sábado, 3 de novembro de 2012

CARROS FURIOSOS E OS NOSSOS FILHOS




"Os carros andam furiosamente nas ruas; cruzam as praças em todas as direções; parecem como tochas, e correm como os relâmpagos" Naum 2.4.
A perda de um filho é tão antinatural que não há em nossa língua um termo que defina essa situação.

Porém, o paradoxo em nosso país é que, por mais antinatural que seja o trânsito está matando como nunca os nossos jovens.

Para nós, pais, parentes e amigos de vítimas de trânsito, a dor intensa do primeiro momento, aumenta a cada dia. Em primeiro lugar, pela certeza de que não teremos mais nossos jovens juntos de nós. Em segundo lugar, pela constatação cruel de que, pelo descaso e omissão de autoridades e de parcela expressiva da sociedade, novos pais órfãos de filhos juntar-se-ão ao já gigantesco contingente de eternas vítimas da violência do trânsito.

Contudo, dessa indescritível dor, há que tirarmos uma lição. A família, nesse momento, deve continuar firme nos seus propósitos. Permanecer forte e seguir em frente, sem jamais virar as costas para a vida. Não há alternativa para aqueles que são alcançados por tragédias tão marcantes como a perda de um filho de maneira prematura. Nossa missão passa a ser: não desanimar, ser solidário, ter fé e permanecer produtivo… Esse deve ser sempre o nosso lema.

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