segunda-feira, 18 de maio de 2015

A PLENITUDE DA REDENÇÃO (Ultimato) - Professor Pádua


A plenitude da redenção já ocorreu. Não é um projeto arquivado. Não é um projeto sobre a mesa. Não é um projeto em andamento. Não é um projeto a espera de voluntários. Não é um projeto inacabado. Não é um projeto parado no tempo e no espaço. não é um projeto atravancado por aqueles que lhe fazem oposição. Não é um projeto equivocado.

Não é um relógio que marca a plenitude da redenção. Não são os teólogos que atestam a plenitude da redenção. Não são os diretores de cinema que montam o cenário e a sucessão de eventos que levam à plenitude da redenção.

O sinal audível da plenitude da redenção foi uma das sete palavras de Cristo na cruz, aquela que ele pronunciou exatamente antes de inclinar a cabeça e render o espírito: "Está consumado!" (Jo 19.30).

O sinal visível da plenitude da redenção foi o rompimento da cortina tricolor que fazia separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Os três evangelhos sinóticos registram que, no momento da morte de Jesus, "o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto para baixo" (Mc 15.38).

Os dois sinais, o sinal audível e o sinal visível, deram-se no mesmo momento, mas em lugares diferentes: o primeiro foi no alto da cruz e o segundo no interior do templo de Jerusalém.

Embora organizados e ordenados por Deus, todos os sacrifícios de animais até então oferecidos eram apenas ensaio do sacrifício perfeito, que trazia definitivamente a plenitude da redenção. Graças à oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas (Hb 10.10), o pecador arrependido é justificado e santificado pelo sangue do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

O grande êxito da plenitude da redenção é que, agora, os crentes podem ter a intrepidez de entrar na presença de Deus "pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne" (Hb 10.19-20). Em dias de outrora, quem ousasse entrar no Santo dos Santos morreria no local. Hoje, as coisas são bem diferentes. Graças unicamente à plenitude da redenção! (Editora Ultimato)

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