quinta-feira, 26 de junho de 2014

POR QUE ESCREVER?


Já me perguntaram se vale a pena escrever, como escrevo, se tão poucas pessoas vão ler, curtir ou comentar. 

A minha reposta foi um pouco filosófica. 

Escrevo para lapidar esteticamente as estranhas forças que emanam do meu inconsciente. Aos poucos, fui descobrindo que nada me dá mais prazer na vida do que escrever. Condenado a fazê-lo, tiraria de letra a prisão perpétua, desde que pudesse produzir meus textos. Aos candidatos a escritor, aconselho este critério: se consegue ser feliz sem escrever, talvez sua vocação seja outra. Um verdadeiro escritor jamais será feliz fora deste ofício.

Escrevo para ser feliz. Bartheanamente, para ter prazer. Sabor do saber. Tanto que, uma vez publicado, o texto já não me pertence. É como um filho que atingiu a maturidade e saiu de casa. Já não tenho domínio sobre ele. Ao contrário, são os leitores que passam a ter domínio sobre o autor. Nesse sentido, toda escritura é uma oblação, algo que se oferta aos outros. Oferenda narcísica de quem busca superar a devastação da morte. O texto eterniza o seu autor.

Escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo não estou querendo alterar as coisas, abençoar pessoas ou até mesmo ficar famoso. Escrevo, por que é essa a forma que encontrei para abrir o meu coração perante Deus, tenho traumas, carências e sonhos, como também, tenho gozo, amor e ternura. Esta é a forma de desnudar a minha alma perante Deus.

Escrevo, porque não quero que escrevam na minha lápide: "Morreu de que? Se sufocou com as palavras que nunca disse"

Nos abençoe!
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