham. Ele nos diz que o caminho que conduz à perdição é espaçoso e está repleto de viajantes. São muitos os que entram pelo caminho largo.

Meus amigos ouvintes, estas são verdades terríveis! Elas deveriam suscitar, em todos os que as ouvem, um profundo auto-exame no coração. “Em que ca­minho estou seguindo? Em qual estrada estou viajando?” Todos nós seguimos por um ou outro desses dois caminhos. Que Deus nos dê um espírito honesto e inquisitivo, e nos mostre o que realmente somos!

Deveríamos estar preocupados e temerosos se a nossa religião é a mesma das multidões. Se o que de melhor poderíamos afirmar é que nós “vamos onde outros estão indo, freqüentamos a mesma igreja e esperamos que, no final, seremos tão bem sucedidos quanto os ou­tros”, estaremos literalmente pronunciando a nossa própria condenação.

O que isto significa senão que estamos seguindo pelo caminho largo? O que significa isso, senão que estamos seguindo no “caminho que con­duz para a perdição”? Nessa altura, a nossa religião não é a religião que salva.

Mas, meus amigos, não temos motivo algum para nos sentirmos desencorajados e abatidos, se a religião que professamos não é popular, e se poucos con­cordam conosco. Devemos lembrar as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, nesta passagem: “estreita é a porta”.

O arrependimento, a fé em Cristo e a santidade na vida nunca estiveram na moda. O verdadeiro rebanho de Cristo sempre tem sido pequeno. Não devemos estranhar se descobrimos que somos reputados como pessoas estranhas, esquisi­tas, fanáticas e de mente estreita. Este é o “caminho apertado”. Certamente é melhor alguém entrar na vida eterna na companhia de uns poucos do que ir para a perdição em companhia de muitos.


3. Em último lugar, o Senhor Jesus nos dá uma advertência geral contra os falsos mestres na igreja.

Devemos nos acautelar dos falsos profetas. A conexão entre esta passagem e a anterior é impressionante.

Queremos ficar bem longe do “caminho largo”? Então, devemos estar precavidos contra falsos profetas, pois haverão de surgir. Eles come­çaram a aparecer já nos dias dos apóstolos. Desde aquele tempo as sementes do erro têm sido lançadas. Desde então, eles tem aparecido continuamente. Precisamos estar preparados contra eles, mantendo-nos sempre em guarda.

Esta é uma advertência de que muito precisamos. Há milhares de pessoas que parecem estar sempre prontas a crer em qualquer coisa que ouvirem, desde que venha dos lábios de alguém que tenha o título de ministro religioso. Esquecem-se que um clérigo pode errar, tanto quanto um leigo. Eles não são infalíveis. O que eles ensinam precisa ser confrontado com os ensinamentos das Sagradas Escrituras.
Só de­vemos seguir tais ministros, e crer no que ensinam enquanto as doutrinas por eles ensinadas concordarem com a Bíblia, e nem um minuto a mais. Devemos fazer prova deles, pelos “seus frutos”. Sã doutrina e vida santa são sinais característicos dos verdadeiros profetas. Lembremo­-nos disto. Os erros dos nossos ministros não justificam os nossos próprios erros. O evangelista Mateus nos iz em Mt 15.14: “Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no bar­ranco”.

Qual a melhor salvaguarda contra falsos ensinamentos?

Sem som­bra de dúvida, a resposta é o estudo regular da Palavra de Deus, sempre acompanhado de uma oração que rogue a iluminação do Espírito Santo.

A Bíblia foi-nos outorgada para ser uma lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (SI 119.105). Deus não permitirá que quem a ler corretamente caia em algum erro irremediável.

A negligência para com a Bíblia é que faz tantas pessoas se tornarem presas fáceis do pri­meiro falso mestre que aparecer. Tais pessoas querem nos fazer acreditar que não são “estudados”, e nem têm a “pretensão” de terem opiniões bem formadas. A verdade é que são preguiçosos, negligenciam a lei­tura da Bíblia, e não querem ter o trabalho de pensar por si mesmos. Não existe nada que forneça tantos seguidores para os falsos profetas do que a preguiça espiritual, disfarçada sob uma capa de humildade.


Meus irmãos para concluir

Repassando o que aprendemos nesta tarde:

1. Devemos fazer aos outros conforme desejamos que eles nos façam. Não devemos tratar as outras pessoas à maneira como elas nos tratam. Isto é mero egoísmo e paganismo. Devemos tratar com as outras pessoas conforme gostaríamos que elas tratassem conosco. O verdadeiro cristianismo é isso.

2. Não podemos ficar satisfeitos em seguir a moda e nadar na corrente daqueles entre os quais vivemos. Jesus nos diz que o caminho que conduz à vida eterna é apertado, e poucos são os que por ele caminham. Ele nos diz que o caminho que conduz à perdição é espaçoso e está repleto de viajantes. São muitos os que entram pelo caminho largo.

3. Que todos nós possamos sempre ter em mente a advertência do Senhor! O mundo, o diabo e a carne não são os únicos perigos no ca­minho do cristão. Há ainda um outro: o “falso profeta”, o lobo disfarçado em pele de ovelha. Feliz é quem estuda a Bíblia e ora, e sabe a diferença entre a verdade e o engodo, na religião! Existe uma diferença, e nós deveríamos reconhecê-la muito bem, fazendo uso do conhecimento que nos foi outorgado.

Que Deus nos abençoe!

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