quinta-feira, 15 de junho de 2017

TEONTOLOGIA - A ONISCIÊNCIA DE DEUS [Aula 04]


O atributo divino da onisciência, termo teológico próprio para definir o conhecimento de Deus sobre todas as coisas, é que caracteriza Sua perfeição. A onisciência envolve não apenas o conhecimento de Deus sobre nós, mas também Seu conhecimento sobre a natureza, o passado, o presente e o futuro. Envolve tudo que podemos imaginar e muito mais. É um conhecimento que o Senhor tem e sempre terá.

Na verdade, se analisarmos o conhecimento divino em sua totalidade, perceberemos que Deus nunca aprendeu nada e não tem necessidade de aprender, pois já sabe e sempre soube de tudo.

A onisciência de Deus é mencionada no questionamento de Isaías a uma nação rebelde:

Quem guiou o Espírito do SENHOR? E que conselheiro o ensinou? Com quem tomou conselho, para que lhe desse entendimento, e lhe mostrasse as veredas do juízo, e lhe ensinasse sabedoria, e lhe fizesse notório o caminho da ciência?” - Isaías 40.13,14

A resposta clara é: ninguém. Deus é infinito e está acima de Sua criação em todo o conhecimento e compreensão. De forma semelhante, o próprio Senhor falou a Jó de um redemoinho:

Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos como homem; e perguntar-te-ei, e, tu responde-me. Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Fazemo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?” - Jó 38.2-7

Mais uma vez a resposta é que, comparado ao conhecimento de Deus, que é perfeito, o conhecimento humano é quase nulo. O conhecimento do Senhor alcança o mais íntimo conhecimento do indivíduo: “Porque conheço as suas obras e os seus pensamentos!” (Is 66.18).

Davi declarou:

“SENHOR, tu me sondaste e me conheces. Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.” - Salmo 139.1-4

O autor de Hebreus escreveu: “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13).


A “AMEAÇA” DA ONISCIÊNCIA

Poderíamos pensar que a onisciência de Deus é confortante para nós em nosso estado natural, pois a crença de que existe um conhecimento perfeito, embora não o detenhamos, deveria tornar o mundo menos ameaçador. Na realidade, o contrário é o que ocorre.

Reconhecer que há um Deus que sabe tudo sobre todas as coisas é também reconhecer que tal Deus nos conhece. E porque não queremos que certas coisas sobre nós sejam conhecidas, nós as escondemos – não apenas dos outros, mas também de nós mesmos. Um Deus que nos conhece por completo é perturbador.

Arthur W. Pink, em Atributos de Deus, afirmou que a idéia da onisciência divina “enche-nos de inquietação. A. W. Tozer, em Conhecimento do sagrado, ponderou:

“Na divina onisciência vemos demonstrados contra cada um o terror e a fascinação da divindade. Que Deus conhece cada pessoa em sua plenitude pode ser a causa do grande medo do homem que tem algo a esconder – algum pecado oculto ou crime secreto cometido contra o homem ou contra Deus”. [1]

Tozer está falando da humanidade, portanto de nós. Todos se rebelaram contra Deus, por isso temem a exposição.

Ninguém documentou nosso medo de sermos expostos com mais cuidado do que R. C. Sproul em The Psychology of Atheism [A psicologia do ateísmo]. O autor dedicou um capítulo ao tema God and Nakedness [Deus e a nudez] e analisou o medo que o homem moderno tem de ser revelado, primeiro a outros, depois a Deus.

O primeiro objeto de sua análise é Jean Paul Sartre, filósofo francês, escritor e crítico. Sartre falou do medo de estar sob o olhar de alguém. Não nos importamos em fixar o olhar em alguém, por exemplo. Contudo, no momento em que temos consciência de que alguém está olhando para nós, ficamos com vergonha, confusos e amedrontados, e nosso comportamento se altera. Odiamos a experiência e fazermos qualquer coisa para evitá-la. Se não podemos evitá-la, a experiência se torna intolerável.

No que é talvez o trabalho mais conhecido de Sartre, a peça Entre quatro paredes, quatro personagens estão confinados em um quarto sem nada para fazer a não ser falar e olhar uns para os outros. É um símbolo do inferno. Nas linhas finais da peça, isso se torna bem claro quando Garcin fica em pé próximo à lareira afagando o busto de bronze e declara:

“Pois bem, é agora! O bronze aí está; eu o contemplo e compreendo que estou no inferno. Digo a vocês que tudo estava previsto. Eles previram que eu pararia em frente a este bronze, tocando-o, com todos esses olhares sobre mim, todos esses olhares que me comem! (volta-se bruscamente). Ah, vocês são só duas? Pensei que fossem muitas, muitas mais! (ri). Então, é isso que é o inferno! Nunca imaginei [...]. Que brincadeira! Nada de grelha. O inferno [...]. Que brincadeira! Nada de grelha. O inferno é os outros!”. [2]

As instruções finais de palco são para os personagens caírem sentados, cada qual sobre um sofá, deixarem de rir e entreolharem-se.

