quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A INUTILIDADE DE UMA PROFISSÃO MERAMENTE EXTERNA DO CRISTIANISMO – Mateus 7.21-29


Nem que todos os que dizem “Senhor, Senhor” entrarão no reino dos céus. Nem todos os que professam o cristianismo, ou se dizem cristãos, serão salvos.

Prestemos atenção a este fato: para salvar uma alma é preciso muito mais do que a maioria das pessoas parece julgar necessário. Podemos ate ter sido batizado em nome de Cristo, e nos orgulhar presunçosamente em nossos privilégios eclesiásticos. Podemos ser donos de grande conhecimento intelectual, e estar bem satisfeitos com a nossa condição. Podemos até mesmo ser pregadores e mestres sobre outrem e fazer “muitas obras maravilhosas” em conexão com a Igreja a que pertencemos. Mas, durante esse tempo, temos praticado a vontade do Pai celeste? Temos verdadeiramente nos arrependido? Temos realmente confiado em Cristo e vivido vidas santas e humildes? Se assim não for, a despeito de todos os nossos privilégios,  e do nosso professo cristianismo, perderemos o céu afinal, e se remos rejeitados para todo o sempre. Ouviremos aquelas terríveis palavras: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”.

O dia do juízo final haverá de revelar coisas muito estranhas. As esperanças de muitos dos que foram considerados grandes cristãos, quando em vida, serão totalmente vãs. A corrupção de sua religião será desmascarada e lançada ao opróbrio, perante os olhos do mundo inteiro. E então ficará provado que, para ser salvo, é necessário muito mais  do que apenas “uma profissão de fé”. Devemos praticar o nosso cristianismo, tanto quanto professá-lo. Que nós com frequência nos lembremos desse grande dia do juízo, e nos julguemos a nós mesmos, para não sermos julgados e condenados  (I Co 11.31) pelo Senhor. Sem importar o que mais sejamos, que o nosso alvo consistia em sermos reais, verdadeiros e sinceros.

Extraído do Livro “Meditações no Evangelho de Mateus” de J. C. Ryle
Editora Fiel, pág. 50-51.

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