sábado, 4 de fevereiro de 2017

ARREPENDIMENTO, FÉ, JULGAMENTO E PURGATÓRIO.



O aviso das Escrituras enfatizam que, enquanto retardamos o arrependimento e a fé, corremos o risco de sermos endurecidos pelo engano do pecado. Ouvimos a pregação do evangelho com tanta frequência que podemos nos tornar calejados a seu respeito. Nossos corações se tornam calcificados; nossas consciências, cauterizadas. É assim que o pecado trabalha. Primeiro nos desculpemos e procuramos todas as formas de autojustificação. Finalmente nos iludimos pensando que fé o arrependimento não são necessários.

Quando enfrentaremos o julgamento de Deus? Há oportunidade para a fé e o arrependimento depois que morrermos?

Muitas pessoas agarram-se à esperança de uma segunda oportunidade depois da morte. A igreja Católica Romana nutre esta esperança com a doutrina do purgatório. Purgatório é um lugar de “purgar” para aqueles que ainda precisam de alguma purificação antes de entrarem no céu. Portanto, missas são rezadas e orações são oferecidas pelos mortos. (O ensino oficial da igreja Católica Romana é de que aqueles que estão no purgatório são cristãos batizados que no momento certo entrarão no céu. Entretanto, parece que na imaginação popular de muitos católicos e não católicos, purgatório é um lugar de onde os pecadores recebem uma segunda chance de consertar os seus caminhos e chegar ao céu, ajudados pelas obras dos que estão vivos.)

Se já houve uma doutrina inventada para atender as necessidades de uma humanidade apavorada, essa doutrina é a do purgatório. Mas, as Escrituras não oferecem a menor prova para apoiar a ideia.

Pelo contrário, a ênfase urgente das Escrituras é sobre a necessidade de arrependimento antes de morrermos. Novamente é o autor de Hebreus que declara: “E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disso, o juízo” (Hb 9.27).

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SPROUL, R. C. Surpreendido pelo Sofrimento. Rio de Janeiro: Cultura Cristã, 1998, p. 66-67.

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