quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MANIFESTO PRESBITERIANO SOBRE ABORTO E HOMOFOBIA


A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL, diante do momento atual em que as forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação com a possibilidade da aprovação de leis que venham labutar contra a santidade da vida e a cercear a liberdade constitucional de expressão das igrejas brasileiras de todas as orientações, vem a público MANIFESTAR quanto à prática do aborto e a criminalização da homofobia. 

I – Quanto à prática do ABORTO, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados pela prática clandestina de abortos, causando a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família. 

Visto que: 
(1) Deus é o Criador de todas as coisas e, como tal, somente Ele tem direito sobre as nossas vidas; 
(2) ao ser formado o ovo (novo ser), este já está com todos os caracteres de um ser humano, e que existem diferenças marcantes entre a mulher e o feto; 
(3) os direitos da mulher não podem ser exercidos em detrimento dos direitos do novo ser; 
(4) o nascituro tem direitos assegurados pela Lei Civil brasileira, e sua morte não irá corrigir os males já causados no estupro e nem solucionará a maternidade ilegítima.

Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante.

II – Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualidade é homofóbica, e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: 
(1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; 
(2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; 
(3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; 
(4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; 
(5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam quea prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.

Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.

Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O SILENCIO DE DEUS


1. Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta.
2. Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os cabelos.
3. Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas.
4. Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para a morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ele glorificado.
5. Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.
6. Quando pois soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava (João 11.1-6)

Há circunstâncias em nossa vida que, as vezes parece que Deus não sabe, ou não quer intervir em nossos problemas. As vezes, o nosso coração abatido e a nossa alma aflita, tem a sensação de que ele não sabe, ou não pode, ou não quer saber. Esta poderia ter sido a pergunta de muitos dos que estavam em casa de Lázaro ou na companhia de Jesus Lázaro ficara doente e imediatamente mandaram chamar o Senhor, ele porém, demorou-se dois dias – “Quando pois soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava.”  v. 6

Todos os presentes questionaram a ausência de Jesus:
Marta – “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão”, v. 21
Os que estavam ali – “Mas alguns objetaram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer que este não morresse?” v. 37

A questão em outras palavras era – Se ele tivesse vindo na hora certa e se quisesse, nada disso teria acontecido! Quantas vezes essa não tem sido a nossa indagação? Por que? Qual a tua vontade? Através desta experiência de Lázaro e de sua família, aprendemos lições preciosa sobre o silêncio de Deus.

A primeira lição é que:

APRENDEMOS QUE A NOSSA VIDA É PROJETO DE DEUS E QUE VISA O NOSSO BEM E A SUA GLÓRIA
Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para a morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ele glorificado. v. 4

Quando as irmãs de Lázaro mandaram informar Jesus sobre a enfermidade do seu irmão, o Senhor não ficou desesperado e saiu correndo. O Senhor Jesus sabia que aquele problema resultaria na glória de Deus. Em nossa vida, temos a mesma promessa. Quando fomos alcançados pelo Senhor, recebemos de suas mãos um projeto que vai se cumprir literalmente – “O conselho do Senhor dura para sempre; os desígnios do seu coração por todas as gerações”, Salmo 33.11.

Nos somos impactados com aquilo que ouvimos: O diagnóstico do médico; As palavras duras e difamadoras de alguém; O extrato bancário; As surpresas trágicas de um acontecimento imprevisto.

Essas notícias chegam até nós minando a nossa fé e a nossa estrutura emocional. Mas onde está Deus? Mas agora, assim diz o Senhor, que te criou... e te formou...: não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor, teu Deus... o teu salvador”, Isaías 43.1-3.

O texto diz: “Quando passares...” Isto significa que serão momentos, períodos e circunstâncias – não é definitivo. Queridos somos a menina dos olhos do Senhor – “Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas”, Salmo 17.8

A segunda lição é QUE:

APRENDEMOS QUE O TEMPO EM QUE DEUS PARECE DEMORAR A AGIR NÃO SIGNIFICA DESCASO, MAS SIM, CUMPRIMENTO DOS SEUS DECRETOS (AGENDA).
Quando pois soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava. v. 6

Jesus de maneira alguma desprezou a gravidade de Lázaro e a dor dos seus familiares – a questão era que havia um propósito divino naquela ocasião. Há um propósito divino em nossas vidas.      Deus só tem boas intenções a nosso respeito e ninguém pode impedir os seus desígnios sobre nossa vida.

O Patriarca Jó declarou – “Bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” Jó 42.2

Deus tem uma agenda sobre a sua vida que deverá se cumprir literalmente. Há uma canção que diz: “quem tem promessa de Deus, não morrerá, antes que ela se cumpra”. Nada impediu o poder do milagre na vida de Lázaro.

A terceira lição é que:

APRENDEMOS QUE DEUS DESEJA DESENVOLVER A NOSSA FÉ
Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu; e por vossa causa me alegro de que lá não estivesse, para que possais crer; mas vamos ter com ele”, v. 14-15

O Senhor Jesus afirma que um dos motivos porque se demorou é para que os discípulos e a família de Lázaro desenvolvessem a fé. Como nós aprendemos  coisas sobre Deus e sobre a nossa vida em meios as provações?

O salmista declarou – Foi-me bom ter passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos”, Sl 119.71
Esta também foi a conclusão do Patriarca Jó depois da prova – “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem”. Jó 42.5

Muitos conhecem a Deus do “ouvir falar”; Muitos só conhecem o Deus das caixinhas de promessas. Queridos, a nossa fé deve ser mediante a Palavra de Deus.

Existem vários motivos em que Deus usa a prova para o desenvolver da nossa fé:
1. Deus não nos responde não por que não queira, mas porque a resposta pode nos afastar de uma maior intimidade com ele.
2. Se Deus nos respondesse imediatamente, não haveria necessidade de buscá-lo.
3. Na maioria das vezes, o Senhor deseja falar mais do que esperamos ouvir.

O v. 45 diz – “Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus, creram nele”.

A quarta lição é que:

APRENDEMOS QUE NO MOMENTO EM QUE DEUS RESOLVE AGIR, NADA PODE IMPEDI-LO.
“Então ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. E tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço.” v. 39-44.

Quando Deus age, ele não quer saber se  o tempo do homem já passou, se a possibilidade já passou. Quando Deus age, ele não quer saber se cheira mal, se apodreceu, não quer saber o que vão pensar. Quando Deus age, ele não quer saber se um morto ouve ou se um atado anda – ele ordena e tudo acontece. Quando Deus age, a morte é vencida, o impossível acontece, o que estava morto é ressuscitado.

Diante de todas as lições deste texto, qual deve ser a nossa postura:

1. Procurarmos Jesus para solucionar os nossos temores, v. 3
Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas.
Na sua aflição procure Jesus.

2. Reconheça a oportunidade que Deus está lhe dando para desenvolver a sua fé.
O apóstolo Tiago exorta“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada produz perseverança”. Tg 1.2-3.
A provação nos torna maduro.

3. Creia no milagre de Deus, v. 40
Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?
A fé é imprescindível para a realização do milagre.

Queridos, mesmo no silêncio de Deus é possível ouvi-lo dizendo – “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”, v. 25-26.

Que Deus nos abençoe!!!

Sermão ministrado no Culto Comum da Igreja Presbiteriana de Salgado de São Félix (21/11/2010)            

sábado, 20 de novembro de 2010

O RETORNO DA FÉ - FILME


Jimmy Moore é um pastor que se encontra em uma enorme encruzilhada, após perder completamente sua fé. Assim, decide retornar à fazenda onde cresceu para recuperar a crença em Deus, mas logo descobre que uma tragédia se abateu recentemente sobre o local, com um misterioso incêndio que custou a vida de toda uma família.
Para piorar ainda mais a situação, seu melhor amigo foi acusado de estar por trás de tudo, fazendo com que Jimmy comece a investigar o ocorrido por conta própria, numa jornada que o fará aprender muito sobre si próprio. Assisti o filme e recomendo.

Título Original: Rust
Título Traduzido: O Retorno Da Fé

Gênero: Drama
Duração: 94 Min
Ano de Lançamento: 2010


Elenco
Corbin Bernsen
Frank Gall
Lloyd Warner
Audrey Lynn Tennent
Kirsten Collins
John Hutchinson
Chesney Caswell
Judith Davies
Cavan Cunningham
Mike Kernahan
Ryder Debreceni
Nolan Hubbard
Gerald Lenton-Young
Brad Kearns

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

DEUS É HOMOFÓBICO?

