sábado, 27 de julho de 2013

ARREPENDIMENTO



João Batista falava com clareza  a respeito do pecado. Ensinava a absoluta necessidade de “arrependimento”, antes que alguém possa ser salvo. Ele anunciava que o arrependimento precisa ser comprovado através dos seus “frutos”. Advertia aos homens que nunca dependessem de meros privilégios externos ou da união externa com alguma igreja ou religião.

É precisamente esse o ensinamento de que todos carecemos. Estamos naturalmente mortos, somos cegos e dormimos no tocante às realidades espirituais. Contentamo-nos com uma religião meramente formal, lisonjeando-nos a nós mesmos com a ideia de que, se frequentarmos uma igreja seremos salvos. É mister que alguém nos diga que, a menos que nos arrependamos e nos convertamos, todos pereceremos.

A necessidade de arrependimento é um dos grandes fundamentos que estão na base do cristianismo. É mister pregarmos que toda a humanidade, sem exceção, se arrependa. Importantes ou não, ricos ou pobres, todos os homens têm caído no pecado e são culpados diante de Deus. Todos precisam arrepender-se e converter-se, se porventura quiserem ser salvos. O verdadeiro arrependimento não é alguma questão superficial.  Antes, envolve uma completa mudança do coração no que concerne ao pecado, uma transformação que se demonstra mediante uma santa contrição e humilhação, com uma sincera confissão dos pecados, diante do trono da graça, e uma quebra total de hábitos pecaminosos, bem como um ódio permanente a todo pecado. Tal arrependimento é o acompanhante inseparável da fé salvadora em Jesus Cristo. Devemos valorizar grandemente esta doutrina. Ela se reveste da maior importância. Nenhum ensino cristão pode ser considerado sadio se não puser sempre em evidência “o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At 20.21).

Extraído do Livro Meditações no Evangelho de Mateus de J. C. Ryle

Editora Fiel, pág. 16,24.

Nenhum comentário: