sábado, 5 de abril de 2014

A TEOLOGIA DO "GOLPE"


TEOLOGIZANDO SOBRE...

Na hora do golpe, só conseguimos olhar para baixo e ver apenas o chão duro, o chão frio, o chão sujo, a nos dar boas-vindas, como se fosse a nossa casa definitiva. Antes da queda anunciada, ainda nos perguntamos como será a nossa vida daqui para a frente. Na verdade, não imaginamos que possa haver vida daqui para a frente. Então, confirmamos, com gosto de enxofre na boca, que somos mesmos vasos de barro, que o vento mais forte torce, a pressão mais tensa afunda, o aguaceiro mais denso fura, o sol mais quente esmigalha. Nessa hora, o golpe já desferido, também precisamos confirmar que dentro deste (nosso) vaso de barro está escondido um belo e indestrutível tesouro. Feitos à imagem-semelhança de Deus, somos habitados pelo Espírito dele, que monta guarda em nossos corações como um leão afiado. Por isto, podemos ser pressionados, mas não precisamos ficar desanimados; podemos nos sentir perplexos, mas sem nos desesperar; podemos ser perseguidos, mas não somos vencidos; podemos ficar abatidos, mas jamais destruídos (2 Coríntios 4.7-9). Mesmo que sejamos esmigalhados pelo medo, pela solidão, pela mágoa e pela dor, a estrutura do tesouro dentro de nós permanece inabalável. A certeza nos deve servir de desafio (devemos crer no que somos pelo poder de Deus que atua em nós, não no que as ameaças dizem que somos) e de promessa (devemos esperar que a graça de Deus seguirá o plano-mestre que já aprovou para nós).

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