quinta-feira, 26 de junho de 2014

NÃO TEMAS - Patricia de Souza


Tenho sido incomodada, pelo Espírito Santo de Deus a falar mais sobre o rei Ezequias. Creio que, fazer uma análise sobre suas atitudes, estaremos sendo compelidos a mudar muitas das nossas atitudes diante de Deus. 

Se observarmos bem, temos vivido no melhor dos tempos. Tempos de avivamento tem sido derramado sobre as nossas vidas. Por todos os lados vemos a Igreja do Senhor Jesus, sendo restaurada, avivada pelo poder do Espírito Santo. Nós encontramos na Bíblia um homem, que na sua geração foi escolhido por Deus, assim como muitos tem sido até hoje, para serem um instrumento de avivamento e restauração espiritual para sua terra.

Ezequias, rei de Judá, assentou-se ao trono à idade de 25 anos, quando Acaz , seu pai morreu. Ezequias se destacou como um rei que “se apegava ao Senhor”, fazendo o que era direito aos olhos de Deus e seguindo Seus mandamentos. Desde o início do seu reinado, ele se mostrou zeloso a favor da promoção da adoração verdadeira, não somente em Judá, mas em todo o território de Israel. Por ele seguir os caminhos do Senhor, assim como fizera Davi, seu antepassado, podia-se dizer de Ezequias que “depois dele não se mostrou haver nenhum igual a ele entre todos os reis de Judá, mesmo aqueles que vieram a ser antes dele”. Por causa disso, “O Senhor se mostrou estar com ele”. (2 Reis 18.3-7)

Ezequias se tornou um canal de Deus. E no seu tempo abriu as portas que estavam fechadas, restaurou os serviços dos levitas, dos sacerdotes, purificou o templo (porque templo nos fala da nossa própria vida, e como templo, temos sido purificados pelo Senhor). Até mesmo os outros reinos de Israel que estavam em estado de decadência mergulhados na adoração falsa e fustigado pela ameaça assíria, vieram a convite de Ezequias celebrar a Páscoa. Essa festa se deu por muitos dias. Mesmo em tempos tão perigosos, prevaleceu a bênção do Senhor, de modo que veio a haver grande alegria em Jerusalém. O que houve ali foram uma restauração e um reavivamento da adoração verdadeira e não apenas uma reunião emocional passageira. Tão logo depois, todos os altares da nação, toda idolatria de Israel foi derribada, caiu por terra. E só o Senhor, o único Deus verdadeiro entre aquele povo foi adorado. Em pouco tempo o reino de Judá tornava-se representante de um governo teocrático e de adoração.

Enquanto isso, cresce no coração de Senaqueribe, o rei da Assíria, acrescentar aos seus troféus de guerra a conquista de Jerusalém. Foi um tempo difícil de muitas ameaças e negociações, o povo temia as ameaças de invasão. Ezequias tentava ao máximo usar de sabedoria e estratégias de guerra, mas não achava que isso fosse capaz de evitar o ataque de Senaqueribe. Mesmo assim Ezequias convocava ao povo e os encorajava: “Sede corajosos e fortes. Não tenhais medo nem fiqueis aterrorizados por causa do rei da Assíria e por causa de toda a massa de gente com ele; pois conosco há mais do que os que estão com ele. Com ele há um braço de carne, mas conosco está o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para travar as nossas batalhas.” (2 Crônicas 32.1-8).

Conforme as expectativas de Ezequias, Senaqueribe decidiu atacar Jerusalém. E ele manda um porta voz dizer em voz alta, e em judaico, zombando de Ezequias e do povo, escarnecendo do Senhor, gabando-se de que o Senhor não podia livrar Jerusalém do rei da Assíria, assim como tampouco os deuses das outras nações puderam salvar as terras dos seus adoradores. (2 Crônicas 32.9-15)

Ezequias, passando por todas aquelas afrontas, ficou muito aflito. Então voltando-se para Deus rasgou suas vestes reais e arrancou de sobre si tudo que poderia ser soberba ou altivez, ele vestiu pano de saco e cinzas, entrou na casa do Senhor e ali apresentou a Deus as afrontas e as ameaças de seu inimigo. Quem sabe você também tem enfrentado ameaças e afrontas. Faça como Ezequias, rasgue o seu coração diante do único que é poderoso para trazer vitória sobre sua vida.
Deus lhe mandou uma resposta, através do profeta Isaías: “Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, ou levantará trincheira contra ela. Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o Senhor. Porque eu ampararei esta cidade, para livra-la, por amor de mim e por amor do meu servo Davi. (Isaías 37.33-35)

Senaqueribe não temeu ao Senhor, invade com suas tropas a cidade. Porém, naquele mesmo dia, durante a noite, o Senhor enviou seu anjo, o qual destruiu 185 mil homens da elite das tropas de Senaqueribe, “todo homem poderoso, valente, e todo líder e chefe no acampamento do rei da Assíria, de modo que ele retornou com face envergonhada à sua própria terra”. (2 Crônicas 32.21). Assim se eliminou eficazmente a ameaça de Senaqueribe contra Jerusalém. Este homem voltou de onde veio, e teve um triste fim, foi morto à espada por seus próprios filhos.

A Palavra do Senhor para nós é essa: “Não temas”! Vamos rasgar os nossos corações e entregar a Deus toda a nossa ansiedade, toda angústia e aflição, todas as afrontas, todas as ameaças, pois Ele é o único Deus verdadeiro, não como os outros, feitos pelas mãos dos homens, mais é o Criador dos céus e da terra. Capaz de nos livrar daquele que nos oprime, que nos afronta e não teme ao Deus de Israel, seu fim com certeza, assim como foi o de Senaqueribe será triste. “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”! (Hebreus 10.31)

Por Patrícia de Souza

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