sábado, 3 de maio de 2014

E POR FALAR EM... SAUDADES


"Nós, porém, irmãos, privados da companhia de vocês por breve tempo, em pessoa, mas não no coração, esforçamo-nos ainda mais para vê-los pessoalmente, pela saudade que temos de vocês". (1 Tessalonicenses 2:17)

Reza a lenda que a palavra "saudade" é única na língua portuguesa. Não haveria, em qualquer outro idioma, uma palavra que pudesse traduzir de maneira tão sintética o sentimento ao qual este termo se refere. Contudo, ainda que faltem palavras, a emoção que "saudade" representa é humana, universal.

Só a sente quem precisa ficar longe. Sentir falta é uma sensação particular àquele que gostaria de estar perto, mas não pode. Muitas vezes o trabalho, a universidade, uma pós-graduação, ou quaisquer outros motivos pessoais ou profissionais nos forçam a aprender a lidar com a distância.

Há saudades mais leves, como viagens com data certa para terminar. Outras de natureza mais duradoura, como a mudança de cidade de um filho ou filha queridos, onde a vontade de viajar e estar perto é sempre constante.

No entanto, algumas saudades são tão profundas, tão intensas e de tão grande tristeza que parecem que não vão acabar: são aquelas provocadas pela morte. É quando lágrimas correm e lembramos que Deus "pôs no coração do homem o anseio pela eternidade" (Eclesiastes 3:11). No fundo de nosso ser sentimos que não fomos preparados para esse momento. A morte é uma intrusa.

Graças à Deus por Cristo, que veio para que tenhamos vida em abundância e para nos dar certeza, oriunda da fé, de que aquele que nEle crê, ainda que morra, viverá. A certeza de que quem nEle confia não morrerá eternamente (João 11:25-26). Fiados nessa esperança sabemos que nenhuma dor é eterna, toda angústia vai passar, nossas lágrimas serão enxugadas e a palavra saudade será tão estranha para nós como também o será a palavra morte.

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