sábado, 17 de maio de 2014

DEPRESSÃO


“Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” - 1 Reis 19.4

A experiência da depressão é universal no espaço e no tempo. Ninguém está imune. Ela pode vir para quem tem e para quem não tem fé. A depressão é uma doença de verdade, e como tal deve ser entendida.

A depressão de Elias foi desencadeada pelo medo (1 Reis 19.3). A mesma situação poderia ter provocado alegria e confiança. Ele poderia ter pensado: "Ah os reis estão furiosos porque eu fiz a coisa certa. Deus continuará a me capacitar". Mas nele provocou frustração e medo.

É uma reação normal sentirmo-nos tristes após uma perda, com a morte de uma pessoa querida ou diante do rompimento de um relacionamento. Às vezes essa tristeza pode se transformar em depressão, mas isto só acontece nas pessoas que têm essa tendência. Em outras palavras, os acontecimentos estressam-nos mais ou menos em função como conduzimos as nossas vidas. Certas pessoas, por causa de suas características específicas (bioquímicas, genéticas, psicológicas), são mais vulneráveis que outras no desenvolvimento de um episódio depressivo diante de um fator estressante.

Em Elias, sua autoestima estava muito baixa. Eis como ele se autodefiniu: "Eu sou um fracasso, como foram os meus antepassados".

No primeiro estágio da sua depressão, Elias lutou por sua vida, buscando o refúgio no deserto, numa espécie de caminhada em direção ao nada. Depois, desistiu de viver e pediu a morte, sentando-se num lugar onde podia ser encontrado. No terceiro, ele se afundou numa caverna, na escuridão da falta de perspectiva. Mas ele, pela graça de Deus, não ficou na caverna.

Quem está hoje na caverna precisa saber que ali não o seu lugar.

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