domingo, 15 de junho de 2014

LIBERANDO PERDÃO - Patricia de Souza


E quando percebo que não liberei perdão...

Tenho chegado à conclusão que perdão é algo que não se libera de uma única vez ou da noite para o dia. E para mim chega a ser triste, frustrante, pois achava que não existia nem mais uma gota dentro de mim dessa coisa horrível chamado ressentimento. Mas perdão não é apenas um ato e pronto. Perdão é um processo. A Bíblia diz que o perdão é contínuo – você continua perdoando. Cada vez que a memória acende, você perdoa novamente até perceber que conseguiu liberá-lo por definitivo.

E como sei quando os liberei completamente? Quando eles não ferem mais. Mas e se fere, ou se lhe trás algum sentimento desconfortável? Simples, ainda não houve perdão. Se você não se sente perdoando alguém, apesar disso, assim como eu, faça novamente, não porque esteja sentindo, mas porque é a coisa certa que devemos fazer. Faça isso para se libertar, para se beneficiar pessoalmente. Isso é uma questão de inteligência. Porque se você não perdoa, você também não recebe o perdão de Deus.

Todas as vezes que me vejo nesse dilema, o Espírito Santo de Deus me constrange, e me diz que Deus não poderá operar em minha vida, nas áreas que almejo, porque minha alma ainda está cheia de sentimento de justiça própria e de revanche. A vida não é justa, mas Deus o Todo Poderoso é Justiça. E um dia Ele vai acertar tudo isso.

Minha sugestão é que você faça, assim como eu, o que Deus manda. Perdoe a pessoa e deixe que Deus cuide do resto. Afinal de contas, quem possui mais recursos à disposição, nós ou Deus? Quem pode fazer melhor no final das contas, nós ou Deus? Enquanto esperamos em Deus, mesmo que estejamos com razão, perdoemos nosso ofensor, deixando-o livre, para que estejamos livres também.

O ressentimento não vale à pena. É irracional, inútil e doentio. A começar por mim, para nosso próprio bem, perdoemos!

Por Patrícia de Souza

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