Na filosofia de Sartre esse medo de estar sob o olhar do outro é a razão para por Deus de lado, pois debaixo do olhar de Deus somos reduzidos a objetos, e nossa humanidade é destruída. O ponto de interesse aqui, entretanto, é o medo da exposição. De onde ele vem, senão de uma culpa real e merecida resultante de nossa rebelião contra o único santo e soberano Deus do universo?

A seguir Sproul analisa a obra Linguagem corporal, de Julius Fast. Esse livro é um estudo de como os seres humanos comunicam-se de forma verbal por várias posições corporais, gestos, ao balançar a cabeça, levantar as sobrancelhas, e assim por diante.

Fast ressalta que alguém pode encarar um objeto por um longo período. Alguém pode encarar animais. Mas, o olhar fixo para outra pessoa é um comportamento social inaceitável porque, se o olhar for mantido por muito tempo, provoca embaraço, hostilidade, ou os dois. O fato é que temos portas, cortinas nas janelas, roupas e cortina no chuveiro, para demonstrar nosso desejo e nossa necessidade de privacidade.

O terceiro objeto de análise de Sproul é o livro O macaco nu, outra obra popular, de Desmond Morris, Sproul afirma que o livro é uma visão singular do ser humano. Ele ressalta que o macaco nu é, obvio o ser humano. O título do livro e seu conteúdo realçam a singularidade do homem em sua nudez. Para o autor, seríamos animais nus, sem pelos para cobrir-nos, entretanto temos vergonha em nossa nudez e buscamos esconder-nos do olhar de outras pessoas.

Sproul, no quarto objeto de seu estudo, menciona o filósofo e escritor dinamarquês Soren Kierkegaard, observando que ele:

É um crítico aguçado da pessoa que vive totalmente no plano estético ou espectador da vida, funcionando dentro do contexto de um encobrimento com máscara, enquanto ele mesmo preservou uma ilha de encobrimento para si e para todos os homens. Ele sabia que a solidão permite um lugar secreto que é necessário para o sujeito.” [3]

O que emerge dessas expressões modernas é uma estranha ambivalência. Por um lado, o homem anseia por ser conhecido. Prova disso é a oportunidade dos grupos de encontro, da psiquiatria, dos talk-shows e dos filmes para adultos. Contudo, de maneira muito mais profunda o homem teme tal exposição, pois tem vergonha do que está para ser visto por outras pessoas e por Deus. Com os outros sempre há formas de conseguir um disfarce. Usamos roupas, por exemplo.

No âmbito psicológico, vigiamos o que dizemos para que só aquelas coisas sobre nós que desejamos que se tornem públicas sejam conhecidas. Às vezes, usamos uma fachada. No entanto, o que podemos fazer em relação a Deus, diante de que todos os corações estão abertos, todos os desejos são conhecidos? Não há nada que possamos fazer, pois isso é a onisciência de Deus, bem como Sua soberania e santidade, que produzem ansiedade e causam medo ao ser humano decaído.


COBERTOS POR TRAJES DE JUSTIÇA

O temor da onisciência de Deus é normal para os cristãos. No entanto, antes de vermos o que isso significa para eles, precisamos determinar por que esse atributo divino deixou de causar medo. Nesse ponto, a experiência de Adão e Eva é esclarecedora. Adão e Eva pecaram; quando o fizeram, reconheceram que estavam nus. Até então, eles estiveram nus no sentido puramente físico. Contudo, como ainda não haviam pecado, não se envergonhavam (Gn 2.25).

Depois que desobedeceram ao Senhor, sua nudez se tornou algo mais do que apenas físico; tornou-se uma nudez psicológica, ligada à sua culpa moral. O casal passou a apresentar-se culpado diante um do outro e também de Deus.

O que aconteceu? Deus veio passeando pelo jardim para confrontá-los em sua nudez. Ele expôs o pecado de Adão e Eva, pois o pecado não pode ficar escondido em Sua presença. Contudo, o Senhor fez algo tremendo:

Ele os vestiu com túnicas de peles de animais que Ele mesmo sacrificou.