Nos dias de hoje, quando se prega contra as práticas homossexuais, é comum o pregador ser taxado de homofóbico. 
Mas afinal, o Senhor Deus é homofóbico? Se o ato de pregar contra as práticas homossexuais é ser homofóbico, logo, podemos entender que Deus é sim homofóbico. 
O que deve ser entendido ao se utilizar a Bíblia Sagrada, é que, ninguém anuncia discriminação contra os homossexuais, mas sim, contra as "práticas homossexuais". 
Eu sempre ouvi uma frase muito interessante desde que era pequeno, que assim dizia: "Deus não ama o pecado, mas Deus ama o pecador". 
A mesma frase é aplicada nas questões homossexuais, Deus continua amando os homossexuais, porém, não ama a homossexualidade. 
Quanto aos pregadores do Evangelho, e que seguem o Mestre e Senhor Jesus, o principio é o mesmo; devem sim amar os homossexuais, porém devem também discordar das praticas pecaminosas da homossexualidade, embora sejam acusados de homofóbicos.
1. ESTÁ NA BÍBLIA
Leiamos o que Senhor Jesus disse em Mateus 10:34-39: 
Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada (v.34)
Ele estava verdadeiramente se referindo as dissenções causadas por causa do Evangelho. Fato que ocorre nos dias de hoje, por exemplo, quando se prega contra as práticas homossexuais. É inevitável o conflito, afinal, mesmo o pregador se utilizando dos textos ensinados na Bíblia, ainda assim acaba sendo criticado por aqueles que preferem contrariar as sagradas Escrituras e continuam vivendo no pecado. 
Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. (v.35,36)
O texto deve ser entendido, não pelo ângulo de que o Senhor estava incentivando a discórdia ou as brigas no lar, mas sim, deixando as claras o fato de que para "servir" ao Senhor e seguir os Seus ensinamentos, discordar dos falsos ensinamentos e das falsas doutrinas acabaria trazendo discórdias e conflitos. 
Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. (v.37)
Amar ao Senhor acima de todas as coisas, implica no fato de ser sim taxado de homofóbico, se para isso o verdadeiro Evangelho venha a ser pregado e propagado, afim de arrancar os escravos das garras de satanás. A prisão o processo e a perseguição, fazem parte da vida de todo aquele que verdadeiramente pretende pregar o genuíno Evangelho ensinado pelo Senhor Jesus e seguido pelos Seus apóstolos. 
E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. (v.38)
Tomar a cruz é sim sacrificar a própria vida, afim de seguir ao Senhor Jesus. Assim como Deus se fez carne, e abriu mão da Sua glória para morrer na cruz em lugar do pecador, para libertá-lo da escravidão do pecado, assim também o homem deve abrir mão dos prazeres da carne afim de servir e agradar ao Salvador.
Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á... (v.39)
O que todo o pecador deve entender é o fato de que a felicidade não pode estar em contrapartida ao amor por Deus. Muitos pegam a prática do pecado em nome do amor, mesmo que para isso tenham que contrariar os mandamentos de Deus. Quando o pecador dá preferência a sua felicidade temporária aqui neste mundo, acaba perdendo a felicidade eterna conquistada pelo Salvador e Senhor. Perder a vida, é abrir mão do pecado e seus prazeres, afim de achar a vida eterna e o nome escrito no Livro da Vida. 
2. DEUS É HOMOFÓBICO?
Tomando por base o texto acima, podemos entender que Deus não vai deixar de contrariar as práticas homossexuais, mesmo que para isso Ele acabe sendo taxado de homofóbico. 
Vamos a Sua palavra:
Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles. Levítico 20:13
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros,homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. Romanos 1:26,27
Que Deus ilumine e abençoe a vida de todos os homossexuais, para que abandonem as obras da carne.

sábado, 18 de setembro de 2010

OS ATRIBUTOS DE DEUS E A NOSSA VIDA


“Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”, Pv 15.3

O Rei Salomão  canta nestes versículos, dois atributos incomunicáveis de Deus - Onipresença e Onisciência. Deus possui atributos (qualidades), que são chamados teologicamente de atributos comunicáveis e incomunicáveis.

a) Atributos Comunicáveis de Deus.
Conceito – “Os atributos comunicáveis de Deus são aqueles com os quais os atributos do homem têm alguma analogia – conhecimento, sabedoria, bondade, amor (graça, misericórdia e longanimidade), santidade, retidão,veracidade e soberania”.

b) Atributos incomunicáveis de Deus
Louis Berkhoff diz: “Os atributos incomunicáveis de Deus são as perfeições divinas que não encontram analogias na criatura. Eles destacam a distinção absoluta de Deus” (Manual de Doutrina Cristã, p. 59-68).

Os atributos incomunicáveis de Deus são: auto-existência, imutabilidade, perfeição, eternidade e imensidade (onipresença).

Dois destes atributos, o Rei Salomão cita no texto acima:

a) Onipresença - Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos. Deus está ali.

b) Onisciência - Ele sabe de todas as coisas. O passado, presente e  futuro, estão patentes aos seus olhos.

Tais atributos nos colocam em uma situação de fragilidade, diante deste Deus todo poderoso, que muitos agem como se Ele não existisse.

Gostaria de fazer uma aplicação destes atributos a nossa vida.

I. ONISCIÊNSCIA DE DEUS

Vejamos como o salmista descreve a onisciência de divina: “SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda. Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão. Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir”, Sl 139.1-6. 

Ao tentar descrever a onisciência de Deus, Davi afirma com plena certeza de que Deus, em sua perfeição, examina todos os nossos pensamentos e sentimentos, até mesmo os mais íntimos, e que é um conhecedor profundo da mente e de toda a natureza humana.

Vejamos o que ele diz ao seu filho Salomão: “Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária; porque o SENHOR esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre”, I Cr 28.9.

