segunda-feira, 2 de abril de 2007

O mistério da vida, o mistério da morte e o mistério da ressurreição


A cada segundo, nascem 4,4 pessoas ao redor do mundo e morre quase o mesmo número. Graças ao pequeno saldo a favor dos que nascem, a população continua a crescer. Quando alcançarmos o pico da população mundial, talvez no final deste século, haverá por algum tempo certo equilíbrio entre os que nascem e os que morrem. A partir de então, é provável que o número de mortes supere o número de nascimentos e a população comece a diminuir. A morte pode perder a batalha demográfica (quando o número de nascimentos supera o número de mortes), mas nunca perde a batalha travada entre ela e a vida.


Temos sido obrigados a misturar o mistério da vida com o mistério da morte. Outro dia, por exemplo, enquanto um grupo de pessoas celebrava com muita alegria o casamento de um doutorando em botânica de 28 anos, outro grupo velava com muita tristeza o corpo do orientador do noivo, um professor de 58 anos.


No primeiro domingo de novembro de 2006, um garoto de sete anos vibrava com o passeio que fazia numa praia de Porto Seguro, BA, em cima de um “bote-banana”. Na última manobra da embarcação, quando todos deveriam cair na água, o pequeno Lucas teve a cabeça decepada pela hélice da lancha ou pelo cabo que ligava a lancha ao bote.


Vamos hoje à loja de móveis para comprar um bercinho, e amanhã, à funerária para comprar uma urna. No berço, colocamos nossos recém-nascidos e, na urna funerária, os nossos recém-mortos.


Ao mesmo tempo que misturamos o mistério da vida com o mistério da morte, precisamos misturar o mistério da morte com o mistério da ressurreição. Isso é muito confortante, mas é matéria de fé. A ciência não nos leva à ressurreição do corpo.


Dos três grandes mistérios — o mistério da vida (ainda não totalmente desvendado), o mistério da morte (ainda profundamente complexo) e o mistério da ressurreição (ainda não verificado) — o maior deles é o mistério da ressurreição. Chama-se de mistério tudo aquilo que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender. É aí que entra a outra faculdade humana, a capacidade de acreditar em Deus, em seus atributos e em sua Palavra.


A ressurreição do corpo é uma esperança tão certa como a vida, tão certa como a morte. Essa esperança está de tal modo vinculada à ressurreição de Cristo que, se esta não acontecer, todo o edifício religioso construído sobre a pessoa de Jesus desmorona por completo. Não fica pedra sobre pedra.


Texto completo publicado na Revista Ultimato


6 comentários:

matias disse...

Muito interessante sua colocação sobre "O mistério da vida, o mistério da morte e o mistério da ressurreição", gostei parabéns!

alexander disse...

olá querido professor pádua esse site realmente é muito interessante.

meu email alexpresb@yahoo.com.br

cel 16 9731 4010
Abraços em Cristo Alexander Camargo .

Maria Cláudia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Cláudia disse...

De fato,os mistérios da vida e da morte impõem um limite à razão humana. Para se entender tais mistérios é necessário outras categorias de conhecimento. Vida e morte precisam ser pensadas com as categorias da revelação. A revelação nos permite compreender esse duplo mistério através do sentido da ressurreição do nosso Senhor Jesus.
Maria Cláudia Ferraz, Niterói-RJ

laura disse...

achei muito interessante este assunto, sobre o mistério da vida, da morte e da ressurreição.parabéns estou amando ler seus textos.

CAFACAFA disse...

Vem aí a segunda vinda de Jesus:)