Essa é a mensagem do cristianismo: que não podemos ser conhecidos e estar vestidos ao mesmo tempo. Todavia, estar vestido não significa lançar mão de “peles de animais”. A vestimenta de Adão e Eva era apenas um símbolo do que estava por vir para todos quando Deus enviasse Jesus Cristo, o qual morreria carregando nossos pecados e, assim, removendo nossa culpa.

Na base de Seu perfeito e propiciatório sacrifício, Deus “vestiria” com Sua própria justiça todos que cressem em Cristo. Por causa da obra de Jesus, Deus não nos olha mais como pecadores, e sim como aqueles que se tornaram justificados por Seu Filho unigênito. Agora podemos colocar-nos, diante dele ao invés de esconder-nos, não porque o Senhor não conhece o nosso pecado ou não se importa com ele, mas porque sabe de tudo e já lidou com o pecado de modo definitivo.

Agora podemos declarar como Isaías:

“Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios e como noiva que se enfeita com as suas jóias.” - Isaías 61.10


RAZÕES PARA ALEGRAR-SE

A onisciência de Deus é causa de desconforto e mesmo de medo para aqueles que não tiveram seus pecados cobertos pela justiça de Cristo. Todavia, por três razões Sua onisciência é uma grande bênção e um motivo de alegria entre os cristãos.
Primeiro, porque Deus sabe de todas as coisas, Ele conhece o pior de nós e ainda assim nos amou e salvou. Em nossos relacionamentos, com freqüência tememos que algo em nós possa vir à luz para nos separar das pessoas. Se não é assim, por que somos tão cuidadosos em mostrar nosso melhor aos outros? Entretanto, Deus já conhece o pior de nós e mesmo assim continua a demonstrar Seu amor. Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó (Sl 103.14).

Não precisamos temer que algo dentro de nós surja e surpreenda Deus, que algum esqueleto saia de nosso armário para expor nosso passado constrangedor, ou que algum informante fale com clareza contra nós, para nos envergonhar. Não pode acontecer nada que já não seja conhecido por Deus.

Donald Barnhouse relaciona o senso de segurança ao ministério do Espírito Santo em nós.

“Confortemo-nos de que o Espírito Santo não habita em nós como um espião, a fim de descobrir nossas fraquezas e contá-las a Deus para nossa condenação. O Espírito Santo sabe que Cristo foi condenado em nosso lugar, e veio habitar em nós como “contador” e “caixa do banco” de Deus, para sempre nos lembrar de nosso saldo de crédito, e dar-nos os frutos de nossa herança, a fim de que possamos viver no triunfo que Ele adquiriu para nós.” [4]

A segunda razão por que a onisciência de Deus é uma grande bênção é porque o Senhor não apenas conhece o pior de nós, como também conhece o melhor, mesmo que esse melhor não seja conhecido por nenhuma outra pessoa. Há momentos em que agimos muito bem em alguma situação e ainda assim achamos que passamos despercebidos; ou fazemos o melhor possível, mas falhamos, pois nosso ato é mal interpretado.

Às vezes as coisas acontecem de forma que não planejamos, daí as pessoas questionam (mesmo nossos amigos): “Como o fulano pode fazer uma coisa dessa? Eu tinha um conceito muito melhor dele”. Elas não sabem da situação nem conhecem nosso coração. Mostram-se críticas, e nada que fazemos ou dizemos parece mudar a opinião delas.

E então? Há conforto em saber que Deus, que sabe de todas as coisas, também nos conhece e sabe que na realidade demos o melhor de que fomos capazes. O Senhor não nos julga nem nos condena.

Um pai está ensinando sua filha de um ano a andar. Ela está tentando, mas cai. Ele a coloca de pé, e ela cai de novo. Ele se zanga, grita e esbraveja: “Você é uma criança burra! Eu sou um professor bom, porém você não está aprendendo!”. Quando ela cai pela terceira vez, ele bate nela por causa disso. É óbvio que faríamos uma idéia ruim de um pai desse tipo.

Por outro lado, veríamos com bons olhos um pai que afirmasse: “Não se preocupe com isso. Você caiu, mas um dia vai andar. Sei que você está fazendo o melhor que pode”. Nosso Deus é como este segundo pai. Ele conhece nossas fraquezas e pecados, no entanto também reconhece quando estamos tentando, e Ele é paciente.

A terceira razão por que a onisciência divina é uma bênção é porque Deus sabe o que vai fazer conosco, isto é, Ele estabeleceu o propósito para o qual fomos criados, e com certeza nos conduzirá ao cumprimento de nosso desígnio em seu devido tempo.

