sábado, 12 de abril de 2014

A TEOLOGIA DO RISO


Todos nós já vivemos ou estamos vivendo momentos em que ficamos imaginamos se vamos rir de novo algum dia. É um sentimento de que a alegria se foi, muitas vezes levada por circunstâncias, uma decepção amorosa, como a moça do filme, uma perda na família, uma enfermidade difícil e tantas outras coisas. Nessas ocasiões parece que sorrir de verdade, se torna quase impossível. No filme a moça acaba por descobrir o riso numa situação engraçada, mas muitas vezes na nossa vida essa alegria momentânea não é suficiente.
Precisamos do riso que vem de dentro para fora. Que está no nosso interior, sorrir não só com os lábios, mas com os olhos, com a alma. Esse riso só encontramos em Deus. Mas nada de hipocrisia, pois nem sempre vamos sorrir de verdade, mesmo confiando em Deus, teremos decepções e essas vão fazer com que muitas vezes a alegria vá embora. Jesus mesmo disse: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). E vamos nos perguntar: “Onde se escondeu o riso”?
Mas no momento certo descobriremos que ele apenas se camuflou no seu esconderijo, para depois nos surpreender, quando estamos mais necessitados dele, quando a vida grita dizendo: “Venha, pode me pegar”. Então, ele nos faz um convite de novamente enredar a vida com novas escolhas, novos sonhos, novas oportunidades. Deixamos de lado a dor, as lágrimas que choramos, o peso do dia a dia do trabalho, das obrigações e nos entregamos ao riso, rolando na grama colina abaixo, brincando de bola, peteca, como uma criança, “sufocando entre gargalhadas, gritinhos e falta de ar”. O riso é um amigo que quando achamos que nos abandonou; ele retorna com flores, abraços e um travesseiro fofo.
Fecho essa pequena reflexão com uma frase de Karen Burton Mains: “O riso é um bom amigo de Deus”.

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