quarta-feira, 24 de maio de 2017

OSTENTAÇÃO NAS ESMOLAS E ORAÇÃO [Mateus 6.1-8]



1 Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.
2 Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
3 Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita;
4 para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.


Meus irmãos e amigos!

Neste segmento do Sermão da Montanha, o Senhor Jesus nos instruiu sobre duas questões. A primeira delas quanto a dar esmolas, a outra quanto à oração. Ambas eram questões às quais os judeus atri­buíam grande importância. Ambas, por si mesmas, merecem séria atenção de todos os que professam o cristianismo.

Vejamos primeiro a questão das ESMOLAS

2 Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
3 Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita;
4 para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.


Observe que nosso Senhor toma como um ponto pacífico que todos os que se intitulam sem discípulos darão esmolas.

A esmola (literalmente – ato de misericórdia ou piedade) foi constituída no antigo Israel como um dever sagrado. Portanto, a ajuda ao necessitado é parte integrante da conduta ideal do povo de Deus.

Em Deuteronômio 15:11 – está escrito: Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.”

Jesus assume como natural que os crentes pensarão ser um dever solene dar esmolas de acordo com as suas possibilidades, a fim de aliviarem as necessidades dos outros. O único ponto de que Cristo aqui trata é a maneira como deveria ser cumprido esse dever. Esta é uma importante lição.

2 Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.

Ele con­dena a atitude de egoísmo mesquinho de tantas pessoas, quanto à questão de dar dinheiro. Quantos são “ricos para consigo mesmos”, mas são pobres para com Deus! Muitos jamais dão um centavo para fazer o bem ao corpo e a alma de outrem!

O apostolo Paulo escreveu sobre isso em 1 Timóteo 6:17-19:

Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.”

Será que tais pessoas, com esta mentalidade demoníaca, têm algum direito de serem chamados cristãos? Bem poderíamos du­vidar desse direito. Um Salvador sempre disposto a dar, deveria ter discípulos igualmente dispostos a contribuir.

Vejamos agora, como segundo ponto  a questão da ORAÇÃO

Observe, uma vez mais, que nosso Senhor toma por certo que todos quantos se intitulam seus discípulos serão pessoas de oração. 
5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

Ele assume que isto também é um ponto pacífico. Tão somente Ele nos dá orientações quanto à melhor maneira de orar. Esta é outra lição que merece ser continuamente lembrada. Está claramente ensinado que pes­soas que não oram não são cristãos genuínos. Não basta apenas participar nas orações da igreja, aos domingos, ou freqüentar as reuniões de oração durante a semana, na igreja ou em família. É preciso haver também a oração particular, a sós com Deus. Sem isso, podemos até estar ar­rolados como membros de alguma igreja cristã, mas não somos membros vivos de Cristo. 
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

Entretanto, quais são as normas deixadas para nossa orientação a respeito de esmolas e oração? As regras são poucas e simples, mas contêm muito material para a nossa meditação.

Vejamos primeiro sobre as esmolas: Ao dar esmolas, tudo quanto seja ostentação deveria ser abo­minado e evitado. 
2 Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.

Não devemos dar como se desejássemos que todos vissem quão caridosos e liberais nós somos, como se quiséssemos re­ceber os elogios de nossos semelhantes. Tudo quanto pareça exibicio­nismo deve ser evitado. Devemos dar quietamente, fazendo tanto me­nos ruído quanto possível a respeito de nossa caridade. O nosso propósito deve acompanhar o espírito do versículo: 
3 Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita;
4 para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.


Vejamos agora sobre a Oração. - Ao orar, o nosso objetivo principal deveria ser o de estarmos a sós com Deus. Deveríamos procurar algum lugar onde nenhum olho mortal nos pudesse ver, para que então pudéssemos derramar o coração diante de Deus, com o sentimento de que ninguém nos está vendo, senão Deus.  
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

Entretanto, esta é uma regra que muitas pessoas acham difícil seguir. Para os irmãos de condição mais humilde, e para os que tra­balham para outrem, é quase impossível estar realmente sozinhos. Porém, esta é norma que todos nós precisamos fazer um grande esforço para obedecer. A necessidade, em tais casos, com freqüência é a mãe da invenção. Quando uma pessoa tem o real desejo de encontrar um lugar onde possa estar em secreto com Deus, geralmente acabará por encon­trar tal lugar.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

Em todos os nossos deveres, seja dar esmolas ou orar, a questão funda­mental que nunca deveríamos esquecer, é que estamos tratando com um Deus que perscruta o coração e sabe todas as coisas.

Tudo quanto seja mera formalidade, afetação ou que não provenha do coração, é abominável e sem valor aos olhos de Deus. Ele não leva em conta a quantidade de dinheiro com que contribuímos, ou o número de palavras que usamos. O que realmente é importante aos olhos de Deus é a na­tureza dos motivos e o estado do coração. Nosso Pai celeste “vê em secreto”.

Que todos nós lembremos destas coisas. Eis aqui uma pedra que é a causa de naufrágio espiritual de muitas pessoas. Eles bajulam a si mesmos com o pensamento de que tudo deve estar certo com as suas almas, se ao menos desempenharem uma certa quantidade de deveres religiosos. Esquecem-se de que Deus não presta atenção na quantidade, e, sim, na qualidade do nosso serviço.

O favor divino não pode ser comprado, conforme alguns parecem supor, pela repetição formal de um certo número de palavras, ou por justiça própria, pagando alguma quantia em dinheiro para uma instituição de caridade.

Portanto, em que temos posto o coração? Estamos fazendo tudo, seja dar esmolas ou orar, “como ao Senhor, e não como a homens” (Ef 6.7)? Será que compreendemos o que realmente importa aos olhos do Senhor? Será que apenas e sim­plesmente desejamos agradar Àquele que “vê em secreto’ ’, Àquele que “pesa todos os feitos na balança” (1 Sm 2.3)? Estaremos agindo com sinceridade?

Com perguntas deste tipo é que deveríamos sondar diaria­mente as nossas almas.

Programa Evangélico Fome e Sede de Justiça
24/05/2017


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