O profeta Jeremias afirmou: Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”, Jr 17.10.

Portanto, com a onisciência de Deus queremos dizer que Ele conhece a si próprio e todas as outras criaturas. Ele é o conhecedor perfeito da natureza de todas as coisas existentes - não há segredos para Ele. Ele conhece toda a história da eternidade. Ao homem ocorrem lembranças do passado - para Deus o passado e o presente é só lembrança. Ao homem a  profecia é aquilo que ele espera - para Deus é aquilo que Ele já viu.

Assim como a onipresença de Deus se apresenta como uma dupla fonte, da mesma é a onisciência.

1.Fonte de conforto para os fiéis

Pois Ele conhece as nossas necessidades: Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais... vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas”, Mt 6.8,32.

Deus não ignora até as coisas mais íntimas da vida – os cabelos: “E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados”, Mt 10.30. 

2. Fonte de advertência para os infiéis

Pois na amplitude do seu conhecimento, podemos afirmar que Ele conhece: 

a) O homem e toda a sua obra: “O SENHOR olha dos céus; vê todos os filhos dos homens; do lugar de sua morada, observa todos os moradores da terra, ele, que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras” - Sl 33.13-15.

De acordo com estas obras, ele julgará cada um: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros”, Ap 20.12.

b) Os pensamentos dos homens: “Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração?” Lc 5.22.

c) O coração do homem: “O além e o abismo estão descobertos perante o SENHOR; quanto mais o coração dos filhos dos homens!”, Pv 15.11.

Meus irmãos, Deus está presente em todo lugar, observando todos os nossos atos, por mais simples que sejam, desde que acordamos até a hora em que dormimos. Tal poder evidencia também a nossa pequenez, aponto de, muitas vezes, não termos condição de compreende-lo em sua plenitude.

Diante de tal realidade, o salmista se sente assombrado: “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir”, Sl 139.6.

A consciência disto deve nos levar a repensar a nossa conduta, forma de vida e nos levar a buscar a Deus de coração.

II. ONIPRESENÇA DE DEUS

Com a Onipresença de Deus queremos dizer de sua infinidade em relação as suas criaturas. Por ser imenso, Deus é onipresente.

O salmo 139.7-12, descreve com riqueza e detalhes o que á onipresença de Deus: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá. Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa”.

Deus está em toda parte, embora não ocupando dimensões físicas como nós. O profeta Jeremias afirma: “Acaso, sou Deus apenas de perto, diz o SENHOR, e não também de longe? Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? —diz o SENHOR; porventura, não encho eu os céus e a terra? —diz o SENHOR”, Jr 23.23-24.

A onipresença de Deus para as suas criaturas se apresenta  como uma dupla fonte:

1. Fonte de conforto para os fiéis.

Pois Ele é Deus fiel e presente em todas as circunstâncias da nossa vida. 
- Seja na hora da crise, como no mar da Galiléia, quando disse para os discípulos: Não temas! Mc 6.50.
- Seja na hora da fome, como na multiplicação dos pães, quando afirmou: Eu sou o Pão da vida, Jo 6.35.
- Seja na hora da morte, como no caso das irmãs de Betânia e proclamou: Eu sou a ressurreição e a vida, Jo 11.25

2. Fonte de advertência e repressão para os infiéis - Pois Ele conhece tudo.

Não adianta tentarmos fugir de Deus. Aqueles que assim fazem sofrem, como Jonas que desobedeceu a sua determinação e foi castigado, Jn 2.1-10.

O profeta Jeremias diz: Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? — diz o SENHOR; porventura, não encho eu os céus e a terra? —diz o SENHOR”, Jr 23.24.

A consciência disto deve nos levar a repensar a nossa conduta, forma de vida e nos levar a buscar mais a Deus de coração: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”, Jr 29.13. 

Para concluir

Em todos os lugares o homem é cercado pela presença e ciência de Deus - os olhos do Senhor. Portanto, qualquer criatura, esteja onde estiver, pode gozar da presença de Deus - isto deve consolar o nosso coração. Mas por outro lado, esta grande verdade nos chama a realidade de que:

1. Não adianta se esconder como o salmista, Sl 139
2. Não adianta fugir como Jonas,  Jn 1.3
3. Não adianta querer enganar como Ananias e Safira, At 5.1-11
4. Não adianta cultuar a Deus penas de Lábios, como denuncia o profeta Isaías, Is 29.13.

Tudo isto é uma tentativa inútil, pois o pecado humano não é oculto diante de Deus: "Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; ninguém se esconde diante de mim, nem se encobre a sua iniqüidade aos meus olhos”, Jr 16.17

A consciência disto deve nos levar a repensar a nossa conduta, forma de vida e nos levar a buscar mais a Deus de coração.

Leiamos Hb 4.13: “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas”, Hb 4.13.