domingo, 21 de agosto de 2011

AMOR – PRINCIPIO NORMATIVO DA VIDA CRISTÃ (Romanos 12.14-16 - Filipenses 2.5-11)



INTRODUÇÃO

O apóstolo Paulo vem descrevendo com muita coerência a ética do comportamento cristão.O amor é o grande principio normativa da ação cristã. Na comunidade do povo de Deus cada crente é chamado para efetivar o amor ao próximo através de suas ações. O amor é um principio fixo da natureza divina, não é algum beneficio que opera somente em favor dos objetos que lhe são agradáveis. O amor de Deus é um poder transformador que pode modificar completamente o objeto amado. Vejamos o que, à sombra do amor de Deus, podemos investir nas outras pessoas e em nós mesmos.

I. ABENÇOAI OS QUE VOS PERSEGUEM 
“abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis” Rm 12.14 

Algumas vezes as crises pelas quais passamos podem nos levar a um sentimento de vingança em relação às pessoas que nos prejudicam. Esse é um comportamento normal aos incrédulos, que tem facilidade em maldizer as outras pessoas. Ao cristão, nascido de novo, suas atitudes estão na contramão do mundo: 

1. Amar e orar pelos seus inimigos e perseguidores, Mt 5.44-45; 
2. Evitar a vingança e abençoar os opositores, I Pe 3.8-11; 
3. Cristo teve este mesmo sentimento, Fp 2.5. 

É bom lembrar que cada um reflita sobre o que tem feito, falando a respeito dos líderes, das pessoas e dos irmãos. Cada um de nós deve aprender a dizer bem a respeito dos outros, Tg 3.9-12. 

II. ALEGRAI-VOS COM OS QUE SE ALEGRAM E CHORAI COM OS QUE CHORAM, Rm 12.15.
“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” – Rm 12.15
A Psicologia, principalmente a que trata de relações sociais, classifica quatro tipos de comportamentos no trato do próximo: 

a) Simpatia: A simpatia está diretamente ligada à maneira simples, sincera e delicada de tratar uma pessoa com naturalidade e satisfação.     

b) Antipatia: antipático é aquele que se coloca em oposição ao sentimento alheio. As frases mais comuns do antipático em relação ao sofrimento alheio são: bem feito, que se dane, ainda poderia ter sido pior.

c) Apatia: Significa: ausência de sentimentos, insensibilidade. O apático não dá importância ao sofrimento alheio que, para ele, praticamente, não existe. As suas frases mais comuns são: E eu com isso? Já tenho problemas demais; não é problema meu.

d) Empatia:
A empatia, é a capacidade de se colocar no lugar do outro para melhor atendê-lo, conhecê-lo ou servi-lo. Para entender o próximo é preciso, primeiramente, aprender a conhecer a si mesmo.

Contudo, no texto que lemos o apostolo Paulo exalta a graça cristã da empatia. Quanto mais a pessoa vai desenvolvendo a sua salvação, mais empático ela se tornará. Ser empático é um mandamento do Senhor Jesus, Gl 6.2.

III. TENDE O MESMO SENTIMENTO UNS PARA COM OS OUTROS
“Tende o mesmo sentimento uns para com os outros”, Rm 12.16a
Paulo está focalizando a necessidade de harmonia entre os irmãos. A harmonia é um dos resultados naturais do amor, da mesma forma que a dissensão, os conflitos e a confusão são resultados naturais do orgulho e da vaidade, Ef 4.31-32.

A harmonia entre nós é produzida pela operação amorosa Espírito Santo, a qual produz todo o seu fruto em nos, Gl 5.22-26.

A nossa harmonia e unidade é um meio eficaz para o testemunho cristão, Jo 17.23

IV. CONDESCENDEI COM O QUE HUMILDE.
“...em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde” – Rm 12.16b
Cada crente deve identificar-se com os demais. Não pode haver distinção que promova a divisão do corpo de Cristo. Não se deve privilegiar a quem tem uma melhor posição social e intelectual, Tg 2.1-5,9; At 10.34. (Testemunho Pessoal – Livro).

III. NÃO SEJAIS SÁBIOS AOS VOSSOS PROPRIOS OLHOS.
“...não sejais sábios aos vossos próprios olhos”. Rm 12.16c
O Apostolo Paulo orienta que o amor cristão elimina o orgulho e a presunção. É um perigo para o cristão começar a se comparar com os seus irmãos e julgar-se melhor. Muitas vezes os que querem se mostrar mais espirituais são os mais orgulhosos e quase nunca aceitam a orientação de seus líderes.

Virtudes e Recomendações:
1. Considerar os outros superiores, Fp 2.3-4;
2. Verdadeira Sabedoria, Tg 3.13.18

CONCLUSÃO
Nesse mundo dominado pelo diabo, e contaminado pelo pecado, o verdadeiro amor está cada vez mais escasso. O próprio Senhor Jesus disse: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12). 

Porém, aquele que está em Cristo ama, não só a Deus, mas também ao próximo e até mesmo a seus inimigos, pois “…o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.5).
O Cristianismo verdadeiro é um relacionamento de amor a Deus e amor ao próximo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Você está vivendo na prática esse mandamento?
Prof. Antônio de Pádua
Ministrado na IP de Salgado de São Félix - PB
20 de Agosto de 2011.
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Fonte de Pesquisa
BRUCE, Frederick Fyvie. Romanos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2005.
CARSON, D.A., MOO, J., MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997.
CHALITA, Gabriel. Pedagogia do amor: contribuição das histórias universais para a formação de valores das novas gerações. São Paulo : Editora Gente, 2003.


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