sexta-feira, 18 de abril de 2014

A EXCELÊNCIA DA VIDA


Para muitas pessoas, o sentido da vida é comer, beber e se divertir. O trabalho é apenas a fonte dos recursos para a provisão da comida, da bebida e da diversão. Esta filosofia de vida acompanha o ser humano desde muito cedo. O profeta Isaías, há 2.500 anos), convivia com esta profissão de fé sobre a vida (Isaías 22.13).

Se é só para isto que trabalhamos, não é de admirar que reclamemos do atendimento que recebemos como usuários ou consumidores. Viver é mais que comer, beber e brincar. Pode ser outra a nossa crença sobre a vida. A vida é mais quando é missionária, isto é: a vida é realmente vida quando vivida na perspectiva da missão. Os pais, por exemplo, tiram prazer do suor do trabalho para criar bem seus filhos ou mesmo para lhes deixar bens. A paternidade é uma respeitável missão. Felizes são os que a levam a sério.

A vida mais excelente está mais além: está no amor que não espera retorno, senão o retorno do amor em si mesmo, se é que se lhe pode chamar de retorno. Viver de modo excelente é envolver-se em sentimentos e gestos que tornam dignas vidas postas abaixo da dignidade. Esta indignidade serve a interesses poderosos, aos quais é preciso enfrentar, o que implica em pagar um preço (1Corintios 25.32).
Enfrentando altruisticamente esses interesses ou afundando-nos no egoísmo, morreremos. Nossa morte será digna se a nossa vida tiver sido digna. Uma vida digna é uma vida missionária.

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