Esse objetivo está descrito em Romanos 8.29. A maioria dos cristãos conhece o versículo anterior. É uma promessa reconfortante.

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.”

No entanto, é uma pena que poucos tenham tentado aprender o versículo seguinte, porque ele mostra qual é o decreto mencionado no versículo 28:

“Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”    

Deus está determinado a tornar-nos como Jesus Cristo. Esse é o Seu propósito com redenção, e foi nesse contexto que Romanos 8.28 foi escrito. A redenção começa com o pré-conhecimento eletivo de Deus de Seu próprio povo, Sua predestinação para que seja conformado à imagem de Cristo. Além disso, a redenção inclui o chamado desses eleitos por Deus para a salvação, a justificação pela obra de Cristo e, por fim, a glorificação, como resultado de que os propósitos do Senhor para eles são totalmente atingidos.

Por vezes, ficamos desanimados na vida cristã, e por boas razões. Damos um passo à frente e recuamos meio. Somos bem-sucedidos uma vez, porém depois falhamos duas vezes. Vencemos a tentação, mas também caímos em muitas outras e várias vezes. Declaramos: “Não estou progredindo nem um pouco. Estou sendo pior este ano do que ano passado. Deus deve estar desanimado comigo”. No entanto, Deus não desiste de nós.

Esse é o ponto. Deus sabe de tudo. Por isso, ainda que seja verdade que Ele tem total conhecimento de nossos fracassos e vitórias, ainda que as vitórias sejam poucas, o Senhor tem conhecimento de muito mais do que isso. Ele sabe o que seremos um dia, quando, pela Sua graça, ficarmos semelhante à imagem de Jesus Cristo. Isso é certo. Portanto, devemos pôr nossa confiança nessa verdade, embora os desalentos sejam muitos.

Temos um grande destino; em vista disso, todas as realizações pomposas de nossa era e nossas realizações pessoais diminuem à quase insignificância.

Há outras áreas em que a onisciência de Deus afeta nossa vida. Se Deus é o Deus de todo o conhecimento, logo devemos ter consciência da importância de conhecê-lo. Somos feitos à Sua imagem.

Isso significa que podemos aprender a pensar de acordo com a Palavra de Deus e compartilhar o conhecimento que Ele possui. Podemos ter o conhecimento verdadeiro, embora não no mesmo grau do conhecimento de Deus.

A hipocrisia é tolice. Talvez tentemos enganar os outros sobre quem realmente somos, e tenhamos êxito até certo ponto. No entanto, não conseguiremos enganar o Senhor.

Sendo assim, quando estamos diante do Pai, com nossos pecados expostos, mas justificados por Cristo, ficamos perante qualquer um sem temer que nos conheça como somos de verdade. E podemos ter a ousadia de fazer o que é certo, mesmo que isso seja mal interpretado ou ridicularizado. Podemos ser pessoas de palavra de Deus nos conhece. Não temos de fingir ser algo que não somos.

Por fim, tornamo-nos capazes de permanecer animados nas dificuldades. Jó passou por inúmeras tribulações, porém ainda assim declarou: “Mas ele sabe o meu caminho; prove-me, e sairei como o ouro” (Jó 23.10). Porque Deus sabe de tudo, os cristãos podem descansar. Podemos orar com confiança, pois temos certeza de que nenhuma oração, nenhum grito por socorro, nem mesmo um soluço ou lágrima escapam ao conhecimento daquele que vê com profundidade nosso coração.

Às vezes, talvez nem consigamos orar. No entanto, como está escrito em Isaías 65.24, “e será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.” Tudo o que é precioso é que tiremos essas verdades da prateleira alta da teologia e as coloquemos para funcionar enquanto vivemos.

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Fundamentos da Fé Cristã: Uma Manual de teologia ao alcance de todos. James Montgomery Boice. São Paulo: Central Gospel, 2011, p. 118-123.



[1] TOZER, A. W. The Knowledge of the Holy [O Conhecimento do Sagrado]. New York: Harper & Row, 1961, p. 34.
[2] SARTRE, Jean Paul. No Exit and Three Other Plays [Sem saída e outras peças]. New York: Vintage Books, 1949, p. 47
[3] SPROUL, R. C. The Psychology of Atheism [A psicologia do ateísmo]. Minneapolis: Bethany Fellowship, 1974, p.114-116.
[4] BARNHOUSE, Donald Grey. God’s Heirs [Herdeiros de Deus]. Michigan: Eerdmans, 1963, p.145-146.

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